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NOTICIAS DO MUNDO GAY

TV de Portugal acusa Igreja Universal de ligação com Tráfico de Crianças!




Série em dez episódios que começa a ser emitida esta segunda-feira diz que culto brasileiro criou rede internacional de adopção ilegal nos anos 1990.

Os filhos das duas filhas de Edir Macedo, o brasileiro que lidera a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), terão sido roubados de um lar para crianças que o movimento religioso manteve em Lisboa durante os anos 1990. Depois disso, foram adoptados, de forma irregular, no Brasil. A história é contada numa série informativa da TVI, que começa a ser emitida esta segunda-feira.

Segundo a investigação da estação de televisão, que deu origem à série informativa “O Segredo dos Deuses”, vários menores entregues por famílias portuguesas com dificuldades financeira ao lar da IURD alimentaram durante anos uma rede internacional de adopções ilegais liderada por dirigentes daquele culto.

O Lar Universal era parte da obra social da IURD e funcionou, durante os anos 1990, em Lisboa. Segundo a investigação da TVI, as crianças “eram entregues directamente no lar, à margem dos tribunais, por famílias em dificuldades”. Depois disso, desapareciam e “acabavam no estrangeiro”, adoptadas de forma irregular.

Os netos de Edir Macedo seriam provenientes desta rede, que também enviou crianças para adopção para outros bispos e pastores daquele movimento. Além de homem-forte da IURD, Macedo é também proprietário da TV Record e dono de uma fortuna avaliada pela revista Forbes em mais de mil milhões de dólares (cerca de 850 milhões de euros).

Dezenas de famílias portuguesas afectadas.

A reportagem da TVI conseguiu identificar dezenas de famílias portuguesas a quem os filhos terão sido “roubados” e que pela primeira vez falam publicamente sobre a situação. OS menores terão sido depois levados para o estrangeiro, sobretudo para o Brasil, onde a IURD tem sede, e os EUA, onde o seu líder, Edir Macedo, vive actualmente, e onde o culto se instalou no final dos anos 1980.

Conta também a série informativa da TVI, assinada pelas jornalistas Alexandra Borges e Judite França que investigaram a história durante os últimos sete meses, que um “importante membro” desta rede chegou mesmo a “roubar um recém-nascido à mãe na maternidade” e registá-lo directamente, como seu filho biológico, lê-se num comunicado emitido por aquele canal de televisão.

“O Segredo dos Deuses” começa a ir para o ar esta segunda-feira, após o Jornal das 8, e será emitido todos os dias úteis. A série tem um total de dez episódios, prolongando-se a sua exibição até ao dia 22 de Dezembro.

Além das jornalistas Alexandra Borges e Judite França, a série conta ainda com imagem de Ricardo Ferreira, Nuno Ascensão, Romeu Carvalho, João Pedro Matoso e Alexandre Vieira, edição de Miguel Freitas e grafismo de Paulo Trindade, Sofia de Botton e João Nunes. A TVI apresenta esta como a “primeira série informativa da televisão portuguesa”.



Criança abandonada após receber sangue de mulher trans é adotada por doadora.


A criança foi adotada pela mulher transgênero que doou o sangue


Pais conheceram a doadora de sangue e descobriram que era uma mulher trans; no dia seguinte, eles deixaram a criança em frente à casa dela

Rekha é uma mulher transgênero da Índia que decidiu fazer uma boa ação e doar sangue para um bebê anêmico. Agradecidos pela ajuda, os pais decidiram ir até a casa da mulher para conhecer a pessoa que havia salvado a vida da filha. Mas a visita não foi como o esperado e eles se revoltaram ao descobrir que uma mulher trans havia doado o sangue. Por causa disso, os pais decidiram abandonar a criança, que acabou sendo adotada pela própria Rekha. A história foi publicada no blog “The Stories of Change”.

No dia seguinte à visita dos pais, Rekha e seus amigos encontraram um bebê deixado na frente da porta deles, com um bilhete escrito pelos pais. A nota dizia que a criança não era mais adequada para ser parte da família porque havia recebido sangue de um transgênero. A família estava preocupada que o bebê fosse "um deles" já que o sangue estava dentro de seu corpo. Rekha contatou o hospital para informar sobre o ocorrido, que confirmou que era o mesmo bebê para quem ela havia doado sangue.

Mesmo chocada com o acontecimento, a mulher decidiu adotar e criar o bebê, já que se identificava com a sua história. Rekha também foi abandonada por seus pais depois que eles descobriram que ela não era um menino. E, de acordo com Rekha, quando ela viu a menina recém nascida na frente da sua porta naquele dia, lembrou de todas as memórias ruins e decidiu que não deixaria a pequena sofrer como ela.

Hoje, a menina tem seis anos e frequenta uma escola pública. Rekha e os amigos são sua nova família que tentam dar-lhe as melhores instalações possíveis.

Doação de sangue.

Apesar de ser feliz com a criança, o incidente deixou um profundo impacto na vida de Rekha, que ficou com medo de voltar a doar sangue. Perguntada sobre como as pessoas podem apoiar a causa e tornar a doação de sangue mais fácil para a comunidade LGBTQ, Rekha disse: "Não se trata de tornar as coisas fáceis. Não estamos contra nada. Só esperamos que o sistema facilite para que que a nossa comunidade sangue sempre que for necessário”.

Psicólogos aumentam oferta após liminar que permite falsas terapias de 'cura gay'.




Em 15 de setembro, o juiz federal Waldemar de Carvalho decidiu em favor de 23 psicólogos que ingressaram com a ação popular para poder ofertar falsas terapias para 'reverter' a orientação sexual.

Segundo eles, busca por 'reorientação sexual' cresceu nos últimos três meses, seus pacientes são, na maioria, jovens que vão contra a própria vontade e obrigados pelos pais.

Ancorados na decisão liminar da Justiça Federal em Brasília que abriu brechas para o que ficou conhecido como “cura gay” no país, psicólogos estão aumentando a oferta de terapias no sentido de uma falsa “reorientação sexual”. Em matéria do O Globo, profissionais que oferecem esse tipo de atendimento disseram que a procura nos consultórios aumentou desde 15 de setembro, quando o juiz federal Waldemar de Carvalho decidiu em favor de 23 psicólogos que ingressaram com a ação popular para poder ofertar essas terapias.

A resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP), órgão responsável por normatizar o exercício da profissão, questionada na Justiça estabelece há quase 19 anos normas para atuação dos psicólogos na esfera da orientação sexual. A liminar concedida não derrubou a resolução, mas obrigou o conselho a dar nova interpretação ao texto. Desde 17 de maio de 1990, há 27 anos, a Organização Mundial de Saúde (OMS) deixou de classificar a orientação sexual de pessoas que se sentem atraídas pelo mesmo sexo como patologia e a retirou da Classificação Internacional de Doenças (CID).

Segundo eles, busca por 'reorientação sexual' cresceu nos últimos três meses, seus pacientes são, na maioria, jovens que vão contra a própria vontade e obrigados pelos pais.

Esse tipo de iniciativa é considerada uma violência à dignidade humana por entidades que decidiram se manifestar no processo em que o CFP recorreu da liminar: Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Defensoria Pública da União (DPU), Grupo de Advogados pela Diversidade Sexual e de Gênero (GADvS) e Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT).

Decisão está nas mãos de desembargadora.

A liminar de setembro determinou que o CFP não interprete uma resolução do Conselho de 1999 no sentido de “impedir os psicólogos de promoverem estudos ou atendimento profissional, de forma reservada, pertinente à (re)orientação sexual”. O juiz manteve a decisão em 2 de outubro. O CFP recorreu contra a liminar no Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região ainda em setembro. A decisão, hoje, está nas mãos da desembargadora Maria do Carmo Cardoso. Ela volta de férias esta semana. O processo está concluído para decisão desde 16 de novembro. Para Bicalho, a Justiça deveria suspender a liminar o mais rapidamente possível para combater as terapias de “reorientação sexual”.

Corpo de transexual desaparecida é encontrado em matagal de Florianópolis.




Júlia Volp, transexual de 20 anos, foi encontrada morta na tarde de segunda-feira, dia 4 de dezembro, em um terreno baldio no bairro Ingleses, em Florianópolis. O corpo da jovem estava em avançado estado de decomposição e teve a identidade confirmada pelo Instituto Médico Legal (IML), que recolheu o cadáver que apresentava ferimentos de faca para demais exames.

A jovem é natural de Morro da Fumaça, no estado de Santa Catarina, foi vista com vida pela última vez no dia 29 de novembro no mesmo bairro em que seu corpo foi encontrado, próximo ao local onde a jovem se prostituía. De acordo com a Polícia Civil, Júlia começou sua transição aos 12 anos de idade, e desde muito cedo fazia serviços sexuais. O delegado Ênio de Matos, da Delegacia de Homicídios investiga o caso.

Segundo o namorado da jovem, Bruno, Júlia trabalhava com venda de sandálias e objetos de moda, mas foi à Florianópolis juntar dinheiro para ir à Itália, após uma tentativa de viagem frustrada. A jovem foi deportada pelo governo italiano há alguns meses, e sonhava em voltar para o país, nem que para isso fosse preciso juntar dinheiro através da prostituição em Florianópolis. "No dia 21 de novembro, a Júlia tinha ido para a Itália, onde ia trabalhar lá. Só que ela foi barrada no aeroporto porque a agência que a tinha levado não pagou o hotel. Depois disso, ela voltou pro Brasil e ficou na minha casa. Ela queria juntar mais dinheiro para voltar para a Itália, era o sonho dela", disse Bruno.

No dia 28 de novembro, um dia antes de seu desaparecimento, a mala de Júlia que estava apreendida no aeroporto voltou para a casa do namorado Bruno, com quem tinha um relacionamento há pelo menos dois anos. A mala era a última coisa que Júlia estava esperando para ir à Florianópolis. O namorado relatou que tentou convencer a moça a não ir para cidade, devido ao perigo e os casos de violência crescentes dos últimos dias, mas não obteve sucesso. 

Júlia viajou para Florianópilis junto de uma amiga no dia 29 de novembro, mesmo dia em que foi vista com vida pela última vez, e segundo essa amiga, a jovem foi para a casa de uma pessoa que gerenciava os programas sexuais no bairro Vargem do Bom Jesus. Júlia deixou suas coisas na casa dessa pessoa e seguiu para o bairro dos Ingleses Norte, onde desapareceu minutos depois. "A amiga dela contou que um homem, que estava a pé, chamou e pediu para fazer o programa. Ele teria ido andando na frente e ela um pouco mais atrás. Depois a amiga não a viu mais. Ali naquela região é comum eles fazerem programas no matagal, quando não querem pagar motel", disse Bruno. 

O enterro de Júlia Volp aconteceu no dia 5 de dezembro, pela manhã, na cidade de Morro da Fumaça, onde a jovem nasceu. O velório foi realizado com o caixão fechado, em função do estado do corpo. A família da jovem deve comparecer à Florianópolis nas próximas semanas com o intuito de ajudar nas investigações.  

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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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