sexta-feira, maio 10, 2019

POLÍTICA

Sem falar de meta de economia, Guedes defende que reforma da Previdência combate privilégios.



Guedes não afirmou claramente quanto o governo pretende economizar com a proposta.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a dizer que a reforma da Previdência ataca privilégios e uma dinâmica de transferência perversa de renda em contraposição ao modelo atual, que disse estar condenado à explosão, mas não mencionou, num primeiro momento, a economia que o governo almeja com a investida.

Em sua participação inicial em audiência pública na comissão especial que analisa a proposta na Câmara dos Deputados, Guedes não falou sobre a necessidade de o texto assegurar um ganho fiscal de pelo menos 1 trilhão de reais em uma década ?cifra que vinha reiterando publicamente.

Quando participou de audiência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, no início de abril, o ministro afirmou que não teria coragem de lançar o sistema de capitalização se a economia chancelada pelo Congresso com a reforma ficasse abaixo desse patamar. De lá para cá, o presidente Jair Bolsonaro chegou a dizer que a “previsão mínima” de economia era de 800 bilhões de reais em 10 anos.

Após acompanhar o início da audiência, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou a jornalistas que a expectativa é de aprovação da reforma na Casa num “prazo razoável”, com economia que “garanta a possibilidade de equilíbrio do sistema previdenciário brasileiro”.

“Um trilhão (de reais) como referência é uma boa referência, pode ser um pouco mais ou pouco menos”, disse.




Combate a privilégios

Nesta quarta-feira, Guedes ressaltou que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que muda as regras para a aposentadoria fará com que os mais favorecidos trabalhem mais, fiquem mais tempo no mercado de trabalho e contribuam com alíquotas mais altas.

“Justamente os mais favorecidos se escondem atrás da assistência social e dizem que essa reforma é para prejudicar os desassistidos, quando é exatamente o contrário”, afirmou ele.

“Justamente os mais beneficiados, que pagam propaganda em televisão, que gastam mais em recursos. A notícia que nós tivemos é que gastaram aí 100 milhões (de reais) em propaganda contra, quando o governo está gastando muito menos que 30 por cento disso. E a propaganda contra é exatamente dos mais favorecidos usando os menos favorecidos como um escudo para a transferência perversa de renda”, acrescentou.

Em apresentação, o governo afirmou que hoje os 15 por cento mais ricos acumulam 47 por cento da renda previdenciária. No Regime Geral de Previdência Social (RGPS), dos trabalhadores da iniciativa privada, 62,5 por cento dos benefícios são de até 1 salário mínimo.

De acordo com os dados expostos aos parlamentares, a economia por indivíduo com a reforma da Previdência será de 11,3 mil reais em 10 anos no RGPS, pulando para 157 mil reais per capita no Regime Próprio da Previdência Social (RPPS), dos servidores públicos.

Ao contrário da audiência de Guedes na CCJ, que terminou com confusão e foi marcada por longas falas da oposição e atuação incipiente de parlamentares do PSL, partido do presidente, desta vez os deputados contrários e favoráveis à reforma falavam de maneira intercalada, seguindo acordo prévio.

'Estamos numa guerra', diz Bolsonaro sobre ataques contra ministro Santos Cruz.




Críticas indiretas ao general foram feitas inclusive no perfil oficial do presidente; Guerrilha contra o militar começou com Olavo de Carvalho.

Após um dia de artilharia pesada nas redes sociais contra o ministro da Secretaria de Governo, Santos Cruz, inclusive com críticas indiretas ao general publicadas em sua conta no Twitter, o presidente Jair Bolsonaro disse, nesta segunda-feira (6), que há uma “guerra” e que os militares “estão preparados” para ela.   

“Estamos em uma guerra. Eles, melhor do que vocês, estão preparados para a guerra”, disse Bolsonaro, visivelmente incomodado com as perguntas dos jornalistas sobre os ataques. 

Um pouco antes, no entanto, ele tinha negado que haja uma divisão. “Não existe grupo de militares nem grupo de olavos aqui. Tudo é um time só”, disse.

Mais cedo, ele havia dito que apoia Santos Cruz e que conversou com o ministro na noite de domingo, mas negou que o militar tenha pedido demissão.

“Essas coisas menores o pessoal sabe que eu não perco tempo com isso, que nosso objetivo é outro e que temos que despender nossa energia em outras áreas”, disse.

Não foi o que se viu no fim de semana - e nem nas últimas semanas, quando se intensificaram os ataques dos olavistas, inclusive os filhos do presidente, ao vice-presidente, general Hamilton Mourão.

No domingo (5), após críticas diretas do guru do bolsonarismo Olavo de Carvalho contra Santos Cruz, com base em uma entrevista dada pelo ministro há mais de um mês, olavistas e apoiadores de Bolsonaro conseguiram colocar a hashtag #ForaSantosCruz nos assuntos mais comentados do Twitter.

Na entrevista à Jovem Pan, de Boston, Santos Cruz havia dito que o uso das redes sociais deveria “ser disciplinado”. “Até a legislação tem de ser aprimorada, e as pessoas de bom senso têm de atuar mais para chamar as pessoas à consciência de que a gente precisa dialogar mais, e não brigar”, afirmou, na época.

“Controlar a internet, Santos Cruz? Controlar a sua boca, seu merda”, escreveu Olavo de Carvalho em seu perfil no Twitter no domingo. No dia anterior, tinha chamado o general de “apenas uma bosta engomada”.

Por trás dos ataques, está a disputa de poder entre Olavo e sua trupe e os militares no governo, que já se tornou mais evidente no Ministério da Educação, na Apex e no próprio Planalto.  

No domingo, após a hashtag pedindo a saída de Santos Cruz, os filhos do presidente, Eduardo e Carlos, e o próprio perfil de Bolsonaro publicaram tuítes em que falavam da importância de não regulamentar as redes sociais, numa crítica clara à fala do general, mas sem citá-lo. “Quem achar o contrário recomendo um estágio na Coréia do Norte ou Cuba”, diz o texto postado no perfil de Bolsonaro.

Nesta segunda-feira, vários militares saíram em defesa de Santos Cruz, inclusive o vice, Mourão. 

“Esses ataques são totalmente sem nexo. Se nós ignorarmos, será muito melhor para todo mundo”, disse o vice-presidente.

Já o ex-comandante do Exército general Eduardo Villas Bôas disse, pelo Twitter, que Olavo de Carvalho é um “Trótski de direita”, que, “a partir de seu vazio existencial, derrama seus ataques aos militares e às Forças Armadas demonstrando total falta de princípios básicos de educação, de respeito e de um mínimo de humildade e modéstia”.

“Eu não tenho nada a ver com o Villas Bôas, é um comandante que eu respeito. O nosso Brasil está no caminho certo e os ministros estão todos fazendo o que é determinado”, disse Bolsonaro, ao ser questionado também nesta segunda sobre as declarações do ex-comandante do Exército.

Bolsonaro cede à pressão política e decide recriar dois ministérios.


A decisão de recriar dois ministérios foi tomada pelo presidente Jair Bolsonaro em reunião com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE).


Ministério do Desenvolvimento Regional será desmembrado em duas pastas, das Cidades e Integração Nacional.

O presidente Jair Bolsonarocedeu à pressão de parlamentares e aceitou recriar os ministérios das Cidades e Integração Nacional, a partir do desmembramento do atual Ministério do Desenvolvimento Regional.

A decisão foi tomada na manhã desta terça-feira, em reunião do presidente com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), relator da medida provisória da reforma administrativa e que contemplará as mudanças.

“Essa é a grande novidade do relatório”, disse Bezerra Coelho, em entrevista que deu após se reunir com o ministro da Economia, Paulo Guedes.

O senador afirmou que isso não significa que haverá mais uma ministério na Esplanada ?passariam a ser 23? porque, se for aprovado o projeto que garante autonomia ao Banco Central, o BC perderá status de ministério e, assim, permaneceriam os atuais 22 ministérios.

O relator, que quer votar na comissão especial na quarta-feira, disse ter comunicado na reunião a Guedes que o registro sindical vai sair do Ministério da Justiça para ir para o Ministério da Economia. O titular da Economia queria que essa atribuição ficasse na pasta da Justiça.

Outro ponto que o Bezerra destacou do seu parecer é que também vai manter o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) no Ministério da Justiça, conforme adiantado na véspera. Ele disse, contudo, que esse ponto pode ser aprovado por um placar apertado na comissão, uma vez que há parlamentares que defendem que o Coaf fique no Ministério da Economia.


Calma! A reforma vai resolver tudo!



As Forças Armadas perderam a serventia!



CAPITÃO espera Impeachment do BOLSONARO e Queda Econômica!!!



Bom dia 247 (6.5.19): Bolsonaro frita general e abre crise militar



Volta do Bozo ao SBT a pedido de Silvio Santos foi constrangedora | Galãs Feios



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