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NOTICIAS DO MUNDO GAY

Legislador da Virgínia Ocidental sugere que afogaria filhos caso fossem gays.




Em declaração feita durante uma entrevista para a WVVA, uma afiliada da NBC, o representante da Virgínia Ocidental, Eric Porterfield voltou a fazer declarações polêmicas. Após comparar a comunidade LGBT com o grupo Ku Klux Klan, ele afirmou que afogaria seu filho(a) caso fosse gay.

“Bem, eu vestiria minha filha primeiro, como eu a levaria para uma pedicure. Eu a levaria para fazer suas unhas e ver se ela poderia nadar”, ironizou Porterfield, dando a entender que a deixaria se afogar. “Se fosse meu filho, eu provavelmente o levaria para caçar, eu o levaria para pescar, depois veria se ele poderia nadar”, continuou.

Durante debate sobre uma lei que proibiria cidades e condados de proteger pessoas LGBT em suas leis anti-discriminação, Porterfield afirmou que as leis anti-discriminação eram “intolerantes” e “discriminatórias … sem sentido”. O legislador ainda usou a palavra “bicha” durante o debate enquanto discutia Milo Yiannopoulos. Por conta dos seus comentários, a liderança de seu partido no Partido Republicano repudiar as falas de Porterfield, dizendo que eles eram “odiosos, ofensivos e não refletem os valores de nosso país”.

Mulher perde dois dentes após ataque homofóbico na Bulgária.




Uma mulher foi vítima de um ataque lesbofóbico na capital Sofia, na Bulgária. Um homem lhe deu um soco no rosto no último domingo (10), enquanto ela passeava com o seu cachorro.

De acordo com o GayStarNews, Galya Petkova caminhava no parque quando o agressor de 40 anos se aproximou e a chamou de “bicha suja”. Ela tentou ignorá-lo, mas o homem a seguiu e antes que percebesse lhe deu o golpe no rosto.

O atentado fez Petkova perder dois dentes, além de quebrar um terceiro. “Eu não quero mais vê-lo nesta área”, disse ele. A vítima é proprietária de dois restaurantes na cidade, um deles dedicado para mulheres queer.

Apesar de seus ferimentos, Petkova disse acreditar que o homem que a atacou era mais uma vítima do que ela. “A verdade é que sinto muito pelo homem que me atacou. A violência gera violência. É assim que ele foi obviamente criado.”, disse ela.

“Eu gostaria que pudéssemos ser mais capazes de aceitar os outros como eles são. Sem julgar e sem preconceitos.”, declarou a empresária que ainda mandou um recado para que as pessoas heterossexuais criem seus filhos incentivando o respeito pela diferença.

“Espero que as pessoas comecem a entender que todos nós temos um lugar neste planeta”, disse ela. “E se eles não podem nos aceitar, pelo menos, não nos machuque. Também espero que chegue um momento em que os meus direitos serão os mesmos que os da minha irmã e do meu irmão.”, completou.

Ao contrário do que disse no JN, Bolsonaro se manifesta contra a criminalização da LGBTfobia.


Em entrevista, candidato diz que "tudo é coitadismo. Coitado do negro, coitado da mulher, coitado do gay, coitado do Nordestino, coitado do piauiense". (Foto: Dida Sampaio/Estadão)


‪Em outubro de 2018, logo após ganhar as eleições, em entrevista ao Jornal Nacional, presidente disse agressão homofóbica deveria ter pena agravada.‬

Como é praxe, o presidente Jair Bolsonaro se manifestou em suas redes sociais nesta quarta-feira, 13, sobre o julgamento no STF sobre a criminalização da LGBTfobia.

Bolsonaro compartilhou um texto sobre a posição da Advogacia-Geral da União sobre o tema, argumentando que essa não é tarefa da Justiça e sim do Legislativo.

“Em respeito aos princípios da democracia é que a AGU requer que a decisão sobre a tipificação penal da homofobia seja livremente adotada pelos representantes legitimamente eleitos pelo povo, nesse caso, o Congresso Nacional”, diz o texto.

E mais uma vez, o presidente se contradiz. Em 29 de outubro de 2018, logo após ganhar as eleições, em entrevista ao Jornal Nacional, a jornalista Renata Vasconcellos perguntou o que Bolsonaro diria para quem agride pessoas por conta da orientação sexual ou identidade de gênero. Confira a resposta:

“A agressão contra os semelhantes tem que ser punida na forma da lei e se for por um motivo como esse tem que ter pena agravada”.

Apesar de pressão evangélica, Toffoli mantém julgamento de ações sobre LGBTfobia.




Ministro se reuniu com 23 parlamentares da base parlamentar evangélica, que pediram que as duas ações fossem retiradas da pauta da Suprema Corte.

Apesar da pressão da frente parlamentar evangélica, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, decidiu manter para esta quarta-feira (13) o julgamento de duas ações sobre a criminalização da LGBTfobia, o que representará um teste para as relações entre o tribunal e o Congresso. A expectativa é a de que os votos longos dos ministros e a complexidade da questão façam com que o debate não seja encerrado na quarta.

O PPS e a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT) pretendem que o Supremo não apenas declare o Congresso omisso por não ter votado projeto de lei que criminaliza a LGBTfobia, mas também dê um prazo final para que os parlamentares aprovem uma legislação criminal que puna especificamente violência física, discursos de ódio e homicídios por conta da orientação sexual ou identidade de gênero da vítima.

Nesta terça-feira, Toffoli se reuniu por cerca de uma hora com 23 parlamentares da base parlamentar evangélica, que pediram que as duas ações fossem retiradas da pauta da Suprema Corte. Na ocasião, Toffoli frisou que a inclusão do tema na pauta atendeu a pedido do decano da Corte, ministro Celso de Mello, relator de um dos processos.

Em 14 de dezembro do ano passado, Toffoli divulgou a pauta completa do primeiro semestre do Supremo – inclusive a data em que as duas ações sobre LGBTfobia seriam julgadas.

Deputados se encontram com Toffoli para pedir equiparação da LGBTfobia ao crime de racismo.


Alexandre Padilha (PT-SP), Natália Bonavides (PT-RN), Erika Kokay (PT-DF), David Miranda (PSOL-RJ), o Ministro Dias Toffoli, Maria do Rosário (PT-RS), Bacelar (PODEMOS-BA) e Paulão (PT-AL). (Foto: Fellipe Sampaio)


Parlamentares se reuniram com o presidente do STF para solicitar celeridade processual no julgamento de matéria constitucional.

Um grupo de parlamentares formados por Alexandre Padilha (PT-SP), Natália Bonavides (PT-RN), Erika Kokay (PT-DF), David Miranda (PSOL-RJ), Maria do Rosário (PT-RS), Bacelar (PODEMOS-BA) e Paulão (PT-AL) se reuniram nesta terça, 12, com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, para solicitar celeridade processual no julgamento de matéria constitucional que equipara a LGBTfobia ao crime de racismo.

Nesta quarta, 13, serão julgadas pelo plenário do STF duas ações de extrema importância para a defesa dos direitos da população LGBTQI+ no Brasil. Uma pede a equiparação da LGBTfobia ao racismo — no que diz respeito ao rigor da condenação e cumprimento da pena — e a outra pede ao STF que oriente o legislativo para que aprovem uma lei criminal que puna especificamente violência física, discursos de ódio e homicídios por conta da orientação sexual e/ou identidade de gênero da vítima.

Segundo o deputado Paulão, “a realidade da maioria da população LGBTIQ+ continua marcada por violência, rejeição e preconceito. A homofobia, a desconfiança, a desinformação predominam e são mais fortes do que tolerância, o respeito, e a aceitação da diversidade. A liberdade de expressão sexual é uma conquista que ainda não está garantida”, concluiu.

Para a deputada Erika Kokay, o fato do Brasil ser o país que mais mata pessoas LGBTQI+ no mundo, é fundamental a equiparação da LGBTfobia ao crime de racismo. “O Brasil é o país que mais mata LGBTQI+ no mundo. A criminalização da homofobia é fundamental para assegurar os direitos da comunidade”.

Em 14 de dezembro do ano passado, Toffoli divulgou a pauta completa do primeiro semestre do Supremo – inclusive a data em que as duas ações sobre LGBTfobia seriam julgadas.

Também nesta terça-feira, Toffoli se reuniu por cerca de uma hora com 23 parlamentares da base parlamentar evangélica, que pediram que as duas ações fossem retiradas da pauta da Suprema Corte. Na ocasião, Toffoli frisou que a inclusão do tema na pauta atendeu a pedido do decano da Corte, ministro Celso de Mello, relator de um dos processos e que as ações vão continuar em pauta.

Dia histórico! Advogados gays, transexual e lésbica defendem criminalização da LGBTfobia no STF.


Maria Eduarda Aguiar, Paulo Iotti e Ananda Rodrigues 


O Supremo Tribunal Federal começou a julgar se equipara a LGBTfobia ao crime de racismo. Votação fica para quinta-feira, 14.

Dia histórico nessa quarta-feira, 13, em que o Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar se criminaliza a LGBTfobia. Defendendo as ações, três advogados gays, uma advogada transexual e outra lésbica.

Nas duas ações em julgamento, PPS (Partido Popular Socialista) e Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros (ABGLT) pedem a criminalização de todas as formas de ofensas, individuais e coletivas, homicídios, agressões e discriminações motivadas pela orientação sexual e/ou identidade de gênero, real ou suposta, da vítima.

O julgamento vai se estender por mais de um dia. Algum dos ministros pode também pedir vista (mais tempo para analisar os processos). A votação fica para esta quinta-feira, às 14h.

Após a leitura dos relatórios pelos ministros Celso de Mello e Edson Fachin, advogados de defesa formados por gays, trans e lésbicas começaram a apresentar seus argumentos na tribuna.

Primeiro a falar, Paulo Iotti, gay e autor das ações do PPS (Partido Popular Socialista) e a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros (ABGLT), citou vários casos de violência contra a população LGBTQI+ e defendeu que cabe ao Supremo garantir proteção aos nossos direitos.

“A Constituição exige a criminalização do racismo, da violência doméstica, para quê? Para proteger os grupos raciais minoritários, a mulher. Então, entendendo-se que a Constituição exige a criminalização da homotransfobia, ela o faz para proteger a população LGBTI em seus direitos fundamentais”, afirmou.


Paulo Iotti, gay e autor das ações do PPS (Partido Popular Socialista) e a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros (ABGLT). 


Em seguida, Tiago Gomes Viana, representando o Grupo Gay da Bahia, afirmou que há um “discurso demagógico” e que até agora a população LGBTQI+ tem obtido avanços de direitos apenas via Executivo e Judiciário.

“Até torcedor tem uma legislação para chamar de sua, o que é louvável, mas para pessoas LGBTQI+, não há uma legislação especifica nesse Congresso Nacional”, disse.



Ananda Rodrigues, do Grupo Dignidade – Pela Cidadania de Gays, Lésbicas e Transgêneros.


Depois da Frente Parlamentar Mista da Família e Apoio à Vida foi a vez da lésbica Ananda Rodrigues, do Grupo Dignidade – Pela Cidadania de Gays, Lésbicas e Transgêneros, dar sua sustentação oral. Ela disse que o objetivo não é atentar contra a liberdade religiosa de ninguém, argumentando inclusive que muitas pessoas LGBTQI+ são cristãos. Mas enfatizou que a transfobia mata todos os dias e que existe uma subnotificação desses crimes.


Maria Eduarda Aguiar, da Associação Nacional de Travestis e Transsexuais (Antra) e a primeira trans com carteirinha da OAB-RJ com nome social. 


Depois foi a vez da advogada Maria Eduarda Aguiar, da Associação Nacional de Travestis e Transsexuais (Antra) e a primeira trans com carteirinha da OAB-RJ com nome social. “É inadmissível pessoas subirem aqui para tripudiar da dor de pessoas LGBTQI+. É lamentável”, disse ela, em referência a atuação da Frente Parlamentar Mista da Família e Apoio à Vida.

Ela, que é transexual, citou os diversos crimes e situações às quais a população trans está submetida. Muitos são expulsos e de suas famílias e escolas e acabam tendo que se prostituir para sobreviver, lembrou ela, que ainda citou vários crimes de ódio contra os LGBTQI+.

“Crenças e ideologias não devem justificar violência”, defende jurista sobre julgamento do STF.




A possibilidade da criminalização da LGBTfobia tem gerado debates cada vez mais fundamentados e calorosos acerca do assunto. A decisão está nas mãos do Supremo Tribunal Federal (STF), que começou votação na quarta-feira (13). Em entrevista ao Brasil 247, o presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos de São Paulo (Condepe), Dimitri Sales, expôs sua opinião.

“Não se admite agressões a negros em razão da cor da sua pele, tanto quanto não se admitirá violências contra travestis em razão da sua identidade de gênero. Atos de discriminação e crimes de ódio passam a ter a mesma repreenda do Estado, pois todas estas vidas passam a ser consideradas, agora materialmente, iguais em dignidade e direitos“, explicou Dimitri.

Além disso, o jurista desta que, com a criminalização da LGBTfobia, será possível que o Estado identifique as razões das violências. A partir disso, poderá adotar políticas públicas mais efetivas de prevenção. Ao mesmo tempo, a Polícia Civil, Poder Judiciário e o Ministério Público poderão ser instrumentalizados do que for necessário para combater esse ódio.

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Postado por Andy | (1) Comente aqui!

Um comentário:

  1. Orgulho de assisti-los defendendo o direito dos LGBTIs existirem e não serem atacados apenas por serem quem são.

    Vergonha dos advogados ditos evangélicos defenderem o direito de poderem livremente discriminar quem não é e nem pensa como eles.

    Jesus deve se sentir constrangido de tanta gente que se diz ser seus seguidores mas que só agem como representantes do mal...

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