terça-feira, julho 23, 2019

MINHA VIDA GAY

Casal tem filha gerada na barriga da mãe de um deles com óvulos da irmã do outro.


O casal Elliot Dougherty e Matthew Eledge, com a mãe, Cecile (centro), e a irmã Lea.


Conheça a fantástica história de Matthew Eledge e Elliot Dougherty.

Em 2016, Elliot e eu estávamos casados já fazia algum tempo e começamos a nos questionar sobre nosso futuro como casal. Até então, adorávamos explorar lugares diferentes ao redor do mundo e, naquele momento de nossas vidas, um filho não estava nos planos. Foi durante uma dessas viagens que pensamos pela primeira vez em formar uma família.

Mas, sendo um casal gay, é preciso realmente ser criativo e pensar fora da caixa. Como dois homens poderiam fazer isso? Começamos a pesquisar e tentar entender quais os métodos disponíveis e outras possibilidades, como adoção, mesmo sabendo que o estado de Nebraska, onde moramos, é um dos mais conservadores dos Estados Unidos. Não existem leis que proíbam a discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero e, até recentemente, havia algumas restrições para conceder guarda ou adoção a casais do mesmo sexo. Para completar, na época eu ainda estava lidando com as consequências de um período de estresse devido a mudanças na minha vida profissional – no ano anterior, fui demitido da escola católica particular onde lecionava inglês após comunicar que iria me casar com meu namorado.

Por tudo isso, a ideia de ter um bebê era a única coisa que me animava. Um dia, em uma conversa com minha mãe, Cecile, acabei contando dos nossos planos, e ela, animada, respondeu: “Podem contar comigo!”, se oferecendo para ser nossa barriga solidária. No início, achei que fosse brincadeira, mas percebi que ela estava falando sério.

O primeiro passo foi juntar dinheiro para fazer uma FIV (fertilização in vitro), que não é exatamente barata – no nosso caso, gastamos por volta de US$ 40 mil, algo impensável para mim, professor, e meu marido, cabeleireiro. Como Elliot é muito organizado, ele cuidou das economias. Pensamos em pedir ajuda a duas amigas lésbicas, mas, durante uma consulta, a médica sugeriu que existiam outras formas de fazer isso. Eu, meio em tom de brincadeira, mencionei que minha mãe sempre dizia que ficaria muito feliz em carregar nosso bebê. Para minha surpresa, a doutora pediu que eu a levasse até o consultório para fazer alguns testes.

Depois de vários exames – colesterol, sangue, coração, papa nicolau, mamografia e ultrassom –, ficou constatado que minha mãe era muito saudável. Ainda assim, fui super-resistente. Na minha cabeça, não fazia o menor sentido uma mulher de 61 anos encarar isso, mesmo sabendo que ela sempre se cuidou, se alimentou de maneira saudável, praticou exercícios e tudo mais. Segundo a médica, mesmo estando na pós-menopausa, ela já havia tido três gestações bem-sucedidas, o que era sinal de que era capaz de gerar um bebê. Estava decidido.

No início, mantivemos segredo, não falamos nem para a família, nem para os amigos, até porque não sabíamos se daria certo. Acabamos contando apenas para os mais próximos e, surpreendentemente, Lea, a irmã do Elliot, se ofereceu para o que precisássemos. Decidimos então que usaríamos os óvulos dela e o meu esperma, assim nosso bebê teria genes dos dois. Por ser muito jovem – ela tinha 25 anos na época –, Lea era muito fértil e, além disso, já havia engravidado duas outras vezes, ou seja, as chances eram grandes. Também fiz vários exames, meus espermatozóides ficaram congelados por seis meses, para que pudessem ser feitos testes para HIV e outras possíveis doenças, e os resultados foram satisfatórios.

Passado esse período, Lea começou a tomar injeções para estimular sua ovulação. Tivemos 24 óvulos, dos quais 11 receberam meu esperma. Esperamos alguns dias para que os embriões se desenvolvessem, e sete foram fertilizados. No final, três tinham chances de desenvolver um bebê saudável. Era a hora do próximo passo: transferir os embriões para minha mãe, que a esta altura já estava tomando remédios para menstruar novamente. O procedimento foi muito simples e durou no máximo cinco minutos. A partir daí, ficamos muito unidos, nos protegendo mesmo. Apesar de ter sido uma gravidez tranquila, tivemos alguns momentos difíceis. Minha mãe desenvolveu diabetes gestacional e, na 38ª semana, sua pressão subiu muito.

Finalmente, depois de dois anos de preparação intensa, no dia 25 de março deste ano, minha mãe deu à luz, de parto normal, nossa filha, Uma Louise. Ficamos num canto do quarto, porque obviamente queríamos respeitar sua privacidade. Mas, de longe, conseguia ver seu rosto e foi estranho porque ela, que sempre foi muito engraçada e leve, de repente se transformou em uma guerreira, com uma força que eu nunca havia visto. Isso me emocionou tanto que comecei a chorar. Não tinha ideia do tamanho da sua garra.

Quando Uma nasceu e vi seu rostinho, chorei ainda mais. Tudo aquilo que estava apenas na imaginação por tanto tempo, de repente, virou realidade. Nesse sentido, a ciência é uma coisa maravilhosa, pois dá a oportunidade para que todas as pessoas – gays, héteros ou com dificuldades para engravidar – alcancem esse sonho.

Apesar de saber que faríamos tudo novamente, o único momento em que nos sentimos meio desconfortáveis foi quando tivemos a chance de saber e escolher o sexo. Para nós, sempre foi muito mais importante que a criança fosse saudável e não se seria menino ou menina. Hoje, olhando para trás, meu maior conselho para casais gays que queiram formar uma família é: não deixe que o ódio e o preconceito de outras pessoas ganhem espaço na sua vida e nunca tome decisões baseadas no medo. Vá atrás dos seus sonhos e daquilo que te traga felicidade. E sinta-se abençoado, sempre. Porque a Uma na nossa vida é uma bênção, que agradecemos todos os dias.

Cantor britânico assume namoro com brasileiro: “Obrigado por me fazer sorrir”.




O cantor Ducan James, conhecido por integrar a boyband dos anos 2000, Blue, usou as redes sociais neste sábado (20), para revelar que está vivendo um novo amor. O sortudo é um brasileiro.

Através de uma publicação super apaixonante no Instagram, Ducan, que tem 41 anos, apresentou seu novo namorado, Rodrigo Reis. Segundo o artista, o rapaz o fez ficar mais feliz.

“Alerta de foto fofa! Uma pessoa linda por dentro e por fora. Obrigado por me fazer sorrir”, escreveu o artista, que agora está investindo na carreira de ator. Hoje ele integra o elenco da nova versão britânica do musical The Rock Horror Pictures Show.

Após a repercussão do registro romântico entre seus seguidores, Ducan agradeceu o carinho e disse que estava surpreso. Além disso, revelou que por muito tempo não sentia-se a vontade com sua sexualidade.

“Eu postei essa foto no meu Insta e não consigo superar a resposta incrível, os comentários e amor das pessoas. Eu não me identifiquei como um homem gay por muitos anos por causa dos meus próprios problemas em assumir, mas finalmente estou feliz na minha pele e esse cara próximo me deixa orgulhoso de ser gay”, escreveu ele no Twitter.

"Se você nunca ficou com mulher, como pode saber que é gay?"




Quando contou à família que era homossexual, o músico Peo Tavares foi levado a uma psicóloga. No começo, parecia tudo bem até o paciente perceber que profissional estava tentando "curá-lo" de ser gay.

O músico Peo Tavares, 25, tinha 18 anos quando contou para os pais sobre sua homossexualidade. A mãe logo o orientou a ir a uma psicóloga.

Foram dois anos de tratamento. No começo, segundo ele, parecia uma terapia convencional, mas a psicóloga, evangélica, passou a enxertar textos e passagens bíblicas e a questionar a orientação do músico.

A história de Peo indica que a prática da "cura gay" pode vir de forma sutil.

"Você já transou com uma mulher? Se você nunca ficou com mulher, como pode saber que é gay?"

"Eu fiquei muito mexido. Eu me senti ofendido, invadido. Como se viessem todas as minhas lembranças de infância, da religião, da culpa. Foi um tsunami", contou Peo ao BuzzFeed News.

O músico ainda conseguiu responder para ela: "A senhora já transou com uma mulher? Não? Então como sabe que é hétero?" Mas saiu do consultório desconcertado. "Fiquei uma semana arrasado, me sentindo muito mal".

O que mais pesou para o músico foi a relação de confiança que ele já havia estabelecido com a psicóloga. Ele conta que sequer pensou em se queixar ao Conselho de Psicologia ou fazer qualquer denúncia.

"Fiquei tão traumatizado na época que não passou pela minha cabeça fazer isso [denunciar]. Hoje, com a minha bagagem, eu faria diferente."

Ele diz que nunca a psicóloga falou que se tratava de uma terapia de "cura". "Aos poucos, a abordagem foi por esse caminho de Bíblia."

Ele afirma que a mãe também não disse que ele estava doente. "Ela não falou com essas palavras, mas tinha essa intenção".

Peo diz que sabia que a intenção de sua família não era apenas ajuda-lo e que havia uma expectativa de "reorientar" sua sexualidade. Por isso, foi escolhida a psicóloga evangélica.

A relação com os pais é boa, embora o tema da sexualidade seja sensível.




Hoje ativista dos direitos LGBTQ, Peo avalia que a decisão de um juiz federal de Brasília de permitir tratamento e pesquisa sobre reorientação sexual é fruto de um período de retrocesso no país.

"O remédio para a culpa que todo gay cristão carrega, que toda pessoa LGBT carrega, é o orgulho. Quando a gente se empodera, quando a gente tem orgulho de ser quem a gente é, a gente está medicando a culpa que querem colocar na gente. E é exatamente isso que eles não querem".

14 frases eternas na vida de um homem gay.


Gays têm muito bom gosto, né?


1. Quando você descobriu que era gay?


Gay Hearts GIF


Por acaso a senhora lembra quando se descobriu hétero?


2. Mas você já ficou com mulher pra saber?




More, minha vida amorosa não é experimento científico pra precisar de amostragem.


3. Nossa, você não tem cara de gay.




Tenho cara de que, então? Trouxa?


4. Ai, eu podia jurar que você era homem.




Amiga, eu sou homem. Assim não tem como te defender.


5. Quando você beijava menina você sentia alguma coisa?




Sentia... duas bocas, duas línguas, etc.


6. Tenho um amigo pra te apresentar.




Mas você acha mesmo que a gente vai se gostar só porque os dois são gays?


7. Ow, você acha que o fulano é gay?




Tomaaa conta da sua vidaaa.


8. Como que você faz pra dar, hein? Dói muito.




Meu anjo, você fala de sexo anal com todo mundo ou só comigo mesmo?


9. Sua família te aceita?



Aceita? Eu sou ligação a cobrar por acaso pra ser aceita?


10. Como é que funciona fazer a chuca?




Vou manter o segredo pra revelar no meu livro.


11. Ai, vocês gays são muito mais divertidos, né?



Jura? Você precisa ir lá em casa segunda-feira de manhã.


12. Não tenho preconceito, tenho amigos que são.



Ah não! Me ajuda a te ajudar, bicho.


13. Não vejo problema nenhum o cara ser gay, só não quero que chegue em mim.




E você acha que você é tão irresistível assim que o povo vai sair te atacando?


14. Gays são estilosos, né? Têm muito bom gosto!




Ufa, que bom! É muito importante pra mim que você aprove o meu estilo.


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