sexta-feira, junho 21, 2019

DIREITOS

Prefeito de SP diz que é obrigação do poder público 'proteger diversidade'.


A Parada deste ano contará com 19 trios elétricos ? um a mais que em 2018 ? e com atrações internacionais.


Sem citar Bolsonaro, Bruno Covas (PSDB) destacou importância de Parada do Orgulho LGBTQ+ "em um ano em que diretor de banco é demitido por contratar atores LGBTI".

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), disse, nesta segunda-feira (17), que é uma obrigação do poder público proteger a diversidade e, sem citar o governo Bolsonaro diretamente, criticou o episódio em que um comercial do Banco do Brasil que destacava essa diversidade foi vetado pelo governo federal. As declarações foram dadas durante coletiva de imprensa sobre a Parada do Orgulho LGBTQ+ de São Paulo, que ocorre no próximo domingo (23). 



“A Prefeitura participa da parada porque é uma obrigação do poder público não apenas proteger a nossa diversidade, mas também celebrar nossa diversidade. Nada mais atual que relembrar 50 anos de Stonewall”, disse Covas.

Neste ano, a Parada, realizada todos os anos na Avenida Paulista e considerada a maior do mundo, escolheu como tema “50 anos de Stonewall - Nossas conquistas, nosso orgulho de ser LGBTI+”, que marca o início histórico de manifestações por direitos LGBT no Brasil e no mundo.

Segundo o prefeito, lembrar Stonewall é “exemplo de força, luta de direitos e respeito, em um ano em que a gente vê diretor de banco ser demitido porque contrata atores da comunidade LGBTI”.

Em abril deste ano, uma campanha publicitária do Banco do Brasil para jovens, com atores que representam a diversidade do País, resultou na demissão do diretor de Comunicação e Marketing do banco, Delano Valentim, após descontentamento de Jair Bolsonaro com o vídeo.

O veto presidencial ao comercial e a intervenção no banco foram criticados por parlamentares e artistas. A peça de 30 segundos veiculada na TV e na internet divulgava o serviço de abertura de conta corrente por aplicativo no celular. O vídeo começou a ser veiculado em 1º de abril e saiu do ar no dia 14.

Neste ano, a expectativa é que mais de 3 milhões de pessoas compareçam à Parada, que será especialmente simbólica por ser a primeira no governo de Jair Bolsonaro. 

Na última semana, Bolsonaro criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em equiparar a LGBTfobia ao crime de racismo. Segundo ele, a decisão pode dificultar que pessoas LGBT consigam empregos - na sua interpretação, um patrão poderia ficar receoso de ser acusado falsamente de LGBTfobia se o futuro funcionário for demitido um dia.  

Investimento e segurança

A Prefeitura de São Paulo, neste ano, investiu cerca de R$ 1,8 milhão em ações de apoio à Parada. De acordo com o prefeito, o efetivo de segurança será o mesmo do ano passado: 60 viaturas e 300 homens da GCM, além de 80 bombeiros civis, 540 seguranças privados e parceria com a Polícia Militar. 

“Embora não seja um evento da Prefeitura, a parada é um evento da cidade de São Paulo. A cidade se orgulha da sua Parada e a prefeitura colabora no que for possível”, disse o prefeito, ao lembrar que o evento gera renda e emprego na cidade e que, ano passado, rendeu R$ 288 milhões à cidade. 

A Parada contará com 19 trios elétricos ? um a mais que em 2018 ? e com atrações como a ex-Spice Girl Mel C, Iza, Luisa Sonza, Gloria Groove, Aretuza Love, Lexa, Mc Pocahontas, entre outros. Neste ano, empresas como Burger King, Avon e Uber patrocinam o evento.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...