segunda-feira, maio 06, 2019

NOTICIAS DO MUNDO GAY

Brunei diz que não aplicará pena de morte para gays após reação internacional.


Manifestantes protestam em frente a hotel que é propriedade do sultão do Brunei em Londres, em abril. 


Código penal previa pena de morte, inclusive por apedrejamento, para homossexuais.

O sultão de Brunei, Hassanal Bolkiah, estendeu neste domingo (5) uma moratória à pena de morte para uma nova lei que proíbe sexo homossexual, buscando amenizar uma indignação internacional liderada por celebridades como George Clooney e Elton John.

O pequeno país do sudeste asiático foi alvo de críticas quando apresentou sua interpretação da lei islâmica, a sharia, em 3 de abril, punindo a sodomia, adultério e estupros com pena de morte, inclusive por apedrejamento.

O Brunei tem consistentemente defendido seu direito de implementar as leis, que tiveram elementos adotados inicialmente em 2014 e que, desde então, vêm sendo introduzidas em fases.

No entanto, em uma rara resposta a críticas direcionadas ao rico Estado petroleiro, o sultão disse que a pena de morte não será imposta na implementação da Ordem do Código Penal Syariah (SPCO, na sigla em inglês).

Alguns crimes já preveem a pena de morte em Brunei, incluindo assassinato premeditado e tráfico de drogas, mas nenhuma execução foi realizada desde a década de 1990.

“Eu estou ciente que há muitas questões e má interpretações relacionadas à implementação da SPCO. No entanto, acreditamos que assim que essas forem resolvidas, o mérito da lei será evidente”, disse o sultão em discurso antes do início do Ramadã, o mês sagrado para os islâmicos.

“Como é evidente há mais de duas décadas, temos praticado uma moratória de fato sobre a execução da pena de morte para casos sob a lei comum. Isso também será aplicado a casos sob a SPCO, o que oferece um escopo mais brando para remissão”.

Prefeito de Nova York celebra cancelamento de viagem de Bolsonaro: 'Seu ódio não é bem-vindo'.


"Não fiquei surpreso – valentões geralmente não aguentam um soco”, escreveu De Blasio no Twitter.


Democrata Bill de Blasio vinha fazendo campanha contra a premiação do presidente brasileiro, pela Câmara de Comércio Brasil-EUA, na cidade.

O prefeito de Nova York celebrou publicamente neste sábado (4) o cancelamento da viagem do presidenteJair Bolsonaroa Nova York. Em sua conta oficial no Twitter, o político democrata afirmou não ter ficado surpreso que Bolsonaro - que ele chama de “valentão” - tenha recuado diante da pressão.

O presidente brasileiro iria a Nova York para receber o prêmio de “Personalidade do Ano”, concedido pela Câmara de Comércio Brasil-EUA. Após uma forte pressão de grupos contrários a Bolsonaro e do próprio prefeito da cidade, o brasileiro decidiu não ir.

“Jair Bolsonaro aprendeu do pior jeito que os nova-iorquinos não fecham os olhos para a opressão. Nós expusemos sua intolerância. Ele correu. Não me surpreende – valentões geralmente não aguentam um soco”, escreveu. “Seu ódio não é bem-vindo aqui”, completou.

O prefeito ainda disse que o “ataque de Bolsonaro aos direitos LGBTQ” e seus “planos destrutivos para o nosso planeta” se refletem em outros líderes pelo mundo, inclusive nos EUA. “TODOS devem se levantar, falar e lutar contra esse ódio temerário”, disse.

De Blasio, que é de oposição a Donald Trump, havia encampado uma briga com Bolsonaro pelas redes sociais. Ele já havia afirmado que o presidente brasileiro é um “homem perigoso”, cujos “racismo evidente, homofobia e decisões destrutivas terão um impacto devastador no futuro do nosso planeta”.

Ele ainda agradeceu, em nome de Nova York, ao Museu de História Natural, que dias antes havia cancelado o aluguel de seu espaço para o evento no qual Bolsonaro seria homenageado. Havia pelo menos 3 anos que a mesma cerimônia era celebrada no museu, sem qualquer problema.

A justificativa para o cancelamento da viagem apresentada pelo Planalto, na sexta, cita De Blasio.

“Em face da resistência e dos ataques deliberados do prefeito de Nova York e da pressão de grupos de interesses sobre as instituições que organizam, patrocinam e acolhem em suas instalações no evento anualmente, ficou caracterizada a ideologização da atividade”, diz a nota do gabinete do porta-voz, general Otávio do Rêgo Barros.

“Em função disso, e consultados vários setores do governo, o presidente Bolsonaro decidiu pelo cancelamento da ida a essa cerimônia e da agenda prevista para Miami”, completa o texto.

Após pressão LGBT e retirada de patrocínios, Bolsonaro desiste de receber homenagem nos EUA.


Jair Bolsonaro cancela viagem aos Estados Unidos, onde receberia homenagem


Presidente atribuiu desistência à 'ideologização da atividade'. Três empresas cancelaram apoios ao evento devido a protestos de ativistas LGBT.

O presidente Jair Bolsonaro cancelou a viagem que faria aos Estados Unidos no próximo dia 12 de maio para ser homenageado em Nova York como a “Personalidade do Ano” pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos. Ele participaria de outros eventos na cidade e em Miami. Em nota divulgada na noite desta sexta-feira pelo Planalto, o presidente agradeceu a homenagem da Câmara de Comércio, mas admitiu que o cancelamento da viagem ocorreu após a premiação ter gerado protestos nos EUA. O prefeito de Nova York, o democrata Bill de Blasio, chegou a chamar Bolsonaro de “ser humano perigoso”.

“Em face da resistência e dos ataques deliberados do prefeito de Nova York e da pressão de grupos de interesses sobre as instituições que organizam, patrocinam e acolhem em suas instalações o evento anualmente, ficou caracterizada a ideologização da atividade”, informou o texto divulgado pelo gabinete do porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros.

Nas últimas horas, um abaixo-assinado contra a ida do presidente brasileiro à cidade obteve, em poucas horas, mais de 58 mil assinaturas, sob a alegação de que Bolsonaro é uma ameaça ao meio ambiente, aos direitos LGBTQI+ e às minorias. Da mesma forma, ativistas estão, desde o dia 30 de abril, protestando diariamente na porta do hotel Marriott Marquis, que receberia a premiação, que estava prevista para 14 de maio. O abaixo-assinado foi lançado pelo senador estadual democrata de Nova York Brad Hoylman, que representa, entre outras áreas de Manhattan, Times Square, onde está localizado o hotel.

No último dia 30, pelo menos três empresas que figuravam entre as patrocinadoras do evento na Câmara retiraram seus apoios: a companhia aérea Delta, a consultoria Bain & Company e o jornal Financial Times. A Folha de S. Paulo ainda revelou que, pela primeira vez o Banco do Brasil apoiava o evento — colocando dinheiro estatal no jantar de gala. Além disso, o Consulado-Geral do Brasil em Nova York confirmou ao site O Globo ter adquirido uma mesa de dez lugares no evento ao custo de US$ 10 mil.

A emissora americana CNBC afirmou que a decisão das três empresas de deixarem de patrocinar o evento ocorreu após a pressão de ativistas LGBTQI+, que criticam as políticas, posições e declarações homofóbicas do presidente brasileiro.

MP pedirá quebra de sigilo bancário e fiscal de Flávio Bolsonaro e Queiroz.




O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) vai pedir à Justiça a quebra dos sigilos fiscais e bancários do senador Flávio Bolsonaro e do seu ex-motorista, Fabrício Queiroz. 

A informação é da coluna do jornalista Lauro Jardim de O Globo. Desde fevereiro, as investigações estão sendo lideradas pelo  promotor Luís Otávio Lopes.

O senador, que é filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), recentemente entrou na Justiça para interromper a investigação do Ministério Público do Rio contra seu ex-assessor, alegando que o órgão acessou seus dados ilegalmente. 

Seu pedido, porém, foi indeferido pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Fabrício Queiroz é investigado por uma movimentação considerada atípica em sua conta bancária, segundo identificou o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). 

Entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, período em que era assessor parlamentar de Flávio Bolsonaro, R$ 1,2 milhão passou pela sua conta.

Antirretrovirais previnem transmissão do HIV entre homens gays, diz estudo.


Símbolo da luta contra o HIV/Aids


Um estudo europeu feito com casais de homens gays provou que medicamentos antirretrovirais, utilizados em casais sorodiscordantes, são capazes de prevenir a transmissão sexual do vírus do HIV.

Na pesquisa, que foi publicada nesta quinta-feira (2), no conceituado jornal médico Lancet, os pesquisadores contaram que o estudo foi realizado com cerca de 1.000 casais durante oito anos.

Ainda de acordo com a pesquisa, a avaliação foi importante para obter novas informações sobre os riscos de transmissão do HIV entre casais gays sorodiscordantes, em que o parceiro positivo esteja com a carga viral indetectável.

“Nossas descobertas fornecem evidências conclusivas para homens gays de que o risco de transmissão do HIV com terapia antirretroviral supressiva é zero”, disse a professora Alison Rodger, da University College London e coautora da pesquisa.

Apesar da novidade sobre o tratamento com antirretroviral e o número de mortes por aids terem caído significativamente, especialistas da área da saúde têm afirmado que o número de gays infectados seguem bastante alto. Cerca de 1,8 milhão de novos casos de HIV ainda são registrados por ano em todo o mundo.

Casal gay vítima de homofobia em boate de RO: “Vou quebrar vocês na porrada”.




Um casal gay afirma ter sido vítima de homofobia enquanto participava de uma festa em uma casa noturna de Porto Velho. O caso se tornou notório e ganhou grande repercussão após postagem na última quinta-feira (2), quando Iago Henrique, de 25 anos, desabafou o ocorrido no facebook.

“Eu estava abraçado com meu namorado e ele falou algo no meu ouvido e depois me beijou. Eis que um cara separou a gente aos gritos dizendo ‘Seus imundos se querem se comer que seja longe daqui. Eu mando nessa p****. Se [eu] ver se agarrando de novo vou quebrar vocês na porrada. Eu tô aqui com minha família seus desgraçados”, relatou o jovem na postagem.

Segundo Iago, a represália ocorreu na frente dos seguranças do local que, por sinal, permaneceram calados diante da covardia.

“Chegaram uns quatro amigos do cara já para cima da gente e eles começaram a vir dançando em cima de nós, meio que para começarem uma briga. Eu olhei para o segurança, mas ele nem se mexeu. Só me olhou e baixou a cabeça. Até que meu amigo chegou com outro segurança e levou eles [os agressores] para outro lugar”, lembra o jovem.

Ademais, Iago relata também que o mesmo segurança chegou a rir da situação. “A mulher do cara que gritou com a gente foi pedir desculpas. Ele deu um puxão nela pelo braço, mandou ela calar a boca e a empurrou. [Ele] foi até o segurança, fez uma piada sobre a gente e o segurança só riu”, afirma o jovem.

Medo

Procurado pelo G1, o garoto afirmou ter medo que isso ocorra novamente. Aliás, nessas situações, os desfechos costumam ser fatais. 

“Minha mãe pediu para eu apagar o post. Até ela tem medo que as pessoas que frequentam a boate, ou que são simplesmente homofóbicas, maltratem ou tentem me atacar na rua, me ameacem ou que eu seja vítima de alguma represália inspirada por isso. A família do meu namorado está revoltada, quer que tomemos atitudes mais firmes, mas acontece que o medo de algum tipo de perseguição é muito preocupante”, lamenta Iago.

“No meu próprio post, uma moça que estava no mesmo dia em que isso aconteceu comigo, relatou que um homem estava na frente do banheiro feminino mostrando o órgão genital para ela, e isso tudo na frente dos seguranças que, mais uma vez, não fizeram nada. Pelo que pareceu, a atitude homofóbica e agressiva do homem era algo normal e certo para ele”.

Posicionamento da Boate

Não obstante, a Broadway ratificou que recrimina qualquer atitude racista, discriminatória, homofóbica e enfatizou que repudia veementemente qualquer ação que possa ocasionar danos morais e físicos, ou que aflija à Dignidade da Pessoa Humana.

A boate também informou ao G1, que só tomou conhecimento do fato através das mídias sociais. Sobre a postura dos seguranças, assegurou que já foram orientados sobre a postura correta adotada pela casa.

Ademais, a boate também afirma estar à disposição para que os agressores sejam devidamente punidos, conforme determinação da lei.



Faculdade de Salvador se recusa a alterar nome de aluna trans e é processada.




Uma universidade de Salvador está sendo processada por se negar a trocar o nome de batismo de uma de suas alunas transexuais, para o nome social. O caso vem se estendendo na justiça desde 2018.

Em entrevista a o site Põe Na Roda, a aluna, Van Amorim, disse que teria solicitado a troca do nome à faculdade UNIFACS logo no momento da matrícula, em 2018, mas eles teriam se negado, causando diversos constrangimentos a jovem. Por conta disso, vanessa teve que mover uma ação judicial para ter seus direitos assistidos.

“Minha militância se dá em nome de todas as pessoas trans que desejam ingressar na universidade, para que esse descaso não aconteça com mais ninguém, pois é impossível pensar em universidade, sem inclusão social”, disse Vanessa, que, através do ProUni, ganhou uma bolsa integral para estudar na instituição.

Após entrar na justiça, Vanessa chegou a receber um retorno amigável da instituição. Mas o contato foi apenas para falar que eles só fariam a alteração do nome, se ela tivesse algum documento oficial com foto que constasse o nome feminino.

Apesar de já ter ganhado em algumas instâncias, a jovem afirmou que a universidade contratou uma advogada de São Paulo, que tem utilizado de embargos, para protelar o processo. “Vou usar esse dinheiro para lançar o meu primeiro livro, pois será o maior legado que posso deixar para a sociedade e a melhor resposta para a universidade”, disse a estudante.

A busca pela troca do nome social é uma das batalhas mais travadas pela comunidade transexual. Em Santa Catarina, a quarta Câmara Civil do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) decidiu, autorizar a mudança de registro civil do nome e gênero de uma pessoa transgênero. A nova norma não depende de cirurgia de alteração de sexo e laudo médico ou psicológico.

Trans é morta a pauladas na zona sul de São Paulo.




Uma transexual foi assassinada a pauladas, na região da Saúde, na zona sul de São Paulo. A Polícia Civil tenta identificar o autor do crime. O agressor está foragido.




A vítima Larissa Rodrigues da Silva, de 21 anos, estava com outra pessoa na Alameda dos Tacaúnas, rua residencial da Saúde. Por volta das 22h10, um homem que dirigia um Volkswagen Voyage tentou a atropelar as duas, segundo boletim de ocorrência informado pela Secretaria da Segurança Pública (SSP).

À polícia, a testemunha contou que o homem retornou depois, desembarcou do veículo e usou um pedaço de madeira para golpear Larissa na cabeça. O criminoso fugiu na sequência.

Policiais militares foram acionados para atender a ocorrência de agressão e encontraram Larissa caída. Ela foi socorrida por uma ambulância ao Hospital Municipal Doutor Arthur Ribeiro Saboya, também na zona sul, mas não resistiu aos ferimentos.

O homicídio foi registrado no 27.º Distrito Policial (Campo Belo). O delegado solicitou perícia no local, além de exame necroscópico.

Fonte: Uol

Nenhum comentário:

Postar um comentário