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NOTICIAS DO MUNDO GAY

Padre diz que bandeira LGBT foi criada pelo Satanás: “Representa o caos e a maldade”.




Jerome Lavigne, um padre católico da cidade de Calgary, no Canadá, vem sendo duramente criticado nas redes sociais após uma declaração pra lá de homofóbica e um tanto quanto inusitada. Segundo ele, que atua na diocese de Calgary, a bandeira do movimento LGBT foi feita pelo diabo.

De acordo com o padre, a bandeira – criada por Gilbert Baker em 1978 – representa o caos, o fim da ordem natural das coisas e a maldade. “A bandeira do arco-íris é um sacrilégio de proporções insondáveis. Isso é nada menos que cuspir e rir na face de Deus”, disse Jerome em um de seus discursos. O religioso ainda lamentou e disse achar um absurdo que um padre não possa mais sair por aí usando assessórios com as cores do arco-íris, já que as pessoas possam confundir com um homossexual.

Após o seu show de preconceito vir à tona pela mídia local, o padre veio a público dizer que “defende que todos vivam em paz, segurança e respeito pela dignidade do outro independente de idade, ascendência, cultura, orientação sexual e religião”. Uhum… sei!

“Impossível ter diálogo” declara organização lésbica, sobre encontro de LGBTs com Damares Alves.


Liga Brasileira de Lésbicas acredita que não há possibilidade de haver diálogo com novo governo 


O encontro de representantes LGBTs com a futura ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, não convenceu a todos os inclusos na sigla. De acordo com o Jornalistas Livres, a Liga Brasileira de Lésbicas (LBL) é um dos exemplos de grupos que não creem em tal negociação.

A organização divulgou uma carta aberta à sociedade, onde descreve ponto a ponto o que acredita e apoia nesse cenário. Primeiramente, as responsáveis definem o que a LBL é e faz. De acordo com a carta, a organização é “uma articulação política de lésbicas e mulheres bissexuais pela garantia efetiva da livre orientação e expressão afetivosexual”.

Além disso, tem como princípios “o pluralismo, a autonomia, autodeterminação e liberdade, a democracia, a solidariedade; a transparência; a horizontalidade; a defesa do Estado laico; a defesa dos princípios feministas e suas bandeiras; a visibilidade lésbica e bissexual; a luta antirracista e anticapitalista e de combate às mais diversas formas de LGBTfobia”.

Pautas essas que, segundo elas, o presidente eleito Jair Bolsonaro se opõe publicamente. Continuando, a LBL justifica seu posicionamento. “Somos uma rede que em seus 15 anos de existência atuou com posicionamentos independentes, de autonomia política e que nunca se esquivou do debate ético, crítico e coerente em prol da coletividade e da democracia. Desta forma, não acreditamos ser possível aliança com aqueles que pretendem nos exterminar”.

Oposição declarada

A posição da LBL é bem clara. “É irreconciliável negociar garantia de direitos e enfrentamentos a violências específicas de nossa população, como por exemplo, o estupro corretivo, com um Ministério que declara como meta resgatar o “Bolsa Estupro”. Assim como não é possível conciliar diálogo com defensores da existência da chamada “ideologia de gênero”, e o cerceamento dos debates avançados e dos direitos duramente conquistados pelos movimentos sociais”.

Para finalizar, a LBL diz que o objetivo é seguir em frente. “Não nos contentamos apenas com o fato de não retroceder, queremos AVANÇAR! Indivíduos do movimento que visam a autopromoção e a busca por ocupação de espaços aliados a um governo fascista, racista e misógino não nos representam e nem legitimam as nossas pautas e buscas por políticas públicas”.

Bicha da Justiça: Startup dá dicas jurídicas para a comunidade LGBT.




Teve algum direito violado? Precisa resolver uma questão jurídica e não se sente à vontade com nenhum advogado? A Bicha da Justiça chegou para resolver seu problema!

A Bicha é uma startup social que gera informação sobre direitos dos membros da comunidade LGBT e presta assessoria jurídica de forma on-line. O portal surgiu em 2017, a partir das experiências dos 3 fundadores – Bruna Andrade (advogada e especialista em direito homotransafetivo), Flávia Maria (administradora e estudante de Direito) e Daniel Goulart (administrador) – e de pessoas próximas.

Bruna lembra que “nossos direitos não são construídos a partir de leis, mas de decisões judiciais”, portanto há a necessidade de um local concentrando as informações de interesse da comunidade LGBT. Com uma linguagem descomplicada, o site aborda temas de interesse desse grupo social, como casamento, adoção, reprodução assistida, registro parental e crimes motivados por LGBTfobia.

Além da informação, o Bicha da Justiça oferece formação a advogados, para que, quem os busque, não sejam revitimizados. Esse curso é voltado a profissionais de quaisquer áreas, visando uma atuação mais acolhedora. Por enquanto, a formação é presencial ou por videoconferência, mas logo deverá ser via educação à distância.

Ao buscar o Bicha da Justiça (pelo site, Facebook ou Instagram), eles analisam seu caso e o encaminham ao advogado certificado mais indicado para atende-lo. Pode ser o mais próximo geograficamente ou o de melhor formação. Afinal, hoje a justiça é completamente informatizada e a atuação pode ser feita virtualmente o máximo possível. Inclusive, quando necessário, esses advogados atuam pro bono, ou seja, de forma gratuita.

Lembrando que o Bicha é uma startup, uma plataforma de atendimento on-line. E, neste ano participou, do Startup Show, o maior reality de empreendedorismo do Brasil, conquistando a categoria Voto Popular. Quer dizer, Bicha da Justiça também é uma opção de negócio, caso você seja um investidor interessado.

O nome, obviamente, faz referência à Liga da Justiça. Seu objetivo é fazer menção aos super-heróis da causa LGBT, que representam os problemas do dia a dia. No entanto, os heróis não são os advogados, mas as pessoas comuns que vão em busca de solução jurídica para seus problemas. Bicha da Justiça é apenas a arma desses guerreiros anônimos que, com sua coragem, deixam nossa sociedade mais justa para todos.

Irritado por ter sido chamado de ‘viado’, jornalista espanca idoso de 69 anos.


O jornalista Rodrigo Maia e o aposentado Nildo Ferreira


Rodrigo Maia, jornalista da Rede Gazeta, afiliada da Globo, está tendo que passar pela experiência de estar do outro lado da notícia. O motivo é a briga que o jornalista protagonizou semana passada, com seu vizinho de 69 anos.

De acordo com o UOL, a briga aconteceu no elevador do prédio em que eles moram, em Vitória, no Espírito Santo. O caso chamou atenção quando as imagens da câmera de segurança foram divulgadas. Rodrigo compartilhou, nesta sexta-feira (21) a gravação que fez em seu celular minutos antes da briga de fato.

A filmagem mostra Nildo Ferreira, o vizinho de Rodrigo Maia, discutindo e querendo sair do elevador. “Você é repórter agora? Primeiro seja homem, depois você seja profissional”, fala Nildo. Rodrigo retruca “Do que o senhor estava me chamando? Fale aqui agora. O senhor me chamou de viado e de que mais?”.

Os momentos seguintes são de agressão. Na quinta-feira (20), o jornalista se defendeu dizendo que se sente perseguido pelo vizinho há algum tempo. De acordo com Rodrigo, Nildo o acusava de fazer muito barulho no apartamento com marteladas na parede, e lhe mandava cartas de reclamação. Ele nega ter perturbado alguém com barulho.

“Além das cartas dizendo que martelava a parede do Sr Nildo Ferreira, comecei a receber os receituários médicos que ele colocava embaixo de minha porta. Com as medicações que ele faz uso”, relatou Rodrigo.

A seguir, veja as imagens da câmera de segurança:



‘Anda que nem homem’, diz assassino de cabeleireiro na Paulista que nega homofobia.


Fúvio Rodrigues de Matos
Cozinheiro, que está preso, confessou ter golpeado cabeleireiro com canivete.


A Polícia Civil prendeu um homem suspeito de ofender, esfaquear e matar o cabeleireiro Plínio Henrique de Almeida Lima, de 30 anos, na última sexta-feira (21), na Avenida Paulista, região central de São Paulo. Segundo a investigação, o cozinheiro Fúvio Rodrigues de Matos, de 32 anos, confessou o crime, alegando que agiu em legítima defesa, mas negou que a motivação tenha sido homofobia.

Câmeras de segurança de ruas próximas e do Metrô, que gravaram parte da confusão e a fuga do assassino, ajudaram a polícia a localizar e prender o auxiliar de cozinha nesta terça-feira (25). Elas, porém, não registraram o momento da facada (veja no vídeo acima).

Fúvio foi reconhecido pelas testemunhas do caso, outros três gay que estavam com a vítima, como o homem que esfaqueou Plínio. Segundo o marido de Plínio e um casal de amigos gays deles contaram à polícia, antes de atacar o cabeleireiro com um canivete, o agressor havia ameaçado o grupo, dizendo que “gays têm de morrer”.

O Gay1 não conseguiu falar com o investigado ou com sua defesa para comentar o assunto.

Em entrevista nesta quarta-feira (26) ao Bom Dia SP, da TV Globo, o delegado Hamilton Costa Benfica, do 78º Distrito Policial (DP), nos Jardins, disse que Fúvio alegou que golpeou o peito de Plínio com um canivete para se defender dele e de outros três amigos após uma confusão causada por uma brincadeira.

Antes, ainda de acordo com a polícia, o auxiliar de cozinha falou que caminhava com um amigo pela Avenida Brigadeiro Luis Antonio em direção à Paulista, e que fez uma brincadeira com o colega quando começou a chover, dizendo “anda que nem homem”, mas os rapazes, que estavam perto, se ofenderam e partiram para cima dele.


Plínio Henrique de Almeida Lima foi assassinado na Avenida Paulista por andar de mães dadas com o marido.


‘Anda que nem homem’

“Ele [Fúvio] confessa o crime, mas, segundo ele, fala que foi se defender. Ele está dando a versão que foi se defender dos quatro rapazes e desferiu o golpe com o canivete. Ele nega a motivação homofóbica. Segundo ele, subia com um colega de trabalho a Brigadeiro, fez uma brincadeira quando uma pequena chuva começou, e disse ‘anda que nem homem'”, disse o delegado sobre o que contou ter ouvido do cozinheiro em seu interrogatório.

“Os rapazes que também subiam à Paulista, o casal gay, com outros dois colegas, eles teriam ouvido essa frase e começou um desentendimento”, disse Hamilton. “Eles falam com muita clareza que o tempo todo Fúvio vinha falando frases de cunho homofóbico, provocando, falando frases bem fortes, tipo: ‘seus bichinhas etc’, e no final falou ainda: ‘gays têm de morrer’. E foi o momento do entrevero entre as partes, e que Fúvio acabou desferindo com canivete, ferindo o peito da vítima”.

Com Fúvio a investigação informou ter apreendido o canivete usado no assassinato do cabeleireiro. Segundo a polícia, o cozinheiro ainda contou que não queria confusão e se disse arrependido. Na delegacia, ele também teria dito que não sabia da morte de Plinio.

Apesar disso, a polícia pediu a prisão temporária do investigado à Justiça, que decretou que ele fique detido por 30 dias até o fim das investigações. Fúvio ainda deverá ser indiciado pelos policiais por homicídio qualificado por motivo fútil. Para a investigação, o cozinheiro matou o cabeleireiro após discussão motivada por homofobia.

“É um homicídio, no meu entender, de forma qualificada porque a questão homofóbica é o motivo fútil”, disse o delegado. “Uma pena muito alta de 12 a 30 anos [em caso de condenação na Justiça], que é justificada por tirar a vida de uma pessoa por um fato tão banal”.

Câmeras de segurança

A polícia chegou até o cozinheiro após analisar câmeras de segurança da rua que gravaram parte da confusão e vídeos do Metrô. Os investigadores identificaram primeiro o amigo do cozinheiro e depois localizaram Fuvio, que foi detido no hotel no bairro Paraíso, Zona Sul da capital, onde trabalha como auxiliar de cozinha.

Como o amigo de Fúvio não participou das ofensas homofóbicas e nem das agressões, e ainda colaborou com a investigação, ele não será responsabilizado pelo crime. As próprias vítimas relataram à polícia que ele tentou impedir o cozinheiro, pedindo que não xingasse.


Assassino de cabeleireiro passa catraca do Metrô.


As imagens das câmeras da esquina da Avenida Paulista com a Rua Brigadeiro Luís Antonio não mostram o momento da facada, mas registraram a discussão entre Fúvio, Plinio, seu marido e o casal.

Pelas imagens, é possível ver Plínio erguendo a camiseta ao notar que havia sido esfaqueado no peito. Em seguida, Fúvio foge e amigo dele vai embora.

Câmeras de segurança do Metrô também mostram o cozinheiro passando pelas catracas de uma estação.

O cabeleireiro foi socorrido e levado ao Pronto-Socorro do Hospital das Clínicas, onde não resistiu ao ferimento e morreu. Além de trabalhar em casa como cabeleireiro, Plínio complementava a renda fazendo serviços como auxiliar de cozinha e garçom em restaurantes.


Canivete usado no crime que matou cabeleireiro na Avenida Paulista.


Em entrevista à TV Globo, o marido de Plínio, Anderson de Souza Lima, falou que espera que seja feita Justiça no caso. “Para mim é difícil, muito difícil porque o Plínio era tudo para mim. Mas o que a gente quer mesmo é justiça. E espero que seja feita. Espero não, vai ser feita”.

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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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