quinta-feira, julho 18, 2019

NOTICIAS DO MUNDO GAY

Homossexuais vão poder doar sangue na França após quatro meses de abstinência sexual.




A França reduzirá de um ano para quatro meses o período de abstinência sexual que os homossexuais devem respeitar para doar sangue, anunciou nesta quarta-feira (17) o ministério da Saúde francês.

Essa medida entrará em vigor a partir de fevereiro de 2020, informou o ministério, dizendo se tratar de “uma primeira etapa” para um alinhamento das condições de doação dos homossexuais com as dos heterossexuais.

A abstinência sexual de um ano, estabelecida em 2016 por decreto, levantou uma onda de críticas por parte de associações de homossexuais que denunciaram discriminação.

De 1983 até 2016 era proibido na França que homossexuais doassem sangue por medo de transmissão do vírus HIV.

Também desde 2016, os homossexuais podem doar seu plasma sob os mesmos critérios de outros doadores.

O plasma, usado em casos de hemorragia, também serve para fabricar medicamentos, tais como imunoglobulinas, fatores de coagulação e outros produtos para vítimas de queimaduras e pacientes em reanimação.

A decisão da ministra francesa da Saúde, Agnès Buzyn, de reduzir o período de abstinência faz parte de um plano de avaliação regular dos critérios de seleção dos doadores, baseado em “elementos científicos, objetivos e independentes”, apontou o ministério.

Estudos da Agência Francesa de Saúde Pública mostraram que ter autorizado em 2016 a doação de sangue aos homossexuais não aumentou o risco residual de transmissão do vírus da aids.

Jovem gay é brutamente espancado por grupo de homens na Inglaterra.




Um jovem foi brutalmente espancado por um grupo de homens por ser gay na cidade de Preston, no condado de Lancashire, na Inglaterra. O caso foi aconteceu no último sábado (13).

Identificado como Ryan Williams, de 22 anos, o rapaz foi atingido por chutes e ponta pés na região da cabeça e também no rosto. Após ser socorrido, ele foi levado inconsciente para um hospital da região.

De acordo com sites locais, minutos antes à agressão os homens haviam feito diversos insultos ao jovem e aos amigos, até que em um determinado momento as frases se intensificaram e eles partiram em direção de Ryan.

Em uma publicação no Facebook, o jovem explicou o que aconteceu e mandou um recado para os ‘valentões’. “Eu nunca pensei em minha vida que seria espancado por ser gay! […] Eu quero que as pessoas entendam que ser gay não é uma escolha e eu não posso evitar, eu sinto muito que você não possa lidar com isso, mas não precisa bater em alguém por causa disso!”, escreveu o jovem.

Em entrevista ao site Pink News, um porta voz da polícia de Lancashire confirmou o ocorrido e informou que o ataque está sendo investigado como crime de ódio e o caso já está em andamento.

Vacina Experimental contra o HIV começará a ser testada nos EUA e Europa.




Após quase quatro décadas de pesquisa e de reveses, o laboratório Johnson & Johnson está terminando de preparar aquela que poderá ser a primeira vacina contra o vírus da AIDS. O plano é começar com os testes no final do ano nos Estados Unidos e Europa, com 3.800 homens. Seus cientistas procuram, em todo caso, encontrar uma vacina que funcione em todas as populações ao redor do mundo, especialmente na África.

O passo a ser dado por sua filial Jansenn para desenvolver a vacina foi antecipado por Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergias e Enfermidades Infecciosas dos EUA, em uma entrevista à agência Bloomberg, embora a J&J já tenha anunciado há um ano que faria testes em grande escala. Participa dessa iniciativa também a Rede de Testes de Vacinas Contra o HIV.

A vacina, portanto, é um elemento crucial para isso. Os cientistas estão há 15 anos trabalhando neste coquetel para atacar o vírus. O principal componente, segundo a Bloomberg, é um vírus alterado da gripe que produz uma proteína que eleva a imunização. Os participantes no estudo, acrescenta a reportagem, receberão seis doses em quatro sessões. Mas encontrar vacina universal é um grande desafio.

Bancada evangélica pede e Bolsonaro anuncia o fim de vestibular para pessoas trans.


Bolsonaro recebe bancada evangélica para café da manhã na última quinta-feira, dia 11.


MEC confirmou que a Universidade da Integração da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) vai cancelar o edital.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta tarde que, após “intervenção” do ministério da Educação (MEC), a Universidade da Integração da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) suspenderá um vestibular para transexuais, travestis, intersexuais e pessoas não binárias. A instituição havia anunciado em seu site, no último dia 10, uma seleção específica para estes candidatos nos campi do Ceará e da Bahia.

“A Universidade da Integração da Lusofonia Afro-Brasileira (Federal) lançou vestibular para candidatos TRANSEXUAL [sic], TRAVESTIS, INTERSEXUAIS e pessoas NÃO BINÁRIOS [sic]. Com intervenção do MEC, a reitoria se posicionou pela suspensão imediata do edital e sua anulação a posteriori”, escreveu Bolsonaro em seu Twitter.

De acordo com reportagem do site Uol, o vestibular para pessoas trans foi alvo de preconceito durante café da manhã com Bolsonaro e a bancada evangélica no Palácio do Planalto realizado na última quinta-feira (11).

“Senhor presidente, nem nos governos de esquerda eles tiveram tamanha ousadia. Se o cidadão, homem ou mulher, quiser fazer vestibular, não poderá, porque esse vestibular é só para travesti, transgêro e intersexuais”, afirmou o participante do café com o presidente.

Bolsonaro respondeu em seguida: “Isso será analisado. Coisas absurdas têm acontecido ainda dado à autonomia das universidades”, disse o presidente.

O edital ao qual o presidente se refere teve inscrições abertas ontem (15) e previsão de receber candidaturas até 24 de julho para 120 vagas em 19 cursos como Administração Pública (5 vagas), História (18), Letras (13) e Matemática (3).

No final de maio, a universidade anunciou processo seletivo para 374 vagas em cinco cursos, sendo que metade deste número foi destinado a alunos que cursaram todo o ensino médio em escolas públicas.

A Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira foi criada em 2010, com sede na cidade de Redenção, no Ceará.

O site da instituição cita um levantamento da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), publicado em maio deste ano, que afirma que só 0,2% de estudantes de graduação das universidades federais são pessoas trans.

Com dificuldades para concluir o ensino regular e para ingressar nas universidades e no mercado de trabalho devido a preconceito, muitas pessoas trans acabam empurradas para a marginalidade.

“É uma população que não tem acesso às mesmas oportunidades de estudo, de competir por uma vaga no vestibular. Esse vestibular era uma política afirmativa para fazer com que a população trans tivesse pelo menos a chance de ingressar na universidade”, diz a advogada Maria Eduarda Aguiar.

Aguiar, que foi a primeira advogada transexual brasileira a ter seu nome social incluso na carteira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), acredita que não há justificativa para o governo impedir a realização do vestibular.

“Eles [governo] estão riscando a gente do mapa”, afirma Maria Eduarda, primeira advogada brasileira transexual a ter seu nome social incluso na carteira da OAB.

Ainda segundo o site Uol, o MEC confirmou que a universidade vai cancelar o edital. A pasta questionou a legalidade do vestibular perante a Procuradoria-Geral da República (PGR), posto que “Lei de Cotas não prevê vagas específicas para o público-alvo do citado vestibular.”

Autonomia universitária

Segundo a Constituição brasileira, as universidades têm autonomia “didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial” – ou seja, suas ações não dependem de respaldo do presidente da República, nem de nenhum agente público.

Até a tarde de hoje, o edital continuava aberto no site da universidade e as inscrições podem ser feitas normalmente.

‘Sempre houve homossexualidade no Exército’, diz Mourão em entrevista com Bial.




O vice-presidente e general da reserva do Exército Brasileiro, Hamilton Mourão confessou que dentro das Forças Armadas sempre houve casos de homossexualidade. A declaração foi dada durante uma entrevista ao Conversa com Bial (TV Globo), nesta terça-feira (16).

Questionado sobre a diversidade sexual dentro do regime militar, Mourão foi direto e não fugiu da pergunta. “É uma questão delicada. Transgênero só existe um caso ou dois, se houve. Homossexualidade sempre houve, agora, dentro da disciplina e da hierarquia”, disse.

Em outro momento da entrevista o vice-presidente foi perguntado sobre a relação que entre ele e o presidente Jair Bolsonaro. Segundo Mourão, é necessário ter “disciplina intelectual” para reconhecer seus limites.

“É necessário chegar na porta do avião e cheirar o vento. Mas quem pula é o presidente”, referindo à sua experiência como paraquedista. E completou: “General e soldado têm que sair por aquela porta. Todos sentem o medo e todos superam. Isso cria um espírito de corpo muito peculiar que ocorre em todos os exércitos do mundo”.

Com público recorde, Parada do Orgulho LGBTS colore Brasília.


Multidão ocupa Esplanada dos Ministérios na 22ª Parada LGBTS de Brasília


Parada do DF é a terceira mais antiga do país e deste ano faz referência aos 50 anos de Stonewall e os 40 anos do Beijo Livre, primeira organização LGBT de Brasília.

Mais de 160 mil pessoas se reuniram neste domingo (14) para a 22ª Parada do Orgulho LGBTS de Brasília. Com o tema “Stonewall 50. Beijo livre 40. Resistência e conquistas”, a marcha saiu do gramado do Congresso Nacional por volta das 17h e ocupou a via N1, no Eixo Monumental, terminando na frente do Museu Nacional.

O tema faz referência aos 50 anos de Stonewall e os 40 anos do Beijo Livre, primeira organização LGBT de Brasília. Stonewall era um bar nova-iorquino, reduto da população LGBT, que, em 1969, foi alvo de agressiva batida policial.

Funcionários e clientes do local foram presos. À época, a ser LGBT ainda era crime no estado de Nova York. A repressão gerou protestos e manifestações, que são consideradas as primeiras Paradas LGBT do mundo.


Participantes durante a 22ª Parada LGBTS de Brasília.


A Parada do Orgulho LGBTS de Brasília é a terceira mais antiga do país, e só perde para as edições que ocorrem em São Paulo e no Rio de Janeiro.



Recife recebe 2º mutirão para alterar documentação de pessoas trans.




Em parceria com a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), o Centro Estadual de Combate à Homofobia (CECH) juntamente a Defensoria Pública de Pernambuco (DPPE), vai realizar nesta quarta-feira (17), o 2º mutirão para alterar o prenome e gênero dos documentos oficiais de pessoas transgênero, em Recife.

A ação, que vai reduzir o gasto de quase R$ 200 para cada solicitante, será realizada gratuitamente das 9h às 19 horas, no auditório da Secretaria Executiva de Direitos Humanos (SEDH), na Rua Santo Elias, 535, Espinheiro.

De acordo com a coordenadora do CECH, Suelen Rodrigues, a medida irá agilizar ainda mais os atendimentos. “Queremos desta forma poder viabilizar e garantir o direito da população de travestis e transexuais a terem o nome com o qual se reconhecem em seu registro civil e desta forma serem reconhecidos e reconhecidas pela sociedade”, disse ela ao Diário de Pernambuco.

O primeiro mutirão, que ocorreu no último dia 5 de julho, beneficiou 44 pessoas. Nesta segunda edição, devido a um pré-agendamento com nomes e contatos dos participantes, serão, no mínimo, 24 pessoas beneficiadas.

Para participar do evento é necessário levar documentos como: certidões originais e cópias de nascimento ou casamento atualizadas, além da carteira de identidade. Confira a lista de documentos necessários:

Certidão de nascimento;
Certidão de casamento atualizada, se a pessoa for ou tiver sido casada;
Cópia do registro geral de identidade (RG);
Cópia da identificação civil nacional (ICN), se tiver (trata-se de documento em implementação, que substituirá todos os demais documentos de identidade);
Cópia do passaporte brasileiro, se tiver;
Cópia do cadastro de pessoa física (CPF) no Ministério da Fazenda;
Cópia do título de eleitor;
Comprovante de endereço.

Vídeo de ataque homofóbico em Goiânia pode ajudar a encontrar suspeitos.




O vídeo de um jovem sendo agredido por dois homens pode servir para identificar três suspeitos de praticarem homofobia, em Goiânia. Caso sejam identificados, este pode ser o primeiro caso de LGBTfobia a ser enquadrado no crime de racismo no Brasil.

O caso em questão aconteceu no dia 6 de julho, no Bueno, bairro de classe média alta de Goiânia. No entanto as imagens apenas foram divulgadas nesta semana pela Polícia da região.

Em depoimento à polícia, Antônio de Oliveira Filho, de 24 anos, afirmou que estava indo em direção ao comércio de sua família por volta de umas 7h, quando foi surpreendido por três homens que iniciaram diversos insultos. O rapaz tentou fugir, mas foi alcançado por dois deles, que chegou a acertar um murro em seu rosto.

“Xingaram ele de viado e falaram que tinha que morrer . Eles ainda tacaram um copo de vidro, mas ainda bem que erraram”, relatou a irmã de Antônio, Kássia Poliana Rodrigues, de 33 anos, ao jornal O Dia. Ainda segundo Kássia, o jovem não consegue mais passar pelo percurso.

Conforme o delegado titular do 4° Distrito Policial, Carlos Caetano Júnior, que está acompanhando o caso, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de equiparar o crime de LGBTfobia ao de racismo foi muito importante para facilitar o indiciamento de casos do tipo.

“Se não fosse o STF, não conseguiríamos combater este tipo de agressor. Antes a gente nem se empenhava para identificar justamente porque não existia punição”, lembra. E completou: “A Polícia Civil ganhou uma nova ferramenta, uma força para combater esse crime horroroso. Em 2019, conviver com essa bizarrice medieval é inadmissível“.

A pena prevista para casos de LGBTfobia é de um a três anos. Em casos mais grave, a penalidade pode ser de cinco anos.

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