terça-feira, fevereiro 19, 2019

POLÍTICA

Bebianno indica que vai deixar o governo Bolsonaro.


"Saímos de qualquer lugar com a cabeça erguida", escreveu Bebianno em sua conta no Instagram na manhã deste sábado (16).


“A tendência é essa, exoneração", disse o ainda ministro.

Ao que tudo indica, o Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno (PSL) vai mesmo deixar o governo de Jair Bolsonaro (PSL). E quem indica a saída é o próprio Bebianno.

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o ministro disse a jornalistas neste sábado (16) que o presidente pretende demiti-lo na segunda (18). “A tendência é essa, exoneração. Eu quero ver o papel com a exoneração, a hora em que sair o papel com a exoneração é porque eu fui exonerado”, afirmou.

Na manhã deste sábado, o ainda Secretaria-Geral da Presidência já havia postado uma mensagem sobre lealdade, já indicando sua saída.






Nos últimos dias, o jornal Folha de S. Paulo revelou que o PSL, partido do presidente Bolsonaro, financiou candidaturas laranjas durante as eleições. Começou então, um jogo de empurra dentro do PSL, entre o presidente do partido, Luciano Bivar, e Bebianno, que presidiu interinamente a sigla durante as eleições.

No fim da tarde de sexta (15), Jair Bolsonaro recebeu Bebianno no Palácio da Alvorada. Em conversa com aliados, o presidente teria sinalizado o afastamento do Secretário para a próxima semana.

Caso Bebianno: Tudo o que você precisa saber sobre a maior crise do governo Bolsonaro.




Aliados dão saída de ministro como certa; Nenhum anúncio oficial foi feito.

Você descuidou por um minuto da novela que se desenrola neste momento em Brasília e já não está mais entendendo nada do caso envolvendo Jair Bolsonaro, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, e o filho do presidente Carlos Bolsonaro?

Tentamos (Huffpost) fazer um resumo para você.

as afinal, o ministro Gustavo Bebianno segue ou não no cargo?

Começamos pela pergunta mais complicada mesmo. A perspectiva é que essa resposta só seja consolidada na próxima segunda-feira (18), mas o fim de semana é um período relativamente longo para uma crise deste tamanho. E o cenário não está nada favorável para o ministro.

Neste sábado (16), Bebianno disse a jornalistas, ao deixar o seu hotel em Brasília, que “a tendência é essa, exoneração”. 

Até o meio da tarde de sexta (15), Bebianno não tinha sido recebido por Bolsonaro, desde o início da crise. Em uma reunião com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, Bebianno soube que permaneceria no cargo.

A situação, no entanto, mudaria horas depois, quando Bolsonaro chamou o ministro ao Palácio da Alvorada para uma conversa descrita por assessores como ríspida. O que teria irritado o presidente foi o “troco” que Bebianno deu aos Bolsonaro ao divulgar mensagens privadas de WhatsApp trocadas entre ele e o ministro.

Qual foi o resultado da reunião com Bolsonaro?

Após a reunião, vários relatos acenavam para a saída de Bebianno. À Folha de S. Paulo, assessores disseram que o ministro avisou a aliados que deixará o cargo. Segundo o Estado de S. Paulo, Bolsonaro chamou Bebianno determinado a demiti-lo e Lorenzini estaria preparando uma “saída honrosa” para o colega - até por receio de que o ministro “saia atirando”. Há a informação ainda que um cargo de diretoria em uma estatal teria sido oferecido a Bebianno - mas ele não poderia aceitar já que foi presidente interino do PSL durante a campanha. O jornal O Globo também diz que Bebianno deixará o cargo.

Nenhum anúncio oficial havia sido feito até as 14h deste sábado (16).

Como tudo isso começou?

Nos últimos dias, o jornal Folha de S. Paulo revelou que o PSL, partido do presidente, financiou candidaturas laranjas durante as eleições. Começou então, um jogo de empurra dentro do PSL, entre o presidente do partido, Luciano Bivar, e Bebianno, que presidiu interinamente a sigla durante as eleições.

Bolsonaro, que, quando o escândalo emergiu, estava internado após uma cirurgia, tentou, junto com aliados, se afastar do caso.

Quando, nesta semana, Bebianno afirmou ao jornal O Globo que tinha falado com Bolsonaro por 3 vezes enquanto ele ainda estava no hospital, o filho do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro entrou em cena.

Chamou o ministro de mentiroso e - a gota d’água - divulgou um áudio privado de Bolsonaro dizendo a Bebianno que não falaria com ele. As duas mensagens de Carlos foram retuitadas pelo perfil do presidente.




Por que esta crise importa tanto?

Primeiro, porque a exoneração de um ministro, em menos de cem dias de governo, demonstra uma enorme instabilidade. O cenário se agrava pelo fato de Bebianno não ser qualquer ministro. Ele esteve muito próximo de Bolsonaro durante toda a campanha e era considerado um de seus principais escudeiros.

Outro fato importante é a instabilidade que isso cria na relação de Bolsonaro com seus ministros, assessores próximos e até com o Congresso. A atitude de Carlos não foi bem vista por aliados e militares - o fato de o filho do presidente ter acesso irrestrito às mensagens privadas do presidente (e poder divulgá-las publicamente a qualquer momento), além da força da influência dos filhos sobre o pai que o episódio mostrou, preocupam.

E isso ocorre quando o governo precisa ter sua proposta de Reforma da Previdência bem recebida no Congresso. O texto será apresentado aos parlamentares na próxima quarta (20).

Por que Bolsonaro simplesmente não controla o filho Carlos?

Essa é uma boa pergunta - e que gostaríamos de saber a resposta também. O Estado de S. Paulo chegou a noticiar que Bolsonaro teria concordado com os conselhos de assessores próximos de limitar a influência e o poder de Carlos - mas se Bebianno realmente sair, é o filho do presidente quem sai bem na fita ao conseguir retirar do governo seu desafeto.

Carlos é o filho mais raivoso do presidente e que não perde uma oportunidade de atacar a imprensa. Até na confusão que ele próprio criou com Bebianno, tentou culpar os jornalistas.

Família Bolsonaro tem intenção de criar 1 novo partido.


Os filhos do presidente (da esq. para a dir.): Carlos, Flávio e Eduardo


Os filhos do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), pretendem criar 1 novo partido, que seria uma reedição da antiga UDN (União Democrática Nacional).

A informação foi publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo e confirmada pelo Poder360. No entanto, essa operação não deve ser concluída no meio do processo de tramitação da reforma da Previdência, pois poderia atrapalhar a necessidade de aprovar o projeto.

A UDN era 1 partido de centro-direita, anti-getulista, que apoiou o golpe de 1964, mas foi extinto durante o regime militar. Manteve o 2º lugar na Câmara dos Deputados até 1962. Seu principal adversário era o PSD (Partido Social Democrático), de representação majoritária no Congresso –o PSD foi refundado em 2011.

A nova sigla seria responsável pelo projeto político de aglutinar lideranças da direita nacional que se identificam com o liberalismo econômico e com a pauta nacionalista e conservadora, defendida pelos Bolsonaros.

Nas eleições de 2018, a UDN, ainda em formação e sem registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), foi 1 dos partidos sondados por interlocutores de Jair Bolsonaro para a disputa pela Presidência.

De acordo com o TSE, o novo partido é 1 dos 75 em fase de criação e está em processo de homologação.

CRISE NO PSL

O atual partido dos Bolsonaros é o PSL, que está sob suspeita de desviar verba pública nas eleições de 2018 por meio de candidaturas laranjas. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, determinou a investigação do caso.

O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, está no centro da crise que envolve as candidaturas laranjas no partido. O vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) chamou o ministro de mentiroso após Bebianno dizer que conversou com Bolsonaro sobre o caso. O presidente endossou o filho.

Na próxima 2ª feira (18.fev.2019), Bebianno, que foi xingado pelo presidente, deve ser demitido.

Carlucho e primo implodem o goveno BOL




FANTÁSTICO HUMILHA DAMARES - OS LARANJAS DO BOLSONARO



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