segunda-feira, julho 08, 2019

NOTICIAS DO MUNDO GAY

Prefeitura de Barcelona lança aplicativo contra agressão de mulheres e transexuais nas ruas.




Gratuito, anônimo e munido de um dispositivo de geolocalização, o aplicativo BCN anti-masclista (Barcelona anti-machista) permite que as vítimas alertem, de forma confidencial, qualquer tipo de agressão nos espaços públicos.

O sistema não foi criado para intervenções urgentes, em tempo real, e sim como uma ferramenta para ajudar a prefeitura a mapear as agressões e casos de assédio na cidade para tentar, em seguida, erradicá-los. Mas o aplicativo propõe que cada denúncia seja seguida de uma queixa na polícia. Além disso, também é possível, a partir do dispositivo, ligar para o 112, número local dos serviços de socorro.


Propaganda do aplicativo de denúncia

O aplicativo tem como objetivo ajudar não apenas os moradores, mas também as pessoas que estão de passagem por Barcelona, a trabalho ou passeio. Por essa razão, o sistema é disponível em catalão, espanhol e inglês.

Espanhóis cada vez mais feministas

A prefeitura espera sensibilizar a população, incitando os moradores a testemunharem. Além disso, as autoridades esperam, graças aos dados recolhidos, melhorar a organização do espaço urbano, aumentando, por exemplo, a iluminação pública em zonas mais sensíveis.

A Espanha tenta manter a boa reputação que conquistou nos últimos anos em termos de igualdade de direitos. O país é o único membro da OCDE com um governo composto por mais mulheres do que homens.

No caso de Barcelona, em quatro anos a prefeitura dobrou seu orçamento dedicado à luta contra violências de gênero.

Segundo uma pesquisa recente, 63% dos espanhóis se dizem feministas.

Brasil retrocede e tira combate a LGBTfobia em campanha para reeleição na ONU.


Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, se reúne nesta semana para tratar de crimes e violações. 


A ausência de qualquer referência LGBT no texto se contrasta com uma tradição já adotada pelo Itamaraty nos últimos 20 anos, quando foi o primeiro país do mundo a propor luta contra LGBTfobia.

O governo brasileiro não incluiu o combate a LGBTfobia, nem a promoção dos direitos LGBT ou qualquer referência LGBT em sua campanha para ser eleito para mais um mandato no Conselho de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas), com duração de três anos.

A eleição ocorre em outubro e, num telegrama interno enviado pelo Itamaraty no dia 5 de junho, a cúpula da diplomacia brasileira listou as prioridades do governo para os próximos três anos no campo dos direitos humanos.

Trata-se, no fundo, de uma espécie de “plano de governo” e de promessas de campanha para convencer os demais países a dar seus votos ao Brasil.

Mas, apesar de o documento trazer cercas de 20 áreas de atuação, não há em todo o texto nenhuma referência explícita na promoção dos direitos LGBT, ao combate contra a LGBTfobia, nem à luta contra a discriminação com base na orientação sexual ou identidade de gênero.

No Brasil, as denúncias de assassinato registradas entre 2011 e 2018 pelo Disque 100 (um canal criado para receber informações sobre violações aos direitos humanos), pelo Transgender Europe e pelo GGB (Grupo Gay da Bahia), totaliza 4.422 mortos de pessoas LGBT. Isso equivale a 552 mortes por ano, ou uma vítima de LGBTfobia a cada 16 horas no país.

Mas nem assim a situação foi considerada como suficiente para merecer uma menção explícita no programa do Brasil para os próximos três anos.

A ausência do termo no texto se contrasta com uma tradição já adotada pelo Itamaraty nos últimos 20 anos. Em 2003, por exemplo, o Brasil inovou ao ser o primeiro país do mundo a propor uma resolução que estabelecia que a discriminação com base em orientação sexual ou identidade de gênero deveria ser combatida.

Ao longo de anos, o Brasil ainda passou a ser referência nessa questão e sempre convidado por governos progressistas da Escandinávia para liderar debates sobre como responder a ameaças sofridas por pessoas LGBT.

Governo de Botsuana quer reverter descriminalização da homossexualidade.


A novidade foi decidida nesta terça-feira (11)


Proibida por lei desde 1965, agora a homossexualidade deixou de ser crime em Botsuana. A novidade foi decidida em junho, através de um julgamento feito pela Alta Corte do país.

Contudo, muitas autoridades ficaram descontentes com a decisão. Desse modo, o governo de Botsuana anunciou que entrará com um recurso para derrubar a medida. O anúncio foi feito nesta sexta (5) através de um comunicado pelo procurador-geral.

“Li minuciosamente a sentença de 132 páginas e considero que o Tribunal Superior cometeu um erro ao chegar a esta conclusão”, declarou na nota o principal assessor legal do governo, Abraham Keetshabe.

Ele afirma ainda que, diante da decisão, ele decidiu apresentar sua contestação.“Portanto, decidi apresentar uma apelação diante do Tribunal de Apelação”, acrescentou Keetshabe.

Bolsonaro nomeia militante LGBT filiado ao PCdoB e volta atrás em seguida.




O presidente Jair Bolsonaro havia, na segunda-feira (1), nomeado Andrey Roosewelt Lemos como membro titular do Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, conforme reportado pela Crusoé.

Lemos é filiado ao PCdoB há 21 anos, ou seja, uma experiência vasta dentro desta agenda. Andrey também ocupa o cargo de presidente da União Nacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (UNALGBT). Contudo, conforme reportagem da Crusoé, Bolsonaro declinou e resolveu trocar o representante.

Recentemente, o presidente ressaltou, durante entrevista coletiva na Cúpula do G20, no Japão, no sábado (29), que não é contrário ao ‘comportamento homossexual’, mas que só homens e mulheres têm filhos.

“Mesmo os homossexuais nasceram de uma mulher. Por enquanto, não sei que conseguiram engravidar homem. Não tem um terceiro sexo. Tem que respeitar isso daí. Mas nós respeitamos quem tem esse comportamento”, disse.

Vaza Jato: 58% reprovam conduta de Moro, diz Datafolha.


Moro durante audiência no Senado, onde respondeu perguntas sobre o caso Vaza Jato


Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (6.jul.2019) indica que a maioria da população (58%) reprova a conduta de Sergio Moro ao conversar com a força-tarefa da Lava Jato quando ele era juiz. Para 31% dos entrevistados, as conversas foram adequadas. Outros 11% não souberam responder.

A pesquisa foi feita em 4 e 5 de julho com 2.086 entrevistados com mais de 16 anos, em 130 cidades de todo o país. A margem de erro é de 2 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%.

Ao mesmo tempo, 54% da população considera que Moro deve permanecer na cadeira de ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Bolsonaro. Outros 38% acham que ele deve sair.

Segundo o Datafolha, 52% avaliam positivamente (bom ou ótimo) o desempenho de Moro como ministro. O número caiu 7 p.p em relação ao último levantamento, feito em abril deste ano.

Prisão de Lula

O Datafolha também aferiu a opinião da população sobre a prisão de Lula. De acordo com o estudo, 54% avaliam a condenação do ex-presidente como justa; 42% como injusta; e 4% não souberam responder.

Lula foi condenado por Moro a 9 anos e 6 meses de prisão. O Superior Tribunal de Justiça, em abril de 2019, decidiu baixá-la para 8 anos, 10 meses e 20 dias. O petista está detido na sede da Polícia Federal em Curitiba (PR).

Nos diálogos divulgados pelo site The Intercept, 1 dia depois do 1º depoimento Lula em Curitiba, Moro orientou o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima a emitir uma nota à imprensa como resposta ao que classificou como “showzinho” da defesa do ex-presidente.

A conversa teria sido realizada em 10 de maio de 2017 e foi iniciada por Moro. Ele perguntou ao procurador: “O que achou?”, referindo-se ao depoimento de Lula. Santos Lima faz a sua avaliação, os 2 trocam mais algumas mensagens, e o então juiz fala: “Talvez vcs devessem amanhã editar uma nota esclarecendo as contradições do depoimento com o resto das provas ou com o depoimento anterior dele. Por que a Defesa já fez o showzinho dela”.

Segundo o The Intercept, em 7 de dezembro de 2015 , Moro enviou a Dallagnol uma possível pista sobre 1 dos casos de Lula: “Entao. Seguinte. Fonte me informou que a pessoa do contato estaria incomodado por ter sido ela solicitada a lavratura de minutas de escrituras para transferências de propriedade de um dos filhos do ex Presidente. Aparentemente a pessoa estaria disposta a prestar a informação. Estou entao repassando. A fonte é seria”.

OAB-BA emite nota de repúdio após tweet homofóbico de ex-presidente.


Em um dos posts Saul criticou o beijo de Davi e Glenn 


Após o ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA), Saul Quadros, proferir comentários homofóbicos contra o deputado David Miranda, o presidente da Comissão da Diversidade Sexual e Enfrentamento à Homofobia da entidade, Filipe Garbelotto, emitiu uma nota de repúdio ao ato do advogado.

Segundo nota, o representante da comissão afirma que o discurso de Saul Quadros “não pode ser compreendido como mero exercício da liberdade de expressão, pois configura propagação de discurso de ódio contra a população LGBTI+”.

Conforme Garbelotto a OAB não compactua “com tal postura e entendemos que tais posicionamentos violam o conjunto de normas que regem a advocacia e seu decoro, estando o Dr. Saul Quadros sujeito às sanções disciplinares cabíveis”.

O comentário homofóbico de Saul foi feito através do Twitter, em uma postagem onde David defendia a ida de seu esposo, Glenn Greenwald, a uma sessão na Câmara dos Deputados.

“Quem é o marido de quem? Ainda não consegui saber. Todos os dois são maridos! Não tem esposa não?”, escreveu. Em outro post, onde David aparecia beijando Gleen ele disse: “falta de higiene”.

Mulher trans relata transfobia de policias durante abordagem e vídeo viraliza.


Alana Marchiori 


O relato de uma mulher transexual logo após ter sofrido transfobia durante uma abordagem policial na cidade de Salvador, tomou conta das redes sociais neste último sábado (6).

Em um vídeo divulgado em seu perfil do Instagram, Alana Marchiori conta que foi tratada como homem por policiais militares. Segundo a moça, eles informaram que era uma “abordagem de rotina”, no entanto, entre as mulheres, apenas ela foi retirada do coletivo.

“Sofri transfobia e foi uma sensação horrível, compartilho com vocês a decepção e constrangimento que passei”, postou no Instagram. Nos comentários, muitas pessoas escreveram mensagens de apoio e pediram por uma posição da polícia militar.

Em nota divulgada à imprensa, a Polícia Militar do Estado da Bahia informou que a corporação não tem conhecimento do fato. Entretanto, após a repercussão vai ser verificado a veracidade do ocorrido. Caso realmente tenha acontecido, será instaurado, de imediato, um processo administrativo. Além disso, a PM-BA ressaltou que a instituição não compactua com qualquer conduta discriminatória.

“Único jeito de sobreviver era vendendo corpo”, diz amigos sobre morte de travesti.




Que travestis são figuras marginalizadas na sociedade já não é segredo para ninguém, mas isto é corroborado quando são encontradas mortas em situações inabitáveis para qualquer ser humano subsistir.

Dito isso, amigos da travesti Jessyca Ananias, de 23 anos, assassinada a tiros na noite de terça-feira (2) em Araguaína, lamentaram a morte dela nas redes sociais. Desse modo, enfatizaram que sua única saída na vida era ‘vendendo o corpo’.

A Polícia Civil informou que três pessoas foram ouvidas na Central de Atendimento, após o cometimento do crime. Entre elas, pessoas que estavam no local. O caso será investigado pela Delegacia de Homicídios do município. Até o momento ninguém foi preso.

O homicídio foi registrado por volta das 22h17, no setor Entroncamento. A Polícia Militar informou que Jessyca estava no seu ponto de trabalho na companhia de outras travestis, quando o suspeito chegou em uma motocicleta. Segundo informações, ele já era um cliente assíduo.

Acusado de assassinar transexual é condenado a 19 anos de prisão.




Um homem, identificado como Adilson Porto Silva Filho, foi condenado nesta quinta-feira (04/07), a 19 anos de prisão pelo assassinato da transexual Denise Melo, de 52 anos. O caso aconteceu no Conjunto Augusto Franco, zona sul de Aracaju, no ano de 2017 e desde 2018 o criminoso está preso.

Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), dois homens estacionaram uma moto na porta da casa da vítima. Um deles, que seria Adilson Porto, desceu do veículo, pulou o moro da casa e disparou os tiros, atingindo também Jorge Luiz de Jesus, namorado de Denise. Jorge foi atingido por um tiro de raspão e sobreviveu. O condutor da motocicleta, não identificado, não foi incluído no processo.

Figura conhecida e querida por vizinhos, Denise era considerada por muitos da cidade como uma das primeiras transexuais do estado de Sergipe.



Nenhum comentário:

Postar um comentário