sexta-feira, maio 10, 2019

MINHA VIDA GAY

Diego Hypolito revela que escondeu ser gay para não perder patrocínios.




Medalhista de prata nos Jogos Rio-2016, Diego Hypolito assumiu publicamente que é gay pela primeira vez. Aos 32 anos, o ginasta contou, em entrevista ao "Uol" publicada nesta quarta-feira, que escondeu o tema durante a carreira com medo de perder patrocínios e por causa da pressão da família.

– Eu vivi a solidão de não ter ninguém com quem eu pudesse compartilhar os dilemas de ser uma pessoa gay numa sociedade preconceituosa. Por mais que todo mundo tenha a impressão de que tem muito gay na ginástica, não tem. Todo mundo me zoava, zombava do meu jeito. Eu tinha o sonho de conseguir uma medalha olímpica e faria de tudo para chegar lá, até esconder quem eu era. Eu tinha certeza que se um dia eu saísse do armário publicamente, perderia patrocínios e minha carreira seria prejudicada – declarou Diego.

Criado em uma igreja e de origem humilde, Hypolito tem uma tatuagem de Jesus crucificado no braço e até hoje frequenta cultos. No relato, o ginasta contou ter se afastado da família por quase um ano quando falou sobre o assunto. Lembrou que, aos 10 anos, um treinador disse para sua mãe que ela deveria mudar a educação do garoto, caso contrário ele se tornaria gay.

– A gente passava por tanta dificuldade em casa... nem sempre tinha o que comer, chegamos a ficar meses sem energia elétrica. Como é que eu ia levar mais um problema para eles? Eles tinham abdicado da vida deles em São Paulo para ir comigo e com a minha irmã Daniele para o Rio. Ia falar sobre sentimentos e coisas pelas quais eu passava sendo que eles tinham tantas preocupações mais sérias? – lembrou Diego.

Hoje, ele diz que se sente confortável para ir a festas sem se esconder, como no passado. Contou que já foi chamado de "Frankenstein" no meio da ginástica, mas se livrou de todos os "pesos" que carregava e teve a aceitação dos pais.

– Quero que as pessoas saibam que eu sou gay e que eu não tenho vergonha disso. E não é porque eu sou que outras pessoas vão querer ser. Isso não tem nada a ver. Já vivi muitos anos pensando no julgamento que os outros fariam sobre mim. Hoje só aceito ser julgado por Deus – disse o medalhista, que hoje acredita ser importante falar sobre o assunto para ajudar outras pessoas.

– Eu preciso falar sobre essas coisas para que elas nunca mais se repitam. Ninguém precisa passar pelo que eu passei para ser campeão. Não existe vitória a qualquer custo – falou.

No ano passado, o atleta já havia revelado ter sofrido abusos sofridos no esporte. Ele contou que atletas mais velhos já o fizeram segurar uma pilha com o ânus e o deixaram pelado, junto com outros dois ginastas, para escrever no peito a frase "Eu", "sou", "gay".

Em um texto escrito em primeira pessoa, Diego, 32 anos, declarou que não falava da sua sexualidade por medo de perder patrocínio e sua tão sonhada carreira na ginastica ser prejudicada.

“Todo mundo me zoava, zombava do meu jeito. Eu tinha o sonho de conseguir uma medalha olímpica e faria de tudo para chegar lá, até esconder quem eu era. Eu tinha certeza que se um dia eu saísse do armário publicamente, perderia patrocínios e minha carreira seria prejudicada”, disse.

– A minha felicidade era a ginástica, então se eu não pudesse ser completo na minha vida pessoal, nem tinha tanto problema. Eu ia continuar a esconder a minha sexualidade para manter vivas as minhas aspirações no esporte. E deu certo, né? Uma medalha de prata em Olimpíada. Dois títulos e outras três medalhas em Mundiais. Mais 69 em Copas do Mundo – lembra o atleta, que pedia aos seus assessores para que jornalistas não abordassem o tema delicado em entrevistas com o ginasta.

Após ficar sem a medalha nas Olimpíadas de Pequim-2008 e Londres-2012, Diego deu a volta por cima no Rio de Janeiro. Mas também revelou um fato que o marcou antes da conquista: sofreu uma síndrome do pânico.

– Eu caí duas vezes em duas Olimpíadas, uma vez de cara, outra de bunda no chão, e enfrentei uma síndrome do pânico antes de conseguir a prata na Rio-2016 - contrariando as expectativas de todo mundo, menos as minhas. Realizei meu sonho e virei exemplo de superação para muita gente. Tenho muito orgulho do que fiz.

Ainda durante a publicação do UOL, Diego afirmou que irmã, Daniele Hypólito, foi seu principal apoio dentro da família, já que sua mãe não aceitou muito bem sua condição sexual.

“Estava me preparando para o Mundial da China, em 2014, quando tomei coragem para contar para a minha mãe. Não tinha coragem de falar por telefone, então, de novo, escrevi uma mensagem. Ela ficou um tempo sem responder e quando respondeu não foi muito gentil. Sendo eu o filho mais próximo, deve ter sido muito difícil para ela também”, disse.

PQ SAÍ DO ARMÁRIO publicamente?



20 homens gays contam as histórias de sua primeira vez. (PARTE 2)




Nem tudo é coração e flores. Vejam as 10 últimas experiências.

11. O taxista dos classificados.

"Procurei nos classificados até encontrar um cara pra uma pegação. Ele me disse para encontrá-lo na biblioteca pública e que ele estaria dirigindo um carro amarelo. Quando cheguei no estacionamento, só havia um táxi lá. Quando o motorista acenou, me caiu a ficha de que o cara havia me respondido enquanto estava dirigindo o táxi dele por aí. Posso dizer pra vocês que, na primeira vez, maior não é melhor. Fiquei caminhando todo estranho por uma semana".

– hastingsianp

12. O cantor principiante.

"Da primeira vez que tive que pagar um boquete, eu disse: 'Parece um microfone, deixa que eu vou cantar nele'. Até hoje morro de vergonha de ter dito isso".

– brendanralphr

13. Sujo e rasteiro.

"Não tinha um lugar por perto em que poderíamos transar, então acabamos fazendo no estacionamento do cinema. Nem preciso mencionar que a parte do joelho do meu jeans ficou todo sujo. A cara da minha mãe quando ela me buscou na estação de trem depois era algo impagável." – David Eden, Facebook

14. A cobertura de pizza.

"Foi no capô de um carro, à noite, com um cara que eu havia conhecido seis horas antes quando ele foi entregar uma pizza na minha casa. Não foi grande coisa".

– Alex Williams, Facebook

15. A atividade extracurricular.

Aconteceu em um acampamento de teatro. Nós flertamos durante o dia e eu me enfiei no seu quarto à noite. Nós ficamos nos pegando por horas, mas sua barba estava me incomodando tanto que eu pedi que fosse raspá-la. Depois que ele voltou, ficamos pelados e ele ficou em uma posição de descanso meio esquisita enquanto eu bombava ele por trás. Eu me lembro de olhar para o relógio, pensando em como estava tarde e que eu deveria estar na cama." – kieleric

16. A longa e dolorosa caminhada para casa.

"Ele tinha pouco mais de 25 cm e era grosso. Não preciso dizer que eu mal conseguia caminhar no dia seguinte".

– Rex Gregory, Facebook

17. A dúvida.

"Reservei um hotel para passar a noite com um cara bem-dotado que eu havia conhecido pela internet. Passei os primeiros dois minutos após a cabeça entrar debatendo comigo mesmo se deveria continuar ou parar ainda a tempo. Quinze minutos depois, me arrependi da minha teimosia como nunca. O que aconteceu depois foram diversas situações constrangedoras, incluindo a percepção de que um dedo ensaboado não era uma preparação adequada".

– willd4e3180ff8

18. Na sauna.

"Eu tinha acabado de sair da academia e estava relaxando na sauna quando notei um cara me olhando. Começamos a conversar e ele tirou a toalha, então eu fiz o mesmo. Quando vi estávamos um por cima do outro, só parando para eu correr até a minha bolsa e pegar uma camisinha. Fiquei por cima dele e durou menos de cinco minutos".

– timh481d93e55

19. O esforço corajoso.

"Minha colega de quarto arranjou um encontro com um amigo dela. Ele veio, jantamos e bebemos muito vinho. Depois da janta, demos uns amassos e fomos para o quarto. Uns 10 minutos mais tarde, nós dois percebemos que estávamos bêbados demais e acabamos dormindo um nos braços do outro. Valeu a tentativa!"

– rossr4a3089f81

20. O rompimento.

"Fiquei tão nervoso na minha primeira vez que, durante o ato, acabei vomitando na cama dele. Terminamos na semana seguinte".

– chopper584717

Observação: As respostas enviadas foram editadas por questões de espaço e/ou clareza.


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