quinta-feira, março 21, 2019

NOTICIAS DO MUNDO GAY

WASHINGTON POST: Direitos LGBTs ameaçados com governo Bolsonaro.




Um dos principais jornais dos Estados Unidos o Washington Post publicou reportagem denominada“Direitos LGBT sob ataque no Brasil com novo presidente de extrema-direita”. De acordo com a publicação, “no Brasil de Jair Bolsonaro, garotos são garotos e garotas são garotas. E isso é uma ordem”.

A afirmação supracitada, faz alusão a recente fala da ministra Damares: “Meninas de rosa e meninos de azul”. Aqui, ela claramente faz um protesto contra ideologia de gênero nas escolas. Enfatiza também que, o ministro da Educação, Ricardo Vélez, extinguiu a Secretaria de Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação. Além de ser divergente à perpetração de temáticas como identidade de gênero nas aulas.

Segundo o Post: “as ações da administração aumentam a preocupação entre liberais. Que estão brigando contra políticas abraçadas por um presidente que uma vez disse preferir ter um filho morto a um filho gay. No mês passado, Jean Wylly, o único parlamentar abertamente gay do Brasil, desistiu de seu mandato. Saiu do país em meio a ameaças de morte e mensagens de ódio”.

“Nos últimos 10 anos, a população LGBT do Brasil garantiu diversas vitórias no campo dos direitos civis nos tribunais: Incluindo casamento entre pessoas do mesmo sexo em 2013. Nome transgênero legalizado e mudança de gênero em 2018. Mas, enquanto a comunidade LGBT ganhava novos direitos, o Brasil se tornava mais conservador”.

Bolsonaro dispara:”não tenho nada contra homossexual, mas quero minha casa em ordem”.




Em entrevista ao canal de TV americano Fox News, transmitida na madrugada desta terça-feira (19) no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro foi apresentado pela jornalista Shannon Bream. Para ela, o presidente veio com uma imagem plural e controversa, como alguém que já fez “comentários incompatíveis com os valores americanos”, sobretudo direcionados à comunidade LGBT.

Evidentemente que, o presidente se defendeu, afirmando que os comentários são “tirados de contexto”. “Se eu fosse tudo isso, eu não seria eleito presidente. Há um grande número de notícias falsas, mas a população aprendeu a usar redes sociais e pessoas não mais acreditam nem confiam na imprensa tradicional”, afirmou.

A maior contestação de Bolsonaro, se tratando desta questão, é que ele não tem nada contra LGBTs, cada um que viva sua vida. Contudo, quando os ativistas reivindicam direitos: constituir família e políticas sociais, visando perpetrar uma temática que minimize o preconceito, ele sempre se mostra irredutível, denotando incoerência.

Bolsonaro e  a definição de família

O presidente continua e usa preceitos bíblicos como argumentação: “Não tenho nada contra homossexuais nem contra mulheres e não sou xenófobo, mas quero ter minha casa em ordem. A definição de família para mim é uma só, aquela da Bíblia. Se você quer se envolver numa relação homossexual, vá adiante, mas não podemos deixar governo levar isso para a sala de aula e ensinar isso para crianças de cinco anos”, completou.

O maior desafio entre o ativismo e a postura de Bolsonaro é que, ele não compreende a homossexualidade como inata, mas como anormalidade. Vale frisar que, o conservadorismo, em sua essência, não está associado à posturas retrógradas e preconceituosas, mas ao ceticismo e a preservação daquilo que é atemporal. Posturas retrógradas, é pura ignorância e falta de percepção da própria realidade.

Aprovação de Bolsonaro diminui 15 pontos desde a posse, mostra Ibope.


Taxa de desaprovação de Bolsonaro subiu de 21% para 38%


O nível de confiança em relação ao presidente também diminui. Em janeiro, 62% afirmavam confiar em Bolsonaro. A taxa agora é de 49%.

Desde que Jair Bolsonaro (PSL) foi empossado presidente, em 1º de janeiro, sua aprovação caiu 15 pontos, segundo pesquisa divulgada nesta quarta (20) pelo Instituto Ibope.

Segundo a sondagem, a parcela da população que considera o atual governo ótimo ou bom caiu de 49%, em janeiro, para 34% agora. Só no último mês, a queda registrada foi de 5 pontos percentuais, de 39% para 34%.

A parcela dos que consideram o governo ruim ou péssimo subiu de 19% para 24% no último mês. Em janeiro, essa taxa era de 11%.

Já a parcela que acha o governo regular também está aumentando: de 26% em janeiro passou para 30% em fevereiro e, em março, chegou a 34%. 

Quando os entrevistados foram questionados se aprovam ou desaprovam o governo - pergunta que não dá margem para uma resposta neutra - a taxa de aprovação demonstrou uma tendência de queda substancial.

Em janeiro, 67% da população aprovava Jair Bolsonaro, em fevereiro, o resultado foi de 57%, e, agora, de 51%.

Já sobre a desaprovação, entre os três meses, a taxa cresceu de 21% para 38%.

O nível de confiança em relação ao presidente também diminui. Em janeiro, 62% afirmavam confiar em Bolsonaro. Em fevereiro a taxa foi de 55% e, em março, é de 49%. 

Para obter os resultados, o Ibope fez 2.002 entrevistas presenciais entre os dias 16 e 19 de março.

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

A união faz a força: Casa 1 consegue bater meta e não fechará as portas.




A Casa 1, ONG que oferece moradia, terapia, cursos profissionais e encaminhamentos a LGBTs expulsos de casa pelas próprias famílias, não fechará mais as suas portas. Graças a divulgação pesadíssima nas redes sociais e com a ajuda de diversos artistas LGBTQI+, a casa já conseguiu arrecadar mais de R$ 90 mil!

Segundo Iran Giusti, responsável pela ONG, sua meta agora é aumentar a capacidade de atendimento e efetivar a contratação de todos os seus colaboradores, além de garantir o funcionamento do espaço até o fim do ano de 2020.

“É muito mais forte e seguro para nós que tenhamos 10 pessoas doando R$ 10 reais do que uma doando R$ 100 reais. Isso garante que mesmo uma pessoa deixando de contribuir, as contas não ficam tão em aberto, ao contrario de um doador de R$ 100 reais que desista de nos ajudar por qualquer razão”, explicou Iran ao Põe na Roda. “Muitos acham que tão pouquinho como R$ 10 reais não ajuda, mas ajuda sim!”. Para continuar doando e ajudando, basta clicar aqui: 

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Polícia do Ceará prende acusado do caso Dandara que estava foragido.


A travesti Dandara brutalmente assassinada em Fortaleza


A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) prendeu um suspeito de participar do assassinato da travesti Dandara. A ação aconteceu por meio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Francisco Wellington Teles foi capturado na cidade de Caucaia, região metropolitana de Fortaleza, na última sexta-feira (15). Ele é considerado foragido da justiça.




O acusado estava com um mandado de prisão em aberto desde de março de 2017. Segundo as investigações, ele morava com a companheira em uma casa alugada no bairro de Barra Nova, onde trabalhava como conserto de eletrodomésticos.

Wellington é apontado como o responsável por levar a vítima até o local do crime, onde foi espancada e depois assassinada com tiros. O crime foi filmado e divulgado nas redes sociais. A ação aconteceu no bairro do Bom Jardim, periferia da capital cearense.

A Polícia do Ceará indiciou 10 envolvidos no crime, sendo quatro adolescentes e seis adultos. Wellington é o único que não foi levado ao júri popular no julgamento realizado em abril de 2018.

Homem trans e namorada são mortos a facadas por vizinho em Angra dos Reis.


Casal é morto a facadas por vizinho LGBTfóbico em Angra dos Reis


Crime aconteceu na vila de casas onde moram, no bairro Japuíba. Assassino foi preso pela Polícia Militar tentando fugir para Barra Mansa.

Um casal foi morto a facadas por um vizinho na madrugada deste sábado (16) em Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Militar, o homem, de 44 anos, discutiu com a namorada de Caio Dantas, um homem trans, no dia anterior, porque ele teria “cantado” ela e recebido um não. A PM não divulgou imagens do assassino.

No dia do crime, quando ele chegou do trabalho, viu o casal na vila de casas onde moram e buscou uma faca em casa. Em seguida, matou Iasmym Nascimento de Souza da Silva, de 20 anos, com quem discutiu, e depois o transexual Caio Dantas Monteiro, de 24, que morreu tentando defender a namorada. O crime aconteceu na Rua Matelândia, no bairro Japuíba. Os corpos foram levados para Instituto Médico Legal.

O autor do duplo assassinato foi encontrado por policiais militares em patrulhamento no fim da manhã deste sábado na RJ-155 (Rodovia Lúcio Meira). Ele estava tentando fugir para Barra Mansa.

O homem foi encaminhado à delegacia de Angra dos Reis, onde foi autuado pelo duplo homicídio. Na delegacia, foi verificado que ele também tinha um mandado de prisão em aberto, por um homicídio contra uma mulher em Araxá, em Minas Gerais.

Jovem gay é atacado por seis homofóbicos na Zona Sul do Rio: “Eu achei que fosse morrer”.




Na última quarta-feira (13/03), Jonatas Luiz Machado entrou para as estatísticas de violência contra a população LGBTQI+. O jovem, de 29 anos, foi agredido por um grupo de seis homens durante um passeio na pedra do Arpoador, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Jonatas compartilhou o triste relato em suas redes sociais, acompanhado de uma foto sua todo ensanguentado e machucado.

“Saí de casa por volta das 18h para dar uma caminhada pelo calçadão da praia de Ipanema, nas imediações do Arpoador, quando, por volta das 19h/19h20min resolvi subir a pedra do Arpoador, próxima ao Largo do Millôr. Sempre costumo fazer esse passeio na companhia de amigos, contudo, neste dia estava só”, contou a vítima na publicação. “No meio do caminho, me deparei com um grupo de seis homens vindo em minha direção, quando um deles, colocando o pênis pra fora da bermuda, disse: ‘pega no meu pau!’. Respondi que não, que estava de boa. Neste momento, um segundo homem disse: ‘vai pegar sim!'”, continua.

No que Jonatas tentou se desvencilhar dos rapazes, eles já haviam o cercado sem dar qualquer chance de fuga ou defesa. Foi então que começaram os socos, chutes e uma série de agressões. Durante a violência, a vítima foi hostilizada por ser homossexual. Já sem forças por conta das pancadas, ele se fingiu de morto para que os agressores parassem. Ao perceberem o desfalecimento do rapaz e acordarem em deixá-lo, um dos algozes ainda pisou no rosto de Jonatas, deixando o nariz e dentes quebrados.

“Eu achei que fosse morrer. Nunca imaginei que poderia ser vítima de uma violência tão brutal”, relembra Jonatas que ficou com hematomas no rosto, braços e ombros. Após os agressores fugirem, o jovem foi caminhando ensanguentado, com o rosto desfigurado, em direção à orla, gritando em busca de socorro, mas as pessoas que estavam por perto não o ampararam. “Eu estava cheio de sangue, saí pedindo socorro, mas ninguém me ajudou. As pessoas me olhavam como se fosse um bicho”, desabafa.

O caso foi registrado na 14ª DP (Leblon). Segundo a Polícia Civil, a investigação irá buscar nas imagens de câmeras de segurança próximas ao local informações que possam ajudar no caso.

2 comentários:

  1. Espero que a cada semana, com mais e mais pessoas percebendo que este governo não só não melhora em nada a sua vida como, ao contrário, busca piorá-la com a Reforma da Previdência e a coleira da "moral e dos bons costumes", caia mais e mais o apoio a este presidente.

    Infelizmente quanto às agressões das outras reportagens, fica mais evidente que a homofobia tem se agravado com a vitória na eleição presidencial. Meu apoio e orações aos envolvidos, ninguém deve (e nem merece) ser violentado, física e moralmente, apenas por amar.

    Mas são justamente aqueles que se dizem os "religiosos" os primeiros a bater palmas para a agressão e para o direito de injuriar os LGBTs.

    Pode isso, Arnaldo?

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  2. Pelo que vejo acompanhando a política nacional, esse governo está caindo no descrédito popular. Cada vez mais, a popularidade desse presidente está caindo e despertando os mais conscientes da realidade que ocorre no Brasil. Aguardemos mais fatos que esse presidente que a cada dia, traz incômodos e que está levando o seu governo a se acabar por sí só.

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