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NOTICIAS DO MUNDO GAY

Fechando o cerco: Imprensa promove caça a LGBTs na Malásia.




A estratégia de pulso firme contra a comunidade LGTBI se intensifica na Malásia e agora chega aos meios de comunicação, alarmando os ativistas e defensores dos direitos humanos. Desta vez, o jornal Sinar Harian, o mais vendido do país em língua malaia, foi mais longe ao publicar na sexta-feira passada (9) um artigo em forma de guia para identificar gays e lésbicas. A lista de recomendações para flagrar “comportamentos homossexuais” especifica que os gays só vão à academia “para olhar outros homens” e “exibir o abdome”, que gostam de “vestir roupas justas e de grife”, e que “seu olhar se ilumina” quando veem homens bonitos. O artigo, que também fala pejorativamente das lésbicas, motivou fortes críticas nas redes sociais por parte de ativistas desse país islâmico do Sudeste Asiático.

Foi o caso de Arwind Kumar, um ativista local com notoriedade midiática, que denunciou o texto no YouTube qualificando-o de “estúpido” e argumentando que o país teria assuntos mais importantes a debater. “Se você realmente quer educar a sociedade, teria de relatar as características de um pedófilo, de um assassino ou de um sequestrador; todos eles põem a vida de outras pessoas em risco. Como, diabos, uma pessoa gay vai colocar a vida de alguém em risco?” O vídeo recebeu mais de 30.000 visitas em apenas dois dias. Kumar ridicularizou a ideia de que a barba seja um traço distintivo dos gays. “Conheço muitos religiosos que adoram usar barba; estariam tentando nos dizer que eles também são homossexuais?”, ironizava.

Atualmente, a Malásia considera ilegal qualquer comportamento homossexual, e a sodomia é punida com até 20 anos da prisão. Segundo seu código penal, qualquer pessoa que mantenha relações sexuais “contra natura” também poderá ser castigada com chibatadas. A Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais (ILGA) menciona no seu relatório de 2017 sobre a Homofobia de Estado que em vários Estados malaios vigora a sharia (lei islâmica), aplicável a homens e mulheres muçulmanos.

“A publicação do Sinar Harian expõe à comunidade LGTBI ao bullying, um comportamento que pode levar a crimes de ódio contra eles”, disse Eric Paulsen, presidente da ONG Advogados pela Liberdade, à agência AFP.

Essa discriminação se generalizou, não apenas com penas da prisão, mas também com vultosas sanções econômicas (de até 4.000 reais). Várias campanhas têm pedido uma moderação da retórica usada nos meios de comunicação, após diversas mortes por “supostos comportamentos homossexuais”. Como o caso de um estudante de 18 anos que foi surrado e queimado até a morte no ano passado por vários colegas de classe que o tacharam de pondan, um termo coloquial usado para designar homens homossexuais.

O cerco à comunidade LGTBI também provém da Justiça malaia, que em 2015 impulsionou uma regulação para proibir o travestismo. Em 2017, o órgão censor tentou vetar a estreia do filme A Bela e a Fera nos cinemas por “conter um momento gay” – embora o longa afinal tenha sido exibido sem cortes. Em dezembro do ano passado, o Estado de Terengganu anunciou um plano para ajudar mulheres transexuais a se reconverterem mediante um tratamento terapêutico, e, meses antes, o ministro da Saúde recuou da sua intenção de promover um concurso para “prevenir a homossexualidade”.

Jovem é espancado e assaltado após marcar encontro com bandidos no Grindr.




Um jovem de Haverhill, nos Estados Unidos, se tornou a mais nova vítima de assaltantes que atraem seus alvos através de encontros marcados pelo aplicativo de pregação gay Grindr.

De acordo com o depoimento do adolescente a polícia, ele havia marcado uma saída com Lorenco Gjegji, de 19 anos e Joshua Blanchard, de 18, através da ferramenta para apenas fumar maconha juntos.

Entretanto ao chegar no local marcado, três homens saíram de dois carros levaram o seus tênis, celular e dinheiro roubados, além de sofrer agressões como chutes e um ataque de um bastão. Outros três acusados são Cade Ford, Richard Pedro, Joseph Clohisy, também com a mesma faixa etária que os demais envolvidos.

Mr. Gay da Bélgica é hospitalizado após ataque Homofóbico!




Mr. Gay da Bélgica prometeu continuar a lutar pela igualdade LGBT depois de ter sido vítima de um violento ataque homofóbico.

Jaimie Deblieck, de 18 anos, que foi coroado como vencedor do concurso Mr. Gay da Bélgica no verão passado, foi hospitalizada na semana passada depois de ter sido violentamente atacado em sua cidade natal, Roeselare, na semana passada.



Em uma publicação no Facebook, o adolescente revelou que ele foi atacado enquanto caminhava sozinho para casa depois de ter saído a noite.

Testes com humanos de vacina cubana contra HIV apresenta resultados positivos.


Vacina cubana está sendo testada em nove pacientes no momento e tem demonstrado eficácia, disse pesquisadora.


Não foram registrados casos de efeitos colaterais ou de toxicidade; há indícios positivos de eficácia, que ainda precisam ser confirmados em um grupo maior de indivíduos.

Uma vacina desenvolvida em Cuba com o objetivo de reduzir a carga viral de portadores do HIV e que se encontra em fase de testes clínicos na ilha caribenha tem demonstrado eficácia, afirmou Yayri Caridad Prieto Correa, uma das responsáveis pelo estudo. A vacina Teravac-VIH tem potencializando a resposta imunológica dos nove pacientes que a tomaram e que estão sendo acompanhados pelos pesquisadores cubanos.

A pesquisadora do CIGB (sigla em espanhol para Centro de Engenharia e Biotecnologia) de Havana apresentou os resultados preliminares dos testes com humanos durante o primeiro congresso BioProcess Cuba 2017, realizado em na cidade cubana de Camaguey na última semana de dezembro.

Segundo Correa, os nove pacientes soropositivos que tomaram a vacina não apresentaram efeitos adversos nem de toxicidade, o que era o principal objetivo desta fase de testes, que certifica a segurança do medicamento. Assim como nos estudos pré-clínicos em animais, o teste com humanos demonstrou que a vacina potencializa a resposta imunológica do organismo infectado por HIV, vírus causador da Aids (síndrome da imunodeficiência adquirida).

A pesquisadora, porém, alertou para que não se criem falsas expectativas sobre a vacina, que ainda deve passar por testes com mais pessoas soropositivas para se estabelecer sua eficácia em larga escala, o que deve levar mais alguns anos. A atual fase de testes, por exemplo, foi anunciada em março de 2012.

Correa também ressaltou que a vacina não sana a infecção por HIV, mas diminui a taxa de vírus no sangue, melhorando assim a qualidade de vida das pessoas soropositivas. Ela afirmou que a busca de vacinas contra o vírus segue sendo uma das prioridades das instituições médicas e científicas cubanas, mas que a prevenção segue sendo o principal método para evitar o contágio.

O objetivo dos especialistas cubanos é substituir a atual terapia contra o HIV, que consiste na combinação de vários inibidores retrovirais que bloqueiam a expansão do vírus. Embora tal terapia se mostre majoritariamente eficiente, em alguns casos pode causar danos colaterais aos pacientes.

A vacina Teravac-HIV é administrada simultaneamente por via mucosa, por spray e administração intramuscular. Ela foi desenvolvida a partir de uma "proteína recombinante" – através de técnicas de engenharia genética – e busca induzir uma resposta celular contra o vírus. Segundo os resultados preliminares, a vacina diminuiu a carga viral nos linfócitos T citotóxicos (CD8) dos pacientes.

Segundo o portal Infomed, da rede de saúde de Cuba, o primeiro caso de HIV foi diagnosticado na ilha há 31 anos. Em 2015, o país se tornou o primeiro no mundo a erradicar a transmissão do HIV de mãe para filho, como afirmou a OMS (Organização Mundial da Saúde). A transmissão sexual é a forma predominante de infecção por HIV em Cuba, responsável por mais de 99% dos casos.

*Com informações de CubaDebate.

Um ano após assassinato da travesti Dandara, cinco réus vão a júri popular no CE.




Em 2017, quando foi assassinada, Dandara entrou para a triste estatística da LGBTfobia no País: pelo menos 179 pessoas trans e travestis foram mortas.

No dia 15 de fevereiro de 2017, Dandara dos Santos , de 42 anos, foi assassinada de maneira violenta por cinco homens na cidade de Fortaleza, no Ceará . Em vídeo compartilhado nas redes sociais por um dos agressores, a travesti aparece sendo espancada com tapas, chutes, além de receber pauladas por todo o corpo. Um ano depois, o promotor de Justiça Marcus Renan Palácio, da 1ª Promotoria do Júri, afirma que os réus irão a júri popular.

Nas imagens chocantes do assassinato da travesti , ainda é possível ver que os agressores tentam obrigá-la a subir em um carrinho de mão, o que Dandara não consegue fazer por causa dos ferimentos. O caso dela gerou repercussão internacional – e já é considerado uma exceção da Justiça, uma vez que menos de 10% dos homicídios neste universo são investigados, segundo aponta Palácio.

“O caso Dandara é emblemático pelo sentimento homofóbico que moveu os acusados a perpetrar essa barbárie, mas não existe ainda a tipificação do crime de homofobia, como existe hoje o feminicídio”, destaca. Isso porque o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/2006, que tramitava no Senado, que propunha a definição de crimes resultantes da discriminação ou preconceito de gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero, foi arquivado em 2016. 

Por isso, poucos casos são investigados até o fim, com os réus sendo levados a júri. Somente em 2017, pelo menos 179 travestis e pessoas trans foram mortas – um dos casos ocorreu apenas três dias antes de Dandara, também na cidade de Fortaleza. Na época, Hérika Izidoro, de 24 anos, foi espancada e, posteriormente, diagnosticada com traumatismo craniano. E do total de assassinatos, apenas o de Dandara caminha em direção da responsabilização legal dos acusados.

Para o andamento desse caso, o promotor de Justiça explica que o vídeo foi peça-chave para que o crime fosse levado a júri popular. “O vídeo é chocante e os acusados acreditavam tanto na impunidade que praticaram esse crime horrível e ainda tiveram a ousadia de filmar o crime, mas foram frustrados, pois foi o vídeo que gerou essa dedicação toda. As provas constantes dos autos são ampla e suficientemente abundantes e incontestes sobre a autoria e a materialidade do delito”, afirmou o promotor.

Em março, os réus responderão pela morte da travesti – sendo acusados de homicídio triplamente qualificado por motivo de torpe, meio cruel e uso de recursos que impossibilitaram a defesa da vítima, além de corrupção de menores.
LGBTfobia continua.

Apesar de chocante e de ter repercutido em todo o mundo, o assassinato da cearense em fevereiro do ano passado não demonstra ter tido nenhum impacto no número de casos envolvendo LGBTfobia no estado do Ceará. Segundo Dário Bezerra, integrante da coordenação política do Centro de Resistência Asa Branca, a falta de reconhecimento legal de casos de crime de ódio dificulta o entendimento das pessoas sobre a vulnerabilidade a que as pessoas LGBT são submetidas diariamente.

“É preciso compreender a LGBTfobia como um fenômeno estruturante da sociedade, como uma relação de poder que coloca essa população em detrimento das demais. Somente quando houver esse reconhecimento por parte do Estado é que poderemos compreender que esses crimes têm motivação LGBTfóbica”, ponderou.

"Atitude de protesto", diz aluno que se montou de drag queen em formatura da USP.


Em sua colação de grau, a drag queen Ivanka Tramp esbanjou glamour ao fechar sua graduação "com chave de ouro"


Ivan de Palma, conhecido como Ivanka Tramp, chamou atenção com vestido, salto alto e peruca bufante na colação de grau da Politécnica da USP

Na colação de grau da Escola Politécnica da USP, os olhares não estavam direcionados somente a filhos ou netos queridos em seu momento gratificante. O centro das atenções também era Ivan de Palma, em cima do salto alto e com a peruca bufante. O estudante de 24 anos decidiu ir à  formatura montado de drag queen.

Também conhecido como Ivanka Tramp, seu nome de drag queen , Ivan se formou em Engenharia Química e se identifica como homem gay cisgênero. Em entrevista ao iGay , ele conta que ajudou a formar o coletivo LGBT da Poli em 2012, a Frente PoliPride, que se tornou um elementos importante na luta pela equidade no ambiente da universidade. “Com chave de ouro”, ele decidiu se formar com muito glamour e impacto.

Para ele, ter se montado foi "com certeza uma atitude de protesto", em pleno ano de eleição. “Fui montado de drag queen à formatura porque achei que traria mais visibilidade à causa, retificaria estereótipos e faria com que muitos estudantes se sentissem mais confortáveis em suas próprias peles.”

O pisão da formatura e a reação das pessoas.

Ivan reconhece que tirou inspiração da cultura gay que faz parte do seu cotidiano. Sua drag mother, pessoa experiente que ensina e repassa conhecimentos de ‘montação’ quase como uma mãe, foi Malonna. Ela tem uma oficina para drags iniciantes e montou o estudante no dia de sua formatura.

O recém-formado afirma que também tirou coragem para se montar no dia tão esperado graças um amigo que fez o mesmo na formatura do ITA, em 2016, e que foi duramente perseguido durante sua graduação.

Em uma universidade conhecida de outros tempos por ser conservadora, Ivan subiu no salto e teve uma reação positiva das pessoas. “A experiência foi muito melhor do que eu pensava, todos me receberam muito bem. Foram apenas elogios vindos de alunos, pais, professores e funcionários”, comenta. Ele não quis se pronunciar a respeito da própria família.


Ivanka teve uma boa recepção dos pais e colegas, recebendo apenas elogios

No entanto, o caso ganhou repercussão e algumas opiniões negativas surgiram. Na página "Desabafa Poli" no Facebook, que compartilha opiniões enviadas anonimamente, uma postagem acusou Ivan de desrespeito por se “fantasiar de mulher” e por “reduzir a formatura a um bloco de carnaval”.

Ele diz que não foi surpresa esse tipo de comentário e os classificou até mesmo como sutil, já que “o pessoal conservador sabe que deixou de ser maioria e que suas vozes perderam força”.

Comunidade LGBT na Escola Politécnica.

Nem sempre a faculdade foi um ambiente aberto pessoas de diferente orientações sexuais e gêneros, segundo o novo engenheiro. “Eu entrei em 2012, quando a Escola Politécnica não era um ambiente confortável para pessoas LGBT. Era tabu e causava desconforto”, afirma Ivan.

No ano seguinte, foi um dos responsáveis por fundar o coletivo de diversidade sexual e de gênero da Escola, o PoliPride. Aos poucos, o grupo ganhou caráter político e o objetivo de trazer a temática do respeito e da diversidade para a Poli. Ele relata que, por estar constantemente exposto, já sofreu discriminação e ouviu agressões em festas.

Para ele, “as coisas melhoraram muito” desde então. O coletivo passou a receber bastante atenção e reconhecimento, não só por parte da universidade, mas também de instituições externas. O ambiente se tornou muito mais agradável e o amor de diferentes formas pôde ser abraçado.

“A Poli é hoje um ambiente mais inclusivo”, comemora, mas manifesta preocupação: “é importante ressaltar ainda que, além das melhorias na Poli, é preciso chegar na periferia, onde estão as LGBTs que mais precisam de apoio”.

Ser gay e drag no Brasil.

Apesar de alguns avanços e da reação positiva a uma drag na formatura da Poli, Ivan reforça que  o Brasil ainda precisa amadurecer em questões LGBT. “O país ainda é muito conservador no que diz respeito à questão da diversidade sexual e de gênero”, afirma Ivan. Brasil é o país que mais mata transgêneros do mundo, segundo dados do Grupo Gay da Bahia.

Já o cenário drag queen sempre foi uma subcultura, mas vem sendo popularizado pela mídia e por realities show, como "Rupaul’s Drag Race". De acordo com Ivan, a série ganhou destaque aqui no Brasil, fazendo a cultura drag "ganhar novos adeptos".

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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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