Slide 1 Slide 2 Slide 3

NOTICIAS DO MUNDO GAY

Juíza proíbe decisão de Donald Trump de impedir trans nas Forças Armadas.




A juíza federal norte-americana Marsha Pechman emitiu um parecer em caráter liminar que proíbe a decisão do presidente Donald Trump de impedir que pessoas transgêneros possam servir às Forças Armadas dos Estados Unidos, anunciada em julho do ano passado.

A magistrada alegou como argumento da sua sentença que a medida tomada pelo chefe de estado estaria atrelada à histórica exclusão de negros no serviço militar e as proibições de unidades mistas entre homens e mulheres, ambas tidas como absurdas hoje em dia, mas anos atrás era algo “normal”.

“A liminar deve permanecer em vigor em todo país. Há transexuais sujeitos a opressão sistêmica e forçados a viver em silêncio. São uma classe desprotegida. Portanto, qualquer tentativa de excluí-los deve ser observada com todo cuidado”, escreveu Pechman no texto da decisão, acrescentando ainda que a proposta não chegou a um motivo convincente.

Trump surpreendeu ao anunciar a saída a população trans dos EUA em seu perfil no Twitter, em julho, modificando a lei imposta pelo presidente anterior, Barack Obama. A justificativa para a medida seria o corte de despesas médicas, que essa parcela custava aos cofres públicos.

Polícia prende militantes que tentaram impedir Parada LGBT na Ucrânia.


Protesto por direitos LGBT Rússia 


56 militantes de extrema-direita foram presos pela polícia ucraniana, neste domingo (17), ao tentarem impedir a realização da Gay Pride, a Parada do Orgulho LGBT de Kiev, capital do país, que reuniu 5 mil pessoas no desfile que aconteceu sob forte proteção das autoridades locais.

O grupo conta com aproximadamente 150 ultradireitistas que se deslocaram até o evento na tentativa de impedir o desfile, além de enfrentar a polícia com gases lacrimogêneos.

“Há necessidade de polícia, senão as pessoas vêm, interrompem, atacam”, explicou Liza, 19 anos, citada pela Agência France Presse (AFP). “Não é assim que deve passar-se num país civilizado“, acrescentou.

A homofobia é muito forte na Ucrânia, porém, as autoridades estão determinadas a demonstrar tolerância, nomeadamente o que permite a realização de manifestações em prol do Orgulho LGBT, ao contrário do que acontece com a Rússia, sua vizinha.

Afrontosas! Torcedores se beijam em estádio da copa em comemoração da vitória da Inglaterra.




Diante de toda a discussão a respeito da posição conservadora da Rússia que costuma ir contra os direitos LGBTs e proibir por lei toda a manifestação homoafetiva pública, dois torcedores ingleses roubaram a cena, nesta segunda-feira (18), ao se beijarem durante a comemoração da vitória da seleção sobre a Tunísia.

A partida deu resultado favorável aos europeus que venceram os adversários por dois pontos a um. Com a festa da torcida, o casal se empolgou e não se importou com as leis contra a propaganda gay. O momento que correu o mundo foi registrado pelo fotógrafo Konstantin Chalabov.

Vale lembrar que a Federação Russa de futebol chegou a fazer um pronunciamento pedindo que os turistas LGBTs não demonstrassem afeto nos estádios e nas ruas para evitar represálias. Entretanto, a União de Futebol Russa garantiu que objetos com imagens que façam alusão à comunidade LGBT, como bandeiras do arco-íris durante os jogos do mundial sem receber nenhuma punição por isso.

Uma casa de apoio aos LGBTs, intitulada Pride House, durante o Mundial na cidade de São Pietsburgo vai ser instalada durante toda a copa, onde a comunidade LGBT pode celebrar a diversidade sem sofrer represálias.

Confira o momento do beijo:


Torcedores ingleses comemoram vitória da seleção com beijo gay 

Em Santa Catarina, promotor tenta anular casamentos de pessoas do mesmo sexo.




FLORIANÓPOLIS - Casadas há seis meses, a engenheira civil Adrieli Nunes Schons, de 30 anos, e a médica Anelise Schons, de 30, foram surpreendidas na última segunda-feira, 18, com uma intimação do Ministério Público de Santa Catarina pedindo o cancelamento da união estável das duas. O pedido é do promotor Henrique Limongi, que recorreu no processo judicial que autorizou a união. Desde 2015, o mesmo promotor já fez outros 68 pedidos idênticos contra casamentos entre pessoas do mesmo sexo na capital catarinense. Ele chegou a ser denunciado no Conselho Nacional do Ministério Público, mas o caso foi arquivado.

“Não esperávamos isso, casamos em 9 de dezembro do ano passado. Já mudamos nossos documentos e compramos um apartamento juntas com a certidão de casamento”, contou Adrieli ao Estado. Em setembro do ano passado, quando Adrieli e Anelise entraram com pedido no cartório, Limongi negou a habilitação (autorização para casamento que é expedida pelo Ministério Público) e as duas só conseguiram se casar depois que uma juíza derrubou o veto Limongi, a duas semanas da festa.
Agora, com o novo recurso do promotor, o casal terá que nomear um defensor para acompanhar o processo, que será julgado pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina. Elas têm 15 dias para protocolar as contrarrazões. A 13.ª Promotoria da Capital, onde Limongi é titular, é responsável pela autorização ou impugnação de todos os casamentos nos cartórios da cidade.
As impugnações e os pedidos de cancelamento do promotor Limongi ocorrem de forma sistemática desde 2013, quando o Supremo Tribunal federal (STF) acolheu recurso que permitiu união entre pessoas do mesmo sexo, criando uma jurisprudência. Após a decisão, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) também emitiu determinação para que os cartórios de todo o país oficializassem os casamentos entre pessoas do mesmo sexo.
O Ministério Público de Santa Catarina, no entanto, só tem os registros das negativas do promotor de forma estruturada a partir de 2015, quando os novos processos passaram a ser totalmente eletrônicos. Em 2015, o promotor entrou com 17 pedidos de anulação de casamentos homoafetivos, em 2016 foram mais 17 pedidos e em 2017 ele se manifestou contrário 27 vezes. Neste ano, com o caso de Adrieli já são oito pedidos.

OAB se manifesta

“Esse novo pedido será indeferido, como ocorreu com os outros casos. O promotor faz uma interpretação da Constituição ao dizer que ela só permitiria casamento entre homens e mulheres. No recurso julgado pelo Supremo foi analisado o efeito da norma negativa, que nós juristas conhecemos como Lei de Kelsen, que aponta justamente que a Constituição não proíbe em nenhum momento o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Nós já nos manifestamos e vamos novamente nos manifestarmos contra essa postura do promotor”, afirmou Margareth Hernandes, presidente da Comissão de Direito Homoafetivo e Gênero da OAB/SC.
Para Margareth, a situação ocorre devido a falta de legislações que explicitem o direito de pessoas do mesmo sexo em constituir família e casarem. “Hoje o que temos é uma jurisprudência do Supremo, mas se tivéssemos regulado a lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo ou o Estatuto da Diversidade aprovado essa situação seria mais improvável. O que temos aqui é um promotor desrespeitando a hierarquia do nosso ordenamento jurídico com base no que está na Constituição”, disse.

'Devoto'

O promotor não quis conceder entrevistas, mas emitiu nota onde se diz “devoto do Estado de Direito” e que no Brasil, casamento, só “existe entre homem e mulher”. Leia a íntegra:

“O promotor de Justiça signatário não 'conversa' com ninguém sobre os processos – quaisquer que sejam – que lhe caem às mãos. Atua nos autos, só 'fala' nos autos. Nesta esteira, não concede entrevistas e não 'defende' os pareceres – autoexplicativos, de resto – que emite. Devoto do Estado de Direito, só presta contas – e o faz, diuturnamente – à Constituição e às Leis. No caso em tela, a Carta da República (art. 226, § 3º) é de solar clareza: no Brasil, casamento somente existe entre homem E mulher. E Resolução – nº 175 do CNJ, que autorizou o enlace entre pessoas do mesmo sexo – não pode, jamais, se sobrepor à Lei, notadamente à Lex Máxima. Daí, e somente daí, as impugnações que oferta. Daí os recursos que interpõe. Com a palavra – à derradeira –, o foro próprio, o Congresso Nacional!”

Vereador gay de SP diz que não faz sexo porque é pecado.


Fernando Holiday afirmou em entrevista à revista Época que não exerce sua sexualidade em respeito à Bíblia. 


O controverso vereador de São Paulo Fernando Holiday, conhecido por sua postura ultraconservadora da extrema direita, afirmou em entrevista à revista Época que não exerce sua sexualidade em respeito à Bíblia.

“O fato de eu namorar outro homem é um pecado. O fato de eu ter um desejo constante por outra pessoa do mesmo sexo, mas não fazer isso, não é um pecado. É a única saída em estar na igreja católica e ser homossexual”, afirmou.

Holiday ainda saiu em defesa do conservadorismo, criticou Jair Bolsonaro e declarou apoio ao João Dória, que concorrerá ao governo do estado de São Paulo, e o pré-candidato à presidência Flávio Rocha, dono da Riachuelo e apoiador dos deputados da bancada da bíblia e da bala.

“É preciso debater mais o que é conservadorismo no Brasil – e aí vem um saldo muito negativo do senhor Jair Messias Bolsonaro. O extremismo que ele representa e a forma como ele expõe suas ideias trazem uma impressão muito ruim do que seria o conservadorismo”.

É oportuno ressaltar que Fernando Holiday é do mesmo grupo do Movimento Brasil Livre (MBL), que é conhecido por se posicionar contrário aos direitos LGBT.

49% dos brasileiros não sabem o que é uma pessoa trans, revela pesquisa.




Apesar de toda a discussão em torno da comunidade transgênero, que tem pautado a mídia ultimamente, quase metade da população brasileira não sabe o que significa ser uma pessoa trans, é o que revela a pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva.

49% dos entrevistados afirmaram desconhecer o que significa a letra T, da sigla LGBT. A mesma porcentagem aparece para aqueles que se dizem a favor do direito de retificação do nome civil e sexo ao qual transexuais se identificam, e também sobre o apoio do Sistema Único de Saúde (SUS) para a realização das cirurgias de redesignação sexual.

Quando o assunto é banheiro público, 47% dos participantes se disseram a favor do uso de acordo com o gênero ao qual as pessoas trans melhor se identificam. O estudo ainda apontou que apenas duas a cada dez pessoas se dizem envolver com questões de gênero.

ale lembrar que uma pessoa transgênero é aquela que não se identifica com o sexo ao qual foi designado no seu nascimento. Ou seja, uma pessoa designada como mulher ao nascer, mas na verdade se identifica com o gênero masculino, ou vice-versa.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou nesta segunda-feira (18), retirada da transexualidade está fora da lista de doenças mentais, presentes no novo Manual Classificação de Doenças. O CID-11 continua valendo para estes casos, mas agora é indicado como “incongruência de gênero” e não como transtorno, dentro de um capítulo destinado à “condição relativa à saúde sexual”.

Casal lésbico de empresárias é vítima de homofobia por cliente, no sul do Rio.


Enayle (direita) e Natalí (esquerda) estão juntas há três anos e tem brigadeiria em Resende 


Um caso de homofobia sofrido por um casal de lésbicas chamou a atenção e causou revolta nas redes sociais, nesta segunda-feira (11). Donas de uma loja de doces, no bairro Campos Elíseos, na cidade de Resende, no sul Rio de Janeiro, as empresárias foram vítimas de discriminação de uma cliente.

Imagens capturadas da tela do celular mostram mensagens trocadas entre Enayle Psi, de 27 anos, e a cliente que pedia para falar com o dono do estabelecimento, pois estaria constrangida de ser atendida por uma uma “moça”, escrito, assim, entre aspas.

A cliente se justificou dizendo estar envergonhada, que uma amiga da igreja havia ficado aborrecida por receber doces do local. Apesar de se dizer não preconceituosa, ela acredita que a orientação sexual das proprietárias pode atrapalhar nas vendas. “Não tenho nada contra, mas como sua empresa trabalha com os mais diversos tipos de pessoas, não acho que passe uma boa imagem uma sapatão atendendo” escreveu a mulher na mensagem.

Ela ainda hostilizou as donas da loja xingando-as, além de menosprezar o trabalho do casal. “Esperar o que de duas mulecas, que não sabem nada da vida. Continuem vendendo doce mesmo, não vão conseguir nada além disso com essa escolha que fizeram”, provocou.

Segundo Enayle, a divulgação do caso foi para criar exemplo para outras pessoas que também sofram algum tipo de preconceito como este. “Para aqueles que assim como nós lutam pela liberdade de amar, não recuem, não se intimidem, não somos mais minoria”, escreveu.

Mesmo acostumada com o preconceito, a doceira afirma que ficou nervosa com as declarações preconceituosas. “É uma situação tão desconfortável que a vontade é fingir que não aconteceu, mas não podemos! Por isso decidimos juntas, postar [nas redes sociais]. Não imaginávamos a repercussão, e ainda estamos tentando assimilar. Recebemos tanto amor, que aquele sentimento ruim gerado pelo preconceito quase não existe mais”, afirmou ao agradecer pelas mensagens de apoio. No Facebook, o post publicado na página da doceria ultrapassou o numero de 10 mil curtidas e 5 mil compartilhamentos.

O casal registrou o Boletim de Ocorrência na delegacia. “Não queremos o mal de ninguém, o ódio se combate com amor, o preconceito com informação, divulgação, com voz. Não queremos um ódio direcionado, postamos para reforçar que o preconceito existe, e nos afeta de várias formas”, disse.

Poderá gostar também de:
Postado por Andy | (0) Comente aqui!

0 comentários:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...