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POLÍTICA

'Passei para meia dúzia de pessoas', diz Bolsonaro sobre texto que chama Brasil de 'ingovernável'.


Presidente também não quis comentar um possível novo texto para a reforma da Previência por parte do Congresso.


Presidente afirmou, na manhã deste sábado (18), que questionamentos sobre texto devem ser feitos ao seu autor.

Um dia após ter compartilhado em grupos de WhatsApp um texto que classifica o Brasil como um país “ingovernável”, Jair Bolsonaro (PSL) saiu pela tangente quando perguntado sobre o ocorrido. “O texto? Pergunta para o autor. Eu apenas passei para meia dúzia de pessoas”, disse o presidente à Folha de S. Paulo na manhã deste sábado (18).

A declaração dada ao jornal aconteceu na porta do Palácio da Alvorada, quando Bolsonaro saiu da residência oficial para atender um grupo de crianças de uma escola de Brasília que gritavam frases de apoio ao presidente.

De acordo com a Folha, Bolsonaro estava acompanhado da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e do ministro general Augusto Heleno, e não quis responder quando foi questionado pela imprensa no local sobre a possibilidade da confecção de um novo texto para a reforma da Previência por parte do Congresso.



Por meio de seu porta-voz, Bolsonaro afirmou, na sexta (17), que as dificuldades enfrentadas por seu governo são obra de “grupos que no passado se beneficiavam de relações pouco republicanas.”

Pessoas que cercam Bolsonaro alimentam visão conspiratória que o está afundando, diz Janaina Paschoal.


'Ele fez um compartilhamento como outro qualquer. Não vislumbro que tivesse atacando o Congresso, ou sinalizando uma renúncia', disse a deputada


Para a deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP), o episódio da carta compartilhada por WhatsApp pelo presidente Jair Bolsonaro nesta sexta-feira, em que o Brasil é descrito como país "ingovernável" sem "conchavos políticos", mostra que ele "precisa, urgentemente, trocar seus assessores".

A advogada e professora de Direito da Universidade de São Paulo (USP) foi uma das autoras do pedido de impeachment de Dilma Rousseff (PT). No ano passado, chegou a ser sondada para ser vice na chapa de Bolsonaro, mas recusou. Acabou se lançando candidata a deputada estadual em São Paulo pelo PSL, a mesma legenda do presidente, e recebeu a maior votação da história para o cargo, com mais de 2 milhões de votos.

À BBC News Brasil, Janaina comentou sobre a mensagem, revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pelo porta-voz da Presidência, em que Bolsonaro afirma se tratar de "um texto no mínimo interessante" e que "sua leitura seria obrigatória".

O artigo, escrito pelo servidor da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) Paulo Portinho, afirma que "descobrimos que não existe nenhum compromisso de campanha que pode ser cumprido sem que as corporações deem suas bênção. Sempre a contragosto."


Texto compartilhado pelo presidente nesta sexta foi interpretado por alguns como possível sinalização de renúncia


O texto defende que o presidente, até o momento, não conseguiu aprovar nada devido à atuação dessas corporações em sentido contrário e que, por isso, seu governo seria desidratado e correria o risco de "morrer de inanição". O compartilhamento foi visto por alguns como um sinalização de radicalização do governo e, por outros, como um eventual indicativo de renúncia.

Janaina disse considerar esse entendimento um exagero, assim como a interpretação de que o compartilhamento da carta seria um endosso de um ataque ao Congresso. "Bolsonaro ainda não entendeu que seus atos são considerados importantes", afirmou, em entrevista feita por WhatsApp a pedido da parlamentar. "Ele precisa, urgentemente, trocar seus assessores diretos. As pessoas que o cercam alimentam a visão conspiratória que o está afundando."

Confira, a seguir, a entrevista.

BBC News Brasil -Como a senhora avalia a carta divulgada pelo presidente?


Janaina Paschoal - O presidente é muito espontâneo. Ele achou a análise interessante e compartilhou. Não acredito que ele tenha pensado na dimensão que o fato tomaria. Nem mesmo o autor do texto imaginava. Não vejo nada tão grave na situação. Estão conferindo uma dimensão maior do que a real.

BBC News Brasil -Mas repassar uma carta que ataca o Congresso foi algo que deveria ser feito em um momento em o governo tem um desgaste na sua relação com o Legislativo? Isso não é um endosso do presidente às visões ali expostas?


Paschoal - Veja, eu dramatizo menos essas questões. Ele ainda não entendeu que todos os seus atos são interpretados, considerados, enfim, importantes. Ele fez um compartilhamento como outro qualquer. Não vislumbro que tivesse atacando o Congresso, ou sinalizando uma renúncia. Ele precisa, urgentemente, trocar seus assessores diretos. As pessoas que o cercam alimentam a visão conspiratória que o está afundando.

BBC News Brasil - Quem seriam os assessores do presidente que deveriam ser trocados? Quem alimenta nele esta visão conspiratória mencionada pela senhora?


Paschoal - Somente o presidente pode identificar quem o está estimulando em teorias crescentemente conspiratórias. Precisa parar com tanta xaropada e focar no trabalho. Eu não vou abandonar o presidente, vou exigir que ele trabalhe e cumpra suas promessas de campanha.

BBC News Brasil -A senhora é professora de uma universidade pública. Considera os contigenciamentos na área de educação (e sua comunicação) adequados?


Paschoal - Os contingenciamentos são adequados, necessários e já foram feitos em outros governos, inclusive nos do PT. A comunicação poderia ter sido melhor.

BBC News Brasil - Como a senhora avalia as manifestações ocorridas nesta semana por causa dos contigenciamentos?


Paschoal - As manifestações não foram pela educação, foram por Lula Livre e todas as pautas esquerdistas, o contingenciamento foi apenas uma desculpa.

BBC News Brasil - O presidente chamou os manifestantes de idiotas úteis. A senhora concorda com essa avaliação? Ele agiu corretamente ao expressar esta opinião?


Paschoal - Não. Ele segue sendo como sempre foi. Mas o cargo exige que ele se aprimore minimamente. Para tanto, precisa parar de ouvir quem o estimula a manter o estilo de deputado temático.

BBC News Brasil - Nesta semana, o filho do presidente, Carlos Bolsonaro, disse que existe uma tentativa por parte do Legislativo de fazer o governo gastar mais do que deve, o que abriria caminho para um pedido de impeachment. Como a senhora avalia isso? O presidente corre esse risco?


Paschoal - O Presidente não corre risco de impeachment, pois não cometeu nenhum crime de responsabilidade. No entanto, o Congresso precisa compreender que o momento é delicado e que a população sabe que a MP 870 (que reduz o número de ministérios) precisa e pode ser votada, bem como que a reforma da Previdência é uma necessidade.

Combate à 'velha política' está no centro do racha entre lideranças do PSL.


Nas redes sociais, Vitor Hugo faz parte dos que criticam a "velha política". Por outro lado, Joice chama o rival de inflexível em relação às demandas do Centrão.


Deputados novatos preferem perder votação da reforma ministerial por discurso de combate à corrupção.

O racha cada vez mais evidente entre lideranças do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, no Congresso tem como pano de fundo um incômodo de parte da bancada com o que chamam de “velha política”.

Nos últimos dias, a líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-PR), não poupou críticas ao líder do governo na Câmara, deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO), que, segundo ela, teria tratado de maneira “hostil e grosseira” parlamentares do Centrão necessários para a aprovação da reforma da Previdência. 

Joice colocou na conta do Major a derrota que levou à convocação, pelos deputados, do ministro da Educação, Abraham Weintraub, para sabatina no plenário da Câmara nesta semana.

Dentro do partido, novatos defendem a postura do militar, resistente a acordos com outras siglas. Do lado de fora do PSL, deputados do Centrão veem na divisão interna uma falha na articulação política. Parlamentares apontam como contraditório que líderes do governo sejam inimigos e “não se entendam entre eles mesmos”.

Para aliados de Vitor Hugo, Joice tem cedido a pressões do Centrão, em um alinhamento com o ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) - o que, em algumas situações, vai de encontro a pautas caras ao grupo, como o combate à corrupção. Essa ala é atenta às demandas dos eleitores, que vem também das redes sociais.

O episódio mais recente foi a divergência sobre a Medida Provisória 870, da reforma administrativa. Se o texto não for votado até 3 de junho, serão recriados os 29 ministérios do governo Michel Temer. A volta ao antigo desenho obrigaria o governo a uma reestruturação que atrapalharia o funcionamento da máquina pública, já em ritmo lento com a nova administração.

O grupo do Major defende o texto original da MP enviado pelo Planalto, com o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) no Ministério da Justiça, sob tutela de Sergio Moro. Na versão aprovada na comissão especial, com apoio do Centrão, o órgão que subsidia investigações volta ao Ministério da Economia.

Para evitar a desorganização na administração pública com o vencimento da MP, Onyx fez um acordo com líderes do Centrão e com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para votar o novo texto.

Em estratégia oposta, Vitor Hugo defendeu obstruir a votação porque via nas mudanças do texto uma derrota do governo. Essa mesma visão foi reforçada por Bolsonaro, em reunião com deputados. Esse também foi o entendimento da bancada do PSL, que fechou questão a favor do texto original em 9 de maio.


Bancada do PSL toda votou contra a convocação do ministro da Educação, Abraham Weintraub, mas foi vencida.


Velha política

O apoio ao Major não se restringe aos militares. ”Tem muita gente que não tem nada a ver com militar e está com o Major Vitor por uma questão do que é correto. Não dá para defender acordo que a gente não sabe nem para o que serve”, afirmou ao HuffPost a deputada Carla Zambelli (PSL-SP), conhecida por organizar protestos contra corrupção antes de ser eleita.

Ela acredita que o Centrão pode ser pressionado a mudar a postura e destravar os trabalhos no Legislativo a depender de manifestações marcadas para 26 de maio, contra a “velha política” e a favor da Operação Lava Jato.

A pauta inclui também a defesa do impeachment dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e Gilmar Mendes e a favor do pacote anticrime apresentado pelo ministro Sergio Moro. O texto está parado na Câmara.

Ainda que a MP da reforma administrativa vença, para Zambelli, não é correto negociar ajustes com o Centrão. “Existe muito essa política do acordo para aprovar propostas. Eu não sou política de carreira. Entendo que meu voto é particular e vou votar para o que eu achar melhor e não porque alguém me pediu”, afirma.

Para conseguir aprovar propostas, é comum que líderes do governo conversem com líderes de partidos da base para chegar a um consenso, o que pode incluir alterações no texto original. A prática, contudo, é rechaçada por uma ala do PSL.

Nas redes sociais, Vitor Hugo faz parte dos que criticam a “velha política”. Joice chama o rival de inflexível em relação às demandas do Centrão.

A pressão pela saída do militar é reforçada por partidos de centro e de direita, que consideram o parlamentar no primeiro mandato inexperiente e inábil politicamente. Líderes não veem melhora no desempenho do deputado na articulação política desde que foi escolhido, no início do ano.

Nos bastidores, Joice, que chegou à liderança do governo no Congresso sob apoio de Rodrigo Maia, tem sondado integrantes de outros partidos para substituir o militar. A decisão, contudo, cabe ao presidente Bolsonaro, que até o momento sustenta a continuidade do Major.

Corretor ligado a Flávio Bolsonaro admite fraude em outras transações imobiliárias



MBL X BOLSONARO | Liberais REJEITAM eventos Bolsonaristas!!!



BOLSONARO CULPA O BRASIL PELA SUA INCOMPETÊNCIA



LOBÃO: Impechament do BOLSONARO já está CERTO!!



OLAVO DESISTE DE BOLSONARO



Dia 26 saberemos o tamanho do Bolsonaro.



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Postado por Andy | (0) Comente aqui!

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