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POLÍTICA

Justiça derruba decisão que proibiu celebração dos 55 anos do golpe militar.




Decisão da primeira instância proibia as comemorações do aniversário de 55 anos da instituição do regime militar neste domingo (31).

A Advocacia-Geral da União (AGU) informou hoje (30) que a desembargadora Maria do Carmo Cardoso, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), sediado em Brasília, derrubou a decisão da primeira instância que proibiu as comemorações do aniversário de 55 anos da instituição do regime militar no domingo (31). 

Ao analisar o recurso da AGU, a magistrada entende que não há ilegalidades na mensagem enviada pelo Ministério da Defesa para que seja lida nos quartéis das Forças Armadas. Em decisão proferida ontem (29), a juíza Ivani Silva da Luz, da 6ª Vara da Justiça Federal em Brasília, proibiu a leitura da mensagem.

Por recomendação do presidente Jair Bolsonaro, as unidades militares devem ler a ordem do dia para relembrar a data, que teve início o período militar, que durou 21 anos (1964 a 1985).

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes também rejeitou o mesmo pedido feito pelo Instituto Vladimir Herzog e por parentes de vítimas para proibir comemorações.

A decisão do ministro foi tomada por razões processuais. De acordo com a decisão, seria necessário um ato de ofício por parte do governo para que a questão pudesse ser analisada pela Corte.



As metáforas de Bolsonaro com 'casamento' e 'namoro' foram longe demais.




Bebianno, Guedes, Maia... e agora a ditadura militar. O presidente tem que simplesmente parar de fazer essas comparações.

Gustavo Bebianno, Paulo Guedes, Rodrigo Maia. O que esses três têm em comum? Para Bolsonaro, a relação com eles, em algum momento, já pôde ser resumida a uma comparação com o casamento - ou o namoro.

A metáfora amorosa tem sido uma constante no repertório do presidente, que tenta explicar qualquer dificuldade com seus interlocutores políticos de uma forma que qualquer brasileiro possa entender: afinal, quem nunca brigou com o parceiro? 

O uso mais recente havia sido com Maia, presidente da Câmara, com quem Bolsonaro se confrontou publicamente, por meio de declarações ríspidas, nos últimos dias. O presidente comparou Maia à namorada com quem se precisa conversar para retomar um relacionamento.  

Nesta quinta (28), usou outras metáforas poéticas para tentar melhorar o clima: disse que o embate com Maia foi “uma chuva de verão”, mas que “agora o céu está lindo”.

O problema - além da escolha duvidosa das outras comparações - é que nos últimos 2 dias Bolsonaro teve a infelicidade de comparar também a ditadura militar (1964-1985) a um casamento. 

Primeiro, disse em entrevista ao programa Brasil Urgente, na TV Bandeirantes, que, assim como em um casamento, a ditadura teve uns “probleminhas”.

“Temos de conhecer a verdade. Não quer dizer que foi uma maravilha, não foi uma maravilha regime nenhum. Qual casamento é uma maravilha? De vez em quando tem um probleminha, é coisa rara um casal não ter um problema, tá certo?”, disse.

Nesta quinta, ao ser questionado sobre a ausência de um mea-culpa dos militares nas homenagens que estão sendo preparadas para o 31 de março, aniversário do golpe que instaurou a ditadura, Bolsonaro usou a metáfora mais uma vez.

“Vamos supor que fôssemos casados, tivéssemos um problema, resolvêssemos nos perdoar lá na frente. É para não voltar naquele assunto do passado, que houve aquele mal entendido entre nós. A Lei da Anistia está aí e valeu para todos”, afirmou.

Só que desta vez a comparação foi longe demais, presidente. A ditadura militar não teve alguns “probleminhas”, como já mostrou o relatório da Comissão Nacional da Verdade em 2014. Foram reconhecidas 434 mortes e desaparecimentos, e mais de 1.800 pessoas foram torturadas. Apenas pare.




Veja abaixo todas as comparações feitas por Bolsonaro com relacionamentos amorosos: 




Ainda na primeira semana de governo, Bolsonaro tentou amenizar o clima após uma crise desencadeada por uma declaração dada por ele mesmo.

O presidente falou que aumentaria o IOF e diminuiria a alíquota do imposto de renda. Aparentemente, isso não tinha sido combinado com Guedes, e o secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, acabou desmentindo publicamente o presidente.

Após a confusão, Bolsonaro deu declarações sobre a amizade que tinha com Guedes. “Nasceu ali uma amizade. (...) Tenho certeza, sem qualquer demérito, que eu conheço um pouco mais de política que Paulo Guedes, e ele conhece muito mais de economia do que eu”, afirmou, classificando a relação como um “namoro no bom sentido”.

Um fim ‘prematuro’ com Bebianno




No fim de fevereiro, Bolsonaro resumiu todo o conturbado processo que levou à demissão do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno com o fim de um casamento.

“Lamento o ocorrido [com Bebianno], mas não poderia ter tomado outra decisão”, afirmou Bolsonaro. ”É quase um casamento que infelizmente prematuramente se desfez.”

O ex-presidente do PSL, partido do presidente, é acusado de envolvimento em esquema de desvio de dinheiro envolvendo candidaturas laranja. A crise no governo ficou exposta após o vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ), um dos filhos do presidente, acusar Bebianno de mentir ao dizer que falou com o pai. Carlos chegou a divulgar um áudio privado que seu pai gravou e enviou por WhatsApp para Bebianno, dizendo que não falaria com o ministro.

A partir daí, a relação dos 2 - que tinham uma proximidade grande e uma cumplicidade desde as eleições - só foi ladeira abaixo.

O ‘namoro’ com Rodrigo Maia




Na última semana, o clima esquentou e Maia e Bolsonaro trocaram alfinetadas públicas. O presidente da Câmara teria chegado a telefonar para o ministro da Economia, Paulo Guedes, para dizer que deixaria as negociações para fazer avançar a reforma da Previdência na Casa.

Diante disso, Bolsonaro disse, em viagem a Santiago, no Chile, não saber por qual motivo Maia dizia estar abandonando as negociações. Questionado como faria para o presidente da Câmara voltar à mesa, o capitão reformado respondeu:

“Só conversando. Você nunca teve uma namorada? E quando ela quis ir embora o que você fez para ela voltar, não conversou? Estou à disposição para conversar com o Rodrigo Maia, sem problema nenhum”, disse.

Nesta quinta, Bolsonaro voltou a sorrir ao falar de Maia. “Para mim isso foi uma chuva de verão e agora o céu está lindo. O Brasil está acima de nós”, disse. “Da minha parte não tem problema nenhum. Vamos em frente. Página virada.” 

‘Casamento’ entre patrão e empregado

Não foram só as relações de Bolsonaro com seus interlocutores que foram comparadas por ele a casamentos e namoros. O presidente, que está no seu terceiro casamento, usou a metáfora para falar de direitos trabalhistas, durante sua primeira entrevista como presidente, ao SBT. 

“A mão de obra do Brasil é muito cara. É pouco para quem recebe e muito para quem paga”, afirmou. 

E comparou a relação entre patrão e empregado à de um casal: “É como um casamento, se tem excesso de ciúmes não dá certo”.

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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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