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NOTICIAS DO MUNDO GAY

'TRUMP BRASILEIRO' VISITA TRUMP.


Bolsonaro chega a Washington para encontro que privilegiará EUA na relação


O presidente Jair Bolsonaro chegou na tarde deste domingo (17) a Washington para uma visita com peso simbólico importante, mas que, na prática, trará muito mais concessões do lado brasileiro do que do americano.

A principal prova disso é o anúncio que Bolsonaro fará da isenção de vistos para americanos - uma medida unilateral e que não encontra qualquer promessa de recriprocidade a curto ou médio prazo.

Ou seja: brasileiros continuarão precisando passar pelo processo de visto americano - atualmente com uma taxa de recusa de 12,7% para os solicitantes do País -, enquanto os americanos poderão embarcar para o Brasil sem um visto.

Nem mesmo um “meio-termo”, que seria a inclusão do Brasil no chamado “Global Entry”, que agiliza a entrada nos Estados Unidos de viajantes frequentes, como empresários, não deve ser fechado nesta semana. Hoje 11 países têm esse acordo com os EUA, entre eles Argentina e Colômbia.

O chanceler Ernesto Araújo defende a decisão de liberar a isenção de vistos unilateralmente como uma forma de fomentar o turismo no Brasil. O argumento é que um passo já tomado na facilitação da concessão de vistos a americanos - o adoção do visto eletrônico - já garantiu um maior fluxo para o Brasil.

Parte dos diplomatas, no entanto, considera a decisão um erro, já que tira qualquer poder de barganha do País para tentar negociar uma flexibilização sobre vistos do lado oposto também.

Um dos maiores defensores da decisão unilateral, ao lado de Araújo, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente e que acompanha Bolsonaro na viagem a Washington, sugeriu que os EUA estão certos em não liberar a isenção de vistos aos brasileiros. Ele assumiu a presidência da Comissão de Relações Exteriores da Câmara na última semana.

“Será que estou falando um grande absurdo ao dizer que, sem a necessidade de visto, várias pessoas entrariam nos EUA de maneira ilegal e ilegalmente permaneceriam lá? Acredito que não”, disse Eduardo.

Segundo ele, os brasileiros que vivem de forma ilegal nos Estados Unidos são “uma vergonha” para o Brasil.

“A pergunta que faço é a seguinte: quantos americanos vão vir morar ilegalmente no Brasil com essa brecha? E se os EUA permitirem que o brasileiro entre lá sem visto? Quantos brasileiros vão se passar por turista para vir morar ilegalmente aqui?”, afirmou, durante um evento em Washington, que antecipou a visita de Bolsonaro.

Além de EUA, o Brasil vai liberar unilateralmente a isenção de vistos para cidadãos de Japão, Austrália e Canadá.

Outro sinal de que a visita de Bolsonaro a Washington promete ser mais proveitosa para o lado americano é a decisão que a comitiva brasileira deve anunciar de derrubar as tarifas para importação de trigo americano.

Segundo a Folha de S. Paulo, o Brasil deve abrir uma cota, livre de tarifa de importação, de 750 mil toneladas de trigo, o que representa 10% do total das importações do cereal pelo Brasil.

Por outro lado, não há qualquer sinal de que os Estados Unidos pretendam rever o embargo à carne bovina in natura brasileira, imposto em 2017 por questões fitossanitárias. Tampouco há esperança de que o governo americano faça qualquer movimento no sentido de acabar com as barreiras tarifárias sobre o açúcar brasileiro.

Acordo para uso da Base de Alcântara

Um dos principais anúncios da visita deve ser o de um acordo de salvaguardas tecnológicas para a utilização comercial da Base de Alcântara, no Maranhão.

Os Estados Unidos tentam há 2 décadas fechar esse acordo com o Brasil, para que a base sirva de lançamento para satélites americanos. Estrategicamente posicionada próximo à linha do Equador, a base garante uma economia de até 30% de combustível nos lançamentos.

Neste caso, no entanto, a expectativa é que o acordo também seja bom para o Brasil. Segundo dados da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos, o mercado de lançamentos comerciais de satélites movimentou, apenas em 2017, cerca de US$ 3 bilhões.

O texto do acordo, no entanto, ainda precisará ser aprovado pelo Congresso. Em 2000, durante o governo FHC, um acordo para o uso americano de Alcântara foi barrado - inclusive com um voto contrário do então deputado Jair Bolsonaro à proposta.

O acordo que será apresentado durante a visita teria a duração de 1 ano - podendo ser renovado.

Temas importantes para o Brasil e para o setor empresarial como um acordo para o fim da bitributação e um avanço em negociações de livre comércio entre os dois países não devem ser abordados desta vez. O que é possível é que os dois presidentes falem em um protocolo de intenções no sentido de facilitar o comércio.

Programação terá almoço na Casa Branca 

Neste domingo, Bolsonaro participa de um jantar oferecido pelo embaixador brasileiro, Sérgio Amaral, na residência do diplomata.

A lista de convidados, no entanto, teria sido elaborada pelo diplomata Nestor Forster, um dos nomes apontados como possível substituto de Amaral à frente da embaixada, segundo a Folha de S. Paulo.

Entre os nomes que devem comparecer está o guru dos Bolsonaro, Olavo de Carvalho, que vive na Virgínia, e Steve Bannon, ex-estrategista de Donald Trump que foi expulso de seu governo mas ganhou força como líder da extrema-direita internacional.

Fundador do The Movement, grupo criado para rejeitar a “influência globalista” no mundo, Bannon nomeou Eduardo Bolsonaro como seu representante para a América do Sul.

Na segunda-feira (18), Jair Bolsonaro dará uma entrevista à rede de TV conservadora Fox News e discursará em um evento na Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos.

À noite, será a vez de jantar com empresários e investidores, entre eles a presidente da Boeing América Latina, Donna Hrinak, e Roy Harvey, CEO da Alcoa.

O dia mais aguardado, no entanto, é a terça-feira (19), quando ele será recebido por Trump e almoça na Casa Branca. A previsão é de que os dois presidentes falem com os jornalistas nos jardins da Casa Branca após o encontro.

Acompanham o presidente os ministros Paulo Guedes (Economia), Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Augusto Heleno (GSI), Sergio Moro (Justiça), Tereza Cristina (Agricultura) e Ricardo Salles (Meio Ambiente).

Venezuela e OCDE não devem agradar os dois lados

A principal expectativa de Trump para o encontro é Venezuela, mas o governo brasileiro já disse que não apoia uma solução militar para o País vizinho.

A resistência vem, principalmente, dos militares brasileiros, que ainda mantêm um certo diálogo com os colegas venezuelanos - canal que pode ser fundamental na tentativa de uma solução pacífica para a crise.

Venezuela já era o tema prioritário com o Brasil para Trump desde que Michel Temer foi chamado pelo americano para um jantar em Nova York, com outros líderes sul-americanos, em 2017.

Mas se Trump não deve sair satisfeito do encontro em relação a Venezuela, o mesmo pode se dizer do governo brasileiro em relação ao seu pleito de ter o apoio americano à entrada do Brasil na OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

O apoio americano ao Brasil à entrada no seleto grupo, que seria fundamental para aumentar a credibilidade do País junto a investidores, encontra resistência entre assessores do presidente americano.

‘Deferências’ a Bolsonaro

O governo brasileiro, nos últimos dias, ressaltou os gestos simbólicos feitos pelo governo Trump que demonstram uma certa deferência a Bolsonaro durante a visita.

Uma delas é ter oferecido a Blair House, a casa de hóspedes da Casa Branca, para que o presidente brasileiro ficasse durante a visita. Os ex-presidentes Dilma Rousseff, Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso também pernoitaram na mansão próxima à Casa Branca.

Outro gesto importante ao presidente brasileiro - que nunca escondeu publicamente sua admiração por Trump - é a coletiva de imprensa prevista para o Rose Garden, jardim da Casa Branca que fica entre o Salão Oval e a Ala Oeste, onde geralmente são feitos importantes anúncios pelos mandatários americanos.

Ali é possível que Trump anuncie que o Brasil se tornará um “aliado prioritário extra-Otan”, o que facilitaria o acesso a acordos de cooperação militar e tecnológica. Países como a Argentina, Israel, Japão e Coreia do Sul têm o mesmo status.

Em jantar, Olavo chama Mourão de ‘idiota’ e diz que governo ‘pode acabar em 6 meses’

Na noite de sábado (16), antes da chegada do presidente Bolsonaro, Bannon, Olavo e Eduardo Bolsonaro participaram de um evento no Trump International Hotel, próximo à Casa Branca, em homenagem ao guru brasileiro.

Olavo de Carvalho disparou mais uma vez contra o vice-presidente, general Hamilton Mourão, a quem chamou de “idiota”, e disse, na frente do filho do presidente, que se o governo Bolsonaro continuar como está, vai acabar “em seis meses”.

“Se tudo continuar como está, já está mal. Não precisa mudar nada para ficar mal. É só continuar isso mais seis meses e acabou”, disse Olavo.

Manifestantes se reúnem em Washington contra visita de Bolsonaro.



Pessoas protestam contra o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, próximo a Blair House em Washington nos Estados Unidos 


Uma manifestação contra a visita do presidente Jair Bolsonaro (PSL) aos Estados Unidos e o líder americano Donald Trump acontece neste domingo, 17, em Washington, D.C. O brasileiro deverá chegar à capital dos EUA na tarde de hoje.

Segundo a organização e um policial no local, por volta das 13h do horário local, 50 pessoas se reuniam na Lafayette Square, ao lado da Casa Branca, residência oficial do presidente americano. Uma parte do grupo chegou a se concentrar nas proximidades da Blair House, onde o brasileiro ficará hospedado.

O evento é promovido pela organização DC United Against Hate, formada após a eleição de Trump em 2016 e que afirma lutar contra a extrema-direita, racismo e agressões contra minorias.

Manifestantes carregam cartazes com fotos de Bolsonaro e Trump, e frases como “Ele não”, slogan da campanha contra o presidente do Brasil durante as eleições de 2017.

Além de palavras de ordem contra o brasileiro, eles gritam “Marielle presente” e “Lula livre”. A construção de um muro na fronteira com o México, defendida por Trump, também é alvo dos protestos.

“A linguagem que Bolsonaro usa é muito similar à de Trump”, diz o americano Michael Shallal, da organização DC United Against Hate, citando os líderes brasileiro e americano como exemplos do crescimento da extrema-direita no mundo.

“Ele coloca muitas pessoas em risco”, afirmou, relacionado o presidente brasileiro com os suspeitos presos pelo assassinato da vereadora Marielle Franco.

A advogada americana Jessica Bronson trouxe o filho para a manifestação.  “É muito irritante e triste que ele esteja nos EUA visitando seu amigo Donald Trump”, diz.


Protesto contra o presidente Jair Bolsonaro, em Washington D.C.


“Eu estou muito incomodada com como ele tem tratado os cidadãos vulneráveis no país e enojada com quão o contra mulheres, negros e LGBT ele é”, completa.

A brasileira Mariana Prado também relaciona algumas das políticas de Trump com as do atual governo brasileiro.

“Um dos motivos que mais me preocupa é que o discurso de ódio do Bolsonaro legitima o preconceito e a violência. Assim como vi com a eleição do Trump”, diz a mestranda de 24 anos, que mora há 8 anos nos Estados Unidos.

Mariana conta que passou a sofrer ataques por ser imigrante e latina após o início do governo do líder republicano.

“Isso nunca tinha acontecido antes”, diz. Líderes da manifestação que se pronunciaram no evento também criticaram o governo de Bolsonaro pela inação diante da situação na Venezuela.



“Estava certo ao sair do país”, dispara Jean Wyllys sobre prisão de suspeitos da morte de Marielle.




O ex-deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) se pronunciou sobre a prisão dos suspeitos do assassinato da vereadora Marielle Franco. O crime, que também tirou a vida do motorista Anderson Gomes completa um ano nesta quinta-feira (14).

Em entrevista à coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, Wyllys afirmou que o esta terça-feira (12), foi um dia “dificílimo”. Ele ainda concluiu que “o maior impacto foi mostrar que eu estava certo ao sair do país”, analisou.

Jean renunciou o posto de deputado federal no último 24 de janeiro. A decisão foi tomada após receber ameaças nos últimos anos e que se intensificaram após a morte de Marielle. Além de desistir da vida política, ele também anunciou a sua saída do Brasil.

O político classificou como “enojante”, o fato do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel conduzir a entrevista coletiva sobre o caso. “Marielle foi difamada pela mesma rede que o ajudou a se eleger. Ele e Jair Bolsonaro foram beneficiados”, justificou.

Wyllys se refere ao episódio que Witzel e correligionários, quebraram uma das placas de rua com o nome de Marielle, durante a sua campanha política. “É preciso entender a trama desse assassinato, é preciso saber se ela está conectada com o resultado das eleições”, completou.

Julgamento que discute a criminalização da LGBTfobia não tem data para retornar ao STF.




A próxima quinta-feira (21) será marcada por completar-se um mês desde que o julgamento que discute a criminalização da LGBTfobia foi suspenso no Supremo Tribunal Federal (STF). A demora para a decisão deve se estender ainda mais, já que não há previsão para a sua retomada.

Até o último dia antes da interrupção em 21 de fevereiro, os quatro ministros da Corte que votaram, se mostraram a favor em tornar a discriminação por conta da condição sexual ou identidade de gênero, fosse criminalizada. É necessário mais dois votos, dos sete restantes, para que a medida seja aprovada. 

Os crimes de discriminação por condição sexual ou identidade de gênero devem ser enquadrados na Lei .7.716, sobre racismo. Os dois relatores, ministros Celso de Mello e Edson Fachin, consideraram que o Congresso foi omisso na questão.

Em sua fala, Luiz Roberto Barroso explicou que as religiões não serão a abaladas com a criminalização da LGBTfobia. Para exemplificar, o ministro explicou que o surgimento de várias teorias científicas não abarcaram a religião. Deste modo, o mesmo não acontecerá se a LGBTfobia vir a ser penalizada.

Já Alexandre de Moraes destacou que o Legislativo já criminalizou condutas que atentam contra vários grupos vulneráveis. Agora, seria a vez de olhar para os LGBTs, além de afirmar que a demora no Congresso de legislar o tema, fere a constituição brasileira.

A comunidade LGBT se articula no Congresso para viabilizar a aprovação de uma lei sobre o tema. Está sendo organizada uma frente parlamentar, até agora com 78 integrantes. Com informações do site Rede Brasília Atual.

Marielle Franco é homenageada por centenas de pessoas na Argentina.




Na última quinta-feira (14), Marielle Franco foi homenageada por centenas de pessoas no centro de Buenos Aires. O ato aconteceu no dia em que completou um ano do assassinato da vereadora, no centro do Rio Janeiro.

Com o lema “Florescer por Marielle”, a concentração aconteceu no Obelisco com a iniciativa do coletivo Ni una menos (“Nem uma menos”). O anúncio da homenagem a vereadora destacou sua importância: “Mulher negra, favelada, feminista, lésbica, defensora dos direitos humanos. Marielle personificava a união das lutas em defesa das populações mais vulneráveis”.

“Hoje estamos aqui para homenagear Marielle Franco um ano depois de seu assassinato e pedir justiça para os líderes sociais dos direitos humanos que são perseguidos e assassinados na América Latina, sistematicamente, todos os anos”, disse Isabela Gaia, membro do Coletivo Passarinho em declaração à Agência Efe.

O coletivo é formado por brasileiros que moram em Buenos Aires em defesa da democracia. Entre os presentes, Silvane Silva destacou que a vereadora transformou-se em um símbolo da defesa das minorias no Brasil. “Ela me representa como mulher, como negra, como militante feminista ativa”, explicou Silvane. 

“Sou LGTBI e também sou representada por essa voz que hoje chegou e está muito mais forte que inclusive quando estava viva. Embora seja injusto porque a nossa alegria seria que Marielle estivesse hoje conosco”, lamentou a brasileira. As informações são do site UOL.

Travesti é assaltada e agredida com uma barra de ferro em Campo Grande (MS).




Uma travesti foi assaltada e agredida com uma barra de ferro, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, na madrugada da sexta-feira (08). O autor do crime seria um homem, de 27 anos, que foi preso em flagrante e confessou o crime.

Segundo o G1, ele contou que tomou a atitude porque ela deu um tapa no rosto dele e que se desfez do telefone roubado porque poderia ser rastreado. O Boletim de Ocorrência (B.O.) relata que a vítima se aproximou pelo criminoso após ser chamada pelo nome. Ao se aproximar, o suspeito puxou a bolsa dela.

Neste momento, a travesti reagiu segurando o objeto e foi quando o homem bateu nela e fugiu levando o objeto. A vítima ficou com ferimentos no braço esquerdo com suspeita de fratura no antebraço, além de diversas marcas nas costas e seios. Há a suspeita que a prótese mamária esquerda dela teria estourado na confusão.

A travesti comentou aos policiais sobre as características do suspeito, que foi encontrado próximo ao local do crime. A bolsa e a barra de ferro também foram recuperadas próximo dele. O caso foi registrado como furto.

Após boatos sobre ser gay, aluno se revolta e atira em frente escola.


Confusão aconteceu em frente à escola 



Um estudante de 20 anos foi preso suspeito de disparar tiros com arma de fogo . O incidente ocorreu em frente a uma escola estadual de Nova Lima, de Belo Horizonte, na noite desta quinta-feira (14).

O crime ocorreu próximo à Escola Estadual Deniz Valle, que atende aproximadamente 1.500 estudantes, do ensino fundamental ao médio. A motivação do crime, seriam supostos boatos que difundiam na escola, acerca da sexualidade do garoto. O alvo seria um outro garoto, também de 20 anos.

—” Ele quer obrigar meu filho a falar quem disse que ele é homossexual. Se ele é, nem meu filho e nem ninguém tem nada a ver com isso. As pessoas estão fazendo bullying com ele”. Revelou a mãe do garoto.

Os boatos diziam que, o rapaz mantinha relações sexuais com homens mais velhos em troca de dinheiro e bens materiais. O menino se revoltou com a proporção que isso tomou, e resolveu atemorizar os estudantes. De acordo com a PM, o garoto teria trocado de roupa com intento de disfarçar-se. Mas alguns traços marcantes foram suficientes para identificá-lo.

As aulas foram suspensas, mas já formam normalizadas nesta sexta-feira(15). O ocorrido assustou demasiadamente os moradores da cidade de Nova Lima. E, apesar de provas cabais, o garoto negou envolvimento. Ainda segundo testemunho da PM, o rapaz já foi indigitado por tráfico de drogas.

Motorista de app recusa-se a fazer corrida para cliente gay, em Manaus.




Um motorista do aplicativo de transporte 99Pop se negou a fazer uma corrida em Manaus, no último domingo (10), alegando não gostar de atender passageiros homossexuais. O passageiro vítima de homofobia, um cabeleireiro e maquiador de 29 anos, registrou Boletim de Ocorrência (B.O.) sobre o caso no 3º Distrito Integrado de Polícia.

Na madrugada de domingo, por volta de 00h37, o rapaz que preferiu não se identificar solicitou uma corrida por meio do aplicativo. Na ocasião, o rapaz sairia do bar 161, situado na Avenida Simão Bolívar, no Centro, com destino a uma boate na mesma região da cidade, para encontrar amigos.

Na conversa que teve por mensagem com o motorista designado pelo aplicativo para atendê-lo, o condutor, identificado como Fredson, pergunta se o passageiro está no bar. Ao receber a confirmação do cabeleireiro, automaticamente o homem se nega a buscá-lo.

“É viado não, né? Não curto fazer corrida para viado não, beleza. Melhor tu cancelar por aí. Pede outro”, diz por mensagem o motorista. A vítima relatou que naquele momento sentiu medo e teve uma crise de choro.

“Depois que li aquelas mensagens, ainda fiquei pensando se pediria outro carro. Pelo aplicativo pude ver que o carro dele estava à 400 metros de mim. Temi pela minha vida”, complementou o cabeleireiro que cancelou a viagem após a conversa.

O rapaz solicitou um segundo carro pelo mesmo aplicativo. Segundo ele, ainda nervoso, contou ao segundo colaborador da 99 o que tinha acabado de acontecer. “Ele repudiou totalmente a atitude do colega. Inclusive, me apoiou. E não concordou com a ação de negar corrida para alguém só porque a pessoa é homossexual”, declarou o cabeleireiro, que registrou o B.O na segunda-feira (11).

“Como no Brasil a homofobia ainda não é crime, na delegacia tipificaram como injúria. O caso foi transferido. Na quinta-feira (14), comparecerei ao 24º DIP para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido. Eu procurei o escritório da 99 aqui em Manaus, localizada na Avenida Ephigênio Salles, e no lugar não fizeram nada. O atendente só me entregou um número e um e-mail para entrar em contato”, disse.

Demora na resposta

O cabeleireiro enviou um e-mail para a empresa com a imagem da conversa com o conteúdo homofóbico, bem como, o B.O. A demora na resposta fez com que o rapaz ligasse para a central. “Só depois que eu liguei que a atendente foi abrir o meu e-mail. Ela disse que a empresa irá tomar as providências e, aproveitou, para dizer que esse tipo de comportamento não é compatível com a 99. Depois disso não tive retorno de mais nada”, frisou.

Questionada na rede social Twitter por um dos amigos do cabeleireiro, a 99, por meio do seu perfil oficial afirmou que já tomou providências sobre o caso. “Olá! Nós lamentamos profundamente essa situação e gostaríamos que soubesse que já estamos atuando em relação ao ocorrido, para evitar que este episódio se repita”, diz a 99 em um de seus tweets (veja respostas abaixo).




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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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