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MINHA VIDA GAY

Pai sai em defesa do filho gay que viralizou após manifestação contra Bolsonaro.


Foto de mãe e filho viralizou nas redes sociais


O advogado Fábio Pereira, de 42 anos, divulgou um texto em seu perfil nas redes sociais, rebatendo as críticas dirigidas a seu filho, Rafael Pereira, de 15 anos, que viralizou na web após aparecer em uma foto com a mãe, tirada durante manifestação contra Jair Bolsonaro, no último sábado (29) no Rio de Janeiro.

Na ocasião, mãe e filho foram às ruas em ato contra o ex-deputado e escreveram frases em suas testas. “Mãe de viado”, dizia a mensagem da mãe, identificada como Talita Menezes. Na do adolescente dizia “viado”.

Após repercussão da imagem, a família do advogado passou a receber inúmeras mensagens, muitas de apoio, outras críticas e várias ofensivas, fato que levou Fabio a se manifestar publicamente.

Veja na íntegra:

Estamos recebendo inúmeras notificações sobre a foto na manifestação de ontem no Centro do RJ, em que a minha esposa e meu filho aparecem com afirmação de “Viado” e “Mãe de Viado” na testa. 
A maioria das mensagens são de orgulho, pertencimento, carinho e principalmente, de pessoas que não tem amor de pessoas próximas pela simples afirmação de serem gays.
Ademais, estamos recebendo mensagens odiosas, de gente até que já falou que minha esposa seria um “lixo de mãe” e que eu “choro no chuveiro”!
Para essas pessoas, o que tenho a dizer que sua fobia lhe cega a verdade: você tem horror ao diferente do seu padrão!!!

Minha família propaga o amor, o afeto e possui valores de solidariedade e de muita dignidade. 
Sou orgulhoso do filho gay que eu tenho e com a satisfação de dizer que sou PAI dessa linda pessoa.
O mesmo é talentoso, inteligente, responsável e principalmente é amado por todos em sua família!!!
O mundo é horroroso e como pai me preocupo a forma como podem atingi-lo, mas de forma alguma educarei meus filhos para serem medrosos e covardes!!

Se você vê anormalidade nisso e acha que a gente tem que mudar, desculpe, mas você tem sérios problemas de aceitar que o amor pode e deve se manifestar de várias e múltiplas formas.
Juntos somos fortes e mais unidos no amor que nunca!!
Amor acima de tudo!!

Sexualidade infantil: caso de suicídio de menino que se assumiu gay abre debate.


Apesar de a mãe ter lidado bem com a sexualidade infantil, Jamel cometeu suicídio após sofrer preconceito dos amigos


De acordo com jornal americano, a mãe do garoto atribuiu a atitude do filho aos comentários cruéis que o menino ouviu dos amigos na escola

O mês de setembro é marcado pela campanha do Setembro Amarelo , em prol da conscientização e da prevenção ao suicídio. A discussão sobre o tema se mostra altamente necessária, diante de casos como o de Jamel Myles, um menino gay norte-americano de nove anos de idade que se suicidou. A notícia veio à tona neste mês e também abriu o debate sobre sexualidade infantil.

De acordo com informações do jornal “Denver Post”, a mãe de Myles, Leia Pierce, atribui a atitude do filho aos comentários cruéis que o menino ouviu dos amigos na escola em Denver, nos Estados Unidos. O assunto sobre a sexualidade infantil surgiu nas férias. O menino falou sobre o tema com a mãe em julho. “Ele parecia assustado quando me contou, então eu disse: ‘Eu continuo te amando’”. 

Sobre o caso, o psicólogo e psicanalista Lúcio Mário Silva afirma ser delicado definir o que poderia ter sido feito, já que não é possível definir claramente o contexto escolar vivido pela criança. “Hoje existe o bullying homofóbico, uma crescente nas escolas. As escolas precisam desenvolver ações educativas, conversas com os pais, rodas de diálogos para sensibilizar e ter um papel de inclusão”, analisa sobre o caso do menino gay.
Segundo o profissional, a família deve prezar pelo diálogo, ainda mais com um filho LGBT, para tentar entender a situação da criança na escola. “Muitas crianças reproduzem o que estão fazendo com ela, outras se isolam”, explica.

“O trabalho [de cuidar da criança] tem que ser em conjunto, entre pais e escola, é um papel fundamental de ambos. Mesmo sendo difícil por conta da rotina, os pais precisam ficar atentos ao comportamento do filho, a criança pode dar sinais”, acrescenta.

Como lidar com a sexualidade infantil?


É importante que os pais saibam lidar com a sexualidade infantil, mantenham o diálogo e cuidem com segurança


O psicanalista explica que a criança, até por volta dos nove anos de idade, vive em um mundo abstrato, de fantasia. Ou seja, nessa fase, eles podem acreditar em qualquer coisa, por causa de sua imaturidade psicológica, sem saber separar imaginação do real.

Silva acrescenta que uma criança é como uma esponja, absorvendo informações ao seu redor, especialmente o que é dito para ela. “Nesse sentido, as vivências também são um aprendizado para ela”, analisa.

Segundo o psicólogo, se os responsáveis cuidam da criança com segurança, apoio e carinho, sem se importar com características como orientação sexual, ela vai crescer com a ideia de aceitação. Assim, será um adulto psicologicamente saudável e conseguirá lidar com as adversidades da vida.

Sobre os cuidados necessários da prevenção ao suicídio, o especialista acredita que, para qualquer criança, é importante ter apoio e segurança intrafamiliar, independentemente de como está constituída a família. “Precisamos lembrar que toda criança precisa se sentir segura e precisa viver em um ambiente que possa apoiá-la”, comenta Silva.

O que fazer para prevenir o suicídio quando se trata de sexualidade infantil?


Quando se trata da sexualidade infantil, um dos sinais de que uma criança está pensando em suicídio é o isolamento


O conselho do psicólogo é observar se a criança está isolada, se eventualmente ela começa a se mostrar agitada demais, agressiva, se apresenta alterações no sono ou pesadelos constantes. “Esses são sinais que precisam ser observados e levados a sério.”

“Alterações no comportamento da pessoa, como, por exemplo, uma pessoa que costumava ter uma vida proativa e de repente passa a se queixar, pode ser um sinal. Um discurso constante sobre morte e uma negatividade também podem ser sinais”, esclarece.

Para quem possivelmente tenha percebido que uma pessoa próxima está manifestando alguns sinais, o recomendado, em primeiro lugar, é conversar, oferecer apoio, perguntar se a pessoa realmente está pensando sobre isso e acolher através da empatia. “Hoje sabemos que, ao falar abertamente sobre suicídio, estamos ajudando as pessoas.”

O profissional também lembra que é possível buscar ajuda de psicólogo, psiquiatra ou psicanalista. “Temos que começar a cuidar das nossas emoções, os profissionais estão aí para ajudar”, afirma. 

O que leva um LGBT a pensar em suicídio?


Para uma criança que está tentando entender sua sexualidade infantil, a rejeição é um dos motivos para ela sofrer


De acordo com Silva, o que leva uma pessoa a pensar sobre suicídio, independentemente da população na qual esteja inserida, é a ideia de que vão se livrar de um grande sofrimento psicológico.

“Na população LGBT, temos um problema mais sério, que é o isolamento social, reforçado pelo preconceito. Muitas famílias não aceitam seus filhos e filhas, e ainda vivemos, infelizmente, em um país machista, que estigmatiza essa população”, explica.

Ele acrescenta que o preconceito é reforçado por sentimentos hostis, como o ódio. “A rejeição na maioria dos casos é um elemento constante, e a consequência é o isolamento que acentua o sofrimento e pode se tornar insuportável”, pontua o psicanalista sobre casos de suicídio como o caso relacionado à sexualidade infantil ocorrido nos Estados Unidos.

Segundo ele, a pessoa da comunidade LGBT que estiver pensando em cometer suicídio pode ter o abandono como gatilho. “Essas pessoas não podem viver plenamente sua sexualidade infantil ou adulta e nem sua cidadania por fazer parte da comunidade LGBT.”

“O isolamento é um veneno para a saúde emocional de qualquer ser humano, independentemente de sua orientação sexual. Naturalmente necessitamos pertencer a um grupo, e esse grupo também nos constitui enquanto sujeitos com nossas diferenças. E só crescemos humanamente através das diferenças”, finaliza.

Onde encontrar ajuda 


Para casos como o da sexualidade infantil, o Centro de Valorização da Vida realiza atendimento e apoio emocional


Se você está passando por isso ou conhece alguém que esteja, é possível entrar em contato com o CVV (Centro de Valorização da Vida). O CVV realiza apoio emocional e a prevenção ao suicídio, abrangendo a questão da sexualidade infantil e atendendo de forma voluntária todas as pessoas que querem conversar por telefone (no número 188), email e chat.

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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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