terça-feira, junho 25, 2019

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Em 1ª Parada no governo Bolsonaro, LGBTs mandam o recado: não há ‘volta ao armário’.




Manifestações contra o presidente se concentraram no início e no fim da parada. Maioria aproveitou o momento para reafirmar protagonismo LGBT e celebrar diversidade.

Na primeira Parada do Orgulho LGBT no governo Bolsonaro, a expectativa era grande sobre como os participantes se posicionariam em relação ao presidente, conhecido por seu histórico de declarações homofóbicas.

Apesar de não ser uma pauta da Parada em si, alguns grupos se mobilizaram para protestar contra Bolsonaro, especialmente no início e no fim da celebração. 

Pela manhã, políticos e ativistas empunharam microfones para criticar o governo.

A ex-prefeita de São Paulo e ex-senadora Marta Suplicy disse que essa era “a mais importante Parada da história”, porque representava “a luta contra todo o retrocesso civilizatório que tem se apresentado”.

Os deputados do Psol Sâmia Bomfim e David Miranda também discursaram - ela puxando uma vaia contra o presidente, Miranda, destacando a importância da Parada quando se tem “um presidente declaradamente homofóbico”.

No chão, apoiadores do ex-presidente Lula estenderam uma grande faixa em frente ao Masp pedindo a liberdade do petista. 

Já era noite quando, do carro de som, uma das drag queens convidadas puxou um coro de “Ei, Bolsonaro, vai tomar no c.” 



Mas a grande maioria dos participantes, e na maior do percurso da Parada, preferiu não fazer de Bolsonaro o centro do movimento. O recado geral do público LGBT foi claro: o protagonismo é deles, e não há mais volta para o armário.  

Nos metros derradeiros da Avenida Consolação, próximo à Praça da República, onde termina oficialmente o evento, Rosi Mendes, lésbica, 26 anos, fez um balanço de sua primeira Parada.


“Só a quantidade de pessoas que estão aqui já é um ato significativo demais contra o governo”, disse Rosi Mendes, de 26 anos, que foi à sua primeira parada. 


Achei completamente apaixonante. Percebi que, no clã LGBT, há muito respeito uns pelos outros, e me senti parte da comunidade”, diz. Para ela, a importância máxima do evento é para a própria comunidade entender que faz parte da sociedade e tem, sim, uma voz relevante.

″É um evento político porque é nossa chance de entrar no diálogo nacional”, afirmou. “Só a quantidade de pessoas que estão aqui já é um ato significativo demais contra o governo”.

"É uma vitória, juntos somos muito fortes”, disse Rosana Star, que se vestiu em homenagem a Elke Maravilha.

Mulher trans que se vestiu em homenagem a Elke Maravilha, Rosana Star, de 51 anos, foi na mesma linha: ”É uma vitória, juntos somos muito fortes”.

Ela diz ter se surpreendido com a quantidade de participantes em 2019, e estima que o número foi maior do que nas edições anteriores. A avaliação era recorrente ao longo do dia, entre quem já frequentou outras Paradas.

“Acho que aqui ainda tem muitos que votaram no Bolsonaro. Nas minhas postagens eu era agredida por LGBTs mesmo. Mas acredito que a gente vai conseguir reverter”, afirma Star. “O que a gente precisa agora é se organizar.”

Jovens calouros na Parada LGBT pregam resistência ao conservadorismo.




Para muitos jovens, o primeiro ano da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo no governo Bolsonaro também foi a primeira Parada de suas vidas.

Em meio à curiosidade e à empolgação, os jovens também deixavam claro que a ideia de participar de um evento como esse era mostrar resistência diante do conservadorismo - e celebrar a diversidade. 


“Pra mim é momento de luta. A gente junto é mais forte. Estou tentando não ficar tensa”, disse Carolina Oliveira, de 20 anos, que disse que sempre quis ir à Parada, mas nos outros anos “estava casada”. “Sou super LGBT, então estou aqui.”


Ela diz que a família nunca aceitou sua orientação sexual. “A aceitação da sociedade não muda pra mim porque minha família é muito preconceituosa. Fui morar sozinha com 16 anos. Esse movimento todo está começando a deixar melhor a aceitação na família, na verdade”, diz.

Na casa de Thais Assis, de 18 anos, a história foi bem diferente. O fato de a mãe ser casada com uma mulher obviamente não fez da escolha de Thais um grande problema, mas a aceitação também não foi imediata.  


Eu não volto pro armário. Não vou deixar de ser quem eu sou por causa de gente homofóbica”, disse Soraia Maurício, de 22 anos (à esq.), ao lado da amiga Thais Assis, de 18 anos.


“Sempre cresci sabendo e tendo o exemplo dentro de casa. Pra mim foi difícil porque minha mãe achava que estava influenciando minha sexualidade, então ela teve dificuldade de aceitar também”, disse.

Ao lado da amiga Soraia Maurício, de 22 anos, a jovem disse se sentir “muito livre” na Parada. “Não tem olhares de críticas, a gente se sente bem.”

Soraia, que se define como pansexual, diz “amar as pessoas, não os gêneros”. “Cresci numa situação muito difícil porque meus pais são evangélicos. Quando completei 18 anos resolvi lutar pelo que eu gostava. Eu não volto pro armário. Não vou deixar de ser quem eu sou por causa de gente homofóbica”, afirmou. 

Na visão de Soraia, essa é hora de “se assumir”. “Especialmente nessa parada a gente vai gritar que só quer aceitação e respeito. Sou muito contra rótulos. Eu sou o que? Sou ser humano.”

A amiga concorda: “Se o Bolsonaro não aceita, não vai mudar o fato de quem eu sou. Não tem volta.”

Para Douglas Felipe, de 18 anos, que mora em Itaquá, perto de Suzano, essa já foi a quarta Parada. “Sou assumido desde os 16 anos para a minha família. Minha mãe, no começo, não aceitou, mas depois ficou numa boa.”


"Hoje estou aqui linda e plena e vou arrasar”, disse Douglas Felipe, de 18 anos, que está em sua quarta Parada.


Ele disse que, no começo, tinha medo de ir à Parada e sofrer agressões no caminho. “Mas hoje estou aqui linda e plena e vou arrasar”, brincou. “Pra mim é normal ter medo de morrer. A gente tem medo, mas não pode ter, porque um dia vou morrer mesmo então vou continuar sendo o que eu sou.”

O pernambucano William Oliveira, de 18 anos, por sua vez, disse estar empolgado em participar pela primeira vez da Parada em São Paulo, para onde se mudou há 4 meses. 




“Pra mim é muito importante vir para conhecer a diversidade de perto. Eu só via na televisão, na internet”, disse. ”É a primeira Parada que venho. É tudo muito novo pra mim, e está sendo muito bom, ainda que o momento não seja bom.”

Quem são os voluntários que fazem a maior Parada LGBT do mundo acontecer.


A Parada de 2018 mais uma vez lotou a Avenida Paulista.


Representantes da APOGLBT, que organiza a Parada há 23 edições, relatam as dificuldades de estar à frente do evento sem apoio integral do poder público.

Na fachada do Edifício Galeria Califórnia, região central de São Paulo, três pilares em formato de “V” lembram as estruturas do Palácio da Alvorada, em Brasília. Não é coincidência: ambos são projetos de Oscar Niemeyer.

Um deles, sofisticado e monumental demais, como já reclamaram antigos moradores, é a residência oficial dos Presidentes da República, e atualmente abriga Jair Bolsonaro. O outro, em um calçadão de frente para a Praça da República, carece de uma mão de tinta há algum tempo e é o endereço do escritório da APOGLBT, Associação da Parada do Orgulho LGBT, que há 23 anos coloca na rua a maior marcha do gênero no mundo.



“O que falam é que estamos ricos na associação. Quando as pessoas chegam aqui perguntam: ‘mas essa é a sede?’”, conta Nelson Pereira, sócio-fundador da ONG.


Primeira Parada do Orgulho LGBT aconteceu em 1995, já na Avenida Paulista.


Subindo por um dos elevadores, a porta estreita no fim do corredor curvo se abre, revelando o piso de tacos de madeira, divisórias de fórmica, e uma enorme bandeira com as cores do arco-íris. O tecido cobre uma parede inteira, talvez o único sinal da magnitude do que é gestado anualmente ali dentro e de forma voluntária.

“É meio surreal quando você vê a grandeza e o trabalho para fazer a Parada nascer, e como ela acontece com um grupo tão pequeno de pessoas”, diz Pereira. “A explicação é que a gente faz por amor, porque acredita muito na causa.”

"A explicação é que a gente faz por amor, porque acredita muito na causa."

-Nelson Pereira, sócio-fundador da APOGLBT

Bota grandeza nisso. Entrou no livro Guinness World Records em 2006 com um público de 2,5 milhões de pessoas e, de lá para cá, só cresceu. Tanto que hoje é difícil saber exatamente o tamanho do evento – nos últimos cálculos realizados por engenheiros contratados pela organização estimava-se até 5 milhões de participantes.

Em 2018, a receita gerada foi de cerca de R$ 288 milhões para São Paulo, sendo o segundo evento mais lucrativo para a cidade depois da Fórmula 1. A Parada também assegurou um espaço cativo no calendário oficial da cidade por meio do decreto 57.014/2016, assinado pelo então prefeito João Dória.


Cláudia Garcia, presidente da APOGLBT, e a drag queen Tchaka, anfitriã da Parada.


Escriturária de laboratório no Hospital das Clínicas, a presidente da Associação, Cláudia Regina Garcia, 56 anos, trabalha no turno da noite para conseguir se dedicar à organização da Parada durante o dia. “Em 2002 eu peguei um ‘panfletinho’, fui à sede e me ofereci para ser voluntária. Trabalhava de dia, e, todo fim de tarde, saía do serviço e ia para lá. Fui conciliando”, lembra, relatando que a mudança para o turno da noite, em 2013, ajudou na empreitada. “Mas a idade está pesando.”

Pereira também combinava a rotina de trabalho em sindicatos e na Assembleia Legislativa do Estado com a preparação da Parada, como sempre fizeram os membros da associação.

“A maioria sai do trabalho e fica lá até 22h, 23h realizando suas atividades. Resolvemos coisas por celular, em grupos de WhatsApp, e a coisa vai caminhando do jeito que a gente consegue”.

A Parada LGBT de São Paulo em números

51,3% se declara gay
18,9% se declara lésbica
10,5% se declara bissexual
19,3% se declara heterossexual
60,6% do público é masculino e 39,4% feminino
67,7% tem nível superior incompleto ou maior instrução 
A nota média dada pelo público para o evento foi 8,9
O gasto médio por dia dos visitantes foi de R$ 1.112,17

*Dados fornecidos pelo Observatório de Turismo e Eventos da SPTuris em pesquisa realizada na edição de 2017.

Como Cláudia, ele também se preocupa com o futuro do gigante que criaram: “Os que estão chegando agora têm de entender que nós estamos envelhecendo, e não estaremos aqui para sempre. Militamos da nossa forma, mas não com a mesma intensidade”, alerta. Contando assessoria de imprensa, produção artística, diretoria, tesouraria, o núcleo principal da Parada LGBT de São Paulo não chega a 15 pessoas (apenas quatro delas remuneradas).

A dedicação exaustiva também já trouxe problemas na vida pessoal de alguns membros, segundo Pereira. “Quantos sábados e domingos ficamos em reuniões... a gente acaba nem tendo muita vida social. Para quem é casado, se a outra pessoa não for um pouco militante, vai ter problemas no relacionamento”.

Quando questionados sobre a parte mais difícil de botar a Parada em pé, ambos são categóricos: o financiamento. “Todo ano é isso, você está sempre pedindo ‘pelo amor de Deus’. É muito desgastante. E não realizar é um preço muito alto politicamente falando, principalmente agora. Mas para sair, mesmo que mambembe, ela tem um gasto altíssimo”, afirma Cláudia.

"Enquanto aqui ainda se resiste em apoiar, lá fora bancam a Parada inteira."

-Claudia Garcia

Eles já tiveram patrocínios públicos em edições anteriores, como da Petrobras e da Caixa, mas os contratos se encerraram sem renovação para outros anos. 

A Prefeitura de São Paulo, em 2019, investiu cerca de R$ 1,8 milhão em ações de apoio à Parada ? garantindo banheiros químicos, gradeamento para controlar o fluxo, tendas e efetivo da Guarda Municipal, e seis trios elétricos – quatro deles para suas próprias organizações, e dois para a APOGLBT.

De acordo com o prefeito, Bruno Covas (PSDB), o efetivo de segurança será o mesmo do ano passado: 60 viaturas e 300 homens da GCM, além de 80 bombeiros civis, 540 seguranças privados e parceria com a Polícia Militar. 

“Embora não seja um evento da Prefeitura, a parada é um evento da cidade de São Paulo. A cidade se orgulha da sua Parada e a prefeitura colabora no que for possível”, disse Covas a jornalistas na última segunda (17).

A Parada contará com 19 trios elétricos ? um a mais que em 2018 ? e com atrações como a ex-Spice Girl Mel C, e os artistas Iza, Luisa Sonza, Gloria Groove, Aretuza Love, Lexa, Mc Pocahontas, entre outros. Neste ano, empresas como Burger King, Avon e Uber patrocinam o evento.

Para os voluntários, o jeito é correr atrás de investidores no setor privado. “Enquanto aqui ainda se resiste em apoiar, lá fora bancam a Parada inteira”, diz Cláudia. Talvez a única marcha análoga à de São Paulo em número de participantes seja a de Nova York, que espera cerca de 4 milhões de pessoas nas comemorações de 2019.


Parada de Nova York, nos Estados Unidos, foi a primeira a ser realizada no mundo. 


Mas a saúde financeira da irmã novaiorquina encerra as comparações. Na parte dedicada aos patrocinadores no site da NYC Pride, conta-se 58 marcas que sustentam o evento, muitas delas de peso, como Unilever, Pepsico, Hyatt e Nissan. Sem falar em números, a organização confirma que o montante arrecadado é suficiente para cobrir os custos da Parada, mais de 50 eventos adicionais ao longo do mês do Orgulho e bancar ações e projetos ao longo do ano para a comunidade.

Muito menor do que ambas, mas ainda uma das maiores da Europa, a Christopher Street Day Berlin Parade, na capital alemã, recebe cerca de 500 mil pessoas. No entanto, possui um staff de 20 membros (sendo oito deles remunerados), e somou 320 mil euros de doações em 2017, algo em torno de R$ 1,4 milhão.

Por aqui, Pereira começa a fazer contas de padaria para explicar os valores megalômanos das despesas. Cada trio elétrico, por exemplo, sai por volta de R$ 40 mil – ano passado foram 18 – e a Feira Cultural custa aproximadamente R$ 700 mil. Os cachês de artistas entram na soma, já que, até hoje, nunca foram revertidos para a associação.


Claudia Regina Garcia, presidente da APOGLBT.


Em uma das vezes que “botou a pastinha debaixo do braço” para tentar captar recursos, Pereira ouviu de uma gigante farmacêutica e de um império da tecnologia dizerem que se interessavam em firmar parcerias, mas não tinham verba.

“Ah, a gente te dá visibilidade, mas... e dinheiro, amigo? Estamos falando de uma multinacional gigantesca, que fatura bilhões. Querem fazer coisas com a gente sem gastar nada. Quem ganha com isso? Vamos ganhar os dois?”, questiona o sócio-fundador da associação.

O sonho de Pereira seria atingir R$ 5 milhões para conseguir realizar todos os projetos e ainda prestar auxílio à comunidade LGBT+ que o Estado não é capaz de prover, como abrigo e consultas médicas.


A Parada de 2018, um ano eleitoral, destacou o tema "Poder para LGBTI+, nosso voto, nossa voz"


Ambos vinculam o receio das empresas ao preconceito. “Fica um círculo vicioso: precisa do dinheiro para vencer o preconceito, mas o preconceito não deixa o dinheiro entrar”, afirma Cláudia.

Em comparação com o Carnaval, em 2019 uma marca de cerveja fechou um contrato de R$ 16 milhões para o evento que atinge 12 milhões de pessoas na capital. A Parada recebeu o equivalente a 3,7% desse total.

No primeiro ano sob governo de Jair Bolsonaro, eles previam cortes no número de trios - o que não ocorreu. No entanto, houve certa redução nos patrocínios, o que eles creditam mais à crise financeira que o país atravessa do que a uma possível influência ideológica do novo governo sobre as marcas. Os dois esperam, em contrapartida, maior politização da festa.

“A militância é um dom, e eu sou um cara inconformado”, diz Pereira. “No dia que a gente não tiver mais uma sociedade com tanto preconceito, teremos a Parada sem reivindicações, só para celebrar quem somos. Enquanto isso não ocorrer, vai ter resistência.”



Melanie C sobre questão LGBT no Brasil: ‘Se forem dados passos para trás, será triste’.


Melanie C veio ao Brasil a convite da MaxMilhas e do BK e será a estrela internacional da Parada LGBT de São Paulo.


Em entrevista exclusiva ao HuffPost Brasil, a estrela da Parada LGBT de SP diz que show das Spice Girls no Brasil está 'no topo de sua lista de desejos'.

Apenas cinco dias após o fim da Spice World — 2019 Tour, a turnê que reuniu novamente as Spice Girls no Reino Unido, Melanie C desembarcou no Brasil. A eterna Sporty Spice veio a São Paulo para participar da Parada do Orgulho LGBT em São Paulo, a maior do mundo, neste domingo (23). 

Principal atração da parada deste ano, Mel C entende sua missão no evento: demonstrar apoio de uma artista internacional à comunidade LGBT diante do atual governo. “Nós sentimos que é bastante importante estar aqui apoiando a comunidade, especialmente do jeito que as coisas estão politicamente neste momento”, explicou, em entrevista ao HuffPost Brasil, no hotel em que está hospedada na zona sul de São Paulo.

Esta é a primeira grande parada LGBT no Brasil após a posse de Jair Bolsonaro, conhecido por declarações preconceituosas sobre gays em um passado recente. Neste ano, o presidente vetou propaganda do Banco do Brasil que exaltava diversidade sexual e racial. O então diretor de Comunicação e Marketing do banco, Delano Valentim, foi demitido após descontentamento de Bolsonaro.

Para Mel C, muitos foram os avanços da comunidade LGBT no mundo durante a última década. “Infelizmente há alguns países onde muito trabalho precisa ser feito. E eu acho que, se no Brasil forem dados passos para trás, isso será muito triste”, opinou.

A plataforma de viagens MaxMilhas, agência aérea oficial da parada, se uniu ao Burger King para trazer a Sporty Spice ao Brasil. No domingo, ela subirá no trio do BK na Avenida Paulista para entoar hits das Spice Girls e da sua carreira solo para mais de 3 milhões de pessoas — público esperado pela organização.

“Nós queremos bradar sobre nossa liberdade e aceitação para o mundo”, disse Mel C, sobre a parada. “Eu amo ser uma aliada dessa comunidade que me apoiou ao longo de toda a minha carreira.”

A Spice Girl não estará sozinha no trio. Ela vai se apresentar com drag queens do Sink the Pink, uma das principais baladas LGBT de Londres. Mel C e elas estiveram juntas também na noite desta sexta-feira (21) na ParadaSP Fest, na Audio, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo.

Spice Girls reunidas no Brasil?

Com a memória ainda fresca dos shows lotados da reunião das Spice Girls, Mel C disse ao HuffPost que parece ter vivido um sonho. “Foi a experiência mais incrível que tivemos; criativamente, o show foi tudo que nós queríamos — e mais um pouco.”

No total, foram 13 concertos na Irlanda, País de Gales, Escócia e Inglaterra. Ao lado de Melanie C, participaram Mel B, Geri Halliwell e Emma Bunton. Victoria Beckham foi a única a declinar do reencontro dos palcos por estar envolvida com “outros compromissos”.

Questionada se o girl power do quarteto poderá ser apresentado no Brasil em breve, Mel C afirmou que essa proposta está “no topo da minha lista de desejos”. “Sei que o apoio às Spice Girls aqui no Brasil é incrível e sei que as meninas amariam vir para cá também. Dedos cruzados; vamos ver o que o futuro nos reserva”, conclui, para dar uma pontinha de esperança aos fãs brasileiros.

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