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NOTICIAS DO MUNDO GAY

Discriminação contra LGBTs passa a ser crime em Tóquio, no Japão.




Uma das principais potências econômicas do mundo, mas com histórico de conservadorismo e de restrição à comunidade LGBT, o Japão deu um passo importante para conter a discriminação contra essa população em seu território.

Agora, a discriminação às LGBTs em Tóquio passa a ser considerada crime. Além de punir aqueles pegos em atos LGBTfóbicos, a comunidade arco-íris local terá o direito de visitar seus pares em hospitais, por exemplo.

A modernização na lei da capital japonesa deve-se, em parte, ao fato do país asiático ser a próxima sede dos Jogos Olímpicos, que acontecerão em 2020.

É importante ressaltar que, apesar do conservadorismo, dentro da Ásia, o Japão é um dos países mais progressistas quando levado em consideração as necessidades das lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros. Algumas cidades como Fukuoka, por exemplo, reconhecem a união entre pessoas do mesmo sexo.

Referendo com campanha de ódio contra casamento igualitário fracassa na Romênia.


Ativista LGBT comemora ao final do referendo contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo em Bucareste, na Romênia, no domingo (7).


Apenas 20,41% dos eleitores votaram; validação precisava de 30% de comparecimento. Proposta era para inscrever na lei fundamental que apenas 'um homem e uma mulher' podem se unir, e não 'esposos', como estipula atualmente a Carta Magna.

Os romenos rejeitaram, neste domingo (7), inscrever na Constituição a proibição do casamento entre pessoas do mesmo sexo, com uma alta abstenção no referendo apoiado pelo governo de esquerda.
Apenas 20,41% dos eleitores votaram durante a consulta, que começou no sábado, segundo o escritório eleitoral central. Para que o referendo fosse válido era necessário atingir 30% de participação.

Os resultados serão anunciados na segunda-feira, mas os partidários deste polêmico plebiscito já reconheceram sua derrota.

“É um fracasso para os romenos e a Romênia”, declarou o secretário-geral dos social-democratas (PSD), Codrin Stefanescu, que denunciou o “boicote de um processo cívico”.

O referendo foi iniciativa de ONGs próximas à poderosa Igreja ortodoxa e reunidas em uma “Coalizão para a família”, que afirmaram que reuniram três milhões de assinaturas contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo. O voto atraiu 3,7 milhões de eleitores, entre 19 milhões de inscritos.

“Não conseguimos nosso objetivo, vamos conseguir na próxima vez”, afirmou o presidente desta coalizão, Mihai Gheorghiu.

Austrália pode permitir que escolas religiosas recusem matrículas de alunos LGBTs.




Uma proposta está em estudo pelo governo da Austrália pode dar o direito às escolas de recusar alunos, professores e funcionários LGBT de acordo com as convicções religiosas da instituição vem causando polêmica no país oceânico. As informações são da BBC.

Caso seja aprovada, a legislação permite que os colégios possam selecionar os estudantes e funcionários com base na orientação sexual e na identidade de gênero e faz parte da revisão das leis de liberdade religiosa que está sendo empregada na atual gestão.

Apesar de alguns estados já permitirem a medida, a mesma pode ser estendida para todo o território australiano. As escolas teriam que divulgar os critérios para contratar funcionários e aceitar matrícula de estudantes LGBT.

Considerado membro da ala conservadora, o primeiro ministro do país Scott Morrison afirmou que está analisando cada proposta do relatório de revisão da legislação considerada cuidadosamente e respeitosamente.

A Fairfax Media, um dos principais grupos de comunicação da Austrália, teve acesso à cópia do relatório, que foi produzido depois que o país decidiu legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo no ano passado. A organização também diz que permitir que escolas do país autorizem a rejeitar alunos pela opção sexual poderia “interferir em outros direitos humanos”, além de concluir que não há indícios que a liberdade religiosa esteja ameaçada.

“Há uma grande variedade de escolas religiosas na Austrália e, para algumas comunidades escolares, cultivar um ambiente e um ethos que estejam de acordo com suas crenças religiosas é de suma importância”, diz o documento.

Após eleições, Grindr pede que gays brasileiros tenham cuidado com a violência.




Um dos aplicativos de relacionamento gay mais usado no Brasil, o Grindr passou a emitir um aviso para seus usuários, alertando-os sobre os perigos iminentes de violência contra a comunidade LGBT após o resultado do primeiro turno das eleições.

Sem citar nome de nenhum candidato, a plataforma digital ressalta o clima de animosidade nas ruas, que por vezes tem resultado em violência, como um homem da Bahia que foi assassinado com 12 facadas após declarar voto em Fernando Haddad (PT). O crime foi praticado por um eleitor de Jair Bolsonaro (PSL), que foi preso em flagrante.

A mensagem diz o seguinte: “Após a recente eleição, membros da comunidade Grindr levantaram preocupações sobre o risco com o aumento da violência. Tome as medidas necessárias para manter-se seguro essa semana”.

O aplicativo também cita algumas recomendações de segurança, como evitar encontros imediatos na própria residência e, se sair com alguém, avisar sempre a alguém de confiança.

O Grindr costuma emitir avisos de segurança para seus usuários em países reconhecidamente homofóbicos, como a Rússia, por exemplo.

Lésbica é agredida após dizer que não vota em Bolsonaro em BH.




Uma mulher lésbica de 24 anos, moradora de Belo Horizonte, em Minas Gerais, foi agredida por um homem, após a mesma dizer que não vota em Jair Bolsonaro.

De acordo com o relato da vítima à polícia e ao jornal O Estado de Minas, na última terça-feira (09), ela caminhava pelo bairro São Luiz, na região da Pampulha, quando foi parada por um homem, que questionou-a sobre em quem a mesma votaria no segundo turno: Fernando Haddad ou Bolsonaro.

“Quando disse que não votaria em Bolsonaro, ele jogou caixas em cima de mim. Eu caí no chão, machuquei o rosto e a mão. Fiquei desesperada e saí correndo”, disse.

“Não sou petista, mas o que o outro candidato quer fazer é uma ditadura. As pessoas sofrem com isso, jamais apoiaria um candidato que tem ódio das minorias e as pessoas LGBT. Eu sou uma delas”, explicou.

Nas redes sociais, a jovem postou uma foto com a mão imobilizada, em decorrência da agressão sofrida e mandou um recado para os parentes.

“Familiar ou colega de trabalho que diz gostar de mim mas vota no Bolsonaro, tá com a mão suja de sangue, do meu sangue”, escreveu.

Banheiro feminino de colégio tradicional do Rio é pichado com mensagem contra lésbicas.




Um dia após a votação de primeiro turno, o banheiro feminino de um dos colégios mais tradicionais da Zona Sul do Rio, o Liceu Franco-Brasileiro, apareceu nesta segunda-feira (08/10) com uma pichação contra mulheres lésbicas.

“Sapatas vão morrer, kkk”, escreveu o pichador, até o momento não identificado. A escola, que fica em Laranjeiras, distribuiu aos pais uma circular repudiando a expressão encontrada na parede, como publicou o colunista Ancelmo Gois em seu blog. O comunicado é assinado pela diretora pedagógica, Celuta Reissmann, que trata o caso como uma manifestação de intolerância.

“Hoje, pela manhã, fomos surpreendidos com uma pichação no banheiro feminino cujo conteúdo expressava intolerância contra minorias. Somos uma instituição que se firmou no cenário desta cidade e deste país como escola que preza o respeito às diversidades e, portante, não aceitaremos qualquer tipo de manifestação preconceituosa, a qual será combatida com firmeza”, dizia o comunicado do Franco-Brasileiro.

A escola afirmou também aos responsáveis que não há no histórico da instituição qualquer registro como esse e que “o problema está sendo tratado com todo cuidado e atenção”. Um dia antes, no domingo, o colégio serviu de local de votação. Pais de alunos levantam a hipótese de que alguém de fora da escola, durante o primeiro turno, tenha feito a pichação.

Transexual é agredida com barra de ferro por apoiadores de Bolsonaro.


A transexual Jullyana Barbosa mostra marcas das agressões. 


Os casos de agressões de apoiadores do presidenciável se espalham pelo Brasil.

A transexual Jullyana Barbosa foi agredida no sábado (6) de manhã em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, com gritos de transfobia e apologia ao candidato à Presidência do PSL, Jair Bolsonaro. Em depoimento ao site Uol, ela afirmou que o nome do presidenciável está sendo usado para justificar agressões ao público LGBT, sejam apoiadores do candidato ou não. Foi registrada denúncia na polícia. É mais um caso de uma série de agressões com apologias ao candidato.

Temendo reações de transfobia, Barbosa, que é cantora e já atuou no grupo de Furacão 2000, costuma andar mais pela manhã. Por isso, voltava para casa na manhã de sábado quando passou por uma passarela em cima da Dutra, rodovia que liga Rio de Janeiro a São Paulo, na região da Baixada Fluminense.

Quando passaria pela passarela, começou a ser ofendida com gritos transfóbicos. “Antes de eu chegar na passarela, começaram a gritar ‘viado’, ‘lixo’, ‘tem que matar esse lixo’, ‘tomara que o Bolsonaro ganhe para matar esse lixo’. Aí começaram a falar de doença, ligado a AIDS, e acho que isso é pegar pesado então reagi: disse: ‘Fala na minha cara.’ Um dos caras pegou uma daquelas barras de ferro de segurar barraca e bateu na minha cabeça. Cai ao lado da Dutra. ‘Tontiei’ e estou cheio de marcas. Botei a mão no pescoço e vi que estava cheio de sangue”, contou.

Barbosa sentiu-se impotente porque disse que, de início, poucas pessoas a ajudaram e havia muitas pessoas em ônibus indo para o trabalho. “Enquanto isso, eu era executada como um bicho. Fiquei muito triste.”

Os casos de LGBTfobia na região da Baixada Fluminense são comuns, mas pioraram nos últimos tempos, segundo Barbosa. “Esses escrotos usam essa coisa (do Bolsonaro). Estão usando isso para nos atacar. De repente, nem é eleitor dele, mas usam isso como desculpa. Estão falando como se fosse legal isso de agredir (pessoas LGBT)”, observou.

Barbosa teve que tomar 10 pontos na cabeça no posto médico. Inicialmente, nem queria registrar o caso por conta de vergonha. Mas, por incentivos de pessoas próximas e da Associação LGBT de Nova Iguaçu, foi registrar o caso na 56ª Delegacia de Polícia. Na quarta-feira, fará exame de corpo de delito para verificar as agressões. Fotos a mostram toda roxa e com marcas na cabeça.

“Eu não queria fazer nada de vergonha que tive de apanhar. Mas as pessoas falaram para eu levar adiante por ser uma pessoa com repercussão. Fui linchada em praça pública por esses filhas da puta. É muito triste isso”, contou Barbosa, que se emociona e chora ao falar do episódio.

Questionado sobre os casos recentes de violência de seus apoiadores, o candidato do PSL disse que lamentava, mas que não tinha o que fazer. “Quem levou a facada fui eu, pô. O cara lá tem uma camisa minha e comete um excesso. O que eu tenho a ver com isso?”.

Os casos de agressões de apoiadores de Bolsonaro se espalham pelo Brasil, sendo físicos e verbais. Há episódios em Maceió, Natal, Salvador, Maringá, Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba.

Veja os principais relatos:

29/8/2018 – Em São Paulo, uma funcionária do comitê de campanha de Guilherme Boulos (PSOL) afirmou ter sido ameaçada com uma arma por um apoiador de Bolsonaro. Ele passou na porta do comitê de campanha e ofendeu a funcionária que respondeu. Em seguida, ele apontou uma arma para a funcionária, segundo o jornal O Globo.

6/10/2018 – Segundo a revista Época, em Natal, professor do Colégio Mirassol fala sobre a Lei Rouanet durante aula e é acusado por pais de fazer apologia ao ex-presidente Lula (PT). Um dos pais ligou para a coordenação dizendo que ia com “mais três pais armados” para dizer por que é para Bolsonaro ser presidente do Brasil.

6/10/2018 – Em Maringá, a militante petista Vera Lucia Nogueira teve que tomar pontos após um homem não identificado tentar tirar uma bandeira e quebrar vidros de uma carreata. O homem estava em uma moto com adesivos de Bolsonaro.

7/10/2018 – Em Salvador, uma jornalista foi agredida e ameaçada por dois homens, um deles vestindo a camisa de Bolsonaro. Após votar, ela foi abordada por dois homens que viram seu crachá e disseram que era “riquinha e de esquerda”, e depois a marcaram com canivete e ameaçaram estuprá-la, segundo o jornal Correio da Bahia.

7/10/2018 – No Piauí, Lenilson Bezerra foi agredido por um grupo de apoiadores de Bolsonaro ao discutir com eles quando passava por uma manifestação. Ele vestia uma camisa vermelha, segundo o site Piauíhoje.

7/10/2018 – Em Maceió, Julyana Rezende Ramos Paiva foi agredida por um soco no rosto por apoiadores de Bolsonaro após dizer que votara em outro candidato. Eles desceram de um carro e agrediram na rua, de acordo com o site Maceió7segundos.

8/10/2018 – No Rio de Janeiro, Anielle Franco, irmã da vereadora Marielle Franco, afirmou que foi ofendida por quatro homens que usavam camisas e botons de Bolsonaro. Ela contou que eles a chamaram de “piranha”, “esquerdista de merda” enquanto estava com a filha no colo.

8/10/2018 – Em Porto Alegre, mulher não identificada acusa três agressores de marcarem com uma suástica sua pele em represália por ela usar camiseta com os dizeres #Elenão.

8/10/2018 – Em Salvador capoeirista Romuário Rosário da Costa, 63, foi assassinado a facadas em Salvador após discussão sobre Haddad e Bolsonaro. O acusado é Paulo Sergio Ferreira de Santana, que defendia o candidato do PSL.

9/10/2018 – Em Curitiba, um estudante da Universidade Federal do Paraná foi agredido por quatro membros de torcida organizada que gritavam “aqui é Bolsonaro”. Ele usava um boné do MST.

O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, comentou o ataque à garota. “Meu adversário diz que não pode responder pelos atos dos meus correligionários. É alguém que naturalizou a violência e agora se assusta com ela, a ponto de nem ir ao debate”, disse Haddad.

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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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