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MINHA VIDA GAY

Casal de Namorados Gays vão juntos ao Baile de Fomatura da Escola!




Bain e Hunter Sigmund, um nadador e jogador de pólo aquático na escola, foram como Casal de Namorados que são no Baile de formatura do Ensino Médio.

Eles são o único casal abertamente gay na escola.

Disse Bain: “Nós temos sido o único casal abertamente gay em Burroughs desde que eu estive aqui, mas não é um problema na nossa escola. As pessoas nos tratam da mesma forma. É bom poder ir ao baile de formatura com quem você quiser e não se preocupar com o que as outras pessoas possam pensar. ”

Bain disse à KSDK  em abril, quando ele assinou com o Indiana State que era difícil ouvir coisas de outros jogadores em campo depois que as pessoas sabiam que ele era gay: “No fundo de uma pilha muitas vezes eu ouvia ‘ficar abaixado’ ‘ Eu ouvia: ‘isso não é esporte para pessoas gays’ ”.

Bain acrescentou : “Minha principal razão para sair do armário, não era necessariamente para mim. Eu sempre me senti confortável comigo mesmo e como as pessoas me vêem. Para mim, foi tentar alcançar pessoas que não se sentem à vontade para sair. Eu sinto que, especialmente dentro do atletismo, há um estigma. Eu não acho que ser um atleta e um gay realmente colidem. ”

“Vivi tudo aquilo”, afirma ator que interpretou vítima de homofobia em clipe da Pabllo Vittar.


Ator Tarssio Oliver no clipe de "Indestrutível" da Pabllo Vittar


O clipe de “Indestrutível”, último single da drag queen Pabllo Vittar para o álbum “Vai Passar Mal”, que já atingiu a marca de sete milhões de visualizações, conta com a participação emocionante do ator Tarssio Oliver, de 21 anos, intérprete do adolescente que sofre bullying homofóbico na história que permeia o vídeo.

A semelhança com a cantora maranhense foi um dos principais motivos para que ele fosse escolhido entre dezenas de candidatos para estrelar o registro. Mas não só a aparência física liga o jovem ao mais recente trabalho, as cenas do seu personagem no clipe, se confundem com experiências que viveu na vida real.

Gay assumido, Oliver conta que sofreu na pele a discriminação por conta da sua orientação sexual, e quis mostrar assim a realidade, também enfrentada por tantos LGBTs. “Quando me assumi, há dois anos, tive o apoio da minha mãe, mas até hoje meu pai não aceita”, relatou ele em entrevista ao jornal Extra.

“Ele soube da minha sexualidade através das outras pessoas e vive me agredindo verbalmente pelo que eu sou.”, completou. “Vivi aquilo tudo de perto, de ouvir piadas e ser vítima de diversas formas de agressão”, finalizou.

Mãe de Criança Trans diz: “Fui acusada de erotizar minha filha”.


Karina Doblado relata como descobriu que a filha era transgênero, as lutas que viveu e o processo de transição da criança


Miguel, que hoje se identifica como Melissa,12, deu os primeiros sinais de um comportamento feminino aos dois anos de idade. “Ele só tinha amigas meninas”, conta a psicóloga Karina Doblado, 38, que achava que o filho era gay. Mãe da Melissa e do Pedro, 2, ela relata como descobriu que a filha era transgênero, as lutas que viveu e o processo de transição da criança:

“A Melissa sempre foi um bebê meigo e delicado, mas somente aos dois anos de idade é que notei uns sinais mais evidentes. Na escola, ela era o único menino que se enturmava com as meninas.”

Em casa, ela usava as minhas roupas e sapatos. Eu via esse jeito afeminado e tinha certeza que ela seria gay, não fazia ideia do que era um transgênero. Eu falava que ela ficava horrorosa com as minhas roupas e explicava que ela não precisava ser menina para gostar de menino. Eu dizia: ‘Você pode continuar sendo o Miguel e gostar de menino, a mamãe vai continuar te amando’. Nunca bati, nem a repreendi, sempre busquei o diálogo.

Meu marido, o Renato, e toda minha família, com exceção da minha irmã, a Andresa, me culpavam pelo comportamento da Mel. Eu ficava triste e me defendia dizendo que nunca a incentivei. Eu evitava me arrumar na frente dela para não influenciá-la, mas não adiantava. Ela adorava se maquiar, pintar as unhas e não queria que cortássemos o cabelo dela.

Me denunciaram alegando que eu erotizava a minha filha.

Uma vez, uma assistente social me ligou dizendo que havia recebido uma denúncia anônima de que eu estava erotizando a minha filha e que eu deixava ela se vestir como uma drag queen. Foi uma das coisas mais absurdas que ouvi.

Outra situação bem chata é que nossos passeios em família sempre acabavam em briga porque o jeito de andar, falar e se portar da Mel era de menina e isso estressava meu marido. Ele falava para ela virar homem e parar de ser mariquinha. Chegou um ponto que nossa relação foi se desgastando tanto por causa disso, que em 2012 nos separamos por um ano. Foi uma fase bem difícil. Só reatamos depois que ele passou a compreender a Mel e conseguiu superar o preconceito contra ela com amor e respeito.

Eu me questionava por que aquilo estava acontecendo e por que ela simplesmente não poderia ser um menino. Lamentava o nosso sofrimento, mas tinha de apoiá-la. Num aniversário, a Mel me pediu uma festa de princesa e quando perguntei o que ela queria de presente, a resposta foi: queria ser uma menina. Aquilo me doeu o coração.

Não sabia o que era transgênero.

A primeira vez que ouvi o termo transgênero foi numa conversa com o meu primo Lucio, que é homossexual. Ele disse que minha filha não se identificava com o próprio corpo e me explicou a diferença entre orientação sexual e identidade de gênero.

Um tempo depois, assisti a uma reportagem na TV sobre o assunto e descobri que o Hospital das Clínicas de São Paulo tinha um ambulatório que atendia pessoas transgêneros. Fiz a inscrição e aguardei dois anos até conseguir o atendimento. Nesse período, a Mel iniciou a transição de gênero. Um dia fomos ao shopping e ela me pediu para chamá-la de Melissa e para comprar roupas de menina. Eu nunca tinha visto minha filha tão feliz na vida. Os olhos dela brilhavam.

No dia seguinte, eu estava na casa de uma amiga quando ela apareceu maquiada e com as peças novas. Daquele dia em diante ela não se vestiu mais como Miguel. Ela customizou todas as roupas masculinas.

Passamos na primeira consulta no HC em agosto de 2016, quando ela tinha 10 anos. Ao ser questionada pelo doutor Alexandre Saadeh por que ela estava ali, ela respondeu que ela era uma menina que tinha nascido no corpo errado. Desde então, ela faz acompanhamento multidisciplinar com psiquiatra, psicólogo, fonoaudiólogo, fisioterapeuta e endocrinologista.

Mel está fazendo tratamento para bloquear a puberdade masculina.

Também fomos à escola para conversar com os professores. A Melissa contou aos colegas que ela era uma criança transgênero, que ela não se sentia bem como menino e que ela ficava chateada com o preconceito deles. Ela já havia sido vítima de bullying. Alguns colegas a chamavam de veadinho e a excluíam. Eles pediram desculpas e apoiaram a decisão dela.

Há um ano, minha filha iniciou o tratamento para bloquear a puberdade masculina. Ela toma uma injeção a cada 28 dias. Com isso, ela não vai desenvolver características de menino. Ela não vai ter gogó, a voz não vai engrossar, os pelos e o pênis não vão crescer. Ela fará o bloqueio até os 16 anos quando iniciará o tratamento hormonal para se desenvolver como menina. Quando ela completar 18 anos, vamos levá-la à Tailândia para ela fazer a cirurgia de mudança de sexo.

Minha filha me inspira

Após a transição, a Mel se tornou uma criança muito mais sociável, alegre e feliz. Eu e meu marido a amamos e a apoiamos. Minha filha me inspira. A determinação dela de ser o que ela é me ensina a ser corajosa, forte e a ver o ser humano além da aparência. Me faz enxergar a essência da pessoa e entender que somos muito mais do que um corpo”.

Fonte: Universa/Uol


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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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