Slide 1 Slide 2 Slide 3

DIREITOS

Em troca de apoio do PSL, Rodrigo Maia promete ajudar agenda de Bolsonaro.


"Maia tem o compromisso de levar adiante todas propostas do governo, pautar o que nos colocamos", afirmou o presidente do PSL, deputado Luciano Bivar (PSL-PE).


Maia irá pautar projetos conservadores e comando da CCJ ficará com o partido de Bolsonaro, segundo presidente do PSL.

Em troca do apoio do PSL à sua reeleição como presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) prometeu suporte integral à agenda do presidente Jair Bolsonaro. A aproximação pode levar o democrata a perder o apoio de deputados progressistas, que tinham ele como favorito, nos bastidores.

O acordo foi decidido na manhã desta quarta-feira (2). "Fechamos o apoio do PSL à candidatura do Maia. Ele tem o compromisso de levar adiante todas propostas do governo, pautar o que nós colocamos", afirmou ao HuffPost Brasil o presidente do partido, deputado Luciano Bivar (PSL-PE).

Questionado sobre como deve ser a postura de Maia em relação a projetos combatidos por deputados do PT e PSol, como a Escola sem Partido, Bivar afirmou que o PSL recebeu "toda a garantia de que essas coisas que nós gostaríamos sejam agora pautadas".

De acordo com o parlamentar, também ficou acertado que o PSL terá a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da de Finanças e Tributação e de "todas de economia que por ventura surjam", além de um lugar na Mesa da Câmara. Os nomes dos postos-chave ainda estão sendo fechados. As escolhas serão feitas após a eleição para o comando da Casa, no início de fevereiro.

Com a aliança, DEM e PSL somam 81 deputados. Maia contará ainda com o apoio do PSD, com 34 parlamentares.

Entre os deputados, havia um entendimento de que a postura mais estratégica para Bolsonaro seria não ter um candidato oficial, a fim de evitar desentendimentos entre concorrentes, diante da necessidade de conquistar o apoio do Congresso para aprovação de reformas.

Outros candidatos ao comando da Câmara simpáticos ao novo presidente são Capitão Augusto (PR-SP) e João Campos (PRB-GO), representantes, respectivamente, das bancadas da bala e da Bíblia.

Ao sair da posse do presidente nesta terça-feira (1º), o presidente do DEM, ACM Neto negou um apoio formal da legenda ao governo e disse que esperava uma postura de neutralidade do Planalto na disputa da Câmara. O partido tem 3 ministros na Esplanada, mas as indicações são consideradas escolhas pessoais do capitão reformado do Exército.

O democrata afirmou a jornalistas que Maia não é candidato de um partido, mas de uma "frente ampla partidária que pode unir governo e oposição". Ele também cobrou uma mudança na postura da oposição. "O palanque precisa ser desmontado e a oposição precisa ter consciência de que tem um governo eleito."

Para chegar ao comando da Casa, Maia contou com o apoio de partidos mais alinhados à esquerda, em troca de garantir que pautas conservadoras ligadas a direitos LGBT e de mulheres não chegassem ao plenário. Por esse motivo, Maia era visto como o candidato de alguns deputados do PCdoB e PT nos bastidores, diante das outras opções e pelo fato de o voto ser secreto. Juntos, PT, PSB, PDT, PSol e PCdoB somam 135 integrantes.

Poderá gostar também de:
Postado por Andy | (0) Comente aqui!

0 comentários:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...