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SUOR EM EXCESSO: AFINAL, É UMA DOENÇA?
Dr. Walter Pinheiro
Dermatologia e Cosmiatria

 

Hiperidrose é o nome científico dessa condição, que ocorre por hiperatividade das glândulas de suor (sudoríparas). Surge independente de exercícios físicos ou de altas temperaturas e não há exames específicos para determinar quem é portador da disfunção.
O que se observa é o suor em excesso, que faz a pessoa ficar molhada, encharcada, de maneira generalizada (em todo o corpo), ou localizada, por exemplo, só nas mãos ou nas axilas.
O suor em si não tem odor, mas quando sofre a ação das bactérias e fungos que habitam a superfície da nossa pele, é transformado e passa a ter um odor desagradável característico.
Suor é normal; nós suamos para tirar o calor do corpo; então, a transpiração é necessária para regular a nossa temperatura; quando fica quente, aumenta a produção de suor, e quando esfria essa produção diminui. Esse mecanismo é uma forma de manter o equilíbrio das funções do nosso corpo, chamado de homeostase.
A hiperidrose (suar demais), assim como a bromidrose (suor com odor forte ), gera muito constrangimento e a maioria das pessoas evita falar sobre o assunto. Muitas vezes não sabem nem mesmo a quem recorrer para resolver seu problema ou se existem tratamentos.

A hiperidrose está fortemente relacionada às emoções: nervosismo, ansiedade e estresse; é comum ouvir os pacientes falarem que, mesmo no inverno, transpiram muito.
Na adolescência, temos o aumento da ação dos hormônios sexuais, em especial os andrógenos, hormônios masculinos; eles agem nas glândulas sudoríparas apócrinas, que produzem ferormônios; assim, é comum nessa idade uma intensificação do suor e, logicamente, são necessárias medidas para resolver o problema.
Alguns alimentos, como: cebola, alho, curry, pimentas, cafeína e bebidas alcoólicas podem exalar seu odor pela pele, intensificando o mau cheiro.
Certos medicamentos podem provocar, como efeito adverso, excesso de transpiração.
Doenças como diabetes mellitus, gota, tuberculose, linfomas, obesidade e distúrbios da tireoide podem provocar aumento do suor.

O paciente deve procurar o dermatologista, que é o médico treinado para reconhecer e tratar os vários tipos de hiperidrose (suor excessivo) e bromidrose (suor forte). Em alguns casos, o dermatologista pode solicitar o apoio de outros especialistas, como o endocrinologista ou até mesmo o cirurgião torácico.

PRINCIPAIS TRATAMENTOS


1)    Antitranspirantes:

 
Normalmente, os antitranspirantes são considerados a primeira linha de tratamento para a hiperidrose. Eles agem bloqueando os dutos das glândulas de suor, reduzindo a quantidade que chega à pele.


2)    Lontoforese :



É um tratamento para o excesso de transpiração nas mãos e nos pés. Utiliza-se um pequeno aparelho que emprega a água para conduzir corrente elétrica através da superfície da pele.

3)    Toxina botulínica (Botox):

A aplicação de Botox é uma excelente opção de tratamento. O mecanismo de ação se baseia no bloqueio da transmissão bioquímica da mensagem dos nervos para as glândulas de suor. Os melhores resultados são nas axilas. A aplicação é feita no próprio consultório, sem necessidade de internação. É um método muito seguro, porém deve ser realizado somente por médico especialista experiente nesta técnica.


4)    Simpatectomia:


Indicada para casos mais graves; é feita em centro cirúrgico, com anestesia geral. A complicação mais frequente é a hiperidrose compensatória, que é o aumento de suor em outra parte do corpo, sendo mais comum no tórax e abdômen.

SUAR É NECESSÁRIO; HIPERIDROSE É UMA DOENÇA!

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Postado por Mac Del Rey | (0) Comente aqui!

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