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NOTICIAS DO MUNDO GAY

África do Sul aprova emenda que proíbe recusa de casamento homoafetivo.




O parlamento da África do Sul aprovou uma emenda que estabelece a proibição de recusar o casamento homoafetivo no país.

A decisão foi votada através da proposta do grupo político Cope (Congress of The People Party). A emenda na lei foi introduzida em janeiro, mas teve o seu pedido analisado só em novembro. Agora, não será mais possível negar a união de pessoas do mesmo sexo, baseado em convicções políticas, pessoais ou religiosas.

Agora, a medida será enviada pelo presidente Cyril Ramaphosa para sancionar a lei. A união homoafetiva no país é reconhecida desde 2006.

Damares Alves afirma que Igreja Evangélica vai mudar o futuro do país.


Bolsonaro e a pastora Damares Alves 


Damares Alves, futura comandante do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos afirmou que o futuro do país não será definido pela política, mas sim pela Igreja Evangélica. Em pregação de 2013, a pastora deu indícios de como deve governar sua pasta.

O Estadão informa que, na ocasião, a advogada tratou de temas que serão pertinentes ao Ministério para qual foi indicada. São estes: a questão indígena, LGBTs, mulheres e crianças.

“Naquele dia, Deus renovou nossas forças. Porque Deus nos disse que não são os deputados que vão mudar essa nação, não é o governo que vai mudar esta nação, não é a política que vai mudar esta nação, que é a igreja evangélica, quando clama. É a igreja evangélica, quando se levanta (que muda a nação)”, discursou a futura ministra, emocionada.

Damares se refere ao dia que a bancada evangélica barrou um projeto de lei que descriminalizava o aborto. Na época, chegou a dizer que as informações do Ministério da Saúde sobre o aborto ser uma questão de saúde pública são mentiras. “Quantas mulheres vocês enterraram porque morreu por causa de um aborto?”, indagou. “Eles manipulam os dados, as estatísticas, as informações para impor na sociedade brasileira uma cultura de morte”.

Ainda na pregação, a pastora afirma que ninguém nasce gay. “Não há prova científica que exista gene gay. Não há prova científica que o gay nasça gay. Se tivesse, já tinham jogado na nossa cara”, disse Damares. “A homossexualidade, ela é aprendida a partir do nascimento, lá na infância. A forma como se lida com a criança. Mas ninguém nasce gay”.

Assista ao vídeo completo da futura ministra:



Karliane Vitória, travesti de 21 anos, é assassinada durante trabalho em Taguatinga, no DF.


Karliane Vitória. 


Uma das linhas de investigação apontam que o motivo pode ter sido transfobia. Ciclista é apontado como suspeito; ninguém foi preso.

Uma travesti de 21 anos foi assassinada com um tiro nas costas na noite desta terça-feira (4), em Taguatinga, no Distrito Federal. Karliane Vitória morreu próximo a um quiosque onde, segundo a Polícia Civil, ela trabalhava fazendo ponto com outras travestis e transexuais como profissional do sexo. Ninguém foi preso.

Na delegacia, uma testemunha contou que viu a vítima andando na frente de um ciclista, apontado pelas investigações como o principal suspeito do crime. Em depoimento, essa pessoa disse que a vítima gritou por socorro e, em seguida, “ouviu vários disparos”.

Assustada, a testemunha correu no sentido contrário, mas outras pessoas afirmaram ter visto o ciclista fugindo em direção a um local conhecido como “favelinha”, na mesma região. De acordo com a perícia, Karliane foi atingida por um disparo de arma de fogo 22 milímetros.

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Uma das linhas de investigação apontam que o motivo pode ter sido transfobia, crime de ódio contra motivado pela identidade de gênero. O caso está sendo investigado pela 21ª Delegacia de Polícia. O aparelho celular da vítima foi apreendido e será periciado.

Homem é condenado por xingar casal gay em transporte público de SP.




Um rapaz foi condenado a pagar uma multa de quatro salários mínimos após xingar um casal gay dentro de um vagão da CPTM em São Paulo. A juíza Maria Lucinda da Costa afirmou em sua sentença que “a vida em sociedade requer tolerância e respeito”, o que não foi observado na atitude do agressor.

Na ocasião, segundo o jornal O Globo, o casal foi abordado pelo homofóbico que chegou proferindo frases como “Qual de vocês dois é a mulher? Qual o sentido de tentar ser uma mulher já que não podem procriar e ter uma família?”. Ainda segundo a publicação, o homem disse que o comportamento dos homossexuais representaria uma “depravação moral” e que eles poderiam “dar o c* onde quisessem, desde que fosse em outro lugar”.

“Ambos os querelantes, além de descreverem a agressividade da abordagem feita pelo querelado, narraram que ficaram traumatizados com o fato, o que prejudica o comportamento de ambos em público ainda hoje”, afirmou a juíza em sua sentença. Inicialmente a detenção seria de quatro meses de prisão, mas devido a ter bons antecedentes e ser réu primária, a pena foi convertida para a multa de quatro salários mínimos, dois para cada um. Caso o valor não seja pago, o agressor deverá cumprir a pena em regime aberto, conforme determinou a juíza.

“A vida em sociedade requer tolerância e respeito. Ainda que a parte não tenha capacidade para compreender a diversidade, fato que prejudicaria somente a ela, é obrigada a respeitar a pessoa alheia, pois um não pode ser prejudicado pelas limitações do outro”, registrou a juíza. “E mais, aquele que não é capaz de conter seus impulsos e deseja impor ao outro seus desejos, deseja subjugar o próximo a seu julgamento pessoal, age em desrespeito à normapenal, pelo que deve sofrer as consequências de seus atos”.

Estudante de Teatro realiza performance contra LGBTfobia e censura nas escolas.


O estudante Clau Lopes na performance 'Não à Mordaça' 


Clau Lopes, estudante de Teatro da Faculdade de Artes do Paraná (FAP), se destacou com uma performance tocante na Mostra de Performance da instituição. Segundo a Revista Lado A, a apresentação tratava da LGBTfobia e censura nas escolas.

Intitulada “Não à Mordaça”, a performance reuniu recortes de publicações de jornais que retratavam a LGBTfobia, especialmente no meio escolar. Com o intuito de refletir a respeito do Brasil ser o país que mais mata LGBTs no mundo, o estudante usou cenas fortes de violência e discriminação.

Além do uso de notícias, Clau também performou com uma mordaça e correntes em seu pulso. Os objetos simbolizam a censura que tem dado forma ao cenário político, assim como o futuro da educação no país. “Cabe à Escola contribuir no processo de mudanças, em direção a uma sociedade mais justa e igualitária, plural, laica e humana”, comentou o estudante e professor. A performance foi interrompida por um jovem que não suportou a encenação do sofrimento.

“A opressão e a censura estão dentro de casa, na escola, no local de trabalho. Na rua, nas igrejas, na polícia, no exército, nos meios de comunicação. Em tempos de avanço do conservadorismo, se faz ainda mais pertinente e necessária a reflexão sobre a violência que contraria os princípios de um estado democrático de direito”, concluiu.

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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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