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DICAS DE SAÚDE


Ressaca, como Curar?
Adaptado do artigo do Gastroenterologista
Bruno Rasmussen


 


O consumo de álcool aumenta em quantidade significativa durante o Carnaval. O produto de maior saída foi, disparada, a cerveja. A venda aquecida representa, na verdade, um aumento no número de bebedores.

O médico gastroenterologista Bruno Daniel Rasmussen Chaves alerta que consumidores eventuais de bebidas alcoólicas acabam sofrendo mais pelo mal-estar causado por bebidas que pessoas que bebem costumeiramente.

Ao contrário do que se pensa, no caso de bebedeiras esporádicas, o órgão mais atingido não é o fígado, mas o estômago. “No caso de uma ingestão continuada de álcool, o órgão que sente mais é o fígado. Já em um episódio agudo de bebedeira, o maior prejudicado é o estômago. Chamamos de gastrite alcoólica e o estômago fica irritado”, explica o especialista.

Segundo ele, a forma que o organismo encontra para se defender é colocar o que está irritando o estômago para fora, por isso o vômito. “Podemos reparar que pessoas habituadas a beber são mais resistentes e dificilmente vomitam. Já quem não costuma ingerir álcool, este será o primeiro efeito colateral”.


Bruno lembra que o consumo de álcool é sempre prejudicial à saúde, mesmo que os efeitos não sejam sentidos de imediato. Porém, em quantidades razoáveis, seres humanos possuem determinada resistência. “As mulheres são mais sensíveis ao álcool devido aos hormônios. A quantidade diária de álcool tolerada para os homens é de 80 gramas, o equivalente a duas garrafas de cerveja de 600 ml. Já para as mulheres, os níveis seguros são de 60 gramas”, avalia.


Por serem mais fortes, bebidas destiladas causam mais danos que as fermentadas. O médico conta que a cerveja é composta de 6% de álcool, o vinho 12%, uísque 30% e a pinga, 50%. “Para ingerir a mesma quantidade alcoólica em cerveja que em uísque, por exemplo, são necessários litros de cerveja”, avalia.


Para eventuais bebedores, um das piores efeitos do álcool é, sem dúvida, a ressaca. O especialista explica que isso acontece devido à agressividade da bebida alcoólica no estômago. A má notícia: não existem remédios para evitar a ressaca. “Muito produtos são vendidos com esse intuito, mas cientificamente não têm nenhum valor. Podem funcionar como placebo, quando a pessoa acredita que, por ter tomado algum medicamento, não irá ter problemas no dia seguinte”, avalia.


As únicas medidas eficazes para evitar ou diminuir a ressaca do dia seguinte são, além do bom senso do bebedor, a ingestão de comida e água.
 
Bruno Chaves explica que a comida funciona como uma camada protetora para o estômago, além de absorver a bebida e facilitar a digestão. “O estômago vazio recebe diretamente o álcool. Quando há comida, ela age como uma esponja, absorvendo a bebida e levando-a junto para ser digerida. O ideal é comer antes de beber ou ao menos junto”.


A água funciona, segundo o médico, como uma maneira de enfraquecer o álcool no estômago. Além de diluí-lo, facilitando a digestão, ele é eliminado mais rapidamente pelo sistema urinário. “Indicamos que para cada copo de bebida alcoólica seja ingerido um de água. Quando a pessoa já sabe que irá beber à noite, é bom que ela já se hidrate durante o dia. Assim, quando começar a beber, logo irá urinar, facilitando a eliminação”, disse.


Se não existem remédios capazes de prevenir a ressaca, também não há fórmulas mágicas para curá-la. Após um episódio de bebedeira, o ideal é se cuidar com repouso, alimentação leve à base de sopas, sucos, frutas e muita água. “Um repouso também é importante. O próprio organismo irá se recuperar sozinho, mas para isso é necessário não sobrecarregá-lo no dia seguinte. Para evitar tais transtornos, além das dicas citadas, é importante que cada pessoa conheça o seu limite, a hora de parar de beber”, indica o médico.


Comidas — A “comilança” das comemorações muitas vezes também resultam em ressaca no dia seguinte. Assim como no caso das bebidas alcoólicas, não existem remédios para preveni-la. Segundo o gastroenterologista, a única solução no caso das comidas é ter bom senso. “A ressaca, seja de comida ou bebida, significa que exageramos em algo. No caso da comida, geralmente são aquelas que sobrecarregam nosso organismo, mais especificamente as gorduras”, explica Chaves.


A gordura é a proteína mais difícil de ser digerida pelo organismo. Quando ingerida em quantidades maiores, fica parada no sistema digestivo por muito tempo, causando mal-estar através da fermentação.


 


O médico explica que, durante o processo de digestão, o organismo desvia uma quantidade maior de sangue para o sistema digestivo, a fim de oferecer mais nutrientes e oxigênio para trabalhar, mas outras partes do corpo acabam sendo prejudicadas. “Se a alimentação for muito rica em gorduras, o organismo ficará muito tempo mandando mais sangue para o sistema digestivo. Assim, vai faltar sangue em outros lugares, normalmente na cabeça, o que resulta em dores de cabeça e tonturas”.


A crença popular de que dormir com o estômago cheio resulta em pesadelos é explicada através desta teoria. “Isso é verdade devido à incapacidade do organismo de mandar quantidades iguais de sangue ao sistema digestivo e para a cabeça, prejudicando o sono e induzindo a pessoa a ter pesadelos. Se por algum motivo a quantidade maior de sangue for enviada ao cérebro, faltará sangue para a digestão e a pessoa irá acordar passando mal”, esclareceu Bruno.


Os níveis seguros para a ingestão de gorduras variam de acordo com cada pessoa. O ideal é sempre optar pelo bom senso. “Nosso organismo avisa quando é hora de parar de comer, mas muitas vezes desobedecemos. Mesmo que em pequena quantidade, o excedente sempre fará mal”, lembra o especialista.


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Postado por Mac Del Rey | (0) Comente aqui!

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