sexta-feira, maio 17, 2019

POLÍTICA

Em derrota do governo, Câmara convoca ministro da Educação para ser sabatinado no plenário.




“A convocação não é agradável, mas é do jogo democrático”, diz Joice Hasselmann (PSL-SP), líder do governo no Congresso.

Em derrota do governo, o plenário da Câmara dos Deputados convocou, por 307 votos a 82, o ministro Abraham Weintraub para prestar esclarecimentos sobre os cortes na educação. 

No momento em que o Planalto busca apoio de parlamentares para aprovar a medida provisória que cria os 22 ministérios, líderes de partidos com afinidade com o governo se juntaram à oposição na articulação. Apenas o Novo e o PSL se posicionaram contra. 

Weintraub deverá comparecer na Câmara nesta quarta-feira (15) para ser sabatinado. Já havia uma visita do ministro confirmada à Comissão de Educação na mesma data, mas o plenário decidiu que ele deverá prestar explicação aos 513 parlamentares.

O último ministro a ser convocado ao plenário foi Cid Gomes (Educação), em 2015. A sessão levou à sua demissão. Antes dele, em 1991, foi convocado o titular da Agricultura Antônio Cabrera. 

Líder do governo no Congresso, a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) reconheceu o desgaste. “A convocação não é agradável, mas é do jogo democrático”, afirmou.

O placar sinaliza isolamento do governo. Quando o PSL pediu votação nominal do requerimento, o líder da maioria, Aguinaldo Ribeiro (PP-AL), ironizou. “Vamos ver quantos votos o governo tem”, disse.




A decisão de colocar o requerimento de convocação do ministro em pauta ocorreu em reunião de líderes na tarde desta terça-feira (14) sem a presença do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Ele está em viagem aos Estados Unidos.

Os líderes, entretanto, não entraram em acordo em relação à votação da MP que cria a estrutura do governo do presidente Jair Bolsonaro. Se não for votado até 3 de junho na Câmara e no Senado, o texto perde a validade e o País voltará a ter a 29 ministérios.

Do partido de Bolsonaro, a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) afirmou que o centrão e a oposição decidiram convocar o ministro para adiar a votação da MP.

“Qual é a intenção real de se convocar ministro para ir ao Plenário? Por que estão com medo de discutir as medidas provisórias? Por que insistem em tirar o Coaf do Moro? Para proibir a Receita Federal de representar?”, questionou.

Líder do PT, o deputado Paulo Pimenta (RS) ressaltou a falta de articulação do governo. “Estamos vivendo o inusitado: votando a convocação de um ministro sem um líder em Plenário. A nova política deve ser isso, um governo sem liderança e que mergulha o País no caos. Por isso precisamos conversar com o ministro da Educação.”

Clima de tensão

Após a convocação do ministro, cerca de 12 parlamentares foram ao Planalto conversar com o presidente e contaram que o viram ligar para o ministro da Educação e mandar suspender o corte nas universidades. A notícia logo se espalhou pelo Congresso e, em seguida, a Casa Civil divulgou uma nota negando a informação.

“Não procede a informação de que haverá cancelamento do contingenciamento no MEC”, diz a nota da Casa Civil.

Os parlamentares ficaram indignados com por terem se passado de mentirosos. O deputado Capitão Wagner (Pros-CE), um dos principais aliados de Bolsonaro que estava presente na reunião, saiu contra o governo. Disse que o episódio mostra que o Planalto está “batendo cabeça”.

Manifestações

O ministro foi convocado para explicar o corte de 30% no orçamento da área, especialmente nas universidades e institutos federais. Autor do requerimento, o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) destacou sintonia com a sociedade, que planeja manifestações para esta quarta-feira em defesa da educação.

Além do corte, declarações do ministro em relação sobre a área motivaram a convocação da manifestação. No mês passado, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Weintraub disse que “universidades que, em vez de procurar melhorar o desempenho acadêmico, estiverem fazendo balbúrdia, terão verbas reduzidas”. 

“A universidade deve estar com sobra de dinheiro para fazer bagunça e evento ridículo”, afirmou o ministro citando casos de “sem-terra dentro do campus, gente pelada dentro do campus”, disse.

Sócio da Gol diz, em delação, que Rodrigo Maia recebeu 'benefícios financeiros'.


“Nunca me pagou nada, isso é mentira dele”, disse Maia, sobre delação do sócio da Gol Henrique Constantino.


'Nunca me pagou nada', responde presidente da Câmara; Henrique Constantino também cita Temer, Geddel e Eduardo Cunha em casos de propina.

O empresário Henrique Constantino, um dos sócios da companhia aérea Gol, citou em acordo de delação premiada o presidente da Câmara,  Rodrigo Maia  (DEM-RJ), como envolvido em “benefícios financeiros” por meio da Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear), segundo informações obtidas pela Reuters.

A menção a Maia e a outros sete parlamentares e ex-parlamentares consta do Anexo 7, um dos 10 anexos do acordo de colaboração que o empresário firmou em fevereiro com o Ministério Público Federal (MPF), que foi homologado pela Justiça Federal em Brasília.

O conteúdo da delação que envolve o presidente da Câmara e os demais parlamentares e ex-parlamentares, que foi obtido pela Reuters, está sob sigilo.

Em entrevista durante viagem que faz a Nova York, Maia disse que Constantino está mentindo e que esse será “mais um” dos casos de investigação arquivada.

“Nunca me pagou nada, isso é mentira dele. Não tem como provar e vai ser mais um inquérito arquivado na Justiça brasileira”, afirmou Maia, ao chegar para um jantar com empresários e investidores estrangeiros organizado pelo Grupo Safra, na segunda-feira (13).

“Nunca tive relação com ele, nunca tive nenhum benefício deles. Como outras delações que já foram arquivadas, como da Odebrecht, essa vai ser arquivada também”, completou.

O presidente da Câmara disse que não conhece o empresário e que vai dar explicações à Justiça com “a maior tranquilidade do mundo”. “Nunca falei com ele na minha vida”, afirmou.

Em nota, a Abear disse desconhecer os fatos e o teor da delação de Constantino. “Caso a entidade seja procurada pela Justiça para esclarecimentos, estará à disposição”, acrescentou.

A Gol afirmou, também em nota, que Constantino não faz parte da administração da empresa desde o final de julho de 2016, quando deixou o conselho de administração, e disse que a companhia sempre esteve à disposição e colaborou com as autoridades.

Temer, Geddel e Eduardo Cunha

Na delação, Constantino acusou também, em depoimento ao Ministério Público Federal em Brasília, políticos do MDB —como o ex-presidente Michel Temer, o ex-ministro Geddel Vieira Lima e o deputado cassado Eduardo Cunha.

Na delação, o empresário disse que houve pagamentos de propina em troca da liberação de financiamentos da Caixa Econômica Federal para suas empresas.

Constantino relatou, em depoimento feito no dia 25 de fevereiro a procuradores da República, que participou de uma reunião com o então vice-presidente da República Michel Temer, em 2012, na qual houve a solicitação de R$ 10 milhões em troca da atuação dos emedebistas em favor dos financiamentos pleiteados pelo seu grupo empresarial na Caixa.

Segundo o empresário, o repasse de R$ 10 milhões foi efetuado por meio de pagamentos para a campanha à prefeitura de São Paulo de Gabriel Chalita, à época filiado ao MDB, por meio de empresas indicadas pelo doleiro Lúcio Funaro.

Temer, que está preso desde a semana passada e deve ter julgado nesta terça-feira (14) um pedido de liberdade pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou qualquer irregularidade, por meio de nota da defesa.

Bom dia 247 (14.5.19): o clã Bolsonaro treme



SIGILO de Flávio Bolsonaro CAIU, Presidente BOLSONARO vai ser o Próximo!!



RINDO DE BOLSOMINIONS ARREPENDIDOS



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