quinta-feira, maio 16, 2019

NOTICIAS DO MUNDO GAY

Grindr será vendida por riscos a segurança nacional dos EUA.




A empresa chinesa que é dona do aplicativo de namoro para gays Grindr fez um acordo com o governo americano para vender o app até junho de 2020. A justificativa de Washington foi de que há temores quanto à segurança nacional, já que a propriedade do software é da China.

A dona do app, a Kunlun Tech, de Pequim, disse num comunicado nesta segunda-feira que o acordo fechado com as autoridades dos EUA proíbe a empresa de acessar informações dos usuários do Grindr e exige a venda do aplicativo até o dia 30 de junho de 2020. O Grindr também não poderá transmitir quaisquer informações presentes no app para qualquer instituição chinesa.

O acordo foi firmado por meio da Comissão de Investimentos Estrangeiros dos EUA, que proíbe aquisição de negócios americanos por empresas do exterior se for considerado que há riscos para a segurança nacional. Entre os riscos considerados, está a possibilidade de o negócio dá a entidades estrangeiras acesso a dados de cidadãos americanos.

A Kunlun comprou o Grind em janeiro de 2018 e informou que estava em negociações com a comissão desde abril. Se não conseguir vender o app até a data combinada, ele será designado a um curador sob os termos do acordo.

Fonte: OGlobo

Prefeito de Dallas recusa-se a dar as boas vindas.




O prefeito de Dallas voltou atrás de sua declaração inicial sobre a visita do presidente Jair Bolsonaro à cidade do Texas, nos Estados Unidos. O democrata Mike Rawlings, diante de um abaixo assinado de 7 dos 14 vereadores da cidade, avisou que, além de não dar as boas vindas ao presidente brasileiro, não participaria de nenhum evento com o líder brasileiro.

O chefe do escritório de comunicação da prefeitura, Scott Goldstein, confirmou para VEJA a versão divulgada por um vereador durante protesto na calçada do edifício do World Affairs Council, sede do think tank local onde Bolsonaro receberá o prêmio “Personalidade do Ano” nesta quinta-feira, 17. A premiação é conferida pela Câmara de Comércio Americana-Brasileira.

O prêmio teria sido entregue a Bolsonaro em Nova York na terça-feira, 14, se sua presença não tivesse alimentado a resistência de ambientalistas, de grupos LGBTQ e do próprio prefeito nova-iorquino, Bill de Blasio. O Palácio do Planalto concluiu pelo cancelamento do evento em Manhattan e, em seguida, surgiu Dallas, no Texas, como local supostamente mais afável. 

O prefeito Mike Rawlings, que está para deixar o cargo em junho, havia adotado um tom mais conciliador. Dissera que, apesar de não concordar com as políticas de Bolsonaro, ele fora eleito legitimamente e mereceria as boas vindas, em respeito aos brasileiros.

Mas, diante da pressão de grupos LGBTQ de Dallas e de uma conversa com vereadores, Rawlings se distanciou da visita do chefe de estado brasileiro. O único vereador gay da câmara de Dallas, Omar Narvaez, um signatário da carta de protesto contra a visita, anunciou a decisão do prefeito durante o pequeno protesto na calçada do World Affairs Council, agradecendo a liderança de Rawlings. 

Narvaez afirmou que o Brasil é o país que mais assassina transgêneros no mundo.

Mesmo gastando mais que turistas héteros, Bolsonaro tira incentivo ao turismo LGBT.


Segundo a consultoria Out Now, o turismo LGBT movimenta anualmente US$ 218 bilhões, R$ 856,72 bilhões na cotação atual. 


O governo publicou nesta quarta-feira (15), em edição do “Diário Oficial da União”, o decreto que aprovou o Plano Nacional de Turismo 2018-2022. O novo texto retira o incentivo ao turismo LGBT.

No plano original, elaborado na gestão do ex-ministro do Turismo, Marx Beltrão, e assinado durante o governo de Michel Temer, as estratégias previam “sensibilizar o setor para a inclusão das pessoas idosas e do público LGBT no turismo”. Agora, elas se restringem ao público idoso.

Em abril deste ano, durante um café da manhã com jornalistas, no Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro disse que o Brasil “não pode ser o País do turismo gay”.

Turistas LGBT .10% dos viajantes no mundo e movimentam 15% do faturamento do setor, segundo dados do plano original.

Mesmo retirando o fomento ao turismo da população LGBT, o novo plano propõe aumentar a entrada anual de visitantes internacionais no País, de 6,5 milhões de pessoas para 12 milhões de pessoas.

O que diz o ministério


Procurado, o Ministério do Turismo afirmou que o Plano Nacional de Turismo tem o objetivo de “estimular o desenvolvimento do turismo para que seja acessível a todos” e alcançar as metas estabelecidas.

Conforme a pasta, as metas são gerar 2 milhões de empregos; incluir 40 milhões de brasileiros no mercado doméstico de viagens; e promover aumento dos atuais 6,6 milhões para 12 milhões o número de turistas internacionais.

Bolsonaro diz que não vai mudar forma de se relacionar com o Congresso.


"O Brasil pediu uma nova forma de se relacionar com os poderes da República, e assim seguirei, em respeito máximo à população", afirmou o presidente. 



Presidente sofreu derrota esta semana e não tem votos suficientes para aprovar a reforma da Previdência.

O presidente Jair Bolsonaro não vai ceder às pressões provocadas pelas derrotas sofridas no Congresso para mudar a articulação política. No Twitter, ele afirmou que o Brasil pediu uma nova forma para se relacionar com os poderes da República e, em respeito à população, assim seguirá.

A declaração do presidente ocorre no momento em que o governo não tem votos para aprovar a reforma da Previdência e tem sido alvo de críticas pelo acúmulo derrotas no Congresso.

Líderes de partidos com afinidade política com o governo têm dado sinais claros de insatisfação. Foi orquestrado por eles, com apoio da oposição, o movimento que levou à convocação do ministro da Educação, Abraham Weintraub, para prestar esclarecimentos no plenário da Câmara dos Deputados.

Por 6 horas, Weintraub foi questionado pelos parlamentares e ouviu queixas de que o governo prioriza “cortina de fumaça” e “questões ideológicas”.

No plenário da Casa, o deputado do Cidadania 

Coelho (PE) reclamou da maneira como o governo tem tratado o Parlamento. Ele destacou o episódio em que 12 deputados viram o presidente ligar para o ministro da Educação e pedir a suspensão do corte no orçamento das universidades.

Em seguida, uma nota da Casa Civil informou que o corte seguia. O texto irritou os deputados que sentiram que se passaram como mentirosos.

“A maneira como o Ministro Onyx se portou com os Parlamentares que lá estiveram, a maneira como esse assunto vem à tona, isso atrapalha por completo o próprio debate que está ocorrendo na Casa, não só sobre educação, mas também sobre Previdência.”

O parlamentar pediu ainda esforço do governo para “virar a página”.

Protestos de rua contra cortes na Educação elevam desgaste do governo.




Desgastado por uma série de derrotas e obrigado a fazer concessões no Congresso Nacional, o governo do presidente Jair Bolsonaro foi alvo nesta quarta-feira, 15, dos primeiros grandes protestos de rua. Manifestações registradas em cerca de 250 cidades do País contra bloqueio de recursos no orçamento da Educação ganharam um contorno mais amplo de críticas à atual gestão. Em viagem oficial nos Estados Unidos, Bolsonaro procurou desqualificar a mobilização classificando a “maioria” dos manifestantes como “idiotas úteis” e “imbecis, que estão sendo usados como massa de manobra”.

Os atos ocorreram no mesmo dia em que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, participou de uma audiência na Câmara dos Deputados. Ele foi convocado por parlamentares para explicar o contingenciamento na área. A sabatina, porém, expôs ainda mais o clima hostil que o governo enfrenta no Congresso. 

O ministro provocou os deputados ao defender o uso de recursos recuperados de corrupção na área, afirmou ter a ficha limpa e não ter passagem pela polícia. Disse que tem carteirada assinada e questionou se os deputados sabem o que é isso. Weintraub foi alvo de vaias de parlamentares da oposição, que pediram em coro sua demissão.

Os protestos pelo País preocuparam o Palácio do Planalto. A avaliação foi a de que as passeatas, em princípio convocadas contra o ministro da Educação, se transformaram em atos de peso contra o governo. A portas fechadas, auxiliares de Bolsonaro disseram que o próprio presidente ajudou a inflamar os protestos ao atacar os manifestantes.

À noite, em entrevista à GloboNews, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, avaliou como “natural” que a população brasileira tenha saído às ruas para protestar contra o contingenciamento de verbas à Educação, mas lamentou que alguns grupos tenham tentado “manipular” os movimentos levantando bandeiras político-partidárias. Ele destacou que o contingenciamento de verbas foi “generalizado”, e não atingiu somente o MEC.

Nos atos, diversas faixas usavam a palavra “balbúrdia” para protestar contra o governo. Os manifestantes faziam referência à entrevista dada pelo ministro ao Estado, no qual ele anunciou que universidades federais que promovessem “bagunça” ou “evento ridículo” teriam até 30% de seus recursos bloqueados.




Os maiores eventos aconteceram na Avenida Paulista, em São Paulo, e na região central do Rio. Centrais sindicais deram suporte para as manifestações. Na tentativa de pegar carona nos atos, a CUT decretou “dia nacional de mobilização” em todos os seus sindicatos. A Força Sindical emprestou carros de som e fez pequenas paralisações em fábricas nos Estados para tratar do tema dos protestos.

O presidente da República em exercício, Hamilton Mourão, avaliou que houve “exploração política” das manifestações.

Na capital paulista, participantes carregavam bandeiras de movimentos estudantis, centrais sindicais e partidos de esquerda. Mas a grande maioria era formada por professores, estudantes e pais de alunos que foram à manifestação de forma espontânea.

Movimentos que atuaram de forma ativa nas manifestações pelo impeachment da presidente cassada Dilma Rousseff não participaram dos protestos. Em suas redes sociais, o MBL, porém, fez criticas ao Executivo: “Governo se embananou todo com a história da balbúrdia, ficou uma semana em cima de uma narrativa falsa e esquerda soube aproveitar, mesmo que com distorção, a oportunidade pra fazer uma de suas maiores mobilizações de rua desde o começo do impeachment.”

Apoiadores de Bolsonaro se dividiram nas redes sociais em críticas ou apoio às manifestações. No Twitter, o músico Lobão disse que “vai vir das ruas e dos estudantes o início da revolta”. “Chamar estudante de idiota útil me lembra o Collor, meio fora da casinha. O presidente tem sido relapso com essa base”, completou.

Já o youtuber Nando Moura fez vídeo para dizer que os governos petistas também cortaram verbas de educação. “Enquanto o PT fazia a maior putaria, estavam todos quietinhos. Agora inventam essa esparrela, quando as pautas são Lula Livre e Fora Bolsonaro”, afirmou. /RICARDO GALHARDO, BRUNO RIBEIRO, ISABELA PALHARES, VERA ROSA, JULIA LINDNER, RENATA AGOSTINI, RENATO ONOFRE, BRUNO CAPELAS e LETICIA FUCUCHIMA

Enem: presidente do Inep garante que não haverá censura de temas LGBTs.


Presidente do Inep, Elmer Vicenzi 


O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Elmer Vicenzi, garantiu que não haverá censura de temas pró diversidade nas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano. As provas estão confirmadas para acontecerem nos dias 3 e 10 de novembro.

As suspeitas sobre a possível censura do tema da próxima prova vêm desde que o presidente Jair Bolsonaro (PSL), questionou o tema de um enunciado do último exame. Na questão, o texto fazia referência ao pajubá, dialeto utilizado pelas travestis.

Em audiência pública na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, Elmer informou que não há perspectiva de corte de temas sobre minorias. “A matriz de referência de estudo para os alunos é a mesma de 2009”, acrescentou.

Conforme o presidente, assim como outros anos, existiu a formação de uma comissão de três pessoas para avaliar as questões da próxima prova, mas não houve nenhum tipo de julgamento ideológico. “Em 2016, também houve comissão instalada para leitura da prova”, lembrou.

Pão de Açúcar se posiciona sobre caso de segurança que agrediu travesti.


Travesti Lorena da Paulista


A rede Pão de Açúcar se posicionou sobre o caso de agressão que envolveu um de seus funcionários e a moradora de rua transexual, Lorena da Paulista. O caso aconteceu neste último sábado (13), na rua Consolação, centro comercial de São Paulo.

Em nota enviada ao Observatório G, a Pão de Açúcar informou que o segurança, que já foi afastado da atividade, na verdade ele era “um prestador de serviços que trabalhava em outra unidade, na av. Angélica, e que se encontrava, naquele momento, fazendo compras e fora de serviço”, disse.

Ainda de acordo com a rede, após o acontecido, ela tentou localizar Lorena para dar um suporte, mas não conseguiu. A moradora de rua só foi encontrada nesta segunda-feira (13).

“Desde o ocorrido, a rede passou a procurar Lorena nas imediações da loja, conseguindo encontrá-la nesta segunda-feira (13.05), para prestar um suporte e auxiliá-la no que ela julgar necessário”.

No ultimo final de semana o caso de agressão viralizou nas redes após uma testemunha compartilhar o caso em sua conta do Instagram. “Ele saiu de dentro do mercado dizendo que já tinha acabado o expediente e que agora poderia fazer o que ele queria. E bateu nela até ela desmaiar”, declarou.

Lucas Albert revela que ajudará travesti agredida por segurança do Pão de Açúcar.


Influenciador Lucas Albert 


Lucas Albert, é ainda uma revelação no humor mas já conta com milhões de sesguidores nas redes sociais. Na última semana, o youtuber viralizou um de seus vídeos através do Twiiter – nele uma travesti de nome Lorena encontra com o jovem e outros amigos e desabafa sobre as dificuldade do dia dia – ironicamente, dias após esta homenagem de Lucas, Lorena fora agredida brutalmente por um funcionário da rede de supermercados Pão de Açúcar. 

Em nota enviada ao Observatório G, a Pão de Açúcar informou que o segurança, que já foi afastado da atividade, na verdade era “um prestador de serviços que trabalhava em outra unidade, na av. Angélica, e que se encontrava, naquele momento, fazendo compras e fora de serviço”, disse.

Procurada por alguns internautas, Lorena explicou sobre o caso – “Ele saiu de dentro do mercado dizendo que já tinha acabado o expediente e que agora poderia fazer o que ele queria. E bateu nela até ela desmaiar”, declarou uma testemunha.

Em entrevista ao Observatório G, Lucas Albert revela que ele e seu amigo, também instagrammer e youTuber, Carlinhos Maia, irão ajudar Lorena. Confira:

Quando e como você conheceu Lorena?


Eu conheci ela através do Diogo Oliveira, arquiteto de São Paulo. Eles se conhecem há anos.

Vocês criaram algum movimento para ajudá-la monetariamente ou algo assim?


Colocamos uma pessoa pra acompanhar ela diretamente de São Paulo, e iremos providenciar uma mudança na vida dela juntamente com Carlinhos Maia e Diogo Oliveira.

Depois que Lorena fora agredida por um segurança do supermercado Pão de Açúcar, vocês encontraram-na de novo? 


Não, mas testemunhas falaram que o segurança do Pão de Açúcar tinha acabado o seu expediente do dia e logo após foi agredir a Lorena covardemente pois durante o trabalho ela estava pedindo por um sabonete. Mas ele já foi demitido devido ao alcance e repercussão dos vídeos na internet.

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