terça-feira, maio 21, 2019

HOMOSSEXUALIDADE

Por que os Héteros acham que estamos sempre dando em cima deles?




Geralmente utilizo este brógue pra fazer a bisharada rir, mas hoje eu resolvi tocar na ferida, falar de coisa séria e abrir uma discussão sobre esse fato tão presente nossa vida. O fato dos héteros sempre nos acharem uma “ameaça”.

Nessa última semana, presenciei um fato que me fez refletir bastante sobre essa questão. Um deles foi o seguinte: estava eu na academia, quando lá no fundo avisto um “barraco” entre um hétero e um gay. Fiquei muito espantado, pois nunca havia presenciado uma situação daquelas. Todos pararam pra ver a “ceninha” que o cafuçuzinho pantaneiro horroroso fez porque achava que a bee estava dando em cima dele. Gente, foi patético! A bee, horrorizada com o vexame, foi embora e nunca mais voltou. 

Eu faria o mesmo. Mudaria de academia, porque ninguém é obrigado a conviver com esse tipo de gentalha! Sem contar que para mim ficou claro que não estava rolando uma paquera, até por que a bee era linda e o bofe era feiíssimo – gente aquele ali nem batendo no liquidificador e fazendo outro. 

Obviamente, nós não somos cegos, olhar não tira pedaço e a gente olha mesmo! Mas isso não quer dizer que está rolando um flerte. Meo, academia é um lugar cercado de espelhos, além de ser um bueiro agregador de vaidades. Se o bofe não tem capacidade de lidar com uma olhada básica, coisa normal de academia, abandone a musculação porque nas academias hoje somos um número bem significativo. Sem contar que fica super feio pro bofe que se intitula macho pra caramba ficar se doendo por um motivo besta desses. Porque hétero convicto não se importa com uma olhadinha de leve, muito pelo contrário, ele nem nota que você existe naquele momento. 

E, quando nota, ele te ignora, pois a fruta que ele gosta é outra.

Então vamos às minhas reflexões: nessa vida de minoria, eu acabei aprendendo a conviver muito bem com a diferença. Afinal, eu sempre me achei diferente de todas as pessoas do meu convívio, desde pequeno. E isso me tornou uma pessoa muito tolerante em diversos aspectos. Lidar com héteros foi um deles. Tenho muitos amigos héteros e eles sempre me trataram com respeito e consideração.

E isso não veio de graça, vamos conquistando com o tempo. Eu cresci dessa forma e acredito que boa parte das bees já passaram ou passam por isso. Afinal, lidar com hétero no dia-a-dia faz parte da rotina. Amamos todos.

Quando meu gaydar detecta que aquele BM é hétero eu já bloqueio da minha lista de pretensões, porque eu não vim para este mundo para converter pessoas. Converter, eu só converto arquivos no meu trabalho (risos). Sabe aquele ditado “mulher de amigo meu, pra mim é homem”? Comigo é assim também, “homem hétero para mim é racha”. Outro ponto super relevante é o fato de sermos – salvo algumas exceções - muito exigentes. Olha, queridos, aqui em casa, por exemplo, só entra file mignon, só carne de primeira. 

Esse negócio de pegar a primeira coisinha que aparece, comigo não rola. Não coloco qualquer produtinho na minha king size. Por que vocês acham que até hoje eu estou solteiro? Nesse momento eu lembro daquelas amigas héteras que chegam com aquele papinho “eu tenho um amigo pra te apresentar”, daí quando você vê, é aquela desgraça, troféu beleza interior ahahahaah. Não pensem que é só ter um pinto balançando que pra gente já serve. Tem que, além de passar na aprovação do gaydar, ter a beleza e, acima de tudo, cérebro, fica a dica! 

Seria tão mais legal se os héteros tivessem o mesmo senso de tolerância que temos. Falo isso me referindo à postura que adoto quando uma racha vem para cima de mim, toda cheia de amor pra dar. Não quero pagar de gostoso, mas se eu fosse repreender brutalmente cada mulher hétero que se interessasse por mim, gente, eu não teria as amigas que tenho hoje, não é mesmo?  

Gente, gays são pessoas mansas, não há porquê ter medo da gente! Somos dóceis, amáveis, não agredimos ninguém, não saímos pelas ruas atacando casais, não estamos inclusos na parte podre da sociedade, somos inteligentes e super legais. Posso ser até um pouco mais forte, mas não sei bater numa mosca! Quando saio mais tarde pelas ruas da minha cidade, tenho muito medo, mas não é de assalto, é de ser espancado por ser gay. Eu confesso, hoje eu tenho medo é dos héteros. 

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