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NOTICIAS DO MUNDO GAY

Paciente de Londres: Cura do HIV é alcançada em 2º paciente e dá esperança à epidemia global de AIDS.




Pela segunda vez, desde o início da epidemia global de AIDS, um paciente soropositivo parece ter sido curado da infecção por HIV, vírus que causa a doença. Este é segundo caso de sucesso. Há 12 anos, Timothy Ray Brown, chamado de “paciente de Berlin”, foi o 1º paciente livre da doença.

Há muitos anos cientistas e pesquisadores tentam reproduzir o sucesso da cura de Brown, mas métodos são perigosos e já falharam em outros pacientes. A notícia que pode revolucionar o tratamento foi divulgada nesta terça-feira (5) pela revista científica norte-americana Nature.

O paciente, identificado apenas como “paciente de Londres”, recebeu há três anos células-tronco da medula óssea de um doador com uma mutação genética rara que resiste à infecção do HIV. O uso dos remédios retrovirais foi interrompido e cerca de 18 meses depois, exames não mostram a infecção.

“Não existe vírus ali que consigamos medir. Não conseguimos detectar nada”, disse Ravindra Gupta à revista. Ele é professor e biólogo especializado em HIV que coliderou a equipe de médicos que trata o paciente em questão.

A cura de Timothy Ray Brown

Timothy foi diagnosticado positivo para o HIV em 1995, um ano antes do surgimento do coquetel antirretroviral, quando ainda vivia em Berlim, na Alemanha.

Em 2006, foi diagnosticado com outra doença, em nada relacionada com o HIV: leucemia mielóide aguda, enquanto ainda morava em Berlim. A partir dessa doença, ele foi submetido a um tratamento e foi curado da AIDS.

Mas Gupta pondera ao afirmar que ainda não é possível dizer que o paciente está curado. Segundo ele, “isso só pode ser demonstrado se o sangue do paciente permanecer livre de HIV por mais tempo”. No estudo, ele descreveu o paciente como “funcionalmente curado” e “em remissão”.

A revista Nature informa que, até agora, o organismo do paciente está respondendo de forma semelhante ao de Timothy Brown. Diagnosticado com HIV em 2003, o “paciente de Londres” desenvolveu um tipo de câncer no sangue que não respondia à quimioterapia ― assim como “paciente de Berlin”. Ambos necessitaram de um transplante, no qual células foram destruídas e substituídas por células-tronco transplantadas de um doador saudável.

Mas, ainda segundo a Nature, o novo paciente recebeu um tratamento um pouco mais leve que o feito anteriormente, para se adaptar melhor ao transplante. Junto com a quimioterapia, foi aplicada um outro tipo de droga que atinge células cancerosas. Enquanto Brown recebeu radioterapia em todo o corpo, além de um medicamento de quimioterapia.

A cura é possível?

Por mais que Ravindra Gupta tenha ponderado e outros especialistas se refiram ao caso como “remissão de longo termo” e não garantem que o vírus não irá retornar, outros especialistas classificaram a notícia como “cura”.

“Isso vai inspirar as pessoas que a cura não é um sonho”, disse Annemarie Wensing, virologista do Centro Médico da Universidade de Utrecht, na Holanda, ao NY Times. ”É alcançável. Sinto-me responsável por ajudar os médicos a entender como isso aconteceu para que eles possam desenvolver ciência.”

Os números da Aids no Brasil e no mundo.

O Ministério da Saúde estima que cerca de 866 mil pessoas vivam com HIV/AIDS no Brasil, sendo 731 mil já diagnosticadas. Até setembro de 2018, 585 mil estavam em tratamento e recebiam os antirretrovirais pelo SUS. O investimento destinado para o departamento de HIV/Aids em 2018 foi de R$ 1,7 bilhão. Os recursos vêm integralmente dos cofres da União.

Cerca de 37 milhões de pessoas em todo o mundo estão infectadas com HIV, e a pandemia de AIDS já matou cerca de 35 milhões de pessoas em todo o mundo desde que surgiu nos anos 1980.

Pesquisas científicas sobre o vírus complexo feitas nos últimos anos levaram ao desenvolvimento de combinações de remédios que podem controlá-lo na maioria dos pacientes. O sucesso surpresa agora confirma que a cura para H.I.V. infecção é possível, mesmo que difícil.

Bolsonaro usa fake news para atacar jornalista do Estadão.




“Quando um governante mobiliza parte significativa da população para agredir jornalistas e veículos, abala um dos pilares da democracia”, dizem OAB e Abraji.

Dando continuidade à estratégia de ataque à imprensa, o presidente Jair Bolsonaro usou uma informação falsa para atacar a jornalista Constança Rezende, do jornal O Estado de S.Paulo. Em seu perfil no Twitter, o presidente atribuiu falsamente à repórter a declaração de que teria intenção de “arruinar Flávio Bolsonaro″ e buscar o impeachment do presidente.

A frase teria sido dita, segundo um jornalista francês citado pelo Terça Livre, site bolsonarista que dissemina fake news. Na conversa divulgada, a repórter fala da cobertura jornalística das investigações de Fabrício Queiroz, ex-motorista do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente.

No diálogo, em inglês, a jornalista em nenhum momento fala em “intenção” de arruinar o governo ou o presidente. O áudio tem frases truncadas e com pausas e não foi divulgado na íntegra.

De acordo com o Estado de São Paulo, Constança não deu entrevista ao jornalista francês. As falas são de uma conversa que ela teve em 23 de janeiro com uma pessoa que se apresentou como Alex MacAllister, suposto estudante interessado em fazer um estudo comparativo entre Bolsonaro e Donald Trump.

Segundo o site de checagem de informações Aos Fatos, a falsa acusação também foi divulgada pelo site República de Curitiba. Tanto essa plataforma quanto o Terça Livre publicaram desinformação checada por pelo Aos Fatos 6 vezes.

Bolsonaro e Fake News

O episódio é um dos temas mais comentados do Twitter, com a tag #BolsonaroÉfakenews e provocou críticas da oposição. A deputada federal Talíria Petrone (PSol-RJ) chamou de “grave” um chefe de Estado espalhar informações falsas. “Nossa democracia vai mal”, escreveu.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) classificou o caso como o “ataque mais vil trata-se contra a liberdade de expressão” e uma tentativa de “encobrir falcatruas” do filho.

Relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) identificou depósitos suspeitos na conta de Flávio Bolsonaro que somam R$ 96 mil, além de um pagamento de R$ 1 milhão de um título bancário da Caixa Econômica Federal.

Em outra investigação, o parlamentar é suspeito de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica eleitoral. O caso envolve “negociações relâmpago de imóveis” que teriam resultado no “aumento exponencial” do patrimônio do filho do presidente.

Jornalistas também criticaram a ação de Bolsonaro e demonstraram solidariedade à Constança. O repórter Jamil Chade, também do Estadão, chamou o caso de “demonstração da ofensiva suja e da manipulação contra a imprensa”.

Em nota conjunta, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) repudiaram o ato. “Quando um governante mobiliza parte significativa da população para agredir jornalistas e veículos, abala um dos pilares da democracia, a existência de uma imprensa livre e crítica”, diz o texto.

Mesmo após eleito presidente, Bolsonaro mantém a estratégia de compartilhamento de conteúdo falso ou duvidoso e os ataques à imprensa. O objetivo, segundo especialistas, é manter seu eleitorado mobilizado, evitar questionamentos de repórteres e alavancar a desconfiança dos brasileiros em relação ao jornalismo.

Damares afirma: “já que a menina é igual, ela aguenta apanhar”.




A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves voltou a polemizar nesta sexta-feira (8). A bola da vez, ocorreu durante um evento de lançamento de uma campanha contra violência doméstica. Para a ministra, é necessário incentivar a ideia de que meninas são iguais em direitos e oportunidades, mas diferentes por serem mulheres e precisam ser respeitadas como tal.

“Enquanto meninos acharem que são igual a meninas, como se pregou no passado algumas ideologias, ‘já que a menina é igual, ela aguenta apanhar’. Nós vamos dizer para meninos que meninas são iguais em oportunidades e direitos, mas diferentes fisicamente, e precisam ser amadas. Nós vamos ensinar isso a nossos meninos”.

A ministra ainda salientou a necessidade de educar os meninos, desde a tenra idade, a oferecerem um tratamento excepcional às meninas. Para ela, uma maneira eficaz de propagar o respeito, é ensiná-los a levar flores para elas e abrir a porta do carro. Afinal, é preciso trazer à tona a delicadeza feminina.

“Nós vamos ensinar nossos meninos nas escolas a levar flores para as meninas. Por que não? A abrir porta do carro para mulher, por que não? A se reverenciar para uma mulher, por que não? Nós não vamos estar colocando a mulher em condição de fragilidade, mas nós vamos elevar a mulher para o patamar de um ser especial, pleno e extraordinário. E é isso que a gente quer fazer lá na escola.”

Violência contra mulheres

É do conhecimento de todos os números exorbitantes registrados de violência contra mulher. Apesar de alguns veículos desonestos tentarem maquiar a verdade dos fatos, vendendo levantamentos inócuos sobre a questão. Agressões são ,comumente, ocorridas em casa ou em ambientes laborativos.

“Isso envolve treinamento, capacitação e trabalho de campo. E nosso o governo tem que contribuir. A ideia é enfrentar a violência contra o público feminino. Profissionais da área da beleza treinados para orientar suas clientes. Todos os casos de agressões devem se denunciados. As depiladoras, por exemplo, conseguem identificar agressões pois são as que mais têm acesso ao corpo da mulher”.

Segundo estipulado pelo Globo, Damares Alves e o ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, assinaram na manhã desta sexta-feira um acordo de cooperação técnica para estabelecimento de políticas públicas de combate à violência doméstica e familiar.

Youtuber Guigo Kieras relata que sofreu Ataque Homofóbico de Policiais após Bloco de Carnaval em SP.




Um grupo de policiais militares foi flagrado agredindo um folião durante a passagem do bloco Largadinho, da Claudia Leitte, na tarde deste sábado (9), na Avenida Marquês de São Vicente, na região central de São Paulo. Chovia forte no momento e o carnaval precisou ser interrompido.

As imagens mostram os policiais militares arrastando Guilherme Kieras, 29 anos, para perto das viaturas. Um deles dá um soco na boca de Guilherme, que continua sendo arrastado e agredido.

Em outro caso de violência policial, PMs usaram balas de borracha, bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta para dispersar integrantes de um bloco na Barra Funda, na noite de terça-feira (5). O governador João Doria (PSDB) chegou a apoiar a ação policial, mas mudou de opinião .




A cena começou na frente na marquise de uma churrascaria. Guilherme e seu amigo, João Henrique Félix, 27 anos, foram se abrigar da chuva. Quando chegaram, vários policiais militares já estavam no local. Eles pediram para que os dois saíssem.

Os amigos disseram que obedeceram e correram para se abrigar sob uma árvore. Foi então que os policiais foram até eles e disseram que os dois não poderiam permanecer ali também.

“Nós estávamos no meio do bloco na Barra Funda e já estava quase no final. Começou a chover muito, então, o povo começou a se abrigar embaixo de marquises, embaixos de ponto de ônibus para tentar fugir da chuva. Eu e um amigo saiu em busca de abrigo e a gente encontrou uma marquise de um restaurante que tinha próximo ali do bloco, nós tentamos ficar embaixo”, disse Guilherme.

Segundo ele, os policiais pediram para eles saírem do local. “Alguns policiais tinham cercado aquela área como deles, então eles preferiam que as pessoas não invadissem, então eles não deixaram que a gente entrasse. A gente tentou entrar elas falaram: não, vocês não podem entrar aqui. A gente não questionou e andou por mais alguns dois ou três metros, onde tinham algumas árvores e a gente se alojou embaixo delas e se abraçou para se proteger do frio.”


Camiseta de Guilherme Kieras ficou suja de sangue após agressões feitas por policiais militares no carnaval de SP 


Guilherme contou que foi neste momento que começou a ser agredido. “Uns policiais foram até a gente e um deles falou que ali também não podíamos ficar. Eu questionei já que não estava atrapalhando o trabalho dos policiais, não tinha ninguém por ali e não havia nenhum problema aparente. Nisso nós fomos respondidos com cacetadas, eles saíram correndo atrás da gente. Meu amigo foi para um lado, eu fui para o meio da multidão, meu amigo caiu no chão mas conseguiu se safar da polícia depois de levar algumas porradas.”

O publicitário, que é conhecido nas redes sociais como Guigo Quieras e tem mais de 100 mil seguidores, disse que foi torturado. “Acabei sendo pego, fui arrastado até uma rua afastada, onde estavam os carros da PM estacionados. Ali foram socos, pontapés, porrada na boca, mata-leão, foi uma sessão de tortura.”

Ele levou três pontos na boca e teve de esperar seis horas na delegacia para registrar o Boletim de Ocorrência. Ele fez exame de corpo delito. Os dois amigos estão cheios de marca de cassetetes pelo corpo.




Policiais foram afastados

Segundo o capitão Osmário Ferreira, porta-voz da PM, os policiais que aparecem no vídeo foram afastados. “Durante o carnaval, somente neste final de semana, tivemos 10 mil policiais em serviço em toda a capital, a gente tem certeza que esse é um fato isolado. Lamentamos o fato, assim que tivemos conhecimento do fato já instauramos de pronto um inquérito policial militar e os policiais permanecerão afastados até a sua conclusão.”

Ferreira disse que “dentro da missão da Polícia Militar, um dos principais pontos é proteger a vida, fazer cumprir a lei, também cumprir a lei e sempre combatendo o crime.”

Perguntado se houve excesso dos policiais, o porta-voz da PM disse que “isso será investigado durante todo o processo. As imagens foram encaminhadas para o 4º Batalhão, que já instaurou inquérito policial militar, uma autoridade analisará todos os fatos e tomará todas as providências. Os policiais já foram afastados e estão sendo ouvidos”.

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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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