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NOTICIAS DO MUNDO GAY

Projeto de lei do deputado Delegado Francischini criminaliza nudez em trabalhos artísticos.


Projeto de Lei 8740/17, do deputado Delegado Francischini (SD-PR), torna crime nudez em trabalhos artísticos.


Segundo o deputado, a ideia é “combater a erotização disfarçada na forma de arte”.

Depois da polêmica que simpatizantes do Movimento Brasil Livre (MBL) e integrantes da bancada religiosa alimentaram em relação a exposições de arte com cenas de nudez, o deputado Delegado Francischini (SD-PR) apresentou um projeto que criminaliza nudez em trabalhos artísticos.

A proposta passa a considerar no Estatuto da Criança e Adolescente a exibição de órgãos genitais de adulto, criança ou adolescente para fins artísticos no rol de "cenas de sexo explícito ou pornográfica".

Atualmente, a regra vale para "fins primordialmente sexuais, além de qualquer situação que envolva criança ou adolescente em atividades sexuais explícitas, reais ou simuladas". A pena é de reclusão de quatro a oito anos, além de multa.

À Agência Câmara, o deputado disse que o objetivo é "combater a erotização disfarçada na forma de arte".

Na justificativa do Projeto de Lei 8740/17, o deputado cita dois eventos que marcaram o ano passado: Queermuseu - Cartografias da Diferença na Arte Brasileira, realizada no Centro Cultural Santander, em Porto Alegre (RS); e a performance do coreógrafo Wagner Schwartz no Museu de Arte Moderna (MAM), de São Paulo (SP).

Para ele, os dois casos adotam uma orientação contrária ao que promove o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que em abril do ano passado divulgou o post "criança não namora".

"O uso da 'arte' na forma dos exemplos mencionados estaria indo na contramão da campanha do CNJ e, portanto, estimulando a erotização precocemente nas crianças. Desse modo, destacamos que não somos contra a cultura, a qual consta também no ECA como necessária a formação das crianças. Na verdade, precisamos retomar a defesa da infância de nossos filhos e combater a erotização disfarçada na forma de 'arte'. Por isso, propomos o aperfeiçoamento do Estatuto, incluindo principalmente a expressão 'artística' no artigo 241-E", diz a justificativa do projeto.

Intolerância.

O Ministério Público Federal no Rio Grande do Sul (MPF/RS), entretanto, tem uma visão diferente da do deputado. Por causa do cancelamento inesperado da Queermuseu, o Santander deverá fazer outras duas exposições que abordem o tema diversidade.

De acordo com o MP, as obras da exposição encerrada 30 dias antes do previsto não faziam apologia a crime, nem ofendiam símbolos religiosos. "As obras que trouxeram maior revolta em postagens nas redes sociais não têm nenhuma apologia ou incentivo à pedofilia", escreveu o procurador regional dos Direitos do Cidadão (PRDC), Enrico Rodrigues de Freitas.

Em uma das novas exposições, o centro cultural abordará a questão da intolerância em quatro temas: gênero e orientação sexual, étnica e de raça, liberdade de expressão e outras formas de intolerância.

Na outra mostra, o foco será nas formas de empoderamento das mulheres na sociedade contemporânea e diversidade feminina, incluindo questões culturais, étnicas e de orientação sexual.

No termo, o procurador Enrico Rodrigues de Freitas afirma que a exposição sobre empoderamento feminino é parte de um debate que "busca evoluir" e justifica a decisão pelo outro tema.

A intolerância, em especial quanto às questões de gênero e orientação sexual, está diretamente ligada ao encerramento precoce da Queermuseu, então nada mais coerente do que debatê-la por meio de uma nova exposição.

O Santander Cultural precisará ainda continuará a adotar informações claras a respeito de eventuais representações de nudez, violência ou sexo nas obras.

Após boicote, presidente da Riachuelo posta vídeo com apoio de funcionários LGBTs da loja.


Presidente da Riachuelo Flávio Rocha


Diante da repercussão sobre a aliança que o presidente da Riachuelo Flavio Rocha firmou com a igreja Sara Nossa Terra – uma das congregações que faz parte da bancada evangélica no Congresso, que luta entre suas pautas contra o casamento homoafetivo e o que chamam de ideologia de gênero, rendendo um boicote da comunidade LGBT à marca – o dono do conglomerado de lojas de departamento divulgou um vídeo com funcionários gays em apoio a ele.

Nas imagens, vários colaboradores aparecem dando o seu depoimento sobre como é trabalhar na empresa e afirmam nunca ter sofrido nenhum tipo de discriminação durante o trabalho por nenhum de seus superiores. As imagens foram publicadas nos perfis das redes sociais de Rocha.

O empresário faz parte da bancada evangélica, que nestas eleições pretende firmar uma parceria com a Católica para eleger cerca de 200 deputados nas urnas em outubro, e acredita que a posição sobre os princípios será um diferencial para os candidatos vencerem a corrida eleitoral, de acordo com a coluna Estadão.

"Brasília: Colégio demite orientador religioso flagrado fazendo sexo no Parque da Cidade".




A direção de um tradicional colégio católico de Brasília demitiu um orientador de ensino religioso flagrado fazendo sexo com grupo de pessoas, ao ar livre e em plena luz do dia, no Parque da Cidade. O Código Penal Brasileiro (CPB) define a prática de obscenidade em lugar público ou exposto ao público como crime. A detenção pode variar de três meses a 1 ano, além do pagamento de multa.

No dia 27/1, reportagem do Metrópoles mostrou em fotos e vídeos alguns pontos do Parque da Cidade usados para encontros sexuais a qualquer hora do dia ou da noite. A escola recebeu denúncias de pessoas que reconheceram o profissional a partir do porte físico dele.

Em geral, os homens transam sem se preocuparem em serem vistos no local. Os frequentadores, muitas vezes, não se conhecem. Circulam pelos estacionamentos 1 e 2 à procura de parceiros e mantêm relações nos automóveis e gramados, a 50 passos da ciclovia e pista de caminhada.

Ao confirmar que se tratava do orientador, a escola imediatamente o abordou sobre o assunto. O funcionário acabou admitindo ser ele. O estabelecimento de ensino resolveu demiti-lo por justa causa ao considerar a conduta dele, que lidava com crianças de sete a 12 anos, incompatível com os valores pregados pela instituição. Ele dava aulas de canto e iniciação religiosa a meninos e meninas.
Os nomes da escola e do funcionário não serão divulgados para preservar as crianças.

Usuários reclamam.

As cenas flagradas não passam despercebidas para quem vai ao Parque da Cidade praticar esporte e circula próximo aos estacionamentos 1 e 2. “Constrange quando você passa pelo local. O pessoal assedia a pé ou nos carros, fica muito perto da ciclovia”, contou o farmacêutico Carlos Magno, 42 anos, que costuma correr na pista de cooper.

Frequentador do parque há três décadas, o advogado Renato Leão, 47, afirmou que o problema merece uma atenção maior. “Não é questão de fechar o estacionamento ou proibir o acesso. É fazer uma campanha de conscientização, não só dos perigos relacionados à segurança publica, mas também da questão macro, como a possibilidade de doenças sexualmente transmissíveis”, analisa.

A insegurança é tanta que o local foi palco, em 22 de dezembro do ano passado, da morte do despachante operacional técnico da Latam Ricardo Pio Rodrigues, 42. Segundo as investigações da Polícia Civil, ele foi morto pelo namorado, durante uma crise de ciúmes.

Procurada, a Secretaria de Esporte, Turismo e Lazer informou que a administração do Parque da Cidade ainda não se reuniu com as forças de segurança e demais secretarias do Executivo local. Os gestores do segundo maior parque urbano do mundo pediram o encontro a fim de elaborar um plano estratégico para evitar o uso indevido da área de lazer.

Jovem diz ter sido vítima de homofobia e agressão em banheiro de shopping de SP.


João Pedro Medeiro, de 22 anos, afirma ter sido vítima de homofobia dentro de shopping de São Paulo


João Pedro Medeiros, de 22 anos, diz ter sido agredido por um homem armado dentro de um banheiro no Shopping Higienópolis, no centro de SP.

O estudante João Pedro Medeiros, de 22 anos, relatou, na quarta-feira (14), em sua página no Facebook, um caso de agressão dentro do Shopping Higienópolis, na cidade de São Paulo. Segundo post do jovem, um homem armado o agrediu com coronhadas dentro de um dos banheiros do local motivado por homofobia. A postagem viralizou e já soma mais de 15 mil reações. 

Ainda segundo Medeiros, o agressor teria feito xingamentos homofóbicos durante o ataque. "Com muito ódio [ele] me deu duas coronhadas dentro do banheiro ao estar lavando [sic] as mãos", escreveu o estudante. "Ele gratuitamente disse que todos os viados [sic] vão morrer a partir [sic] desse", completou o jovem ao relatar o caso de  homofobia .


João Pedro Medeiros relatou no Facebook os detalhes do que aconteceu


O rapaz ainda escreveu que levou nove pontos na cabeça após episódio. Ele também conta que os seguranças do shopping não conseguiram deter o agressor.

Em outra postagem, Medeiros afirma que "as medidas cabíveis" já foram tomadas e agradece as inúmeras manifestações de apoio que está tendo nas redes sociais.

"Agradeço a todos pelo carinho e pela força nesse momento. As medidas cabíveis já foram tomadas. Infelizmente isso me despertou algo que nunca imaginaria que pudesse despertar. Que é uma mistura de medo e pavor. Estou meio confuso mas vai passar. Enfim... vai dar tdo certo", dasabafa o rapaz no Facebook.

Posicionamento do shopping.

O Shopping Higienópolis se posicionou sobre o ocorrido por meio de nota oficial. Segundo o shopping, o jovem foi atendido prontamente pelos bombeiros após o ocorrido e levado ao hospital. Ainda de acordo com o shopping, as autoridades já foram informadas sobre o caso. Veja a nota na íntegra:

Boa tarde a todos,

Esclarecemos que o cliente foi imediatamente atendido pela nossa equipe de primeiros socorros e levado para o hospital.
Reforçamos que já entramos em contato com as autoridades competentes e seguimos colaborando para a solução do caso.
Aproveitamos para reiterar que não compactuamos com qualquer tipo de violência, sendo todos os visitantes sempre bem-vindos.
Obrigado!

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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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