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POLÍTICA

Senado elege Mesa Diretora e dá cargo a Flávio Bolsonaro.




Filho do presidente Jair Bolsonaro é investigado por movimentações financeiras suspeitas e lavagem de dinheiro.

O Senado Federal elegeu, nesta quarta-feira (6), os integrantes da Mesa Diretora. A votação prevista para sábado foi adiada, após a escolha do presidente, Davi Alcolumbre (DEM-AP). Filho do presidente Jair Bolsonaro e investigado por movimentações financeiras suspeitas, Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), foi eleito 3º secretário.

O 3º e o 4º secretários são responsáveis por contar os votos e auxiliar o presidente na apuração das eleições. Todos integrantes da Mesa também fazem parte da Comissão Diretora da Casa, que dá redação final às propostas de iniciativa do Senado e aquelas originadas na Câmara dos Deputados e alteradas por emendas aprovadas pelos senadores. O colegiado também analisa requerimentos de tramitação conjunta de matérias correlatas.




Para 1º vice-presidente, foi eleito Antonio Anastasia (PSDB-MG). Lasier Martins (Podemos-RS) foi escolhido 2º vice-presidente e Sérgio Petecão (PSD-AC), 1º secretário. Para 2º secretário, foi eleito Eduardo Gomes (MDB-TO). Já Luis Carlos Heinze (PP-RS) ficou como 4º secretário. 

A votação da chapa única foi aberta e resultado de um acordo entre Alcolumbre e líderes fechado na última terça-feira (5). Foram 72 votos a favor, 2 contra e 3 abstenções. A distribuição de cargos considera o tamanho das bancadas e a acomodação de aliados do democrata.

A próxima etapa é a escolha dos presidentes das comissões temáticas. Em uma das negociações, o PSDB abriria mão do comando da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), a principal da Casa, se o MDB indicar Simone Tebet (MDB-MS).

De acordo com as tratativas, Infraestrutura deve ficar com com o PP, Relações Exteriores com o Podemos e o PSD com Assuntos Econômicos, onde Omar Aziz (PSD-SP) vai assumir o comando.

Os cargos da Mesa atuam por um mandato de dois anos. Os postos incluem funções administrativas que podem impactar no ritmo de tramitação de propostas legislativas.

Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro foi indicado para o cargo pela bancada do PSL.  Ele é investigado, na esfera cível, na Justiça do Rio. Relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) identificou depósitos suspeitos na conta do parlamentar que somam R$ 96 mil, além de um pagamento de R$ 1 milhão de um título bancário da Caixa Econômica Federal.

O novo relatório foi feito a pedido do Ministério Público do Rio, que investiga movimentação financeira atípica de assessores parlamentares da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio). Foram abertas 22 investigações contra funcionários e ex-funcionários da Alerj. A suspeita é de que eles devolviam parte dos salários.

Um dos investigados é Fabrício Queiroz, que trabalhou no gabinete de Flávio Bolsonaro. De acordo com as investigações, as transações suspeitas somam R$ 7 milhões em 3 anos e podem revelar prática de lavagem de dinheiro ou “ocultação de bens, direitos e valores”.

O senador também é alvo de outra investigação. Nesta quarta, a Procuradoria-Geral da República (PGR) recebeu um inquérito da Polícia Federal (PF) em Flávio Bolsonaro é suspeito de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica eleitoral. De acordo com o jornal O Globo, o caso envolve “negociações relâmpago de imóveis” que teriam resultado no “aumento exponencial” do patrimônio do filho do presidente.

Em nota divulgada à imprensa, o parlamentar afirmou que “a denúncia desprovida de fundamentação foi feita por um advogado ligado ao PT com o único intuito de provocar desgaste político” e que ele tem “absoluta certeza” de que o caso será arquivado.

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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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