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NOTICIAS DO MUNDO GAY

Ministros do STF se unirão por defesa de negros, gays mulheres e liberdade de expressão.




A proteção de direitos fundamentais deve unir as correntes distintas do STF (Supremo Tribunal Federal) como há muito não se via. Diversos ministros têm manifestado preocupação em relação a declarações e iniciativas que indicam a possibilidade de um retrocesso em vários temas depois da eleição de Jair Bolsonaro.

PONTO

O ministro Luís Roberto Barroso é um dos primeiros a externalizar a convicção. “O Supremo pode ter estado dividido em relação ao enfrentamento da corrupção. Muitos laços históricos difíceis de se desfazerem, infelizmente. Mas em relação à proteção dos direitos fundamentais, ele sempre esteve unido”, afirma.

EM FRENTE

O magistrado diz que sempre houve consenso no tribunal “em favor das mulheres, dos negros, dos gays, das populações indígenas, de transgêneros, da liberdade de expressão”, afirma. “Aliás, esse episódio envolvendo a proibição de manifestação em universidades já sinalizou isso. Por essa razão, não creio que haverá retrocesso”, completa.

Rádio veicula inserções contra homofobia após locutor pregar morte de gays.




A rádio Santa Fé, localizada no município de Santa Fé do Sul, em São José do Rio Preto, foi recomendada pelo Ministério Público Federal (MPF) a veicular inserções contra homofobia ao longo da sua programação, após um locutor ser denunciado  por incentivar os assassinatos de gays.

A declaração de ódio aconteceu durante o programa Bastidores da Notícia, quando comentava uma cena de beijo gay que aconteceu na novela “O Outro Lado do Paraíso”, na qual os atores Rafael Zulu e Eriberto Leão formavam um par romântico. As informações são do Blog do Estadão.

“O filho da p***filha negro, que poderia honrar o que os negros fizeram por nós, se sujeita a fazer um papel daquele [de homossexual], entende?”, protestou Edson Ferreira que ainda criticou os telespectadores. “Quem assiste um negócio desse é merda”, disparou.

Ferreira continuou pregando as mortes dos homossexuais. “A gente não pode falar que tem que matar no ninho porque é crime. Mas que está crescendo demais, está. Vai chegar uma hora em que você vai ter que matar um para falar ‘Meu filho, não’.”

A recomendação estipula que a emissora transmita por 30 dias, pelo menos dez inserções, que devem ser produzidas pelo Grupo Arco-íris de Cidadania LGBT, do Rio de Janeiro, com duração de um minuto e meio voltadas para os direitos humanos.

Enem 2018 tem questões sobre direitos humanos, lésbica e pajubá.




O primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) manteve o perfil de abordar questões sobre os direitos humanos. Nas provas de Linguagens e Ciências Humanas, as questões trouxeram assuntos como os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e a difícil situação de uma lésbica em sair do armário. Também foi abordado o pajubá, um dialeto utilizado pelo público LGBT.




De acordo com texto de umas das questões, a tensão fundamental se revela na perspectiva do “choque imposto pela distância entre as gerações”, já que há uma diferença cronológica entre as personagens centrais, gerando o momento em que se debate o questionamento “o que é lésbica?”



E o pajubá ganhou status de dialeto por ter sido falado de forma recorrente por determinado grupo e, especialmente, registrado (em, por exemplo, Aurélia, a dicionária da língua afiada).

Eleitor de Bolsonaro marca encontro com Gay no Grindr e o ameaça matar com revólver em Belo Horizonte.




Um jovem gay, de 19 anos, foi vítima de uma ameaça com arma de fogo na tarde desta terça-feira, no Bairro Candelária, em Venda Nova, BH. Segundo a vítima, um encontro foi marcado com o acusado pelo aplicativo Grindr, voltado a relacionamentos homoafetivos. No entanto, quando os dois se encontraram, o suspeito apontou uma arma para o jovem.

“Ele estava há quatro dias conversando comigo, me mandava bom dia e perguntava quando a gente ia se encontrar. Ele me pediu fotos mais íntimas. A gente não trocou nomes, endereço e nenhum tipo de informação pessoal. Ele parecia querer um contato mais restrito, o que é comum no aplicativo”, disse o jovem ao em.com.br.

Segundo ele, o homem o encontrou na Rua Thereza Baldo Lopes em um veículo modelo Hyundai i30 prata. Ao entrar no carro, o suspeito teria dito: “você tem cinco segundos para correr porque eu vou atirar”.

Neste momento, o jovem correu, virou uma esquina e adentrou em um supermercado. Na sequência, o suspeito enviou algumas mensagens à vítima. “Ele declarou tipo um grito de guerra dele e perguntou: ‘gostou da surpresa? Bolsonaro presidente! Vem aqui pra fora que eu estou tentando te acertar’”, contou o ameaçado.

Ainda dentro do supermercado, o jovem afirmou que ligou para seu pai, que o buscou no centro de compras. Ele também registrou um boletim de ocorrência junto à Divisão de Polícia Especializada da Mulher, do Idoso e do Deficiente, delegacia que também cuida de crimes ligados à LGBTfobia.

Resistência

Segundo o jovem, a crescente onda de violência contra a população LGBT representa um momento de resistência para as minorias. Apesar de se dizer com medo, a vítima ressalta o apoio recebido após denunciar o caso.

“Os Bharbixas (clube de futebol gay de BH) enviaram uma carta de apoio e conseguiram um psicólogo pra mim. O grupo Mães pela Diversidade também se mostrou solidário”, afirma. De acordo com ele, o apoio também veio do Centro Universitário de Belo Horizonte (Uni-BH), onde o ameaçado cursa Relações Internacionais.

“O que me deixou mais confortável é que tem gente preocupada e unida a mim. Esse apoio é muito importante. Eu não esperava que (o caso) ganharia tamanha dimensão. Muita gente tem me ajudado neste momento”, salienta.

Conforme reportagem publicada pela agência de jornalismo investigativo A Pública, apoiadores de Bolsonaro realizaram pelo menos 50 ataques em todo o país somente na primeira quinzena do mês de outubro.

Um relatório do Grupo Gay da Bahia (GGB), entidade que apura dados sobre assassinatos da população LGBT no Brasil, registrou 445 homicídios contra essa parcela da população em 2017. O número cresceu 30% em relação a 2016, quando o GGB computou 343 casos.

Fonte: EM

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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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