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NOTICIAS DO MUNDO GAY

Canadá muda letra do hino nacional para respeitar neutralidade de gêneros.




Senado do Canadá aprovou um projeto de lei que altera um trecho do hino nacional, intitulado “O Canada”, a fim de respeitar a neutralidade de gênero na letra da canção. A mudança se dá na segunda linha da versão em inglês do hino, originalmente escrito em francês, que diz: “Verdadeiro amor patriota, em vossos filhos comanda” (“True patriot love in all thy sons command”, na versão original).

O projeto de lei prevê a substituição das palavras “vossos filhos” (“thy sons”) por “todos nós” (“all of us”). Isso porque, em inglês, o termo “sons” se refere apenas a filhos do sexo masculino. A alteração foi proposta em 2016 pelo deputado Mauril Bélanger, do Partido Liberal do Canadá, que morreu no fim daquele ano. A matéria passou pela Câmara dos Comuns e, após enfrentar resistência por parte dos conservadores, foi finalmente aprovada no Senado nesta quarta-feira (31/01).

Para entrar em vigor, a medida ainda precisa da aprovação da governadora-geral canadense, Julie Payette, que representa oficialmente a monarquia britânica no Canadá. A letra em inglês de “O Canada” foi escrita em 1908 por Robert Stanley Weir. A canção se tornou o hino nacional do Canadá em 1980 e, desde então, 12 projetos de lei foram apresentados com a intenção de alterar a menção a “filhos” na letra. A versão em francês não possui a mesma expressão.

A ideia começou a ganhar força em 2013, com uma campanha encabeçada por uma série de influentes mulheres canadenses, incluindo a escritora Margaret Atwood e a ex-primeira-ministra Kim Campbell.

Casamento gay se torna tema da corrida presidencial da Costa Rica.




O casamento gay se tornou um dos temas mais discutidos entre os candidatos à presidência da Costa Rica, que esta em período finai da campanha das eleições, e levará a população às urnas, no próximo dia 04 de fevereiro. Impulsionado pela candidatura do deputado evangélico Fabrício Alvarado, o que fez com que outros candidatos adotassem uma postura mais conservadora.

A discussão teve início após o comunicado emitido pela Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) que assegura os mesmos direitos tanto para casais homossexuais a heterossexuais.

Estudos feitos regularmente por entidades locais afirmaram que a população se divide entre aqueles que se identificam com os ideais mais conservadores contra os que se mostram mais liberais.

O Politólogo Felipe Aguilar, do Centro de Investigação e Estudos Políticos (CIEP) da Universidade da Costa Rica (UCR), explicou que pesquisas apontam o casamento homoafetivo é reprovado por 65% dos costa-riquenhos, assim como outros assuntos polêmicos, como o uso recreativo de maconha e estupro, enquanto 35% se mostram favoráveis. 80% dos cidadãos acreditam que religião é importante, e 70% destes, se declaram católicos.

Os números são comprovados ao trazer uma reação dos candidatos que reagiram mal a decisão. O candidato Fabrício Alvarado, do partido evangélico Restauração Nacional, deu um salto nas pesquisas após afirmar que tiraria a Costa Rica da CIDH após o apoio a união civil de pessoas do mesmo sexo.

“A Costa Rica é um país de valores e princípios, os quais queremos que continuem sendo respeitados. Iremos até o fim para defender esses princípios e a soberania nacional”, criticou o político em entrevista a uma rádio local.

Alvarado lidera as intenções de voto com 13,8%, seguido por Antonio Alvarez, do conservador Partido de Libertação Nacional, com 13,4%, de acordo com pesquisa realizada pelo instituto OPol.

Governo de Brasília faz homenagem para militantes travestis e transexuais.


Ato, que ocorreu nesta segunda-feira (29), marca o Dia Nacional da Visibilidade Trans e visa fortalecer a luta do movimento por respeito.


Ato, que ocorreu na última segunda-feira (29), marca o Dia Nacional da Visibilidade Trans e visa fortalecer a luta por respeito.

Militantes pelos direitos das pessoas travestis e transexuais foram homenageados, na manhã desta segunda-feira (29), para comemorar o Dia Nacional de Visibilidade Trans. Além de discussões sobre o tema, houve entrega de mudas do Cerrado aos presentes.

“Celebrar este dia, para nós, significa celebrar a vida. Temos que nos unir para alcançar uma sociedade mais igualitária”, disse Ana Paula Benett, assessora da Coordenação de Diversidade, da Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos.

A professora Natalha Silva, de 34 anos, perdeu as contas de quantas vezes foi agredida verbal ou fisicamente. Em um dos mais graves ataques, a docente, que vive na Estrutural, foi golpeada com mais de 20 facadas. “Eu fiquei entre a vida e a morte”, relatou.

Para ela, momentos de reconhecimento da causa ajudam a fortalecer a pauta de reivindicações. “É uma luta diária”, contou. Ela se emocionou com a cerimônia.

O evento ainda reuniu pessoas de outras partes do Brasil e do mundo. Tatiana Araújo mora em Aracaju e é presidente da Rede Nacional de Pessoas Trans. Ela sempre acompanha as legislações em todo o País e acredita que Brasília está dando exemplo.

“Temos que reconhecer a coragem do governador Rodrigo Rollemberg de assumir a nossa pauta e começar a criar uma política LGBT estruturada no DF”, avaliou.

Em 30 de janeiro de 2017, o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, assinou o decreto que institui o uso do nome social e o reconhecimento da identidade de gênero de pessoas trans no âmbito da administração pública direta e indireta do DF.

Com isso, secretarias e órgãos do governo passaram a tratar funcionários pelos nomes sociais em trâmites, documentos e cartões de identificação.

Histórico de ações voltadas à população LGBT

Desde 2016, o governo de Brasília criou várias políticas de apoio à comunidade LGBT. A primeira data de 21 de janeiro daquele ano, com a criação da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual ou contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin).

Em 23 de fevereiro de 2017, criou-se o Comitê Intersetorial de Promoção dos Direitos Humanos e da Cidadania da População LGBT, da Secretaria do Trabalho. Ele propõe e acompanha políticas públicas para garantir os direitos dos cidadãos da comunidade.

No mesmo ano, em 11 de abril, foram estabelecidos procedimentos para a divulgação de dados sobre violência contra crianças, jovens, idosos, negros, mulheres, população LGBT e pessoas com deficiência em Brasília. A intenção é fortalecer o enfrentamento a esses tipos de agressão.

Já em 26 de junho, dois decretos foram assinados por Rollemberg em apoio as pessoas LGBT. Um estipulava sanções a práticas discriminatórias por orientação sexual no DF, enquanto o outro criava o Conselho Distrital de Promoção dos Direitos Humanos e Cidadania de LGBTs, também na pasta do Trabalho.

Em casos de denúncias, o conselho abre processo administrativo para apurar e para aplicar penalidades. A apuração por parte do governo não causa prejuízo a outras de natureza civil ou penal. Se a comissão detectar indícios de crime, encaminha uma cópia dos autos para o Ministério Público do DF e Territórios.

Para dar maior atenção à saúde de travestis e transexuais, as Secretarias de Saúde e do Trabalho inauguraram o Ambulatório Trans em 14 de agosto. Ele conta com equipe multiprofissional para garantir acesso integral da população trans à saúde pública.

A Secretaria de Cultura instituiu a Política Cultural de Ações Afirmativas em 28 de setembro de 2017. A pasta visava ampliar o reconhecimento da diversidade de identidades e manifestações culturais.

Menos de um mês depois, em 17 de outubro de 2017, a Companhia de Planejamento do DF (Codeplan) divulgou o estudo Um olhar sobre a população LGBT no Distrito Federal, que expõe informações sobre a comunidade da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad/IBGE).

E a última política antes da carteira de identidade com nome social ocorreu em 22 de dezembro do ano passado, com a alteração do Dia de Combate à Homofobia, comemorado em 17 de maio, para Dia de Combate à LGBTfobia. A data consta do calendário oficial de eventos do DF.

Presidente da Riachuelo tem ligação com igrejas que lutam contra direitos LGBT.


Presidente Riachuelo Flávio Rocha


O presidente da Riachuelo, uma das mais populares lojas de departamento do Brasil, Flavio Rocha afirmou em entrevista à Coluna do Estadão, ter ligações com a igreja Sara Nossa Terra, a qual costuma defender ideais conservadores que vão contra a temas como o casamento gay, aborto e  a o que chamam de “ideologia de gênero”.

Na política, o empresário faz parte da bancada evangélica que nestas eleições pretende firmar uma aliança com a Católica para eleger cerca de 200 deputados nas urnas em outubro, ele acredita que a posição sobre os princípios será um diferencial para os candidatos vencerem a corrida eleitoral.

“O economês conserta o País, mas é o discurso sobre os costumes que levará o candidato a ganhar a eleição presidencial deste ano”, afirmou Rocha, que ainda descartou a possibilidade de se lançar em campanha para a presidência. “É muito feio uma pessoa ser convocada para uma missão nacional e se recusar por razões egoísticas, por causa de patrocínios”, contou.

Foliões relatam homofobia e machismo em bloco de carnaval em Brasília.




A passagem do bloco “Quem Chupou, vai Chupar Mais”, no sábado (03), no pré-carnaval Brasília foi marcado por episódios de violência contra a comunidade LGBT. Centenas de relatos foram publicados nas redes sociais sobre casos de agressões e assédios.

Uma das pessoas presentes no bloco, a estudante Ariel Santana contou em entrevista ao site Metropoles que foi uma das vítimas dos ataques, relatando que muitos membros da comunidade LGBT e mulheres foram desrespeitadas dentro da festa.

“Os homens não estavam respeitando o espaço das mulheres e das pessoas LGBT, agindo de maneira agressiva e assediadora. Um grupo de seis caras fizeram uma roda em volta de mim, para conseguirem um beijo. Um segurou o meu braço e só me soltou quando duas meninas vieram em minha defesa”, lembrou.

“Amigos gays foram xingados, empurrados e sofreram comentários vexatórios. Meninas ouviram ofensas por conta de homens que não souberam ouvir um não“, completou Pimenta.

Em nota, a Secretaria de Cultura, responsável pela organização do evento, rebateu as acusações que afirmavam que o órgão não teria oferecido uma estrutura adequada aos foliões.

“Por se tratar de um evento público e patrocinado pelo GDF, todas as demandas e estruturas foram solicitadas de acordo com o cronograma estabelecido pela Secretaria de Cultura. Infelizmente, não cabe a nós restringir o público e ditar a quantidade que será fornecida de cada item; fomos informados a respeito dos fornecedores pouco tempo antes do evento, mesmo com tanta insistência perante às autoridades responsáveis”, diz o comunicado.

A Secult então negou as denúncias de não garantir a segurança dos membros do bloco. “Por entender sua responsabilidade em garantir que a folia no espaço público ocorra de forma democrática e pública, a pasta injetou R$ 5 milhões para atender toda a estrutura dos blocos e ainda viabilizar um patrocínio direto no valor de R$ 1,4 milhão”, completa.

A Polícia Militar confessou que não esperava a quantidade de público presente no grupo e que a confusão começou após o início da concentração no Setor Balneário Sul, porém, os abusos cessaram após a chegada de reforços, de acordo com a corporação.

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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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