Slide 1 Slide 2 Slide 3

NOTICIAS DO MUNDO GAY

Aústria nega refúgio a homossexual afegão por não parecer gay.


O primeiro-ministro austríaco, Sebástian Kurz: campanha vitoriosa com promessa de fechar as fronteiras para a imigração


Um afegão de 18 anos pediu asilo na Áustria alegando sofrer perseguição por sua condição de homossexual, mas recebeu resposta negativa do escritório de estrangeiros e refúgio de Viena. A justificativa apresentada pelo órgão surpreendeu ainda mais: ele não parecia ser suficientemente gay, informou nesta quarta-feira (15) a revista austríaca Falter.

As detalhadas descrições do aspecto “não suficientemente gay” ´provocaram manchetes irônicas tanto na imprensa austríaca como na alemã. “A maneira de caminhar, sua atitude e sua forma de se vestir não dão a entender em absoluto que possa ser homossexual. Ao não sê-lo, não tem nada a temer se retornar ao Afeganistão“, diz o relatório.

Outro dos “indícios” alegados pelos funcionários austríacos foi que o jovem brigou com outros meninos e, portanto, “tem um potencial de agressão que não cabe esperar em um homossexual”. A isto se soma que o requerente “tem poucos amigos” e gosta de sair sozinho ou em grupos pequenos, quando na opinião dos avaliadores, “os homossexuais são mais sociáveis”.

Por fim, os funcionários não acreditam no jovem quando ele afirma que beijou meninos que não eram gays porque, se fosse verdade, “teria levado uma tremenda surra”.

Dada a argumentação, o afegão recorreu, afirma a revista, que não expõe o nome do jovem.

Na corrente imigratória do Oriente Médio e da África para a Europa, algumas pessoas buscam no refúgio o fim de perseguições e ameaças pelo fato de serem homossexuais. A União Europeia tem como política conceder o refúgio para esses casos. No caso de pedidos de refúgio negados, o retorno do imigrante a seu país de origem significa, em geral, risco à sua vida.

Mas a medida nem sempre é respeitada pelos países europeus, sobretudo por aqueles governados por políticos de direita coligada a partidos de extrema direita.

Esse é o caso da Áustria, onde o primeiro-ministro, Sebastián Kurz, foi eleito em 2017, formou uma coalizão de governo com o Partido da Liberdade (FPO), fundado nos anos 1950 por oficiais da SS nazista. Kurz elegeu-se com a promessa de fechar as fronteiras da Áustria aos imigrantes.

Na Holanda, associações de defesa de gays e lésbicas denunciaram dezenas de casos de pedidos de refúgio rejeitados porque os requerentes não pareciam ser “gays o suficiente”.

Amigos gays sofrem ataque homofóbico feito por cinco homens na Ucrânia.


O Ucraniano NIkita Ponarim logo após o ataque homofóbico e depois de ser atendido no hospital


Dois amigos foram brutalmente agredidos em um ataque homofóbico cometido por cinco homens em Kiev, na Ucrânia, por utilizarem jeans apertados e também por usar vinho juntos.

De acordo com Nikita Ponarin, ele e seu amigo andavam conversando e dividindo um vinho pelas ruas da cidade quando foram surpreendidos pelos criminosos que afirmaram não gostar do piercing no nariz que uma das vítimas utilizava, e o jeans skinny do outro, além disso, a o bando implicou com o fato da dupla beber vinho ao invés de cerveja.  

Em seu Facebook, Nikita relatou o caso de maneira invasiva: “Começaram a nos chamar de bicha e perguntar se transávamos”, questionaram antes de se iniciar a sessão de socos e pontapés. Um dos agressores ainda chegou a ameaça-los com uma arma, mas felizmente não houve disparo.

Os rapazes foram hospitalizados para tratar os hematomas que se formaram e também os pontos na cabeça. Ambos se recuperam em casa e já estão fora de perigo. Em uma carta aberta publicada através da imprensa, Nikita Ponarin mandou um recado para a comunidade LGBT:

“Acho importante falar sobre isso. Não por empatia ou piedade, mas para as pessoas saberem que em 2018 ainda há pessoas atacando outras pessoas por causa de sua ‘orientação’.

Lembre-se: nem a sua orientação, nem a sua maneira de agir, nem o que a sua bebida / amor / desgaste / ver / respeitar / fazer é algo para os outros darem a mínima.

Nada disso faz de você a pior pessoa e não é uma desculpa para a violência. Você não é sua culpa.

No entanto, ele também disse como está se afastando da capital da Ucrânia e disse:

Estamos saindo da cidade. Gostei de Kiev, apesar de todas as dificuldades.

Fique tranqüilo, não vou desistir.”

Protestos marcam a reabertura da exposição Queermuseu no Rio.


Algumas obras da exposição QueerMuseu 


A Queermuseu: Cartografia da Diferença na Arte Brasileira – polêmica exposição que sofreu censura no ano passado, após reclamações de grupos conservadores -, está de volta desta vez no Rio de Janeiro, na Escola de Artes do Parque Lage, onde teve a sua inauguração no sábado (18).

De acordo com a Agência Brasil, um grupo de ativistas LGBT discutiram com cerca de 30 manifestantes que protestaram munidos de cartazes contra o lançamento da mostra. A Polícia Militar chegou a ser acionada, porém não interviu no protesto.

O curador da mostra Gaudêncio Fidelis, lembrou da censura sofrida pela Queermuseu, que foi reaberta graças a doações do público feitas através de campanhas de financiamento. “Este momento é da democracia, da gente fazer frente ao obscurantismo. A sociedade brasileira mais progressista reabriu esta exposição, esta possibilidade da gente ter acesso ao conhecimento. O fascismo não terá espaço e o fundamentalismo, muito menos. O Rio de Janeiro está de parabéns, porque historicamente sempre esteve à frente dos movimentos, da vanguarda da arte e da política. O Rio representa muito bem a diversidade da arte brasileira”, afirmou em um breve discurso.

Por causa de um dos pontos mais destacados como argumento para o fechamento da mostra, em respeito a presença de crianças durante excursões escolares, a entrada agora tem classificação etária para maiores de 14 anos, sendo que menores de 16, devem estar acompanhados dos pais ou responsáveis. Jovens abaixo da idade mínima tem o ingresso totalmente vetado.

Ao todo são 214 obras, de 82 artistas. A reabertura no Rio foi possível graças a doações de 1.659 pessoas, que totalizaram R$ 1,081 milhão. Em outra iniciativa para arrecadar verbas, o cantor e compositor Caetano Veloso fez um show e reverteu a totalidade da renda para a exposição.

Em debate na RedeTV!, Jair Bolsonaro propaga Fake News sobre “Escola sem Homofobia”.


Candidato à Presidência da República, deputado homofóbico do PSL mente sobre material pedagógico.


Oito candidatos à Presidência da República participaram na noite desta sexta-feira (17) de um debate na RedeTV!, feito em parceria com a revista “IstoÉ”. Foi o segundo encontro nestas eleições de 2018.

Estiveram presentes Alvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB), Jair Bolsonaro (PSL) e Marina Silva (Rede). O programa foi mediado pelos jornalistas Amanda Klein, Boris Casoy e Mariana Godoy.

A equipe do Gay1 checou a declaração homofóbica do candidato Jair Bolsonaro, que afirmou que crianças de seis anos receberiam material sobre ideologia de gênero. Leia:

“Continuando a questão de ideologia de gênero querendo que desde os seis anos de idade se ensine nas escolas sexo para os nossos filhos, como descobri em 2010 o famoso o kit gay, onde apareciam, tínhamos filmes, cartazes e livros de meninos se beijando e meninas se acariciando para serem passados nas escolas para crianças a partir de seis anos de idade”

A afirmação é FALSA! O material pedagógico intitulado “Caderno Escola sem Homofobia”, que ficou conhecido como “kit gay”, era destinado a gestores, professores e profissionais de ensino e tinha como objetivo dar subsídios para o debate sobre diversidade, orientação sexual e identidade de gênero na escola. O texto do caderno afirma que as “dinâmicas podem ser aplicadas à comunidade escolar e, em especial, a estudantes do ensino médio.” O material está disponível na internet. Não há nenhuma menção a crianças a partir de seis anos.

Após críticas, o governo Dilma Rousseff voltou atrás e desistiu do projeto.

Ainda no debate, Bolsonaro se colocou contra direitos para pessoas LGBT e estimulou o candidato Cabo Daciolo (Patriota) a afirmar que família é só entre homem e mulher.

STF reafirma que travestis e transexuais podem mudar nome no registro sem cirurgia.


Os ministros destacaram que a alteração não pode conter nenhuma referência ao termo transexual. (Foto: Divulgação/Nelson Jr./SCO/STF)
Os ministros destacaram que a alteração não pode conter nenhuma referência ao termo transexual.


O STF (Supremo Tribunal Federal) reafirmou nesta quarta-feira (15) o entendimento de que pessoas travestis e transexuais podem alterar nome e gênero em registro civil sem a realização de cirurgia de readequação sexual. Os ministros retornaram o julgamento de um recurso com repercussão geral que começou em novembro do ano passado, suspenso após um pedido de vista (mais tempo de análise) do ministro Marco Aurélio Mello. Hoje, a votação foi concluída.

Neste meio tempo, em março de 2018, a Corte julgou uma ação de constitucionalidade na qual o STF decidiu que não é preciso fazer cirurgia de readequação sexual para que pessoas trans alterem seus documentos. Com esse fato novo, os ministros apenas reafirmaram esse entendimento na sessão de hoje.

Caso

O recurso julgado nesta quarta-feira se voltava contra decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) que manteve a decisão de primeiro grau que autorizou a mudança do nome da pessoa, mas condicionou a alteração de gênero no registro civil à realização de cirurgia para a readequação sexual – no caso, do feminino para o masculino. O TJ-RS ainda determinou que no registro de nascimento constasse a anotação do termo “transexual”.

“Não há como se manter um nome em descompasso com a identidade sexual reconhecida pela pessoa que é efetivamente aquela que gera a interlocução do indivíduo com sua família e com sociedade, tanto nos espaços privados, quanto nos espaços públicos”, disso o ministro Dias Toffoli quando votou em novembro. “Não é o sexo do indivíduo, a identidade biológica que faz a conexão do sujeito com a sociedade, mas, sim, a sua identidade psicológica.”

Os ministros destacaram que a alteração não pode conter nenhuma referência ao termo transexual. “O transgênero tem direito fundamental subjetivo à alteração de seu prenome e de sua classificação de gênero no registro civil, não se exigindo para tanto nada além da manifestação de vontade do indivíduo, o qual poderá exercer tal faculdade tanto pela via judicial como diretamente pela via administrativa”, assenta parte da tese reafirmada na sessão desta quarta.

Em março, a Corte também definiu que não é necessária uma decisão judicial para autorizar o ato ou laudos médicos e psicológicos para que a mudança seja efetivada.

Líder LGBT baiano é encontrado morto e com a genitália mutilada.


O líder LGBT baiano Marcos Cruz Santana morto em Itororó com a genitália mutilada


O líder LGBT Marcos Cruz Santana, 40 anos, foi encontrado morto na madrugada do sábado (18), em Itororó (a 547 quilômetros de Salvador) com diversas perfurações no corpo feitas com objetos cortantes provavelmente uma faca e a genitália mutilada. As informações são do site Itororó Já.

Conhecido como “Marquinhos Tigresa”, a vítima era conhecida pelo seu trabalho frente a

diversidade, através das suas causas sociais e por promover eventos ligados a comunidade

LGBT por toda a região do sudoeste da Bahia. O caso deixou a população local indignada com o crime. A polícia investiga a motivação para o assassinato.

O presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB), Marcelo Cerqueira, classificou a morte de Marquinhos como a “mais concreta expressão da homofobia”, por causa dos requintes de crueldade utilizados no momento da execução, o que torna uma característica deste tipo de crime.

“Estes crimes ocorrem devido à impunidade, uma vez que os agressores, quando presos, não ficam por muito tempo na cadeia”, ressaltou Cerqueira.

Aluno é expulso de escola do Distrito Federal por usar cabelo comprido.




Um menino de 11 anos precisou mudar de escola no Distrito Federal porque o estabelecimento não aceitava que ele continuasse com os cabelos longos. Segundo a mãe, a família fez uma promessa e só vai poder cortar as madeixas de Luís Phelipe Oliveira daqui a dois anos. Agora, o caso foi parar na Justiça.

A pressão para cortar o cabelo teria começado antes das férias de julho. A direção do Colégio Adventista de Planaltina chegou a mandar uma notificação para os pais, alertando que o aluno não poderia frequentar as aulas se continuasse com o cabelo comprido. “Quando ele voltou das férias, começaram novamente [a reclamar]. Porque antes de eu receber a notificação, estavam indo diretamente nele para falar: ‘Olha, aqui não pode cabelo comprido. Você tem que cortar’. Ele chegava em casa muito chateado”, conta a mãe, Alessandra Oliveira.

Ainda assim, a mãe disse que o cabelo não foi impedimento para o filho cantar no coral e fazer o papel de Jesus em uma peça da escola. “Naquele momento ele foi útil para a escola. Agora, não é mais e tchau”, continua. Em nota, a escola diz que é contra qualquer tipo de preconceito ou discriminação. No entanto, afirma que o código disciplinar tem regras gerais de conduta válida para todos os alunos e que a mãe concordou com elas no momento da matrícula.

O garoto também afirmou não ter a intenção de cortar o cabelo: “Eu gosto muito do meu cabelo do jeito que ele está. Não quero cortar meu cabelo e tem muita coisa muito mais importante na escola do que eu que tenho cabelo grande.”

Poderá gostar também de:
Postado por Andy | (0) Comente aqui!

0 comentários:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...