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NOTICIAS DO MUNDO GAY

Escócia anuncia programa inédito de combate à homofobia em todas as escolas.


Escócia anuncia programa inédito de combate à LGBTfobia em todas as escolas.


Programa anunciado pelo governo escocês na quinta-feira (8) inclui 33 medidas como inserir no currículo escolar assuntos sobre a inclusão de pessoas LGBTQI+, capacitar professores e melhorar o sistema de combate ao bullying.

O governo da Escócia anunciou, na quinta-feira (8), que vai iniciar a implantação de um pacote de 33 medidas para garantir que todas as escolas públicas do país tenham educação inclusiva para pessoas LGBTQI+. Em um comunicado, o governo afirmou que aceitou as recomendações de um grupo de trabalho criado para estudar como melhorar a inclusão no sistema educacional.

“O trabalho para implementar as recomendações vai começar imediatamente”, diz a nota. A previsão é que o grupo criado para implementar as medidas termine o trabalho até maio de 2021.

As principais medidas que serão colocadas em vigor são:

*Aumentar a inclusão LGBTQI+

*Melhorar a prática e a orientação para professores

*Oferecer capacitação profissional para os professores atuais e futuros

*Monitorar e fazer inspeções escolares para verificar a inclusão LGBTQI+

*Registrar casos de bullying LGBTQI+ nas escolas

*Inclusão LGBTQI+ prevista no currículo

Em um anúncio feito ao parlamento, John Swinney, o vice-primeiro-ministro da Escócia, afirmou que, com a implantação do programa, a Escócia se tornará o primeiro país do mundo com um currículo escolar obrigatório que contemple aulas sobre a igualdade e a inclusão de pessoas LGBTQI+ em todas as escolas.

"Nosso sistema educacional deve apoiar todas as pessoas a alcançarem seu potencial máximo. Por isso é vital que o currículo escolar seja tão diverso quanto as pessoas jovens que aprendem em nossas escolas."

— John Swinney, vice-primeiro-ministro da Escócia

As aulas serão agrupadas em diversos temas e oferecidas para alunos de diferentes idades e em várias disciplinas.

Entre os assuntos estão o ensino das terminologias usadas para indicar as identidades LGBTI, da história dos movimentos de ativismo LGBTI e do combate à homofobia, bifobia e transfobia, que são, respectivamente, o ódio, preconceito e discriminação contra homossexuais, bissexuais e transexuais.
Na nota, Jordan Daly, co-fundador da Campanha TIE (Time for Inclusive Education, ou “hora da educação inclusiva”, afirmou que a campanha para conseguir a mudança na Escócia levou três anos e que “essa é uma vitória monumental” e um “momento histórico” para o país.

“A implementação da educação inclusiva para LGBTI em todas as escolas públicas é a primeira no mundo e, em um tempo de incerteza global, isso envia uma mensagem forte e clara às pessoas jovens LGBTI de que elas são valorizadas aqui na Escócia.”

— Jordan Daly, co-fundador da Campanha TIE (Time for Inclusive Education)

Polícia da Tanzânia prende noivos e convidados em casamento gay.




A polícia da Tanzânia invadiu um casamento gay, no último dia 03 de novembro, em Pongwe Beach, na ilha da Tanzânia, e prendeu dez pessoas, além dos noivos, por causa da sua orientação sexual.

De acordo com a Anistia Internacional, os policiais entraram no local onde acontecia a festa e levaram todos os homens que estavam sentados em dupla, já pressupondo que estes seriam casais.

A homossexualidade é considerada crime e pode levar a prisão, apesar do governo já ter se comprometido anteriormente a não tocar mais nesta questão. “É chocante que o governo tivesse afirmado que ninguém seria detido por orientação sexual ou questão de gênero, e agora esteja fazendo isso”, afirmou Seif Magango, diretor da Anistia Internacional do Oeste da África.

“É um verdadeiro ataque a humanidade e ao direito das pessoas exercerem sua existência. Isso mostra o perigo de se levar ao governo pessoas com um discurso discriminador”, completou.

Em vídeo, mulher protagoniza ataques racistas e homofóbicos em voo.


Vídeo de mulher em ataques racistas e homofóbicos durante voo viraliza nas redes sociais


O vídeo de uma mulher que lança ataques racistas e homofóbicos contra passageiros em um voo para Las Vegas começou a viralizar nas redes sociais.

Datadas do último dia 02, as imagens foram divulgadas pelo Daily Mail. Nele, a mulher que não foi identificada, xinga outras pessoas que estavam a bordo. Testemunhas afirmaram que ela abordava outras pessoas e os comissários de bordo há mais de uma hora.

Na gravação, a mulher aparece falando para um rapaz “Você tem a aparência de um cara gay”. Em outro momento, ao se referir a uma moça diz: “Sem maquiagem, você parece uma andrógina neguinha. Você provavelmente é uma merda de pessoa”, disparou.

Um outro passageiro pede para que a agressora se controlasse para não assustar as crianças. “Não é meu filho, então eu não dou a mínima. Não tenho nada a ver com você, cala boca”, respondeu.

Testemunha comenta episódio

Uma testemunha afirmou ao The Mirror que a mulher não só brigou com os passageiros como também os comissários de bordo. Por causa da confusão, ela saiu da aeronave escoltada pela polícia assim que pousou em Los Angeles.

“Pouco antes do vídeo ser filmado, ela ameaçou a comissária de bordo que apareceu e tentou acalmá-la. isso aconteceu depois que outras pessoas não conseguiram”, contou.



Bolsonaro não consegue interpretar texto de questão no Enem e critica uso do pajubá.


Jair Bolsonaro durante sessão em homenagem aos 30 anos da Constituição no Congresso.


"Era análise de interpretação do texto. Não precisava conhecer do dialeto para responder à questão", comenta especialista.

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) criticou nesta segunda-feira (5) uma questão da prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) que tratava do “dialeto secreto” utilizado por gays e travestis e disse que sua gestão no Ministério da Educação “não tratará de assuntos dessa forma”. No último domingo, cerca de 4,1 milhões de candidatos prestaram o exame em todo o país.

“Uma questão de prova que entra na dialética, na linguagem secreta de travesti, não tem nada a ver, não mede conhecimento nenhum. A não ser obrigar para que no futuro a garotada se interesse mais por esse assunto. Temos que fazer com que o Enem cobre conhecimentos úteis”, disse o capitão reformado em entrevista ao vivo ao apresentador José Luiz Datena no Brasil Urgente, da Band.

Bolsonaro negou que pretenda acabar com o exame, mas disse que seu governo não vai “ficar divagando sobre questões menores”. “Ninguém quer acabar com o Enem, mas tem que cobrar ali o que realmente tem a ver com a história e cultura do Brasil, não com uma questão específica LGBT. Parece que há uma supervalorização de quem nasceu assim”, afirmou.

A questão à qual Bolsonaro se refere está no caderno de linguagens. Nela, o teste mostrou um texto sobre “pajubá, o dialeto secreto dos gays e travestis” e questionava o candidato quanto aos motivos que faziam a linguagem se caracterizar como “elemento de patrimônio linguístico”.




Variações linguísticas são temas frequente nas provas de Linguagem

O coordenador de Português do grupo Etapa, Heric José Palos, diz não ver “razão nenhuma para algum tipo de polêmica ou celeuma” do ponto de vista do texto trazido pelo Enem.

Segundo ele, o Enem já trouxe questões relacionadas a sociolinguística. “Eu não consigo te dizer agora quando foi, se no ano passado, no ano anterior, mas já caíram questões assim, inclusive relacionadas ao preconceito linguístico. Não é surpresa, não. Na hora da prova não me causou nenhum tipo de surpresa”, disse.

Klauber Oliveira, professor de Português do cursinho Maximize e mestre em linguística pela USP afirma que variação linguística é uma temática frequente na prova e que é interessante que o estudante tenha a perspectiva de que a língua portuguesa não é estática, mas dinâmica.

O diretor pedagógico da Oficina do Estudante, Antunes Rafael diz que variações linguísticas são estudadas em sala de aula desde o ensino fundamental 1 e que o aluno precisa ser estimulado a entender que ele não conviverá apenas com textos que usam a norma culta da língua.

“Uma das competências da prova de linguagens é a valorização da língua nas suas manifestações. Isso fica evidente no manual divulgado pelo Inep sobre as competências e habilidades que serão cobradas no Enem”, diz.

“Não entendemos como questão problemática do ponto de vista estrutural. Era análise de interpretação do texto em relação à construção de sentido da questão. O aluno não precisava conhecer do dialeto para responder à questão”, diz.

Para presidente da Aliança Nacional LGBTI, questão é importante

Para o diretor presidente da Aliança Nacional LGBTI, Toni Reis, a questão do Enem é importante por se tratar de um “socioleto” –variante da língua falada por um grupo social –, fenômeno que é estudado da academia pelos especialistas em linguística, da mesma maneira que existem outros socieletos na sociedade, não apenas o pajubá, linguagem usada por pessoas LGBT.

“Primeiro, tem que ler toda a questão. Meu filho de 18 anos fez a prova, não era assim. Eles estão falando dos socioletos, que tem públicos diferentes, que usam linguagem diferente. É importante perceber e respeitar esse tipo de linguagem”, disse Reis. “É uma questão da discussão da importância do domínio das linguagens”, acrescentou.

Reis diz ainda que pajubá faz parte da cultura brasileira. “Tem que ter, sim, essas questões. Tem que ter sobre negros, mulheres, evangélicos, de quem é de direita, de esquerda, apartidário”, disse.

Aliança Nacional LGBTI+




Redes criadas para combater violência contra LGBTs nas eleições se fortalecem.

Ainda antes do primeiro turno das eleições, grupos de advogados, defensores públicos e autônomos começaram a criar observatórios próprios e estratégias não só para monitorar casos de violência contra população LGBT, mas também para acolher vítimas neste período.

Alguns deles, como o Mães Pela Diversidade, a Rede Nacional de Operadores de Segurança Pública LGBTI (Renosp) e a Aliança Nacional LGBTI+, seguiram atuando e se fortaleceram após a eleição de Jair Bolsonaro, a quem se atribui muito do discurso de ódio relatado hoje pela comunidade.

A Aliança Nacional LGBTI+ criou um canal de denúncias e havia recebido até a semana passada 41 relatos, 33 deles de pessoas da comunidade LGBT que disseram ter recebido agressões verbais ou físicas de apoiadores do presidente eleito.

"Precisamos de material e provas concretas de que o índice de violência contra LGBTs tem aumentado", justifica Toni Reis, presidente da associação.

Segundo Toni, a cada três meses, instituições como Ministério Público Federal (MPF), Ministério do Direitos Humanos (MDH) Anistia Internacional e Human Rights Watch receberão um relatório a partir dos dados coletados.

"Esse canal surgiu no período eleitoral, mas será permanente. Essa foi a forma que a gente também encontrou de pressioná-los [as instituições] e mostrar que é preciso olhar para o que acontece com a população LGBT mesmo fora do período eleitoral", explica.

Em dois casos mais graves, em que morreram a travesti Priscila, em São Paulo, e a transexual Laysa Fortuna, em Aracaju (leia mais abaixo), testemunhas disseram ter ouvido os agressores falarem o nome de Bolsonaro. Segundo o G1, a polícia concluiu o inquérito sobre a morte de Priscila e descartou a possibilidade de motivação política. O caso de Laysa segue sob investigação.

Segundo relatório recente da FGV (Faculdade Getúlio Vargas), comentários sobre agressões por motivação política geraram 2,7 milhões de postagens desde o início do segundo turno, contra 1,1 milhão nos 30 dias anteriores à eleição.




Os casos de Priscila e Laysa

Armando Villa Real Filho, de 28 anos, foi preso acusado de matar a travesti Priscila, de 25 anos, no dia 16 de outubro, no Largo do Arouche, em São Paulo. Segundo o G1, a polícia concluiu o inquérito e descartou a possibilidade de relação com motivação política. Ele foi indiciado por homicídio qualificado por motivo fútil. Antes da conclusão da polícia, duas testemunhas haviam dito ter ouvido ofensas verbais contra a travesti e gritos de "Bolsonaro" e "ele sim".

Laysa Fortuna, mulher transexual de 25 anos, foi agredida e esfaqueada no dia 18 de outubro, no Centro de Aracaju, em Sergipe. Devido aos ferimentos e hemorragia, ela sofreu uma parada cardíaca e morreu no dia seguinte (19) no Hospital de Urgência Sergipe (Huse). Assim como no caso de Priscila, testemunhas disseram que o agressor teria discutido com várias transexuais que estavam no local, repetindo o discurso de ódio e citando o nome de Jair Bolsonaro. O caso segue em investigação pela polícia.

Evorah Cardoso, advogada e integrante do coletivo Acode, criado e lançado para atender e orientar as vítimas deste tipo de violência avalia que "existe um paralelismo entre as agressões que as pessoas estão sofrendo e o quanto esses agressores se sentem legitimados por um discurso de ódio discriminatório que tem sido proferido por políticos. A relação existe."

Logo após o resultado que confirmou sua ida ao segundo turno, Bolsonaro lamentou os episódios de violência, mas negou ter responsabilidade. "Quem levou a facada fui eu. Se um cara lá que tem uma camisa minha comete um excesso, o que tem a ver comigo? Eu lamento e peço ao pessoal que não pratique isso, mas eu não tenho controle", disse na ocasião.

Atentado mata travesti e deixa outra ferida em Vitória da Conquista (BA).




Duas travestis foram vítimas de um atentado na noite desta quarta-feira (07), nas proximidades do Anel Rodoviário Jadiel Matos Leste, em Vitória da Conquista (a 517 quilômetros de Salvador). Uma delas morreu enquanto a outra ficou ferida. As informações são do jornal A Tarde.

A primeira vítima identificada apenas como Eliseu foi atingida na região da cabeça e morreu na hora. Já a segunda travesti, conhecida como Duda, foi socorrida por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada para uma unidade de saúde.

Em depoimento à polícia, Duda contou que os criminosos filmavam toda a ação enquanto atiravam em direção a cabeça delas. Após os disparos, eles fugiram do local. O caso está sob investigação da polícia.

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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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