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NOTICIAS DO MUNDO GAY

Dinamarca permite que gays possam doar sangue a partir de 2019.




Gays poderão doar sangue na Dinamarca, a partir de uma nova lei que deve entrar em vigor em 2019, que irá atualizar o sistema para “abraçar melhor a igualdade de gênero“, de acordo com a ministra da saúde, Ellen Trane Nørby.

Segundo o Copenhagen Post, ativistas LGBT lutam para a mudança desta padronização que colocam homens que fazem sexo com outros homens, enquadrados como grupo de risco para a transmissão do vírus HIV, e isso impede que eles possam doar sangue.

Autoridades dinamarquesas explicam que o país encontrou uma forma mais segura para as doações. “Todos os mecanismos de segurança em nosso sistema de doação de sangue são baseados na confiança e temos alguns testes muito avançados que rastreiam o sangue”, disse Nørby ao site de notícias dinamarquês DR Nyheder.

A nova legislação, porém, ainda contará com restrições para os homossexuais, que passará a ter menor período de tempo para aqueles que tiveram relações sexuais, reduzidos para quatro meses. Para os casos de doadores em relacionamento estável esta exigência, no entanto, será anulada.

Forças Armadas da Suécia lançam campanha LGBT com soldados.


Campanha das Forças Armadas traz soldados com rosto pintado nas cores da bandeira LGBT


As Forças Armadas da Suécia promoveram uma campanha para demonstrar o alinhamento com a importância do respeito à diversidade através de medidas inclusivas, que está sendo veiculada em jornais, outdoors e redes sociais.

Na ação, soldados fardados aparecem com os rostos pintados com as cores da bandeira da comunidade LGBT, acompanhados da seguinte frase: “We Don’t Always Walk Straight” (“Nem Sempre Andamos Straight”, em livre tradução), trazendo ambiguidade, já que o termo “Straight”, significa tanto andar em linha reta quanto se referir à heterossexualidade.




O cartaz ainda acompanha o seguinte texto: “Mas não importa onde ou como marchemos, sempre nos posicionamos pelo seu direito de viver da forma como quiser com quem você quiser. Leia mais sobre como trabalhamos para proteger a liberdade e o direito de escolher como viver em nosso site”.

A campanha faz parte da divulgação da edição 2018, da EuroPride, que desta vez, acontece nas cidades suecas Gotemburgo e Estocolmo, trazendo debates, apresentações artísticas, e claro a Parada do Orgulho LGBT para chamar atenção às causas da diversidade.

Menino de 9 anos comete suicídio após revelar a colegas de escola que era gay.


Jamel Myles foi encontrado morto na última quinta-feira na casa da família


Para a mãe, atitude desesperada foi resultado de abusos e intimidações de colegas da escola onde o garoto estudava.

DENVER — O debate sobre bullying e suicídio volta à tona após a morte do menino americano Jamel Myles, de 9 anos. Ele teria tirado a própria vida, na última quinta-feira, dia 23, poucos dias após ter dito a seus colegas de classe que era gay, segundo sua mãe, Leia Pierce. Em entrevista ao jornal “Denver Post”, ela contou que atribui a atitude desesperada do filho ao deboche e aos comentários cruéis de outras crianças da Escola Fundamental Joe Shoemaker, em Denver, nos EUA.

Pierce relatou ao jornal que, durante as férias de verão, o menino disse a ela pela primeira vez que era gay. Logo depois, ele teria contado aos colegas.

— Ele parecia tão assustado quando me contou. Ele disse: “Mamãe, eu sou gay”. Eu pensei que ele estava brincando, então olhei para trás, porque estava dirigindo, e ele estava tão assustado. E eu disse: “E eu continuo amando você” — contou Leia, acrescentando que o filho queria muito contar para seus colegas da escola. — Ele foi para a escola e disse que iria contar para as pessoas que era gay porque estava muito orgulhoso.

As aulas começaram em uma segunda-feira. Quatro dias depois, Jamel foi encontrado morto em casa.

— Quatro dias foi tudo o que durou na escola. Eu nem consigo imaginar o que disseram para ele — lamentou Leia. — Meu filho contou para a irmã mais velha que as crianças da escola disseram a ele para se matar. É tão triste que ele não tenha me procurado.

Comissão de conselheiros foi instalada na escola de Jamel

O Distrito Escolar do Condado de Denver instalou uma comissão de conselheiros para os estudantes da escola de Jamel. Cartas foram enviadas aos pais na sexta-feira, lamentando a morte de Jamel, “uma perda inesperada para a nossa comunidade escolar”, e aconselhando as famílias a ficarem atentas a sinais de estresse nas crianças.

“Nosso objetivo é ajudar vocês a contarem a notícia aos seus filhos da forma mais apropriada possível, com todo o apoio necessário. Então, sintam-se à vontade para nos procurar para saberem como lidar com a situação”, diz a carta.

Em entrevista à BBC, Will Jones, porta-voz do distrito, afirmou que os professores da Escola Fundamental Joe Shoemaker “estão criando um espaço para os estudantes compartilharem como estão se sentindo e processarem suas emoções”. Professores do 4º e do 5º ano se reunirão com as famílias individualmente:

— Nossa prioridade é cobrir todas as questões envolvidas neste caso, para manter todos os estudantes seguros e revisar de forma justa e completa os fatos envolvidos nesta trágica perda.

Apesar da dor, a mãe do menino tenta alertar as famílias sobre as consequências do bullying. Ela também cobra responsabilização dos pais daquelas crianças que praticam bullying contra outras.

— Nós, pais, devemos ter responsabilidade pelo bullying — afirmou Leia. — Eu acho que os pais devem ser punidos porque, obviamente, eles estão ensinando as crianças a agirem assim ou estão tratando-as dessa forma.

No Brasil, há o Centro de Valorização da Vida (CVV). Voluntários realizam apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, e-mail e chat 24 horas todos os dias. O telefone é o 188. 

Pastor é preso acusado de abusar de crianças e adolescentes em igreja no MT.


Pastor foi preso após seis meses de investigações. Ele dava dinheiro para os menores em troca do silêncio sobre o crime 


Um pastor evangélico, de 53 anos, foi preso nesta terça-feira (28) acusado de ter estuprado meninos e adolescentes que frequentavam a sua igreja, localizada no bairro Mangabeira, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá.

Cerca de 10 menores teriam sido abusados, sete deles foram identificados e confirmaram o crime para a Polícia Civil, através de depoimentos dados pelas próprias vítimas ao delegado Cláudio Alvares Santana, da Delegacia Especializada do Idoso, Criança e Adolescente (Deddica).

A prisão aconteceu depois de quase sete meses de investigação. Apesar das acusações, o religioso negou os estupros, mas confessou que dava dinheiro aos garotos. Os abusos foram descobertos depois que uma mãe descobriu que o filho era abusado e denunciou o homem à polícia.

“A mãe de duas dessas vítimas disse que um deles mudou de comportamento. Comprava coisas e aparecia com dinheiro em casa. Ele dizia [para a mãe] que o suspeito dava o dinheiro como presente. A mãe não desconfiava pela condição dele ser religioso”, contou o delegado ao G1.

“O suspeito se valia da condição de ser pastor evangélico para se aproximar das famílias [das vítimas] conquistando a confiança, se aproximando das crianças. Ele fazia o convite para ir até a casa dele dar conselhos e fazer leituras religiosas”, explicou Santana.

Sozinhos ou sem a presença de adultos, o pastor então abusava das crianças. “Existem relatos que ele praticou [os abusos] na frente de duas, três e outras crianças, que assistiam. Depois, ele dava dinheiro em quantias que iam de R$ 10 até R$ 50”, disse.

O pastor vai responder por estupro de vulnerável e corrupção de menores. O suspeito foi encaminhado ao Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC), o antigo Carumbé, em Cuiabá.

Após ser agredida, professora trans troca indenização de R$ 20 mil por aula contra à transfobia.


Professora Natalha do Nascimento, em palestra para funcionários de pastelaria de Brasília (Foto: Tribunal de Justiça do Distrito Federal/Divulgação)
Professora Natalha do Nascimento, em palestra para funcionários de pastelaria de Brasília 


'Erro precisou ser corrigido de forma pedagógica', diz Natalha sobre palestra que fez parte de acordo judicial e reuniu 40 pessoas da empresa.

Sempre que passava em frente à tradicional pastelaria Viçosa na rodoviária do Plano Piloto, em Brasília, a professora Natalha do Nascimento – uma mulher trans – ouvia xingamentos dos funcionários do local. Após uma disputa na Justiça, na última sexta-feira (24), ela voltou a se colocar na frente dos trabalhadores. Desta vez, para ministrar uma palestra.

O encontro foi resultado de um acordo homologado no 6º Juizado Cível de Brasília. Natalha entrou com uma ação na Justiça contra a empresa depois das agressões verbais, físicas e psicológicas que sofreu.

Durante a audiência de custódia, em maio deste ano, a professora se prontificou a falar com os funcionários. Como o agressor identificado foi demitido, Natalha também abriu mão da indenização por danos morais, fixada em R$ 20 mil.

Acostumada às salas de aula, Natalha transformou o auditório do Fórum Desembargador José Júlio Leal Fagundes em uma. Diante de 40 trabalhadores da pastelaria, a professora falou durante uma hora sobre os seguintes temas:

aspectos biológicos e comportamentais das pessoas trans;

modelos sociais;

atendimento ao público;

direitos;

violência aos desiguais; e a importância das denúncias contra atos discriminatórios.

“Sou docente de formação e me orgulho imensamente dessa profissão. Após a palestra-aula, pensei muito no que aconteceu. Foi um erro dos funcionários e que precisou ser corrigido de forma pedagógica”, disse a professora em entrevista para TV Globo.

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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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