segunda-feira, julho 29, 2019

NOTICIAS DO MUNDO GAY

Governador de Porto Rico renuncia após escândalo de conversas homofóbicas.




Ricardo Rosselló escutou o clamor de Porto Rico. O governador anunciou sua renúncia nesta quarta-feira, após 12 dias de protestos maciços. Em um vídeo transmitido pelo Facebook, Rosselló fez um repasse de sua trajetória à frente do Governo da ilha, para finalmente anunciar sua demissão. Em sua mensagem gravada, ele indicou que será substituído no cargo pela secretária de Justiça, Wanda Vázquez.

"Após escutar a reivindicação, conversar com a minha família, pensar nos meus filhos e em oração, hoje anuncio a vocês que renunciarei ao cargo de governador a partir de 2 de agosto", declarou Rosselló, que disse esperar contribuir assim para uma “reconciliação popular" e desejou "paz e o progresso ao país".

A ilha entrou em festa ao escutar o anúncio. Motoristas buzinavam, as bandeiras ondulavam em qualquer parte, e fora da La Fortaleza, a mansão do governador, milhares de manifestantes dançaram noite adentro em toda a rua ao ritmo do reggaeton. "Ricky [Rosselló], te tiramos", gritava a multidão em uníssono. Finalmente tinham alcançado o objetivo que se propuseram depois da revelação de um chat em que o mandatário e membros de sua cúpula administrativa faziam comentários homofóbicos e machistas.

Desde a primeira hora da quarta-feira se especulava sobre a saída de Rosselló. A crise política havia se agravado ainda mais na noite anterior com a renúncia de Ricardo Llerandi, o chefe de Gabinete. Desde o vazamento do chat, o total de baixas na Administração já superava 14. Todos os membros do Governo que participavam daquele grupo do Telegram já haviam se afastado, exceto Rosselló, que até agora insistia em se aferrar ao cargo. Enquanto isso, nas ruas de San Juan só se escutava uma reivindicação: “Ricky, renuncie!".

Como quem acompanhava uma decisão por pênaltis numa final de Copa, os porto-riquenhos ficaram mudos, em grande expectativa, enquanto Rosselló comunicava sua decisão. Em grupinhos nas ruas, pessoas erguiam seus celulares para que todos pudessem ouvir o discurso. Quando finalmente o governador deu a conhecer sua demissão, os cidadãos celebraram como se fossem campeões do mundo. Danças, fantasias e reguetón, muito reguetón. Os artistas que a ilha gerou, como Ricky Martin, Residente e Bad Bunny, tiveram um papel importante em todas estas jornadas de protestos. Vestiram a camiseta branca, azul e vermelha e marcharam junto ao seu povo para exigir a saída de Rosselló.

"Pedir desculpas não é suficiente", disse Rosselló no domingo em um vídeo no qual anunciava que não disputaria a reeleição em 2020 e deixaria a presidência do Partido Novo Progressista (PNP). A ilha lhe respondeu na segunda-feira com uma greve geral e o protesto mais volumoso até agora – 500.000 pessoas –, que terminou com distúrbios entre os manifestantes e a polícia, cujos agentes dispararam gases lacrimogêneos contra os ativistas até altas horas da noite. Diferentemente de jornadas anteriores, não houve feridos nem detidos.

Nas raras ocasiões em que Rosselló falou à população desde a eclosão do caso Telegram, ele pediu perdão pela linguagem articulada em um chat que usava para "desestressar". Nas quase 900 páginas vazadas apareciam diálogos em que insultavam políticos, opositores, jornalistas e artistas como Ricky Martin. Sobre o cantor escreveram: "É tão machista que trepa com homens porque as mulheres não dão conta". Outra vítima frequente dos diálogos era a prefeita de San Juan, Carmen Yulín Cruz, a quem se referiam como "HP [filha da puta, nas iniciais em espanhol]". Sobre esta última, Christian Sobrino, ex-chefe de Finanças e representante perante a Junta de Supervisão Fiscal, escreveu: "Estou salivando para lhe meter uns tiros". O governador respondeu que lhe fariam "um grande favor".



Orgulho LGBT coloriu as ruas de Berlim.


Participantes da Parada do Orgulho Gay perto da Coluna da Vitória em Berlim


Neste sábado, milhares de pessoas se reuniram para celebrar a Parada do Christopher Street Day em Berlim. A manifestação, além de trazer muita cor e diversão, também enfatizou a importância de lutar sempre por direitos. O orgulho LGBT é uma oportunidade de trazer à luz questões pertinentes sobre diversidade.

O desfile contou com muita dança e um repertório eletrônico. Assim, como toda Parada tem seu tema, esse ano foi: “Toda revolta começa com a sua voz”.“É uma data política. É importante que mostremos solidariedade”, disse o secretário de Estado para a Europa, o social-democrata Michael Roth, que participou do desfile e lembrou os muitos países onde a homossexualidade é legalmente perseguida.

Além do mais, vale frisar que o nome do evento, Christopher Street Day, se refere à Christopher Street, rua de Nova York. Nesse sentido, o evento alude ao acontecimento emblemático no bar Stonewall Inn, que foi o grande motriz na luta por direitos posteriormente.

É propício ressaltar também que, na Polônia, milhares de pessoas se reuniram em Varsóvia neste sábado para apoiar os direitos LGBT+. Esta reunião acontece uma semana após a primeira marcha do orgulho na cidade de Bialystok, que foi marcada por muita violência. 

Bispo afirma que gays só existem porque grávidas fizeram sexo anal.




Um bispo da Igreja Ortodoxa de Morphou, no Chipe, afirmou que crianças se tornam homossexuais durante a gestação por "culpa dos pais".

Em recente discurso na cidade de Akaki (Chipre), o líder cristão Neophytos Masouras afirmou que quando uma grávida faz sexo anal ela transfere esse desejo ao filho. A afirmação foi denunciada pelo Accept, grupo de defesa dos direitos LGBTs.

"Tudo acontece durante a gravidez, após um ato anormal entre os pais. Para ser mais claro, sexo anal", declarou o bispo, em discurso reproduzido por reportagem do "Metro".

"São Porfírio diz que, quando uma mulher gosta disso (sexo anal), um desejo nasce e ele é transferido para o filho", acrescentou.

Após o vídeo viralizar nas redes sociais, diversas pessoas rebateram o posicionamento de Neophytos, outras fizeram chacota. “Então, como as lésbicas foram criadas?”, questiona uma pessoa. “O problema não é esse ignorante, mas sim as milhares de pessoas que acreditam nele”, disse outra pessoa. “Então, se uma mulher fizer sexo oral, o filho vai se tornar dentista?”, brincou outro.

Bolsonaro diz que não há 'indício forte' de que cacique tenha sido assassinado no Amapá.




O presidente Jair Bolsonaro voltou a afirmar que pretende legalizar o garimpo no País, o que inclui a liberação da atividade em terras indígenas. A declaração ocorre após indígenas relatarem invasão de garimpeiros em reserva da etnia Waiãpi, no Amapá.

Para o presidente, não há indícios fortes de que o cacique Emyra Wajãpi, encontrado morto na semana passada com sinais de facada, tenha sido assassinado.

"Usam o índio como massa de manobra, para demarcar cada vez mais terras, dizer que estão sendo maltratados. Esse caso agora aqui... Não tem nenhum indício forte de que esse índio foi assassinado lá. Chegaram várias possibilidades, a PF (Polícia Federal) está lá, quem nós pudemos mandar já mandamos. Buscarei desvendar o caso e mostrar a verdade sobre isso aí", disse o presidente ao deixar o Palácio da Alvorada.

Bolsonaro questionou o fato de que as terras indígenas demarcadas no Brasil ficam em áreas "riquíssimas". Ele também disse que Organizações Não Governamentais (ONGs) estrangeiras são contra a exploração de garimpo nessas propriedades porque querem que os índios continuem "presos num zoológico animal" e querem "ter para si a soberania da Amazônia".

"Esses territórios que estão nas mãos dos índios, mais de 90% nem sabem o que tem lá e mais cedo ou mais tarde vão se transformar em outros países. Está na cara que isso vai acontecer, a terra é riquíssima. Por que não legalizaram indígena em cima de terra pobre? Não existe. Há um interesse enorme de outros países de ganhar, de ter para si a soberania da Amazônia", disse o presidente.

Ele falou, ainda, que índio não faz lobby e não tem dinheiro. Na sequência, indagou: "Qual poder eles têm para demarcar uma terra deste tamanho? Poder de fora, será que não consegue enxergar isso? São milhares de ONG's na Amazônia", declarou. Bolsonaro citou como exemplo a terra indígena Yanomami, homologada pelo ex-presidente Fernando Collor.

A suposta invasão de garimpeiros em terras indígenas da etnia Waiãpi no Amapá e a morte de um cacique estão sendo investigadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal.

De acordo com a equipe da Funai na região, a invasão teria começado na última terça, 23, quando foi confirmada a morte do cacique, encontrado com sinais de facada dentro de um rio na região. Segundo relatos, o grupo de cerca de 15 invasores estava armado e ocupou as imediações da aldeia Yvytotõ. Os moradores da região tiveram que se abrigar em outra aldeia vizinha, chamada Mariry. Também há relatos de ameaças contra outros moradores nos últimos dias, ouvidos pelo Broadcast/Estadão.

Pastor na pregação:”Pode e deve discriminar homossexual, que é possessão demoníaca”.


Pastor manda fiéis discriminar homossexuais durante pregação


O show de horrores aconteceu dentro de uma igreja e o vídeo está ganhando repercussão. O pastor demonstrou total decadência e não seguir nenhum mandamento de Jesus Cristo, ao enfatizar, em sua pregação, que homossexuais devem ser discriminados.

“Homossexualismo é possessão demoníaca e fica essa mentalidade de que é normal dentro dos colégios”, diz ele. “Pode e deve discriminar”, ordena.“Se eu tivesse uma empresa eu não admitiria um homossexual”, ressalta.

“Na tua vida pessoal tem que discriminar, porque a bíblia discrimina”, emenda. O pastor enfatiza que os preceitos bíblicos devem ser seguidos à risca, logo, comportamentos de “gay” e “bichinha” não devem ser vistos como normal.

É importante frisar que discursos odiosos não podem ser legitimados pela liberdade de expressão ou liberdade religiosa. Outro ponto importante é que, por maioria no STF, a LGBTfobia foi considerada crime.

Casal denuncia agressão e ataque de homofobia de motorista do Uber no Rio.


Filipe Pazzoto bateu o braço no chão após ter recebido chute de motorista de Uber, segundo denúncia do namorado. (Foto: Reprodução/Acervo pessoal)
Filipe Pazzoto bateu o braço no chão após ter recebido chute de motorista de Uber, segundo denúncia do namorado. 


Roteirista e namorado registraram o caso nesta quinta (25) na polícia. Eles relataram agressões como coronhadas, chutes e xingamentos. Uber informou que motorista foi desligado.

Um casal de namorados denunciou a agressão homofóbica de um motorista de Uber nesta quinta-feira (25) na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância, no Centro do Rio.

O condutor tinha uma arma dentro do carro e agrediu o casal com chutes e coronhadas, relatou um dos agredidos.

Célio Ferreira Júnior, de 29 anos estava com o namorado Filipe Pazzoto, a mãe, de 69 anos, e o afilhado, de 17 anos, em Botafogo, na Zona Sul, quando pediu o Uber para chegar até a Estação das Barcas, na Praça Quinze, no Centro. O caso aconteceu na tarde de quarta-feira (24).

O roteirista contou em entrevista ao site G1 que antes mesmo do embarque, o casal já tinha percebido que havia algo errado.

“A gente chegou de mãos dadas e o motorista não abriu a porta. Ele disse que eu não era a Maria, que é minha mãe, e eu disse que ela estava descendo. Só na terceira vez que eu pedi ele abriu[a porta]”.
Ainda segundo a entrevista ao G1, ele contou que durante a viagem o motorista agiu de forma bruta “batendo no volante e bufando”. Célio disse que eles não demonstraram nenhum ato mais afetivo enquanto estavam na presença do condutor.

Segundo o roteirista, quando chegaram na estação das barcas, ele pediu que o motorista parasse poucos metros à frente para que a mãe, que está se recuperando de um câncer de pulmão, não precisasse andar até uma farmácia. Célio disse que o Uber negou o pedido dizendo que ia parar ali onde já estava.

Nesse momento, o condutor chamou o casal de “viadinhos”. Célio disse que cobrou dele a agressão verbal e levou um tapa no rosto. Em seguida eles foram intimidados com uma arma.

“Quando senti que ele era uma pessoa descontrolada, eu puxei minha mãe e saí. Olhei para trás e o Filipe estava impedindo que o motorista viesse para cima da gente. Ele entrou no carro de novo e eu pensei ‘graças a Deus’, mas ele saiu com uma pistola”, relatou Célio.
O roteirista contou que o condutor primeiro botou a arma no peito de sua mãe porque ela estava mais próxima dele.

“Minha mãe gritava ‘não mata meu filho, não mata meu filho’”.


Motorista de Uber é acusado por passageiros de agressão. 


Célio relatou ainda que o motorista deu uma coronhada na cabeça dele e derrubou Filipe, que se machucou e está com o braço imobilizado.

O casal fez exame de corpo de delito e boletim de ocorrência na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância.

Em nota, a Uber disse que “considera inaceitável qualquer forma de violência e de discriminação em viagens pelo aplicativo”. A empresa informou, ainda, que o motorista foi desativado do aplicativo. Veja a íntegra da nota abaixo.

O crime ganhou repercussão nas redes sociais após a cantora e atriz Clarice Falcão divulgar na sua conta do Twitter. Por volta das 20h desta quinta-feira (25), a publicação tinha mais de 18 mil compartilhamentos.



Íntegra da nota da Uber

A Uber considera inaceitável qualquer forma de violência e de discriminação em viagens pelo aplicativo. O motorista citado foi desativado do app assim que soubemos do caso. Entramos em contato com o usuário para oferecer apoio e informar que seguimos à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.

A empresa se orgulha em oferecer opções de mobilidade eficientes e acessíveis para todos – ao mesmo tempo em que oferece também uma oportunidade de geração de renda democrática, independente de credo, etnia, orientação sexual ou identidade de gênero (sendo a primeira empresa de ridesharing que permite nome social na plataforma).

Fornecemos diversos materiais informativos a motoristas parceiros sobre como tratar cada usuário com cordialidade e respeito e frequentemente realizamos e apoiamos campanhas em favor da diversidade e do respeito como forma de conscientizar usuários, motoristas parceiros e a sociedade em geral. Um exemplo é a campanha “Carnaval de Respeito”, realizada em parceria com a ONG Plan International, que foi divulgada para milhões de usuários e motoristas.

Como empresa de aplicativos de Internet, a Uber está sujeita à legislação sobre esse tema, incluindo o Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/ 2014), e só pode compartilhar dados respeitando essa legislação. O Marco Civil da Internet é a lei federal que regula qualquer tipo de compartilhamento de dados no Brasil e proíbe o compartilhamento de dados pessoais com terceiros, exceto nos casos expressamente previstos em lei.


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