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CONTOS DO LEITOR


SANNA

Autor: JM..

 

Sanaaa, Sanaaa. De olhos fechados Menprhe dizia essas palavras em Latim, passava delicadamente a mão direita sobre a pata do cervo que estava atingida por uma flecha que acabara de retirar. O ferimento começou a fechar-se e o cervo já não sentia mais dor. Ele olhava profundamente nos olhos do Elfo que o ajudava, agradecendo. Num salto de gratidão e alegria, o cervo saiu em disparada pela floresta, Menprhe ainda estava ajoelhado no chão, com a mão sobre o solo. Precisava sentir onde estava a alma impiedosa que havia feito isso. Um caçador, ele com certeza não perdoaria, assim como não perdoara os últimos em que encontrara em sua floresta. Ele sabia que estava desobedecendo a ordem de não aparecer para humanos. Mas não estava quebrando todas as regras em si, afinal, nenhum caçador sobrevivia para poder relatar nenhuma palavra sequer a alguém.
O vento balançava seus lindos cabelos, em parte liso até exageradamente, em parte envoltos num emaranhado perfeito de dreads que o dava um charme especial. Os Elfos eram perfeitos e perfeccionistas demais para aceitarem conviver com dreads nos cabelos, mas Menprhe gostava, e os seus iam até as nádegas redondas e musculosas, num dourado brilhoso com sua pele branca como as nuvens do céu. Os Elfos andavam em sua maioria nus, estavam acostumados a assim conviver, tiveram uma eternidade para se acostumar com seus corpos perfeitos. Menprhe possuía um corpo mais que perfeito, parecia ter sido criado com uma atenção especial pela mãe terra.
Menprhe sentiu a energia do caçador, ele estava há 30 km dali onde estava. Em sinal de sua ira ele fincou seus dedos na terra e flexionou todos os músculos da face. Numa velocidade indescritível ele tomou impulso e foi em direção do humano, tão rápido como a flecha que atingiu o cervo. Em questão de segundos ele já avistava o humano camuflado por entre as folhagens, observando possíveis vítimas, possíveis vítimas de novas flechas.
O humano olhava atentamente todos os movimentos da floresta. Sentiu um arrepio com um vento gélido percorrendo todo o seu corpo, e no mesmo instante, uma força o levantou com tamanha facilidade, como se não pesasse nada mais que meia grama e, o atirou com violência para o chão. Ainda atordoado pela queda, olhou em direção ao alto, e não entendeu como um homem poderia andar daquele jeito, nu sem nenhum pudor.
O homem nu que o havia arremessado o encarava com os dentes trincados e com o maxilar tenso, mostrando duas presas como se fosse de um animal selvagem, seu pênis caia perfeitamente em contraste com os músculos de suas pernas tensas e separadas em uma posição de ataque.
- Diga seu nome Humano, gosto de saber o nome de quem está prestes a morrer, mesmo que não vá significar em nada, já que aqui você terá sua existência terminada - a criatura dizia com uma voz doce e dentes trincados em fúria.
- Perdão, mas o que posso eu ter feito para provocar a ira de alguém que nunca teria visto? – Victor respondeu em instinto de defesa, pronto para correr até seu arco e flecha que havia caído há uns metros de distância.
- Meu nome é Victor Benhur, filho de seu mestre e senhor de toda essa terra em que estamos pisando. – Victor não conseguiu não deixar de reparar em Menprhe, em como sua forma parecia ser esculpida por mãos habilidosas. Por mais entranho que fosse, Menprhe também não deixou de reparar na bela forma do caçador, este mais delicado mais ainda assim com músculos, mas não grandes como de um homem adulto, e sim como de um rapaz habilidoso na arte de alguma luta ou guerra. Menprhe jamais errara na observação de seus inimigos, sabia reconhecê-los muito bem.
Menprhe caminhou lentamente até seu oponente, sem o menor medo do que ele fosse capaz, aliás o que poderia fazer um relhes humano a um filho de Gaia? Chegou perto de Victor o suficiente para levanta-lo pelo colarinho de sua capa, e deixou-o em pé. Pôde analisar melhor o rapaz de lábios finos convidativos e cabelo negro na altura dos ombros. Victor era em tudo um belo rapaz de 1,90 metros, olhos castanhos claros como o mel, pele branca como a neve e músculos definidos e leves como de alguém que precisasse ser ágil e forte.
Victor percebia que Menprhe o olhava atentamente e isso o deixava abismado, o que aquela escultura em figura de homem o analisava tão atentamente, e o que pensava a respeito dele, o que ficava tão pensativo, e porque ele sentia vontade de chegar tão perto ou até mesmo tocá-lo, sentir se era realmente um homem de carne como ele, pois nunca vira tamanha perfeição.
Menprhe sem dizer nenhuma palavra passou os dedos sobre os lábios do rapaz e foi chegando muito perto de sua face. Quando estava quase com nariz colado com o de Victor, puxou o ar com lentidão, para sentir todos os aromas desse humano.
- Você não possui maldade alguma, porque abandonaste sua caça em sofrimento? Se seu pai realmente é Senhor de todas as Terras em que pisamos, não haveria necessidade de um filho caçador, se não há maldade em seu coração, porque caçar por esporte? Isso é Revoltante, brincar com vida e sangue criados por Gaia por apenas prazer – dizia Menprhe com voz melodiosa e doce.
- Eu estava em uma distância e não acertei com precisão, minha presa fugiu com minha flecha e eu ainda havia esperança de encontrá-la, afinal de contas, seria meu presente aos mais necessitados da aldeia que circunda o reino. Todo fim de tarde uma ou duas vezes por semana assim o faço.
Enquanto Victor falava, Menprhe analisava seu cheiro em busca de inverdades, ou qualquer alteração em sua áurea que pudesse denunciá-lo. Victor não estava nada a vontade com essa figura nua, questionando-o e farejando-o tão de perto. Achava estranho não só a existência de presas de animal em seu questionador, mas também a presença de orelhas pontudas.
- Afinal de contas, quem é você que me interroga como se fosse dono da floresta e que nem ao menos roupagem veste, além de falar meu idioma muito bem, mesmo supondo que não seja daqui, afinal por aqui, costumeiramente nos vestimos, até porque, o clima não nos permite assim andar desnudos - Victor dizia olhando a criatura ainda com curiosidade.
Antes que acabasse de questionar, Menprhe aproximou a boca da boca de Victor que, calou-se e não se moveu, nem para frente nem para trás, apenas ali permaneceu esperando o desfecho do que viria a seguir, e sentiu a figura nua experimentar seus lábios e depois ir mais fundo, fazendo-o fechar os olhos e acompanhar os movimentos que preenchiam os lábios e invadiam sua boca. Victor sentia o gosto da criatura nua, era em todo frutas ácidas que o faziam querer mais daquilo, a criatura o trouxe mais pra perto de si com facilidade com apenas uma das mãos e Victor nada fez, apenas continuou, em sincronia com aquela união de corpos, que até então só tinha experimentado com mulheres, mesmo sabendo que alguns homens naquela época, mesmo os mais estudiosos experimentavam com frequência, e não eram mal vistos, aliás, Zeus criara homens e mulheres, ambos livres para desfrutarem-se.

 
Victor foi despindo-se enquanto a criatura provava-lhe os lábios. Sentia o furor em que era provado, ao mesmo tempo em que a criatura mostrava seu desejo refletido em seu membro que ganhara vida. Victor já estava sem roupa e delirando aos lábios de Menprhe que, com facilidade lhe percorria o corpo com a língua.
Sua língua era diferente, fina, macia, afinada na ponta, mas continha um sabor que despertava ainda mais a curiosidade de Victor.
Menprhe o deitara no chão sobre as folhas secas e galhos, e sobre algumas de suas muitas peças de roupa. As folhagens estavam úmidas, mas Victor não sentia frio. Sua pele branca ainda assim se contrastavam com a pele branca de Menprhe, que parecia ter o dobro de seu tamanho.
Sentiu o membro de Menprhe encostar em sua entrada, não conseguia resistir, mesmo sabendo que estava na posição em que já deixara muitas mulheres do reino. O estranho, o diferente, tudo isso estava o atraindo e fazendo-o se abrir mais para Menprhe que enlaçado por suas pernas, agora começava a entrar dentro de si. A dor que o invadia era menor que o prazer da língua que o percorria, hora em seus mamilos, ora em seu pescoço, hora em sua boca, sugando-o e mostrando-o outras dimensões que desconhecia.
 
Victor conseguia ver o ar à sua volta movimentando lentamente as folhas, conseguia ver gostas de orvalho caindo das flores lentamente, como se tudo estivesse em câmera lenta, ou estivesse preso em algum tipo de feitiço. Ele conseguia ver a satisfação e os sentimentos de Menprhe, como se estivessem conectados com o pensamento, mesmo sem pronunciar as palavras, ambos sabiam o prazer que estavam sentindo.
Uma onda prazer percorreu ambos os corpos, se satisfizeram em uma sensação e explosão de sentimentos indescritíveis em ambos os corpos. Victor sentia cada onda de calor e frio brigando em sua pele, contraindo-o em prazer.
Menprhe o apertava mais forte enquanto ainda sentia-se em ecstasy completo. Ele já havia feito o mesmo com outros humanos antes de mata-los, sabia que sua melodiosa voz e seu encanto o tornava impossível de receber um não. Mas com esse humano foi diferente, ele parecia ter provado do próprio veneno.

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Postado por Mac Del Rey | (0) Comente aqui!

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