sexta-feira, janeiro 18, 2019

MINHA VIDA GAY

Pai transgênero revela medos e fala sobre como foi descobrir a gravidez.


Wyley Simpson e Stephan Gaeth 


A vida do casal gay Wyley Simpson, de 28 anos, e Stephan Gaeth, de 27 anos, foi televisionada pelo reality show “Extreme Love”, série da We TV. Exibido na sexta-feira, 4, o episódio mostrou como Wyley e seu amado lidaram com o fato de ele ser um pai transgênero.

Wyley Simpson é um homem trans e sua transição começou em 2012. “Sempre me senti desconfortável com o corpo feminino que nasci, me sentia diferente e estava preso em algo que não via como sendo eu”, afirmou.

Em 2013, o jovem retirou os seios, passo significativo em seu processo. “Todos podiam ver o quanto eu estava feliz e o quanto eu podia ser eu mesmo”. Moradores do Texas, nos EUA, o casal se conheceu por meio do Grindr e foi amor à primeira vista. “Eu adorei como ele se vestiu, eu amei como ele agiu, eu amei seu comportamento, sua personalidade”, comentou Wyley.

De acordo com ele, Stephan Gaeth lidou naturalmente com sua identidade de gênero. “Todas as pessoas que sai no passado não me aceitaram por quem eu sou. Stephan sabia desde o início que sou transgênero”. No entanto, os dois jamais imaginaram que seria possível acontecer uma gravidez.

O inesperado

Devido à testosterona, até os médicos excluíram a possibilidade de uma gravidez vingar. Contudo, o inesperado aconteceu. “Eu comecei a sentir enjoo e descobri que estava grávido de 11 semanas. Quando vi o resultado positivo, fiquei nervoso, emocionado, comecei a chorar, não sabia o que fazer, pensar ou dizer”, disse Wyley.

Mesmo com as complicações, o pequeno Rowan nasceu há cerca de cinco meses. “Quase três dias de trabalho de parto e agora estamos com nosso bebê. Amo meu marido demais. Nunca conheci alguém mais forte.”

Depois do nascimento do bebê, que aconteceu em 5 de setembro de 2018, o pai transgênero ainda lida com uma depressão pós-parto. “É uma longa batalha mental. Muitas pessoas não exaltam as partes difíceis de uma gravidez.” As informações são do Yahoo.

Veja aqui:


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Internado por vício, passa por “cura gay” e é estuprado!




O auxiliar de classe Eduardo*, 31, de Osasco (SP), pediu a ajuda dos pais, em 2011, para conseguir tratar a depressão e largar o vício em álcool e na cocaína. No entanto, ele acabou passando por clínicas que acreditavam que ele tinha estes problemas por ser homossexual e estar possuído por “espírito da pomba-gira”. “As pessoas pensam que fundamentalistas vão criar clínicas especializadas em cura gay. Este ‘tratamento’ acontece, no entanto, de forma velada, em algumas comunidades terapêuticas evangélicas”, afirma o rapaz, hoje um militante contra a existência de manicômios, à Universa. 

Dentro de duas das três clínicas onde foi internado, Eduardo conta que viveu o inferno. Ele viu roupas de uma pessoa travesti serem queimadas, foi ameaçado de ser linchado por não querer “deixar a viadagem” e foi obrigado por outros internos a prestar “favores sexuais”. Pacientes que recebiam o “cargo” de monitores obrigavam-no a fazer sexo oral neles para evitar delações desnecessárias. De acordo com o artigo 203 da lei de número 12.015, de 2009, “constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso” é considerado estupro e pode render pena de seis a dez anos de prisão. 

Leia o depoimento de Eduardo:

“A minha primeira internação foi em 2011. Naquela época, eu não havia assumido a minha homossexualidade, mas a minha família desconfiava. Ninguém concordava com a minha orientação, uma parte por ser evangélica, outra por achar que era uma vergonha. 

Eu estava passando por um momento de depressão devido à homofobia que sofria dentro de casa, por isso comecei a beber e a usar cocaína de forma abusiva. Pedi ajuda para minha família para lidar com estes problemas. A gente não conhecia nenhuma ajuda terapêutica. Minha irmã descobriu, então, uma clínica na igreja que ela frequentava. O pastor, dono do lugar, dizia que tratava tanto a homossexualidade quanto a dependência química. Era um pacote que ele vendia. 

Um dia, eu cheguei em casa do trabalho e meu pai e meu irmão me arrastaram para o Centro de Atenção Psicossocial (Caps). Lá, eu fui sedado. Acordei dentro de uma comunidade terapêutica em Caucaia do Alto, em Cotia (SP). 

Estava em um quarto com 60 pessoas. Todo mundo amontoado. O cômodo tinha apenas uma janela, que estava coberta por uma chapa furada com prego e uma porta com uma grade, como a de uma cadeia. No fundo, havia três banheiros sem porta, então não havia privacidade. Eles diziam que era para evitar suicídio e sexo. Era um ambiente imundo.

A gente só saía do quarto para ir ao culto, que era das 7h ao meio-dia, e para as refeições. Eles davam muito chá para a gente falando que era para não ficarmos com tesão, porque, segundo eles, a bebida era broxante. Eles já estavam lidando com pessoas que eles achavam que teriam relações homoafetivas. 

Na primeira semana, eles começaram a falar sobre a minha homossexualidade. A gente não tinha consulta com ninguém, era só no culto. Lá, eles faziam aqueles discursos homofóbicos. Eles falavam que a gente estava com o "espírito da pomba-gira" e faziam a gente subir no púlpito para orarem por nós. 

Nós tínhamos monitores, que também eram internos. Se eles viam um homossexual conversando com outra pessoa, eles mandavam parar. Eles falavam que a gente podia estar falando 'putaria'. 

Tive que fazer 'favores sexuais' para monitores, como, por exemplo, sexo oral. Fazia em troca de privilégios como dormir um pouco mais, não ser delatado para o pastor. Teve um dia que tive que fazer sexo oral porque eles estavam assistindo a um filme pornô de madrugada e eu vi. Para não me incriminarem, eu tive que ceder.

Eles isolavam os homossexuais. Mas os internos procuravam a gente para fazer sexo. Os monitores ficavam assediando psicológica e sexualmente a gente e os pastores ficavam fazendo a tortura psicológica, dizendo que estávamos destruindo a nossa família, que nossos pais estavam deprimidos e acabados por sermos gays. 

Esse isolamento, no entanto, fez a gente se fortalecer. Nós dávamos apoio uns aos outros. Porém, ainda assim, fiquei sabendo de companheiros meus que se suicidaram depois de sair da clínica ou que voltaram para as drogas.

Eu vi um homossexual sendo espancado por ter tentado fugir. Quebraram os dentes e o dedo dele. Um dia, um interno soltou gases em um culto, 11 pessoas espancaram este cara a ponto de ele ficar desfigurado. Os monitores tinham um pedaço de pau escrito Chico Doce, e nos ameaçavam com isso. Havia sessões de correção, que, na realidade, era uma surra corretiva.

Uma vez eles internaram uma travesti. Logo que ela chegou, queimaram todas as roupas femininas dela na frente de todo mundo, na porta do quarto, para todo mundo ver. Fizeram corrente de oração para ela, enquanto queimavam seus pertences. Foi surreal.

Uma vez por mês, eu recebia a visita dos meus familiares. Uma vez por semana, eu tinha direito a uma ligação monitorada. Eu falava para a minha família o que acontecia, mas eles eram orientados a não acreditarem em mim. 

Depois de nove meses na clínica, eu fiz um escândalo em uma visita pedindo para sair. Um capataz, que era um dos donos da clínica, me pegou e me levou para um quarto e me deu um tapa na cara, dizendo para eu parar. Nisso, o meu pai viu o que ele tinha feito e, por isso, me tirou de lá. 

Saí completamente arrasado. Em choque com tudo o que tinha acontecido. Perdido, sem saber o que fazer. Comecei a ficar muito tempo na rua e acabei começando a usar crack. Meses depois, eu pedi ajuda novamente para a minha família por causa da droga.

Nos anos seguintes, eu fui internado mais três em clínicas para dependência química. Na última internação, eu fui para uma comunidade terapêutica em São Roque (SP), em 2014. Lá foi outro inferno. Tinha um interno que se dizia terapeuta que, todo dia pela manhã e à noite, fazia os 40 internos orarem apontando a Bíblia para mim, dizendo que aquele espírito que me tornou homossexual deveria sair.

Nessa clínica, também sofri agressões físicas. Eu saí porque eu comecei a protestar. Um dia, o 'terapeuta' e outros internos que faziam a vigília ameaçaram me linchar por estar com o diabo dentro do corpo. Eu me tranquei dentro do escritório do dono e liguei para a minha família. Eu deixei o cômodo depois que a minha família chegou lá. 

Mas a minha família não acreditava no que eu contava. Não sei se até hoje eles acreditam nas coisas que eu passei. Eles sentem muita culpa por tudo o que aconteceu. Depois das internações, comecei a ter um diálogo com a minha família sobre a minha homossexualidade. Arrumei um emprego em que os donos eram um casal gay, então eles começaram a ter mais contato e ficaram mais abertos.

A última clínica em que eu fui internado, em São Roque (SP), esteve no dossiê do Conselho Regional de Psicologia e descobriram havia maus tratos e violação de direitos humanos. O dono da primeira clínica chegou a ser processado pelo Ministério Público e teve as clínicas fechadas, mas eu sei que ele já tem outras abertas. Não processo o dono da primeira clínica, em Caucaia do Alto, porque tenho medo, já que ele tem uma igreja no bairro ao lado, envolvimento com o crime organizado e ameaçou a minha família quando eles me tiraram da clínica."

A fila andou: Tokinho aparece ao lado de novo namorado: “Chegou pra somar”.




Sucesso nas redes sociais, Tokinho parece ter encontrado o seu mais novo amor! A novidade foi divulgada pelo humorista em seu Instagram nesta segunda-feira (14/01). “A paz se multiplicou! Que bom que você chegou pra somar”, escreveu o humorista na legenda da imagem em que aparece ao lado de Giovani Bernardino.

Segundo Tokinho, os dois se conheceram pelo Instagram e foi amor à primeira vista. “Nós passamos o Natal e Ano Novo juntos. Ele é um fofo”, disse o influenciador para o Pheeno. Em seu perfil no Instagram, Giovani, que é comissário de bordo, também comemorou o namoro com Tokinho: “Quando você encontra o real sentido do que é parceria, companheirismo, respeito e admiração”, escreveu ele na legenda da foto em que aparece ao lado do influenciador.


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SER GAY NA ALEMANHA



PRECONCEITO NA ALEMANHA?



Colônia (Köln), a cidade mais gay da Alemanha



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