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NOTICIAS DO MUNDO GAY

Pela primeira vez em sua história, Tailândia tem candidata transexual ao cargo de premiê.


Pauline Ngarmpring (dir.), candidata trans ao posto de premiê da Tailândia, durante atividade de campanha eleitoral.


Se eleita, Pauline Ngarmpring quer legalizar a prostituição em um país que, apesar de ser um destino sexual, nunca permitiu que profissionais do sexo realizassem suas atividades legalmente.

Com objetivo de combater a LGBTfobia, a candidata é a primeira pessoa transexual a disputar o cargo de chefe de governo. Uma maneira, para Pauline Ngarmpring, de promover os direitos LGBT na Tailândia.

Aos 56 anos, Pauline Ngarmpring se tornará, em 24 de março, data das eleições legislativas na Tailândia, a primeira pessoa transexual a se candidatar ao cargo de primeiro-ministro na história do país, mesmo com poucas chances de ser eleita.

Em entrevista ao jornal Le Monde, a candidata diz ter entrado na disputa principalmente para defender “o mundo dos transexuais, lésbicas, gays e bissexuais”. “Os ocidentais têm uma falsa ideia do grau de tolerância que existe em relação aos transexuais na Tailândia”, explica. “Na verdade, estamos confinados ao universo do entretenimento e não somos aceitos como cidadãos.”

Exploração

No contexto tailandês, o termo entretenimento engloba tanto o mundo da televisão, onde a pessoa transexual pode aparecer em shows de variedades fazendo papeis sobretudo cômicos, ou o da prostituição, um mercado próspero na “Terra do Sorriso”. Em Bancoc, nos bairros de Patpong e Soi cow boy, as pessoas trans são dançarinas nuas no balcão e prostitutas em bares. A exploração, a intimidação e a frustração fazem parte do trabalho cotidiano das profissionais do sexo deste meio.

Se for eleita, Pauline quer “que o Parlamento legalize a prostituição” em um país que, apesar de ser um destino de turismo sexual, nunca permitiu que trabalhadores desse setor realizassem suas atividades legalmente, disse a candidata ao jornal francês.

O desprezo pelo “katoey” (expressão tailandesa para dizer “travesti”, que também significa “fruto cujas sementes não amadureceram”), Pauline já conhecia. Mas ela também rapidamente percebeu que sair do espaço reservado as travestis e transexuais para se aventurar em territórios ainda pouco explorados por pessoas como ela era algo arriscado: “Nas redes sociais, eu fui alvo de comentários muito pejorativos, do estilo: ‘Por que você não faz um trabalho de maquiadora?’ ou ‘Vista-se como uma mulher, mas não se meta com política!’. Os tailandeses, que dizem adotar uma atitude neutra em relação aos transexuais, na verdade, possuem sentimentos ambíguos em relação a nós”, afirmou.

Casamento e adoção

Pauline, que aparece na lista do partido Mahachon, que, dentro do contexto tailandês, pertence à esquerda liberal, tem objetivos políticos claros: casamento, possibilidade de adoção e obtenção de benefícios sociais para casais do mesmo sexo, bem como o direito de reivindicar oficialmente seu próprio gênero para transexuais. Acima de tudo, a candidata afirmou que deseja pôr um fim aos preconceitos e deixar claro que pessoas trans “podem ser médicos, advogados ou arquitetos”.

O partido Mahachon, preocupado com o difícil destino das minorias sexuais, nomeou uma pessoa transexual, Nadia Chaiyajit, como representante para discutir as questões de “diversidade de gêneros” durante a campanha eleitoral. Nadia insiste, como Pauline, no fato de que as pessoas transexuais possam escolher sua identidade social e seu gênero, “e não aquela que se encontra atualmente no passaporte e na carteira de identidade tailandesa”.

Ele também destaca as dificuldades enfrentadas pelos “katoey” na vida cotidiana: “Uma pesquisa indicou recentemente que 77% dos transexuais dizem ter sido vítimas de discriminação em suas vidas e 40% deles enfrentam situações de assédio sexual”.

Celso de Mello vota a favor da equiparação da LGBTfobia ao racismo.




Com um voto dividido em duas sessões, ministro do STF recebe elogios dos colegas. Julgamento vai continuar na quinta, 21.

Relator de uma das duas ações sobre a criminalização da LGBTfobia, o ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), defendeu hoje em seu voto que a LGBTfobia seja considerada um tipo de racismo. O ministro defendeu que a Lei do Racismo passe a ser aplicada para punir atos de de racismo com base na orientação sexual ou identidade de gênero.




Segundo Celso de Mello, o conceito de racismo previsto na Constituição abrange a discriminação a outros grupos sociais minoritários e não se aplica apenas ao preconceito contra a população negra. O racismo é tratado como crime inafiançável e imprescritível pela Constituição Federal.

“O que estou a propor limita-se à mera subsunção [integração] de condutas homotransfóbicas aos diversos preceitos de incriminação definidos em legislação penal já existente, na medida em que atos de homofobia e transfobia constituem concretas manifestações de racismo”, disse o ministro.

Em seu voto, Celso também considerou haver omissão do Congresso ao não aprovar uma lei que trate como crime atos de LGBTfobia.

O ministro defendeu que o Estado deve proteger minorias sociais de perseguição e preconceito de modo a assegurar o exercício de seus direitos.

“Sempre que um modelo de pensamento fundado na exploração da ignorância e do preconceito põe em risco a preservação dos valores da dignidade humana, da igualdade e do respeito mútuo entre pessoas, incitando a prática da discriminação dirigida a comunidades exposta ao risco da perseguição e intolerância, mostra-se indispensável que o Estado ofereça a proteção adequada aos grupos hostilizados”

O ministro Edson Fachin será o próximo a votar no julgamento. Fachin é relator da segunda ação sobre o tema. Em seguida, votam os outros nove ministros do Supremo. O julgamento vai continuar na quinta-feira (21).

O QUE PODE ACONTECER

*Supremo pode determinar que o Congresso Nacional crie uma lei tornando crimes atos de LGBTfobia. A definição de quais atos seriam crime e qual a pena a ser aplicada seriam estabelecidas pelo Congresso

*STF também pode decidir aplicar uma regra provisória para que a LGBTfobia já seja considerada crime mesmo antes de haver lei aprovada pelo Congresso

*As ações pedem ainda que seja aplicada a Lei de Racismo para punir os crimes praticados com base em preconceito contra pessoas LGBT

Agustin é convidado pela Damares para campanha de combate à violência contra as mulheres.


Agustin Fernandez ao lado da ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves.


Gay, maquiador usou as redes sociais para anunciar convite.

O maquiador Agustin Fernandez, que declarou apoio a Jair Bolsonaro e tem um sério problema de homofobia internalizada, usou as redes sociais para dizer que foi convidado pela ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, para a nova campanha de combate à violência contra as mulheres.

“Amores, a convite da ministra Damares estou desenvolvendo a campanha nova de combate à violência contra a mulher, que inclui capacitação profissional – trabalho voluntário no qual precisarei muito mas muito mesmo da ajuda de vocês”, postou Agustin.

Gay, o uruguaio já chegou a dizer que LGBTs morrem em boates por consumir drogas e pergunta “qual a diferença entre morrer por consumo de drogas em boates e morrer apanhando (de homofóbicos) na rua?”.

Além disso, o maquiador acha que exigir respeito é demais, afinal, “quem é que nunca foi preconceituoso com alguém?”.

Ainda na postagem sobre a campanha, o maquiador diz que “precisamos formar mulheres fortes, empoderadas e independentes”.

Justiça do Rio inocenta Jean Wyllys por ter chamado Bolsonaro de “fascista”, “burro” e “corrupto”.




A Justiça do Rio negou nesta terça-feira (19/02) o pedido de indenização, por danos morais, feito pelo presidente Jair Bolsonaro por uma entrevista concedida pelo ex-deputado federal Jean Wyllys em 2017. Na época, o então deputado federal Jair Bolsonaro afirmou que se sentiu ofendido pelo outro parlamentar na publicação do jornal O Povo, de Fortaleza (CE).

Segundo o processo, Wyllys usou termos como “fascista”, “desonesto”, “responsável por lavagem de dinheiro e caixa dois”, “burro”, “ignorante”, “desqualificado”, “racista”, “corrupto”, “canalha”, “nepotista” e “boquirroto”. O ex-deputado do PSOL disse, por sua vez, que a imunidade parlamentar é uma proteção adicional à liberdade de expressão. A juíza Márcia Hollanda, da 47ª Vara Cível da Capital, negou pedido de indenização.

“No caso em exame, apesar de reconhecer o inequívoco tom ofensor dirigido pelo réu ao autor, inclusive imputando-lhe a prática de crime de lavagem de dinheiro, na esteira da posição consolidada pelo Egr. Supremo Tribunal Federal, entendo que as declarações estão abarcadas pela imunidade parlamentar”, disse a magistrada em sua decisão.

Shopping de São Paulo é condenado por impedir selinho de casal lésbico.


Casal de lésbicas vencem indenização contra shopping que as impediu de dar um selinho 


A justiça de São Paulo condenou o Shopping Metrô Tucuruvi a indenizar um casal de lésbicas que foi impedido de dar um selinho dentro das dependências do local. O caso foi exposto por um amigo das vítimas, em relato publicado no Facebook.

As namoradas Marjorie e Thamires caminhavam pelo estabelecimento quando trocaram o selinho. Foi então que um segurança as abordou e pediu para que não repetissem o beijo ali. Indignadas com a atitude lesbofóbica, elas entraram com um processo contra o centro de compras.

O juiz deu parecer favorável às reclamantes e pediu ao shopping o valor de uma indenização sem prejuízo de apuração criminal. O valor da sentença não foi revelado. Por ter tramitado em julgamento, a decisão não cabe mais recursos.

“De fato, as autoras, foram expostas a situação vexatória, em público,simplesmente por conta da sua orientação sexual, sendo presumíveis a dor, humilhação,frustração e raiva que sentiram, situação que ultrapassa, e muito, o mero aborrecimento.”, disse o juiz na conclusão do veredicto.

Suspeito de matar mulher transexual em Sorocaba confessa crime, mas é liberado.


A transexual Samira Moreno, assassinada com dois golpes de faca na axila, em Sorocaba


A Polícia Civil de Sorocaba identificou o homem suspeito de ter assassinado uma mulher transexual no último dia 16. Samira Moreno foi atingida com golpes de facas nas axilas após uma discussão em um bar na zona norte da cidade paulista. As informações são do G1.

Segundo a delegada titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Luciane Bachir, ele confessou o crime. Como não houve flagrante, o assassino confesso foi liberado após dar o seu depoimento. Agora, a justiça que vai decidir se atenderá o pedido da policia de prendê-lo.

A investigação acredita que não houve LGBTfobia por divergências nos relatos colhidos pelas testemunhas e o autor do crime. A delegada contou que a vítima foi atingida por um canivete.

Pessoas que presenciaram a cena, contaram que o homem estava saindo do bar quando encontrou uma moça e começou a conversar com ela. Foi então que Samira teria se exaltado e exigido que a mulher deixasse o local. Então, o homem questionou a atitude da mulher transexual quebrou uma garrafa no rosto dele, foi então que ele desferiu os golpes contra a vítima.

O corpo de Samira Moreno foi enterrado durante a tarde de sábado, no Cemitério da Consolação.


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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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