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NOTICIAS DO MUNDO GAY

Comunidade LGBT na Índia: campanha revela agressões sofridas por indianos.


A homossexualidade foi recriminalizada na Índia em 2013, e o preconceito contra a comunidade LGBT continua a crescer


A homossexualidade foi criminalizada na Índia em 2013, e o preconceito contra a comunidade LGBT vem crescendo, o que é mostrado pela campanha

Ativistas LGBT da Índia revelaram as  agressões  que sofrem por expressarem abertamente suas orientações sexuais e identidades de gênero. Em um vídeo divulgado na semana passada e elaborado pelo Delta App, aplicativo voltado para pessoas dessa comunidade, os indianos aparecem lendo comentários ofensivos que recebem nas redes sociais e respondendo-os com frases impactantes, de muito orgulho.

A campanha leva o nome de “#StrongestTogether” (“mais fortes juntos”, em português) e tem o objetivo de rebater o "cyberbullying" e a LGBTfobia. Na Índia, a homossexualidade foi recriminalizada em 2013, algo que dá mais espaço para o preconceito e a violência contra pessoas da comunidade  LGBT .

Entre algumas mensagens fortes recebidas pelos indianos estão: “Todos os gays são pedófilos”, “fique longe dos meus filhos” e até “isso não é da nossa cultura, saia do país”. No vídeo, eles respondem os comentários demonstrando orgulho, dizendo coisas como: "venha conversar comigo, talvez eu possa te mostrar o que é ser gay de verdade", "minha identidade não é do seu interesse, eu sou feliz como sou" e "sou linda e feminina, isso é com certeza da nossa cultura".

O objetivo de mostrar as respostas das pessoas que aparecem no vídeo é fazer com que os integrantes da comunidade possam dar um passo à frente e, assim, enfrentar as agressões que sofrem por causa de suas identidades. 

O aplicativo para LGBTs indianos

O Delta App tem sido importante para os indianos LGBTs que sofrem com o preconceito por expressarem suas verdades

O aplicativo Delta foi o primeiro espaço online para LGBTs na Índia. A empresa foi criada com a intenção ajudar os membros da comunidade queer no país a encontrar apoio, oferecendo um ambiente seguro para usuários compartilharem suas vivências. Ao site "PinkNews", Ishaan Sethi, co-fundador do app, revela que centenas de mensagens são compartilhadas nos fóruns todos os dias, de pessoas de todo o espectro da sexualidade e identidade de gênero procurando ajuda e, muitas vezes, querendo desabafar em um lugar onde não serão julgadas.

“A maioria dessas pessoas recebe mensagens horríveis de gente que está acostumada a ofender sem mostrar o rosto. Sendo  LGBT  e trabalhando no ramo online, nós decidimos criar esse aplicativo para mudar a realidade e para que as pessoas percebam que não estão sozinhas”, completa o CEO.

Pastor é preso após comentários contra a comunidade LGBT: “Gays são pervertidos”.




Conhecido por seu posicionamento anti-LGBT, o pastor Oscar Bougardt, líder da Igreja Calvary Hope, na Cidade do Cabo, África do Sul, foi sentenciado a 30 dias de prisão e multa de 500 mil rands, cerca de 140 mil reais. O motivo são seus comentários públicos sobre homossexuais.

O Tribunal da Igualdade na Cidade do Cabo, presidido pelo juiz Lee Bozalek, considerou que ele cometeu “desacato ao tribunal” após ter ignorado a ordem judicial que o proibia de fazer comentários antigays. No entendimento de Bozalek, os comentários de Bougardt “instilavam o ódio e eram claramente discriminatórios”. O pastor já havia sido processado pela Comissão de Direitos Humanos da África do Sul em 2014, após ter feito declarações antiLGBT. Na ocasião, o pastor não cumpriu pena por ter assinado um acordo, onde se comprometia a parar de fazer comentários homofóbicos.

Em janeiro de 2017, Bougardt disse em uma entrevista ao canal News24: “Por que devemos ser tolerantes com seu estilo de vida criminoso? Eu estou dizendo isso porque está provado que 99% dos pedófilos têm estilo de vida homossexual”. Por causa disso, Bozalek reabriu o processo contra Bougardt e disse que o pastor devia saber que haveria consequências legais se insistisse na sua postura. Na sentença o juiz afirmou que: “Essas declarações não apenas desumanizam gays e lésbicas, mas também promove ódio contra eles, sugerindo o apedrejamento”. A África do Sul é o único país africano que permite casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Casal registra BO contra vizinho homofóbico após xingamentos em Cuiabá: ‘Aberrações’.




Um casal registrou boletim de ocorrência contra um vizinho homofóbico depois de terem sido xingados de ‘aberrações’ durante uma discussão, em Cuiabá. O desentendimento foi registrado na segunda-feira (21) no Bairro Santa Cruz I.

O caso, registrado como injúria mediante preconceito motivada por homofobia, é investigado.

No boletim de ocorrência, o casal relata que varria a casa em que mora e quando abriu a porta se deparou com o vizinho. Na ocasião, homem começou a fazer ofensas e ameaças ao casal.

Na discussão, o homem chamou os denunciantes de “aberrações, que afrontam a família deles” e afirmou que “não vai se acostumar com esse tipo de gente”. Durante o desentendimento, a mulher do agressor também proferiu as ofensas.

Uma das vítimas afirmou que fechou a porta de casa e ainda assim as agressões continuaram. De dentro da residência, eles ouviram que apanhariam “até que virassem homens”.

A ocorrência foi encaminhado para a 2ª Delegacia de Polícia, sob orientação do Grupo Estadual de Combate ao Crimes de Homofobia (GECCH).

De acordo com a instituição, 33 ocorrências com motivações LGBTfóbicas foram registradas em Mato Grosso, entre janeiro e maio deste ano.

Homem é preso por ameaçar atirar em travestis; motivo seria transfobia.




A Polícia Civil de Araguaína, no Tocantins, prendeu Adiel Sousa de Oliveira, de 37 anos, por ameaçar atirar em travestis que trabalhavam em um ponto de prostituição da cidade. O homem teria ido com uma arma até o local conhecido como entroncamento na noite deste sábado (20/05). A motivação das ameaças, de acordo com a polícia, foi transfobia.

Uma das travestis conseguiu se afastar sem ser percebida e chamou a polícia. Oliveira já tinha deixado o local quando a viatura chegou, mas ameaçou voltar mais tarde. As vítimas deram as características do carro do suspeito que foi encontrado minutos depois. Dentro do veículo foi encontrada uma arma calibre 38 e cinco munições. Além das ameaças, Adiel Sousa vai responder por porte ilegal de arma de fogo, já que o revólver não tinha a documentação necessária.

O suspeito prestou depoimento na central de flagrantes e foi levado para a Casa de Prisão Provisória de Araguaína. O homem ainda aguarda a audiência de custódia para saber se poderá responder pelos crimes em liberdade.

Escadaria da estação da Lapa, em Salvador, é pintada com as cores do arco-íris.


Escadaria da Estação Lapa com as cores do arco-íris


A escadaria da estação da Lapa, em Salvador, recém-pintada com as cores do arco-íris tem chamado a atenção de quem passa pelo local. Ato é do Grupo Gay da Bahia (GGB) para marcar o Dia Internacional de Combate à LGBTfobia, que teve exatamente os 30 degraus coloridos na ação chamada ‘Tire o Preconceito do Caminho que Vamos Passar’. Cores ficam até o dia 21 de junho.


O atendente Edson Souza, 25, aprovou a ação: “O preconceito tem que acabar. Já sofri muito, mas hoje nem ligo. Pago minhas contas, né? Oxe, me deixe”, disse orgulhoso e inabalável


Com o semblante surpreso, o atendente Edson Souza, 25 anos, aprovou a ação na estação por onde transitam cerca de 800 mil pessoas diariamente. “Amei! Aqui é o lugar por onde passa toda a Salvador e o preconceito é o que a gente mais vive hoje. Por que eu aprovo? Porque sou isso, né gata?”, gargalhou o atendente com a mão na cintura. “O preconceito tem que acabar. Já sofri muito, mas hoje nem ligo. Pago minhas contas, né? Oxe, me deixe”, finalizou, orgulhoso em entrevista ao site Correio24Horas.

Logo depois, uma jovem que não quis se identificar perguntou: “Isso é o que eu tô pensando que é?”. Diante da resposta positiva, ela acrescentou animada: “Logo vi! Tem gente que vai se impactar, gente que vai achar absurdo, mas achei massa!”, aprovou a garota que todo dia sai do Garcia até a estação da Lapa para cuidar dos oito cachorros e 45 gatos que moram com a mãe no Pau Miúdo. “Lá no apartamento não tem espaço e meu marido não gosta”, justificou rindo.

Então, logo entregou que muitas amigas suas vão gostar da novidade na estação da Lapa, principalmente uma que era evangélica e decidiu sair da Igreja porque não estava feliz em esconder sua orientação sexual.

“Ela não quis mais se esconder, mas ainda tem muita gente infeliz que fica se reprimindo. São todos seres humanos e temos que ter respeito”, defendeu a jovem.

Esse foi justamente o mote da ação que aconteceu na tarde desta segunda-feira (21) e contou com presença de ativistas políticos e entidades governamentais. “Importante lembrar que as cores do arco-íris representam a diversidade de pessoas. A bandeira é muito mais do que LGBT”, destacou Millena Passos, que é coordenadora do GGB, diretora da União Nacional LGBT e assessora técnica da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM).

“A gente vive numa sociedade machista, sexista, lgbtfóbica e temos que começar a compreender a diversidade”, reforçou Millena.

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