quinta-feira, março 28, 2019

NOTICIAS DO MUNDO GAY

Tailândia elege primeiro parlamentar transgênero.




A Tailândia elegeu a cineasta trans Tanwarin Sukkhapisit para ser membro do parlamento. O país, que marcou recentemente por trazer uma mulher trans competindo na sua versão de RuPaul’s Drag Race, realizou eleições no último dia 24 de março, pela primeira vez, após o golpe militar de 2014. A candidata representa uma força politica existente há apenas 1 ano.

Tanwarin, que se define como bissexual e se identifica como transgênero, agradeceu os votos em seu perfil no Facebook. “Obrigado pela esperança de todos que acreditam que ainda queremos um novo e bom futuro juntos. Obrigado por este pequeno coração bissexual.”

O político luta abertamente pela aprovação ao casamento entre pessoas do mesmo sexo em seu país, e se intitula representante da comunidade LGBT+. “Eu quero ser uma pessoa que represente as minorias na Tailândia. Porque para mim – pessoas LGBT – não temos o direito de casarmos em um casamento entre pessoas do mesmo. Legalmente, por lei, não podemos podemos adotar crianças.”, ressaltou ao Bangkok Post.

A cineasta se envolveu em uma batalha legal que chegou a durar cinco anos, para retirar a suspensão de seu filme Insetos. A produção havia sido censurado por indecência moral, tendo que concordar com a retirada de uma cena de nudez. Essa disputa o levou a querer entrar para a politica, a fim de propor mudanças.

Brunei pode aprovar pena de apedrejamento contra gays.




Pelo visto, Brunei se juntará ao time dos piores países para homossexuais. A lei da Sharia, que não desassocia o Estado e religião, deve aprovar uma sanção para homossexuais no país. Brunei é um país que fica no Sudeste asiático, cujo governo denomina-se como Monarquia islâmica.

Algumas pessoas defendem o islamismo, alegando que tudo está relacionado com a maneira que a sharia é interpretada, porém a reação dos extremistas costuma fazer estrago. Esta mesma lei de apedrejamento vigora também no Irã e Arábia Saudita.

Contudo, alguns ativistas promovem, constantemente, o boicote À estas medidas atrozes. Não desrespeitar a liberdade de crença das pessoas, mas ratificar que esta liberdade não pode legitimar tratamentos e penas cruéis, hostilizantes e degradantes ao ser humano.

O país já chegou a aderir á convenção da ONU em 2015, mas ainda não ratificou. Aprovar leis severas como esta, é violar a convenção das nações unidas que, assevera ser contra a tortura.

Injeção mensal para HIV pode substituir pilulas diárias.




Atualmente, o principal tratamento para o HIV são os antirretrovirais em formato de pílula, que devem ser tomados diariamente. No entanto, essa realidade pode mudar em breve. Pesquisadores anunciaram esta semana a eficiência de um novo método para tratar a infecção: injeções mensais.

A ViiV Healthcare, farmacêutica que financiou as pesquisas, destacou que essas injeções facilitam o tratamento – especialmente para pacientes que têm dificuldade em lembrar de tomar a medicação todos os dias. Para os pesquisadores, o novo método (ainda em teste), se mostra tão efetivo quanto o tratamento realizado com pílulas para neutralizar o vírus.

“Se aprovado, este [tratamento] daria às pessoas que vivem com o HIV um mês entre cada dose de terapia antirretroviral.”, afirmou o dr. John Pottage Jr., Diretor Médico da ViiV Healthcare. “Mudando o tratamento do HIV de 365 dias por ano, para apenas 12.”, completou acrescentando que testes adicionais continuarão sendo feitos.

Segundo o Ministério da Saúde, o tratamento contra a doença tem como objetivo manter os níveis de HIV baixos o suficiente para diminuir as complicações relacionadas às infecções pelo vírus, melhorar a qualidade de vida do paciente, reduzir a mortalidade e a transmissão da doença, principalmente para pacientes que têm vida sexual ativa.

Kat Smithson, da National AIDS Trust, se mostrou otimista com as novas descobertas. “O HIV ser tratado com uma injeção repetida todos os meses pode melhorar a vida de muitas pessoas. Apesar de estarmos um pouco longe desse tratamento estar disponível para os pacientes, estamos entusiasmados com o potencial para isso melhorar a vida das pessoas que vivem com o HIV”. Apesar disso, a ViiV Healthcare espera receber ainda este ano a aprovação dos órgãos responsáveis por regular medicamentos nos Estados Unidos e na Europa.

Bolsonaro sai da agenda oficial para ir ao cinema com primeira-dama, diz Folha.




Em meio à crise com Congresso, presidente vai à pré-estreia de ‘Superação, o Milagre da Fé’.

O presidente Jair Bolsonaro ignorou a agenda oficial nesta manhã (26/03/2019) e foi ao cinema com a primeira-dama Michelle Bolsonaro assistir a pré-estreia do filme Superação, o Milagre da Fé, segundo apuração da Folha de S.Paulo.

A agenda oficial do presidente incluía reunião com o governo do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), às 11h30. Às 14h30 está prevista a 8ª Reunião do Conselho de Governo e às 17h, uma agenda com os senadores Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), seu filho, Otto Alencar (PSD-BA) e Arolde de Oliveira (PSD-RJ).

Bolsonaro escapou da agenda oficial em momento de crise com o Congresso. Atritos entre o presidente e parlamentares foram aprofundados nos últimos dias quando os parlamentares começam a discutir a reforma da Previdência.

A proposta foi uma das promessas de campanha de Bolsonaro, mas encontra resistência. Parlamentares se queixam do texto que foi enviado, o qual avaliam ser muito rígido, em contraste com a reforma da Previdência para os militares, considerada branda.

Além da diferença entre as propostas, os congressistas se queixam de inabilidade de articulação política por parte do Planalto.

Nesta terça-feira (26), o ministro da Economia, Paulo Guedes, iria ao Congresso defender a reforma, mas cancelou a visita.

Vexatório! Bolsonaro determinou ‘comemorações devidas’ do golpe de 1964, diz porta-voz.




Para Bolsonaro e simpatizantes nunca houve de fato Ditadura militar, e sim um regime militar leniente que punia subversivos que transgrediam e perturbavam a ordem. Alguns chegaram até ironizar o período hostil de 1964-1985 qualificando-o de “Ditamole”. Não saciado, determinou as “comemorações devidas” do aniversário de 55 anos dessa data ao Ministério da Defesa, disse o porta-voz da Presidência, general Otávio do Rêgo Barros.

Segundo Rêgo Barros, o presidente já orientou as Forças Armadas que se realizem comemorações devidas no 31 de março, no próximo domingo. Indagado sobre quais os tipos de comemorações poderão ser feitas, ele disse que aquilo que os comandantes acharem legítimo dentro das suas respectivas guarnições. Contudo, 

o porta-voz disse que não há nenhuma previsão de comemoração de 31 de março no Palácio do Planalto.

O fato é que, independentemente do que tenha acontecido, não é preciso erigir ídolos como Marighella ou Che Guevara, para ser terminantemente contra um regime que suprime liberdades. Sim, eu juro por Deus que, é possível reconhecer o desserviço que foi este período aniquilador, e mesmo assim não ser partidário. Há relatos de desaparecimento de crianças, dos que estavam diretamente envolvidos na luta armada, mas também de amigos de subversivos, capturados para ceder informações acerca de supostos esconderijos. Ou seja, é impensado render homenagem à uma época catastrófica ou a um decreto como AI-5.

Outrossim, este ínterim de dor e descontentamento com o governo, já rendeu outras reverências. Ustra, autor do livro A verdade Sufocada, já foi e ainda é homenageado pelo presidente. O livro é bem parcial, obviamente e, logo no prólogo, sinaliza ser um livro para os jovens.

Estudantes do Mackenzie fazem protesto contra Bolsonaro.




Estudantes da Universidade Presbiteriana Mackenzie realizaram um protesto na manhã desta quarta (27) contra o presidente Jair Bolsonaro. Segundo a organização, 1000 pessoas participaram do ato. O presidente está em São Paulo, onde passará por exames médicos, e havia expectativa de que ele pudesse comparecer ao lançamento da Mackgraphe, centro de pesquisas sobre grafeno ligado à universidade.

O Planalto não confirmou a agenda e a reitoria da universidade ainda não respondeu à reportagem a respeito de um eventual convite ao presidente e nem falou sobre os protestos.

O ato dos estudantes aborda críticas à ditadura militar. Nesta semana, o jornal O Estado de S. Paulo revelou que Bolsonaro tem incentivado comemorações pelos 55 anos da data que marca o início da ditadura no País – 31 de março de 1964. Em vídeos publicados nas redes sociais, alunos chamam Bolsonaro de “fascista” e gritam “ditadura nunca mais”.

São esperados pelo menos mais dois atos na universidade ainda nesta quarta-feira. O último será às 18h.

“O reitor está ciente da mobilização e, conforme conversado, a participação dos alunos e alunas no ato não refletirá em nenhuma medida repressiva por parte da UPM, desde que o ato ocorra pacificamente”, diz um comunicado que circula entre os estudantes. “Qualquer ato de vandalismo ou agressão por parte de algum indivíduo ou grupo não será tolerado e nem apoiado pelo DCE (Diretório Central de Estudantes) e pela reitoria.”

Câmara pode derrubar isenção de vistos para estrangeiros.


Congressistas insatisfeitos com atuação do Planalto podem impor derrota pública a Bolsonaro


Poder360 consultou líderes partidários. Só o PSL apoia medida do presidente. Votação pode ser realizada nesta 3ª. Congressistas: irritados com Planalto.

Líderes partidários da Câmara dos Deputados estudam derrubar decisão do presidente Jair Bolsonaro que permitiu a cidadãos da Austrália, do Canadá, dos Estados Unidos e do Japão visitarem o Brasil sem visto de entrada.

A ideia é votar nesta 3ª (26.mar.2018) ou 4ª feira a urgência para 1 projeto de decreto legislativo que revogaria o ato do militar. A articulação foi antecipada pelo Poder360 em reportagem publicada na última 6ª feira (22.mar).

O assunto é lateral. Não produzirá despesa extra no Orçamento. Mas será uma humilhação pública para o presidente da República se a Casa anular a decisão.

O Poder360 consultou a posição dos 11 maiores partidos da Câmara em número de deputados. Desses, 2 (PT e PDT) são de oposição e votariam para derrubar a decisão de Bolsonaro.  O PSB é considerado independente. Os outros 8, em teoria, são aliados do governo e teriam de ser a favor do presidente, mas nesse grupo só o PSL está com Bolsonaro de maneira explícita. Os demais “vão consultar a bancada”. Ou seja, não descartam a possibilidade de impor uma derrota ao Planalto para dar 1 recado.

Os líderes partidários que estão insatisfeitos com Bolsonaro acham que há 1 argumento ideal para derrubar a decisão: o princípio da reciprocidade que deve vigorar nas relações entre o Brasil e outros países. Austrália, Canadá, Estados Unidos e Japão não deram nem sinal de quando pode ser revogada a exigência de visto para cidadãos brasileiros –apesar de Bolsonaro estar estendendo o braço antes.

Outro argumento é de que já á fácil hoje para turistas de alguns desses países obter o visto brasileiro na versão eletrônica: basta entrar no site e preencher os dados em cinco minutos,  enquanto os brasileiros perdem horas para reunir todas as informações e, depois, ainda têm de ir ao consulado responder a perguntas pessoalmente. A grande mudança é que agora os estrangeiros não terão mais de pagar. Isso também é algo ruim para a arrecadação do governo.

A aprovação do decreto não derrubaria automaticamente a medida assinada pelo presidente, já que o decreto legislativo ainda precisaria passar pelo crivo dos senadores. No entanto, a derrota seria 1 recado claríssimo sobre a dificuldade que o Palácio do Planalto enfrenta hoje dentro do Legislativo para montar uma base de apoio com cerca de 350 dos 513 deputados.

O mínimo necessário para aprovar a emenda constitucional da reforma da Previdência é de 308 votos, mas o governo não pode se arriscar e tentar votar sem ter cerca de 350 deputados apalavrados a favor da mudança no sistema de aposentadorias.

CONGRESSISTAS IRRITADOS COM PLANALTO

Os deputados cobram a interrupção dos ataques a políticos nas redes sociais (incluindo o presidente da Câmara, alvo de bolsonaristas nas redes) e o início imediato da distribuição de cargos federais para indicados de congressistas nos Estados.

Eis alguns fatos que têm irritado políticos do Congresso:

Tom derrogatório usado por Bolsonaro – o presidente sempre que pode fala que não vai ceder à “velha política”. Deixa a entender que a maioria do Congresso só pede cargos e verbas para fazer traficâncias e que ele seria o guardião da nova moral –e que não vai ceder;

Beligerância dos filhos do presidente – sobretudo o vereador pela cidade do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro, que tem sido ácido em seus comentários. Na 5ª feira (21.mar.2019), o filho “02”, como o presidente o chama, postou no Twitter uma provocação contra Rodrigo Maia: “Por que o presidente da Câmara anda tão nervoso?”. Era uma referência ao fato de Moreira Franco (casado com a mãe da mulher de Maia) ter sido preso;

Desinteresse pela reforma da Previdência – muitos deputados acham que Bolsonaro não deseja fazer a mudança no sistema de aposentadorias. Apenas defende o projeto de maneira tímida. No Chile, o presidente cometeu 1 ato falho e disse que, “no fundo, não gostaria de fazer a reforma da Previdência, mas, se não fizesse, estaria agindo de forma irresponsável”. Os deputados sempre lembram que a campanha a favor da reforma não está no ar no momento (a Secretaria de Comunicação da Presidência está economizando verbas). Mas alguns sindicatos já estão nas ruas e nas mídias (inclusive na TV) trabalhando de maneira robusta contra o projeto;

Prisão de Michel Temer – ao comentar o episódio, Bolsonaro falou no Chile que essas prisões de autoridades “são consequência da forma de garantir governabilidade”. Ou seja, deu a entender que já considera haver crime firmado nas acusações que são imputadas ao ex-presidente. Ocorre que Temer é 1 dos políticos com relação mais sólida dentro do Congresso brasileiro. Ao praticamente incriminar Temer, o atual presidente acabou comprando a antipatia de parte dos políticos com mandato.

Cargos federais nos Estados – o Planalto resiste a incorporar dezenas de sugestões de nomes para funções da União no interior do país. Os critérios para nomeação foram aprimorados, exigindo que o pretendente seja Ficha Limpa e que tenha comprovada experiência e qualificação educacional.

PL propõe criação de cotas para pessoas transgêneros nas empresas da Bahia.




O deputado estadual Jacó (PT-BA) apresentou um Projeto de Lei no qual propõe as empresas a criação de cotas para pessoas transgêneros.

A medida obrigaria os contratantes a terem travestis e transexuais em seu quadro e funcionários. A cota seria de 5% do número de vagas. A proposta valeria para aquelas companhias privadas que recebem incentivos fiscais do governo baiano.

Os percentuais de vagas devem sem estender por todo o período vigente da concessão fiscal. Se aprovado, caso as empresas não cumpram a quantidade mínima de profissionais trans, pode receber a perda dos benefícios caso haja um descumprimento nesses percentuais.

“Para avanço do reconhecimento de identidade de grupos socialmente marginalizados, é necessário ações intersetoriais, multiestratrégicas e de empoderamento político em diversas frentes para correção de processos históricos e sociais que alimentam estruturas geradoras de marginalização”, relatou o parlamentar ao Bahia Notícias. 

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