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DIREITOS

Contra cortes na educação, manifestantes ocupam as ruas de cidades por todo o País.




A greve nacional pela educação acontece nesta quarta-feira (15) em todas as 27 capitais.

Estudantes, professores e movimentos sociais foram às ruas nesta quarta-feira (15) em uma greve nacional pela educação no País. 

Os protestos são uma resposta aos cortes em bolsas de pesquisa e ao contigenciamento das verbas destinadas às universidades federais, medidas anunciadas pelo ministro da Educação Abraham Weintraub nas últimas semanas.

Em viagem aos Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que os manifestantes são “massa de manobra” e “idiotas úteis”.

Ao O Globo, o presidente disse que eles são manipulados por uma “minoria espertalhona que compõe o núcleo das universidades federais no Brasil”. 

As paralisações estão marcadas para acontecer em todas as 27 capitais e demais cidades do interior.

As manifestações marcam o primeiro ato organizado que toma as ruas contra o governo de Jair Bolsonaro. 





Manifestante trabalha em cartaz para contestar contingenciamento de recursos federais.


De acordo com a organização das manifestações, as principais demandas do movimento concentram-se em criticar o contingenciamento dos orçamentos do Ministério da Educação (MEC), bem como exigir a autonomia das universidades no uso das verbas e a liberdade de ensino.

Em algumas descrições de eventos convocados via Facebook, os participantes criticam medidas como a Escola Sem Partido e a reforma da Previdência.

Entenda os cortes na educação

Tudo começou no fim de abril, quando o Ministério da Educação anunciou, em nota, “que UFBA, UFF e UNB tiveram 30% das suas dotações orçamentárias anuais bloqueadas”. O texto diz ainda que “o Ministério estuda os bloqueios de forma que nenhum programa seja prejudicado e que os recursos sejam utilizados da forma mais eficaz” e que o “Programa de Assistência Estudantil não sofreu impacto em seu orçamento”.

O comunicado não explicava o porquê da escolha das universidades, mas declaração posterior do ministro fez que se reforçasse o entendimento de que a medida tinha cunho ideológico, o que fere a Constituição Federal.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Weintraub disse que “universidades que, em vez de procurar melhorar o desempenho acadêmico, estiverem fazendo balbúrdia, terão verbas reduzidas”. “A universidade deve estar com sobra de dinheiro para fazer bagunça e evento ridículo”, afirmou o ministro citando casos de “sem-terra dentro do câmpus, gente pelada dentro do câmpus”.

Horas depois da publicação da entrevista, por meio de nota, o MEC informou que “o critério utilizado para o bloqueio de dotação orçamentária foi operacional, técnico e isonômico para todas as universidades e institutos” e teve como origem a restrição orçamentária imposta a toda administração pública federal. 

Na terça-feira (7), Weintraub participou de uma audiência na Comissão de Educação no Senado para explicar como funcionariam os bloqueios.

Desde então, o governo tem usado as redes sociais para acusar a mídia de fake news por falar em bloqueio de 30% e indicar que, na realidade, trata-se de um congelamento “preventivo” de 3,5% do orçamento total das universidades federais.

O ministro usou, em transmissão ao vivo ao lado de Bolsonaro, na quinta-feira (9), chocolatinhos para “desenhar” o que seria o bloqueio. De 100 chocolatinhos, separou 3,5 barrinhas para dizer que estava pedindo apenas que os brasileiros guardassem essas para comer só em setembro.  

“Tem muita gente que está espalhando o terror e coisas que não estão acontecendo”, disse o ministro. “A gente só está dizendo que 3 chocolatinhos e meio, desses 100... a gente não está falando que está cortado. A gente só está pedindo para deixar pra comer depois de setembro. Isso é segurar um pouco.”

CONTRA CORTES NA EDUCAÇÃO




Manifestantes ocupam as ruas em todo o País; Em São Paulo, Avenida Paulista é bloqueada enquanto ministro da Educação é sabatinado em Brasília 

Os protestos contra cortes na Educação tomaram, desde a manhã desta quarta-feira (15), as ruas de várias cidades pelo país. Enquanto o ministro da Educação, Abraham Weintraub, era sabatinado no plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília, uma multidão ocupou pelo menos dois quarteirões da Avenida Paulista, em São Paulo, fechando todas as oito pistas.

No protesto, representantes de associações como o Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro-SP), a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e o Sindicato dos Professores de Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) se revezavam nos carros de som.

Em Brasília, os protestos começaram pela manhã e, segundo os organizadores, reuniram 50 mil pessoas - a Polícia Militar estima que 15 mil manifestantes participaram. No início da tarde houve um princípio de confusão, e imagens mostraram manifestantes correndo de policiais pelos gramados da Esplanada dos Ministérios.

No centro do Rio, manifestantes enfrentaram a chuva e se aglomeraram em frente à Candelária. Capitais como Recife, Belo Horizonte e Florianópolis também registraram protestos. 

De Dallas, nos Estados Unidos, onde foi receber um prêmio, o presidente Jair Bolsonaro chamou os manifestantes de “massa de manobra” e “idiotas úteis”.

?[Protesto] É natural. Agora a maioria ali é militante, não tem nada na cabeça. Se você perguntar quanto é 7 vezes 8, não sabe. Se você perguntar a fórmula da água, não sabe, não sabe nada. São uns idiotas úteis, uns imbecis que estão sendo usados como massa de manobra de uma minoria espertalhona que compõe o núcleo de muitas universidades federais no Brasil”, disse Bolsonaro.  

Após as declarações de Bolsonaro, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que também está nos Estados Unidos - em Nova York - afirmou ao site G1 que “educação também é saber ouvir, discutir com respeito e encontrar soluções para os nossos desafios”. “Isso vale para todos os lados. O Congresso vai fazer o seu papel: ouvir, discutir e apontar caminhos”, declarou. 

No Twitter, a hashtag #TsunamiDaEducação chegou a ser a terceira mais popular em todo o mundo. No Brasil, também estavam entre os assuntos mais comentados as hashtags #NaRuaPelaEducacao e #ForaBolsonaro, além da frase “Lula livre”.

O governo Bolsonaro anunciou, nas últimas semanas, que congelaria 30% das dotações orçamentárias de 3 universidades federais - UFBA, UFF e UnB. Depois de Weintraub dizer que universidades que estivessem “fazendo balbúrdia” teriam verbas reduzidas, o Ministério da Educação afirmou que o bloqueio tinha sido “operacional, técnico e isonômico para todas as universidades e institutos”.

Dias depois, no entanto, o ministro rebateu as informações de corte de 30%, dizendo se tratar de “fake news” e afirmou que o ministério faria um congelamento “preventivo” de 3,5% do orçamento total das universidades federais - isso porque o bloqueio não atinge despesas de pessoal. Se não for considerada a folha de pagamento, no entanto, o que se tem é um impacto sobre 30% do orçamento das federais.

O contingenciamento, no entanto, vai além das universidades. A equipe econômica do governo ordenou um bloqueio geral de R$ 30 bilhões em todo o orçamento da União para cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal. Do total, R$ 7,4 bilhões sairão do MEC - entre eles, R$ 2,4 bilhões da educação básica, R$ 1 bilhão dos institutos federais, R$ 1,1 bilhão do Fies e R$ 813 milhões da Capes.


Em Brasília, manifestantes se reuniram na Esplanada dos Ministérios e seguiram para a frente do Congresso.


As manifestações marcam o primeiro ato organizado que toma as ruas contra o governo de Jair Bolsonaro. 

De acordo com a organização das manifestações, as principais demandas do movimento concentram-se em criticar o contingenciamento dos orçamentos do Ministério da Educação (MEC), bem como exigir a autonomia das universidades no uso das verbas e a liberdade de ensino.

Em algumas descrições de eventos convocados via Facebook, os participantes criticam medidas como a Escola Sem Partido e a reforma da Previdência.

Abraham Weintraub fala na Câmara sobre cortes na Educação.




São Paulo — Após ser derrotado na Câmara dos Deputados, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, participa nesta quarta-feira (15) de uma audiência no plenário da Casa.

A intenção é esclarecer os anúncios de cortes no orçamento das universidades públicas e instituições federais. Ele terá, no começo, 30 minutos para falar. Depois, os líderes de partidos poderão fazer perguntas a ele.

Na noite desta terça-feira (14), os parlamentares aprovaram por 307 votos a 82 sua convocação.





As explicações de Weintraub acontecem ao mesmo tempo em que o país está tomado de protestos contra as medidas anunciadas pelo MEC. Ao menos 22 estados mais o Distrito Federal registram manifestações.

Em declaração no começo desta tarde, nos Estados Unidos, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, classificou de “idiotas úteis” e “massa de manobra” os manifestantes que organizam as passeatas.

Cortes

Desde que assumiu o posto no começo de abril, Weintraub congelou recursos tanto da educação básica quanto das universidades federais. Ao menos 2,4 bilhões de reais que estavam previstos para investimentos em programas da educação infantil ao ensino médio foram bloqueados.

O ministro também declarou que haveria um corte de 30% no orçamento de universidades federais que promovessem “balbúrdia” e tivessem desempenho acadêmico abaixo do esperado.

Ele citou a Universidade Federal da Bahia, a Universidade Federal Fluminense e Universidade de Brasília como alvos, apesar de todas estarem entre as 50 melhores da América Latina segundo o ranking Times Higher Education.

Depois, o ministro recuou e afirmou que o corte seria linear para todas as universidades federais, o que segundo reitores inviabiliza a continuidade das atividades; os repasses já passaram por cortes sucessivos nos anos anteriores.

O ministro passou então a destacar que o corte é sobre a verba de custeio e portanto mais próximo de 3%, pois grande parte das despesas universitárias são obrigatórias por lei, como os salários.

Além do corte no repasse para as federais, 3.474 bolsas para estudantes de mestrado, doutorado e pós-doutorado oferecidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) também foram suspensas. 

'Idiotas úteis'? Manifestantes e políticos reagem a crítica de Bolsonaro.


Porta-voz da Presidência disse que Bolsonaro está disposto a analisar eventuais sugestões...


“Educação também é saber ouvir”, afirmou Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Em resposta aos protestos contra cortes na Educação que ocuparam as ruas de várias cidades pelo País, o presidente Jair Bolsonarochamou os manifestantes de “idiotas úteis” e de “massa de manobra”. A crítica foi logo rebatida pelos próprios estudantes e professores, além de políticos e celebridades.

O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), que também está nos Estados Unidos, foi um dos primeiros a responder a Bolsonaro. Ao site G1, ele disse que “educação também é saber ouvir”.

“Educação também é saber ouvir, discutir com respeito e encontrar soluções para os nossos desafios, e isso vale para todos os lados. O Congresso vai fazer o seu papel: ouvir, discutir e apontar caminhos”, disse Maia.

A ex-candidata à Presidência pela Rede, Marina Silva, afirmou que a declaração de Bolsonaro “só reforça a necessidade de mais educação, inclusive para quem ocupa os mais altos postos da República”, enquanto o ex-candidato pelo PSol, Guilherme Boulos, disse que a fala “revela o nível de quem está na presidência da República”.

As críticas vieram, em grande parte, de políticos de oposição. Mas não só. Algumas personalidades e grupos identificados com os conservadores também viram como equivocada a declaração do presidente.

Em sua conta no Twitter, o movimento MBL disse ser ”óbvio” que havia gente defendendo “Lula livre” em meio aos protestos. “Mas essa turma não enchia o quarteirão do MASP há anos. A pauta do corte pegou gente fora da bolha da esquerda e isso não é bom para o governo”, escreveu. “Vi nas redes sociais ‘idiotas’ que eram anti-petistas. Jogar essa turma no colo da esquerda é um presente que Bolsonaro dá hoje.”

Entenda o corte de verbas do governo na educação



Entenda o que são os “cortes” de gastos na educação. Será que eles ajudam a economia?



Bolsonaro jogou PESADO contra Manifestação de Estudantes!!!




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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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