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MINHA VIDA GAY

Mark Foster, ex-nadador olímpico, sai do armário aos 47 anos: “Escondi por tempo demais”.




Mark Foster, ex-nadador e atual comentarista da BBC Sports, saiu do armário nesta segunda-feira (27/11) em declaração oficial à imprensa. “Ninguém me forçou a me assumir. Eu simplesmente escondi isso por tempo demais”, disse o ex-atleta de 47 anos.

“Sempre dizendo meias-verdades em público. Não sou o primeiro atleta na Inglaterra ou na minha modalidade a fazer isso, e não compito mais profissionalmente, então me vi mais tranquilo para fazer esse anúncio”, disse. “Nos últimos 26 anos, tive dois longos relacionamentos com dois homens incríveis”.

“É importante não viver com medo. Eu não sinto medo de muitas coisas na minha vida, mas por muito tempo era assustador olhar para dentro de mim e encarar as mentiras que eu contava”, concluiu o ex-atleta. Foster ainda citou o mergulhador Tom Daley como um dos esportistas que “abriu caminho” para que sua declaração fosse possível.

Por homem não se assumir em público, casal gay tem pedido para ter filhos negado.


O casal gay queria ter filhos por meio de uma barriga de aluguel


O casal gay está junto há dez anos em um relacionamento estável e queria ter filhos por meio de uma barriga de aluguel, mas o pedido acabou negado

Um casal gay que vive na África do Sul, identificado apenas como CJD e HN, entrou na justiça para conseguir o direito de ter um filho por meio de uma barriga de aluguel. Mas a juíza Ronel Tolmay, da Suprema Corte do Norte de Gauteng, rejeitou a candidatura do casal, que está junto há dez anos, uma vez que a HN não é assumidamente homossexual. As informações são do “Mamba Online”.

HN, um médico especialista, teria dito ao tribunal que ele não queria que sua orientação sexual se tornasse pública pois isso poderia prejudicar sua carreira. Isso levou a juíza a sugerir que ele não ser assumido poderia afetar negativamente o filho do casal gay, pois HN poderia não querer reconhecer a criança em público. Tolmay disse: "Posso ver uma criança pequena correndo com entusiasmo para o pai em público o chamando de papai. O pai fingiria não ser o pai? Como isso afetaria a criança?"

Ela continuou: "Ninguém pode julgar uma pessoa gay que, por causa do preconceito das pessoas, reluta em revelar sua orientação sexual. No entanto, o tribunal deve sempre colocar os direitos da criança em primeiro lugar”. A juíza afirmou que, se ele decidir assumir publicamente que é homossexual no futuro, ele pode entrar em contato com o tribunal e pode obter o direito de ser pai. 

Outro motivo para recusar a candidatura do casal é o fato de os dois homens viverem em casas separadas, embora passem a maior parte do tempo juntos.

Contraposição.

Johan Meyer, gerente de saúde em uma clínica para pessoas LGBT, no entanto, expressou sua preocupação com o julgamento, comentando que o casal parecia ter sido analisado em padrões mais altos do que pessoas heterossexuais. Embora tenha admitido que ele não leu a decisão completa, seguindo os relatórios da mídia, "soa ser baseado em premissas absurdas, ou cenários", disse ele.

Ele observou que, embora o casal não viva junto, eles estão em um relacionamento estável há 10 anos. "Isso é mais estável do que a maioria dos relacionamentos", argumentou Meyer. "O juiz reconheceu esse fato, mas pareceu ter desconsiderado o significado disso".

Ele disse que muitos pais heterossexuais solteiros ou divorciados não moram juntos e que as crianças freqüentemente vivem entre duas casas. "Uma pessoa heterossexual poderia ter uma criança, simplesmente fazendo sexo com alguém que nem conhecem, sem que ninguém tenha tido uma opinião sobre isso", continuou Meyer.

"Escolher barriga de aluguel para ter um filho é muito caro. Isso certamente é algo que mostra o compromisso do casal gay em ter um filho e algo que eles pensaram bastante ". Meyer, além disso, descartou o hipotético cenário criado por Tolmay de HN se recusando a reconhecer seu filho em público. "Não consigo ver onde esse cenário que a juíza mencionou se desenrolaria. Com base em tudo o que sabemos, parece improvável que o parceiro - que está no armário - se negaria a reconhecer seu filho".

Casal gay adota menina transgênero e seus dois irmãos em Curitiba.




O casal Gustavo Uchoa Cavalcanti e Cleber Reikdal, casados desde 2007, deram entrada no processo de adoção em Curitiba no ano de 2013, mas o procedimento foi retomado três anos depois, quando o casal estava melhor preparado para receber não uma, mas três crianças. De posse da legitimidade do Cadastro Nacional de Adoção (CNA), eles foram convidados para conhecer aqueles que seriam seus três filhos e que mudariam suas vidas. 
 
Durante 30 dias o casal esperou para conhecer João, que hoje é Maria Joaquina, Thalia e Carlos Eduardo. Todos os dias o casal aguardava ansiosamente a homologação da Vara da Infância para ter o primeiro contato com os pequenos. No dia 28 de outubro, último dia do prazo para receber uma resposta, o casal tinha uma viagem marcada e, como não receberam nenhum sinal, partiram com destino a Registro, em São Paulo. Finalmente, a espera cessou quando receberam a ligação da psicóloga da Vara da Infância, Rhayane, para finalmente conhecerem as crianças. 
 
Durante as visitas, Gustavo e Cleber frequentavam o Lar Batista, instituição religiosa onde as crianças moravam, e que demonstrou resistência em receber um casal de homossexuais. Todos os dias os pais tinham contato com as crianças. O pastor Natanael, responsável pelo Lar Batista, referia-se ao cabelo de João que, comprido, remetia à feminilidade. O casal não cogitava que podia se tratar de uma pessoa trans, mas apenas um equívoco, pois para eles a única possibilidade era de que João fosse uma criança gay, embora não houvesse nenhum indício desse palpite. 
 
João, que era o mais velho das crianças, demonstrava emoção, proximidade com os pais. Chegou o momento em que não era mais possível separar a família que se formara através de vínculos afetivos criados dia após dia. Em dezembro, o casal recebeu a guarda das três crianças, e foram todos para o seu novo lar. No mesmo mês, foram apresentados aos demais familiares em uma grande festa com direito a muitos presentes.
 
Em janeiro, João passou a se comportar definitivamente como uma menina. Usava vestido, adereços, tentou por várias vezes furar a orelha para usar o brinco da irmã. Queria sair vestido com roupas femininas. De início, os pais pediram para que ele trocasse de roupa, ficou triste, mas trocou. Gustavo e Cleber perceberam então que João se sentia muito mais feliz com vestes e adereços femininos. Foi permitido que a criança usasse suas roupas preferidas dentro de casa, onde se sentia pleno e muito agradecido, demonstrando muito amor aos pais e à família. 
 
Com o tempo, surgia Maria Joaquina. João não aceitava mais seu nome de registro, e a pedido dos pais criou um apelido neutro, Jojo. Uma festinha de aniversário na escola de patinação da qual faz parte fez Maria Joaquina arrumar sua mochila com um maiô. O pai levara um calção e, percebendo a exposição da criança, pediu para que trocasse de roupa para brincar com as outras crianças. O restante da família não entendia ainda o que acontecia, haviam conhecido o João, e não a Maria Joaquina, muito mais feliz e sorridente. 
 
Dia após dia, com muita determinação, Maria Joaquina foi vencendo obstáculos. Na escola, seu maior sonho era usar saia e lacinhos no cabelo, como as outras meninas. Foi matriculada como João Victor, mas em casa passava horas em frente ao espelho realizando o seu sonho, adornando cuidadosamente seu cabelo, sua orelha com seus brincos coloridos e ajeitando sua saia de uniforme. Ao descer do carro, no entanto, o medo a consumia. Sabia que enfrentaria o preconceito e o bullying nos corredores da escola. Nada disso a fez desistir de lutar para ser quem é, e hoje Maria Joaquina já usa o nome social dentro da escola, ostenta seus adereços e roupas femininas com muito orgulho, e as demais crianças estão pouco a pouco acolhendo a nova colega. 
 
Após muitos processos de aceitação e compreensão, a família de Gustavo e Cleber proporciona um abiente de amor para o desenvolvimento saudável da pequena Maria Joaquina. Algumas burocracias ainda existem, como as que impedem a menina de competir nos campeonatos de patinação por causa do nome social. O plano de saúde é outro que, durante as consultas, chama a criança pelo nome de registro e gera constrangimento. Mas os pais, os irmãos e, principalmente, Maria Joaquina estão vivendo plenamente a felicidade que a pequena trouxe e que recebe de sua nova família. 
 
Hoje, Maria Joaquina faz tratamento no Hospital de Clínicas de São Paulo. O pai, Gustavo Uchoa, informou à Lado A que vai recorrer à justiça para conseguir que a criança use o nome social em todos os âmbitos sociais. A luta para a emancipação da criança como Maria Joaquina e livrá-la de todos os constrangimentos é difícil, mas a família se mantém unida para garantir a felicidade e plenitude da pequena. 

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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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