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MINHA VIDA GAY

Padre católico sai do armário durante missa e é ovacionado por fiéis.




Gregory Greiten, padre da Arquidiocese de Milwaukee e pastor na paróquia de St. Bernadette, nos EUA, decidiu sair do armário durante uma missa. “Eu sou o Greg. Eu sou um padre católico romano. E sim, eu sou gay!”. Foram estas as palavras reveladoras que acabou resultado aplausos dos fiéis.

Antes de tomar a decisão, Gregory procurou conselho com o arcebispo Jerome Listecki, que apoiou a sua decisão. “Como a Igreja ensina, aqueles que se sentem atraídos pelo mesmo sexo têm de ser tratados com compreensão e compaixão. Como padres que fizemos o voto do celibato, sabemos que todas as semanas há pessoas que se debatem com a questão da homossexualidade”, declarou o arcebispo em comunicado.

“A história do Greg faz com que cada um de nós recorde o chamamento de Deus para continuar a crescer em compreensão e a viver vidas santas e castas”, continuou Jerome. Greiten conta que descobriu que era gay aos 24 anos, durante uma viagem de carro de cinco horas a caminho de um seminário e entende que falar sobre a orientação sexual é importante para que se saiba que na igreja também podem existir padre homossexuais e para acabar com o preconceito.

Lésbica com câncer terminal se casa com parceira em hospital da Austrália.


Cas Willow, à esquerda, sofre com câncer de mama terminal e se casou com a parceira Heather Richards, à direita


Data marcada para início dos casamentos gays no país poderia ser tarde para casal de lésbicas em que uma das mulheres tem câncer, mas deu-se um jeito

Neste mês, a Austrália finalmente legalizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Com isso, os casais homoafetivos deveriam esperar até 9 de janeiro para poderem se casar – um mês a partir da data da entrada em vigor da lei. Mas este dia poderia ser tarde demais para um casal da lésbicas, já que uma das mulheres está com câncer terminal e pode morrer a qualquer momento.

Por conta disso, foi aberta uma exceção para que Cas Willow, de 53 anos, pudesse casar com sua parceira, Heather Richards, de 56. As duas mulheres, que estão juntas há 17 anos, realizaram o sonho nesta segunda-feira (18), quando oficializaram seus votos durante uma cerimônia emocionante no Peter MacCallum Cancer Centre, local em que Cas está recebendo tratamento para o  câncer de mama que acabou se espalhando por seu cérebro.

"Eu não posso acreditar que é real. É algo que eu pensei que nunca iria ver", disse Cas. 

Sua parceira afirmou que estava muito feliz por elas duas finalmente poderem se chamar de "esposa e esposa". "Ela sempre esteve lá para mim, ela é minha parceira na vida, minha confidente, minha alma gêmea, o meu tudo", disse Heather em entrevista ao SBS News. "Ser capaz de dizer que ela é minha esposa e não apenas minha parceira torna a nossa relação completa".

O casal relatou ter ficado encantado com o apoio e o amor que receberam da comunidade. E, ao invés dos presentes de casamento pela a casa, elas pediram que os convidados fizessem doações para a Peter MacCallum Cancer Foundation.

Casamento gay na Austrália.

Com a aprovação dos senadores e do parlamento, a Austrália se tornou o 27º país do mundo a reconhecer o casamento entre pessoas do mesmo sexo como um direito. Apresentada pelo senador Dean Smith, a lei muda a definição de matrimônio como uma união entre "homem e mulher" para "a união entre duas pessoas".

O projeto ganhou força após um referendo nacional mostrar que a maioria da população concordava com a medida. Apesar de o voto não ser obrigatório, 79,3% dos australianos foram às urnas para dar sua opinião e o resultado mostrou que 61,6% dos eleitores consultados aprovam a igualdade de matrimônio e que 38,4% são contra.

Com a aprovação da lei, a mulher com câncer e sua parceira finalmente puderam realizar o sonho de se casar no país. 

Coração "doeu de felicidade": como um pai postar a foto do filho com o namorado só ajudou.


Da esquerda para a direita: Abhner Benevides, Aldo Benevides e Gustavo Freitas


Você já pediu para não ser beijado pela sua mãe na frente dos amigos? Ou fez cara feia quando viu um comentário "babão" do seu pai nas redes sociais? Uma demonstração pública de afeto pode incomodar os mais tímidos ou aqueles que ficam constrangidos quando os pais não disfarçam as emoções, mas para Abhner Benevides, 23, aconteceu bem o oposto. "Eu senti necessidade de agradecer porque eu sei que muita, muita gente não tem esse carinho", diz.

O jovem morador de Campo Grande (MS) se refere a um post que o pai dele, Aldo Benevides, fez no Facebook com uma foto em que o filho aparece ao lado do namorado, Gustavo, 22. Além de marcar os dois na publicação, o pai de Abhner fez uma brincadeira e chamou Gustavo de "noro". Os rapazes estão juntos há quatro anos.

"Meu pai já tinha feito essa brincadeira com a palavra 'noro', mas eu só tinha agradecido a ele em particular, não tinha postado nada sobre isso. Eu realmente não esperava que ele fosse fazer de novo", ele conta. 

"Eu pensei: eu tenho que compartilhar isso, porque foi emocionante para mim" Abhner Benevides, 23 

O pai de Abhner é policial militar em Mato Grosso do Sul, está perto de completar 50 anos de idade e mora a 160 km do filho, em Rio Brilhante --uma cidade com cerca de 36 mil moradores, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Há cerca de dez anos, ele e a mãe de Abhner se separaram, e pai e filho se encontram de uma a duas vezes por mês.

"Meu coração dói de felicidade"

"No dia que ele compartilhou a foto, eu liguei para ele, e ele me falou que, independentemente de tudo, eu sou filho dele e que ele sente muito orgulho de ser meu pai. A gente teve uma conversa sobre isso [Abhner no post com o namorado]. Ele disse que não teria por que esconder isso, que não é uma vergonha para ele compartilhar isso", o jovem afirma.

Depois de ver a mensagem na linha do tempo do pai, Abhner fez um agradecimento público, reproduzindo o post no Twitter com esta frase: "Meu pai não sabe o tanto que meu coração dói de felicidade quando ele faz isso".

Em pouco tempo, o tuíte recebeu milhares de curtidas. Em menos de uma semana, foram 15 mil compartilhamentos e mais de 90 mil likes. "Eu não esperava tanta repercussão", ele diz. "Nos comentários, as pessoas se dizem orgulhosas pela atitude e entraram no perfil do meu pai para elogiá-lo."




"99% dos meus amigos não têm aceitação dos pais".

Criado em uma família evangélica, Abhner tem outros três irmãos homens (um deles é pastor) e só revelou que era gay há pouco tempo, quando tinha 19 anos. Ele morava com a mãe, na época. Logo depois, contou para o pai.

"Como ele é policial militar, a gente estava com medo da reação dele", diz. 

A família se reuniu na sala de casa e Abhner se revelou. "A gente estava apreensivo, mas, quando eu contei, ele falou: 'Nossa, era só isso? Pensei que era alguma outra coisa muito séria, que você estava com câncer, que estava doente'.

"Foi a primeira reação positiva que eu tive, ele foi o primeiro que me aceitou." Abhner Benevides, sobre a aceitação do pai de sua homossexualidade 

"Todo mundo se surpreendeu. Fiquei de boca aberta. Contei para meus amigos e ninguém acreditou. Foi ótimo, eu me senti muito bem" Abhner Benevides, sobre a aceitação do pai de sua homossexualidade.

O rapaz diz que a maioria das pessoas LGBT que ele conhece não pode contar com esse mesmo tipo de apoio. "Noventa e nove por cento dos meus amigos não têm aceitação dos pais, e eles acham incrível minha relação com os meus pais, me perguntam como é. Todo mundo acha o máximo."

A foto que viralizou nas redes sociais foi feita em um domingo bem cedo, com o celular, quando Abhner voltava de uma festa onde tinha trabalhado como DJ. 

"O que eu vivo hoje com a minha família é um exemplo de que você pode ser gay, pode estar com pessoas do mesmo sexo e pode ter uma convivência boa com a família. Muita gente não tem isso, mas eu acredito que, com o tempo, as pessoas vão abrindo mais a cabeça. Que mais pais possam agir como o meu pai."


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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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