quinta-feira, junho 06, 2019

NOTICIAS DO MUNDO GAY

Trump defende exclusão de pessoas transgênero do Exército.


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, justificou sua decisão de proibir as pessoas transgênero de se alistarem no Exército


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, justificou nesta quarta-feira sua decisão de proibir as pessoas transgênero de se alistarem no Exército devido às "enormes quantidades de medicamentos" que tomam após as operações de mudança de sexo e aos custos de tais intervenções.

Sob novas regras que entraram em vigor em abril, as pessoas que precisam de terapia hormonal ou cirurgia de mudança de sexo não podem se alistar nas Forças Armadas americanas, bem como aqueles que já passaram por tratamento médico dessas características.

Quando, em uma entrevista transmitida pelo canal britânico ITV no terceiro e último dia da sua visita de Estado ao Reino Unido, foi perguntado sobre o assunto, Trump afirmou ter tomado esta decisão "porque (transgêneros) tomam grandes quantidades de medicamentos".

"Eles têm que fazer isso, depois da operação, eles não têm escolha", disse ele, assegurando que "para isso, violam as regras e regulamentos" militares que proíbem o uso de drogas.

Além disso, segundo ele, essas pessoas "entram (no Exército) e pedem a operação" que "custa 200.000, 250.000 dólares" e depois disso há "um longo período de convalescença".

O Pentágono avalia em 9.000 o número de pessoas que se identificam como transgênero nas Forças Armadas, mil das quais declararam ter mudado de sexo ou queriam fazê-lo. Os Estados Unidos têm 1,3 milhão de militares em serviço ativo.

Itália registra mais de 10 mil uniões gays em 3 anos.




ROMA, 05 JUN (ANSA) – A Itália registrou mais de 10 mil uniões entre pessoas do mesmo sexo desde o dia 5 de junho de 2016, quando entrou em vigor a primeira lei no país sobre o tema.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (5) pelo Ministério do Interior e totalizam exatas 10.877 uniões homossexuais em três anos de vigência da legislação atual.

Apenas em 2018 foram 2.371 celebrações, sendo que a capital Roma aparece na liderança do ranking, com 306, seguida por Milão (218), Turim (144), Florença (91), Nápoles (80), Bolonha (78) e Veneza (56).

Após muita resistência no Parlamento, o projeto que legaliza a união civil gay entrou em vigor em 5 de junho de 2016, estendendo aos casais homossexuais quase todos os direitos previstos no casamento, com exceção da adoção e da chamada “obrigação de fidelidade”.

Esses dois pontos foram cortados do texto final após pressões de parlamentares conservadores que davam sustentação ao governo de centro-esquerda de Matteo Renzi. Dessa forma, evitou-se que a união civil se equiparasse legalmente ao casamento, ainda restrito a heterossexuais.

A Itália foi o último país da União Europeia a legalizar a união civil entre pessoas do mesmo sexo.

Presidente das Filipinas diz que era gay, mas “se curou” com a ajuda de belas mulheres.




O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, afirmou ter “se curado” de ser gay com a ajuda de belas mulheres. Duterte é famoso por seus discursos e declarações repletas de impropérios e frases de efeito, ameaças e piadas sobre temas delicados, como o estupro. A declaração foi feita em um discurso na última quinta (30/05), durante uma visita ao Japão.

Durante o discurso, Duterte sugeriu que um de seus principais críticos, o senador Antonio Trillanes, é homossexual. “Trillanes e eu somos similares, mas eu me curei”, disse o presidente. Duterte afirmou que “se tornou um homem novamente” depois de conhecer aquela que agora é sua ex-esposa. “Mulheres bonitas me curaram”, disse.

Antes de sua eleição como presidente, em 2016, ele manifestou apoio ao casamento entre pessoas do mesmo sexo no país católico. Depois, porém, ele mudou o discurso em prol da “união” de pessoas do mesmo sexo. Ele também já utilizou a homossexualidade como um insulto, inclusive contra o embaixador dos Estados Unidos nas Filipinas, Philip Goldberg.

Amigo de Bolsonaro ganha cargo na presidência da Petrobras.


Amigo de Bolsonaro ganha cargo na presidência da Petrobras com salário de R$ 55 mil


Amigo de Bolsonaro, Carlos Victor Guerra Nagem ganhou um cargo de assessor de presidência da Petrobras no início do mês passado. Funcionário de carreira da estatal, Nagem já havia tentado em fevereiro assumir um cargo de gerência executiva, mas foi reprovado na avaliação.

Para seu novo posto na Petrobras, o amigo de Bolsonaro vai receber um salário de R$ 55 mil. Um sonho de qualquer brasileiro. Ao contrário da gerência executiva que almejava em fevereiro, o cargo de assessor da presidência não exigiu como pré-requisito experiência na área de chefia.

Em janeiro, o presidente Jair Bolsonaro defendeu a nomeação do amigo para a gerência, mas foi vetado por um comitê interno da estatal que analisa as nomeações, justamente por Nagem não ter tido experiência em cargo de chefia.

Segundo informações da Folha de S. Paulo, a nomeação gerou incômodo em sindicatos, que alertaram sobre descumprimentos do plano de cargos na companhia.

No Twitter, o termo “amigo de Bolsonaro” figura entre as primeiras posições dos trending topics, ou seja: é um dos assuntos mais falados do Brasil na manhã desta quarta-feira, 5.

Internautas criticam a escolha do presidente, alegando que ele sempre foi a favor da “meritocracia”, mas não aplica quando se trata de familiares e amigos.

Bolsonaro veta pena mais dura a quem divulga fake news em eleições.


O presidente Bolsonaro gesticula com a caneta que usou para assinar 


Foi sancionada pela Presidência da República nesta terça-feira 5, uma nova lei que torna crime a denunciação caluniosa com finalidade eleitoral. O presidente Jair Bolsonaro (PSL), entretanto, vetou um trecho da lei que equipara a prática à divulgação de informações falsas, como fake news, por qualquer meio. O texto já está em vigor e valerá para as próximas eleições.

De acordo com o texto da Lei 13.834/2019, que atualiza o Código Eleitoral, está sujeito à pena de dois a oito anos de reclusão quem der origem a qualquer tipo de investigação ou processo judicial contra alguém que sabe ser inocente. A pena pode ser maior se a pessoa usar do anonimato ou nome falso; mas se a acusação for de uma contravenção, o tempo de prisão é reduzido à metade.

O trecho que Bolsonaro vetou previa o seguinte: “Incorrerá nas mesmas penas deste artigo quem, comprovadamente ciente da inocência do denunciado e com finalidade eleitoral, divulga ou propala, por qualquer meio ou forma, o ato ou fato que lhe foi falsamente atribuído.”

De acordo com a mensagem de veto, o dispositivo prevê uma pena “muito superior” à pena de uma conduta considerada semelhante já prevista no Código Eleitoral, que é a calúnia com fins eleitorais, e cuja detenção é de seis meses a dois anos. A mensagem de Bolsonaro diz que vetou o dispositivo por “contrariedade ao interesse público” e que ele “viola o princípio da proporcionalidade entre o tipo penal descrito e a pena cominada.

Especialistas temem mais acidentes fatais com mudança de pontuação na CNH.

Proposta de Bolsonaro acaba com multa a motorista que transitar com farol desligado durante o dia


Especialistas em engenharia de tráfego, segurança viária, medicina e direito do trânsito manifestam receio de que as medidas trazidas pelo projeto de lei apresentado pelo presidente Jair Bolsonaro sobre mudanças na pontuação da CNH resultem na elevação de acidentes fatais no País, caso sejam aprovadas. Em 2017, cerca de 35.000 brasileiros morreram nas ruas e estradas – a maior parte deles homens e de idade entre 20 e 39 anos.

O ponto central das críticas é o aumento do limite de pontuação da Carteira Nacional de Habilitação, que passaria de 20 para 40. “Apesar de aparentemente ser benéfico, ele só beneficia 5% da população, que são os chamados ‘infratores contumazes’, aqueles que mais tomam multa”, diz José Aurelio Ramalho, diretor-presidente do Observatório Nacional de Segurança Viária.

“Vai aumentar as infrações com certeza, as pessoas vão afrouxar sua segurança”, diz o membro da Comissão de Trânsito da Ordem dos Advogados do Brasil seção São Paulo (OAB-SP) Maurício Januzzi.

Mestre em Engenharia da transportes pela Universidade de São Paulo (USP), Horácio Augusto Figueira diz que o limite maior proporciona “relaxamento (para o motorista) em termos psicológicos”. Ele ainda questiona a fonte dos estudos que justificaram a mudança, lembrando que os 20 pontos foram estabelecidos em 1997, após uma série de estudos com base em dados internacionais.

O sistema de pontos é presente em todo o mundo, com variações até mesmo regionais. Na maior parte da Austrália, por exemplo, é de 12 pontos.

A Itália, em 2003, e a Alemanha, em 2014, adotaram um modelo mais restritivo. O congresso paraguaio recebeu em abril um projeto de implementação de um sistema mais rígido, com 20 pontos de limitação.

Exame toxicológico

Por outro lado, o fim do exame toxicológico foi melhor recebido pelos especialistas. O presidente da Associação Brasileira de Medicina do Trânsito (Abramet) afirma que a exigência, da forma como é feita, não é eficiente. “Fomos contra desde a discussão no Legislativo”, afirma. Para ele, o teste deveria ser feito no local de trabalho e na estrada, durante blitze, e não em clínicas.

O presidente do Sindicato dos Caminhoneiros de São Paulo (Sindicam-SP), Norival Almeida Silva, também defende a extinção dos exames. “Quem é viciado (em drogas) tem a janela de 90 dias para não usar e passar no teste.

Governo de SP busca voluntários para teste de remédio injetável mensal contra o HIV.


Testes serão feitos em organismos HIV-negativo.


Alternativa ao coquetel diário, injeções de cabotegravir são aposta para evolução da profilaxia diária e oral devido a discrição e praticidade da aplicação de longa duração.

O governo do estado de São Paulo procura voluntários para testar um novo medicamento que previne a infecção pelo vírus HIV, causador da Aids, por meio de injeções de longa duração como alternativa ao coquetel diário por via oral.

Até o momento, a única forma aprovada de evitar a propagação do vírus é o uso programado da combinação de comprimidos de tenofovir e de entricitabina. Esta profilaxia pré-exposição (PrEP) está disponível no SUS desde 2018 e tem se mostrado efetiva em controlar a epidemia em diferentes cidades do mundo.

No entanto, as injeções de cabotegravir são a aposta para a evolução dessa PrEP devido a discrição e praticidade da aplicação de longa duração. O medicamento anti-HIV é estudado tanto para prevenção, quanto para o tratamento de pessoas que já convivem com o vírus.

Como tratamento, testes com injeções mensais mostraram o cabotegravir como um método efetivo e seguro, segundo a Secretaria da Saúde.

Como prevenção, os testes com o medicamento em voluntários HIV-negativo estão em andamento com intervalos maiores para aplicação em seis países – Estados Unidos, Argentina, Peru, África do Sul, Vietnã e Tailândia, no Rio de Janeiro (Fiocruz), em Porto Alegre (Hospital Conceição), em São Paulo, no Hospital das Clínicas, e começam nesta segunda-feira (3) no Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids, da Secretaria da Saúde.

Como será

Para verificar como o organismo reage ao medicamento podem participar dos testes e da pesquisa homens gays e bissexuais, mulheres trans e travestis, necessariamente HIV-negativos, maiores de 18 anos, sem aplicação de silicone nas nádegas.

Metade dos participantes receberá comprimidos diários de coquetel oral e injeções de placebo a cada dois meses. A outra metade receberá injeções do cabotegravir a cada dois meses e comprimidos diários de placebo.

Nem a equipe nem os participantes saberão quem está em qual grupo até o fim do estudo.

A Secretaria da Saúde defende que “a participação na pesquisa é uma forma de ativismo – uma maneira de contribuir para a saúde sexual futura da própria comunidade”.

Para participar do estudo, o interessado deve entrar em contato com a Casa da Pesquisa do CRT DST/Aids.: (11) 5087-9903, WhatsApp (11) 94532-3864 ou pelo e-mail pesquisa@crt.saude.sp.gov.br

Adolescente de 15 anos é suspeito de assassinar travesti de 62 anos na Bahia.


Rosinha do Beco tinha 62 anos e foi morta a pauladas 



Um adolescente de 15 anos é o principal suspeito de ter assassinado a travesti Rosinha do Beco, de 62 anos, no município de Seabra, localizado na Chapada Diamantina, na Bahia. O caso aconteceu na última quinta-feira (30).

De acordo com o jornal Correio 24h, Rosinha era feirante e costumava contratar o serviço de garotos de programa. Desta vez ela teria chamado o jovem, não identificado, para ira à sua casa, mas no final os dois acabaram se desentendendo.

“O ex-namorado da vítima contou que um dia antes do crime ele (adolescente) estava dizendo que faria um programa com ela, nq intenção de provocar ciúmes. A gente acredita que ele agrediu ela com um porrete e, como a casa dela já pegou fogo uma vez, ele pôs fogo novamente para disfarçar o crime, mas a perícia identificou um traumatismo no crânio da vítima e descartou que tenha disso um incêndio acidental”, disse o coordenador da 13ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/ Seabra), Marcus Araújo.


Rosinha do Beco tinha 62 anos e foi morta a pauladas 


Ainda conforme a publicação, após investigação, a polícia reuniu informações o suficiente para apreender o jovem, mas ao chegar na casa dele, ele fugiu.

“Chegamos na casa dele a noite, mas quando ele percebeu a presença da viatura fugiu pelos fundos, por um terreno baldio. Ele é um adolescente conhecido no município porque costuma ser violento nos assaltos, agredido com socos e chutes as vítimas, a maioria idosos ou mulheres. Tem mais de 10 procedimentos na delegacia”, contou o delegado.

Nas redes sociais a Rede Nacional de Operadores de Segurança Pública LGBTI+ (Renosp LGBTI+), entidade que trabalha junto às instituições de segurança pública no Brasil, se pronunciou sobre o caso.

“Sua morte num local onde não é comum acontecer crimes desse tipo, onde normalmente não se ouve falar de crimes lgbtfóbicos, para além da ‘questão pontual’ pode ser lida como um reflexo da cultura de preconceito que ganha força no Brasil“, escreveu a organização.

A Bahia é um dos estados que mais mata pessoas transexuais. De acordo com a última pesquisa do Grupo Gay da Bahia (GGB), de janeiro a maio deste ano, foram registrados cerca de 14 mortes em todo o estado.

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