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CONTOS DO LEITOR


Vida secreta
Autor: Dani



Acredito que todo mundo tenha uma vida secreta. Eu pelo menos sempre tive.
Me chamo Daniel, mas todos me chamam apenas de Dani. Atualmente tenho 25 anos, mas o que vou contar aconteceu quando ainda era bem novo, no tempo de escola. Eu morava e fui criado pela minha avó e estudava em colégio particular. Sempre pareci e acho que fui um bom garoto, mas tinha e ainda tenho os meus segredos e aqueles que jamais contei pra ninguém são algumas das aventuras sexuais que vivi na adolescência, aos 12, 13 e 14 anos.
Eu sou um sujeito discreto, mas tenho certeza que todo mundo da minha família sabe que sou homossexual, embora eu nunca tenha informado oficialmente. Eu até já tive um namorado, que para todos os efeitos sempre trataram como sendo meu "amigo": bom, se não entenderam foi porque não quiseram entender.

Nunca fui de dar muita bandeira, tipo viadinho. Embora fosse um garoto fraco, magro, sempre me fiz respeitar e gosto de ser respeitado. Nunca me envolvi com meninas, embora eu ache que sou e que era um menino bonito, branquinho, cabelos enrolados, castanhos, pele macia, rosto bonito, embora magrinho. Sempre gostei mesmo foi dos garotos. Eu jogava bola com eles quando criança, mas era muito ruim e só acabava sendo escolhido para completar o time, quando algum outro faltava.

Quando o time estava completo eu ficava no banco, admirando os garotos secretamente, as pernas, a bunda, o volume no short, que como eram garotos, também, não era algo tão proeminente. Quando finalmente conseguia entrar pro time, gostava quando tinha que dividir a bola com algum garoto e ele se mostrava mais duro, mais violento, achava bom até quando na dividida eles me machucavam e durante a marcação me encochavam por trás.
Um desse garotos era o Samuel. Marrentinho, moreno, que me destratava. Eu não deixava barato, embora ele fosse mais forte e sem muita dificuldade pudesse me bater, eu o encarava. Ele era mais velho que eu e nossa relação nos primeiros anos de convivência foi muito difícil, muito conflituosa, mas éramos garotos, normais: na mesma hora em que brigávamos, no instante seguinte estávamos brincando juntos. Secretamente eu gostava quando ele me destratava, confesso que me imaginei apanhando dele muitas vezes, mas ele nunca chegou a me bater. Eu queria que ele fosse meu namorado, mas ele era todo machinho, só falava de garotas, bem precoce pra idade dele e eu também era.

Quando já um pouco mais velho, aos 16 anos, a relação não era tão conturbada. Eu ia sempre pra casa do Samuel jogar video-game ou no computador, e nós ficávamos juntos, no mesmo quarto, horas e horas jogando. Muitas vezes só nós dois. Ele gostava de se gabar sobre garotas que comeu, eu sempre achei que era mentira, porque eu também mentia para não parecer tão inexperiente.
Certo dia ele aproveitou que estávamos só nós dois e pôs uma fita (já existia DVD, mas nesse caso foi uma fita VHS mesmo) de um filme pornô. E começou a comentar enquanto víamos:

-- Olha, rapaz, que buceta gostosa!
Eu só respondia, um tanto acanhado:
-- É mesmo...

 

Na verdade, eu fiquei excitado mesmo foi com a situação, de perceber que ele estava excitado. De repente ele pôs o pau pra fora e começou a tocar punheta. Eu fiquei muito envergonhado, sem saber o que fazer e não fiz nada, fiquei olhando. Ele bateu punheta na minha frente, como se nem ligasse por eu estar ali e eu fiquei olhando, mais a pica dele que o filme, também com meu pau muito duro, mas não fiz nada. Eu só dizia coisas sem nexos, tipo "Que demais!", mas ele estava vidrado no vídeo e nem prestava atenção em mim.
Ele não chegou a gozar, nem eu embora tivesse com o pau duro feito pedra, não pus pra fora e nem entrei no clima. Depois ele se recompôs, enquanto o vídeo ainda rolava e virou pra mim falando:
-- Legal, né?
-- Ô..., eu respondi.

Voltamos ao jogo, mas não demorou até que eu inventasse uma desculpa pra ir pra casa, precisava tomar um banho demorado e foi o que fiz. Chegando em casa, fui correndo pro banheiro e bati uma punheta. Gozei a primeira vez, depois gozei a segunda e só não gozei a terceira porque minha tia bateu à porta perguntando por que eu estava demorando tanto. Eu só conseguia pensar no Samuel e no pau dele, em chupar ele, em dar pra ele, nele me batendo, puxando meu cabelo, fazendo comigo o que o sujeito estava fazendo com a moça do vídeo.
 

Embora não fosse uma coisa que sempre acontecesse, em todas as vezes que eu ia pra casa dele, acontecia de novo, de vez em quando. Quando não era outro vídeo, era uma revista playboy, algo assim, sendo que na revista ele nunca costumava se masturbar na minha frente. Eu como sempre nunca entrava totalmente no clima, o que naturalmente acabou levando a questionamentos.
-- Tu nunca toca punheta?
-- Que é isso cara? -- eu tentava desconversar.
-- É sério eu nunca te vi tocar punheta, tem vergonha, é?
-- Eu faço isso em casa, cara, no banheiro -- respondi.
-- Parece que é viado...

Não era incomum ele fazer esse tipo de comentário comigo, o que foi ABSOLUTAMENTE incomum, foi que pela primeira vez na vida eu não respondi e por isso ficou um clima estranho, que eu tentei desconversar chamando ele pra jogar video game. Acho que ficou acanhado também e acabamos voltando ao jogo e por conta disso ele não mais pôs o pau pra fora perto de mim, nunca mais me mostrou nenhum vídeo ou revista.
Depois de meses assim, eu já estava muito chateado, porque aqueles momentos eram os únicos momentos de intimidade que eu podia ter com o garoto dos meus sonhos, ver o pau dele, ele com tesão etc. Foi aí que um dia, vários meses depois, eu resolvi voltar ao assunto, muito envergonhado de novo.
-- E ai, cara? Cadê os vídeos lá? Nunca mais me mostrou.
-- Ahh! Estão aqui.
-- Não assiste mais?
-- Assisto sim, claro.
-- Hmm... Nunca mais me mostrou nenhum.
-- Estão aqui, quer ver?

Eu não respondi e ele mesmo assim mais que depressa se levantou, pegou uma fita e pôs no vídeo. Eu lembro que era um vídeo das Panteras, que eram os melhores pornôs de todos, como sempre com alguma historia, que eu adorava. O filme começou e a gente ficou sentado um do lado do outro, normalmente. Quando a putaria no vídeo começou ele fez diferente do que fazia antes: ao invés de colocar direto o pau pra fora e começar a tocar, ele resolveu falar.
-- Já tô com o pau duraço.
Eu que nunca falava naqueles momentos, acabei falando também:
-- Também estou.

 

E ai assim ele pôs o pau pra fora e começou a tocar punheta, do meu lado. Eu novamente não pus o meu, mas fiquei olhando pro dele, muito próximo de mim. Se ele gozasse certamente iria me melar e dessa vez, também de maneira absolutamente incomum de todas as outras, ele parecia não estar prestando tanto atenção no filme, parecia se ligar pro que também acontecia no quarto entre nós dois e principalmente pro fato de eu estar olhando muito pro pau dele. Foi aí que ele me olhou nos olhos -- aquele olhar eu nunca vou esquecer. Estava com a respiração extremamente ofegante. Meu pau estava duro, dava pra ver pelo short. Ele tocava punheta do meu olhado e me encarava, olhando nos olhos, esqueceu do filme por sei lá quantos segundos, só me encarava enquanto tocava punheta.
Então eu tive a coragem de perguntar:
-- O que foi?
Ele respondeu, como se faltasse o ar, apenas:
-- Na... nada.

E não parava de me olhar. Fiquei sem reação, meu coração estava acelerado como nunca havia estado antes. Então peguei no pau dele. Foi uma reação mecânica, eu não pensei, eu não precisei nem tomar coragem, eu simplesmente fiz. Peguei. E quando peguei, quando encostei no pau dele, duro feito rocha, senti uma descarga elétrica percorrer todo o meu corpo. E ele não levou nem 5 segundos pra gozar. E gozou muito e eu também gozei, sem nem triscar no meu pau. E o gozo dele espirrou em mim, no meu peito. E ele caiu de costa no chão. E eu, também involuntariamente caí de boca no pau todo melado dele, e limpei com a minha boca todo o gozo, engolindo tudo que consegui encontrar de melado. Nunca senti sensação tão boa. E ele, desfalecido no chão, só gemia, o pau dele amoleceu na minha boca e ele estava já quase desmaiado. Depois eu também cai de lado e essa foi a primeira vez que tive com Samuel.
 

Nós passamos, sem nenhum exagero alguns minutos, vários minutos, no chão, sem falar e sem olhar um pro outro. Então ele se levantou, vestiu o short e a cueca extremamente rápido e disse que ia beber água. Eu continuei no chão, mas era a deixa para pelo menos naquele momento esquecermos o que tinha acontecido. Foi o que fiz. Tentei me recompor e fui pra casa, sem nem olhar pra ele. Em casa, passei direito pro banheiro novamente e gozei e gozei...

 


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Postado por Mac Del Rey | (1) Comente aqui!

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