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POLÍTICA

Vazamento sugere que Deltan se comunicou com desembargador do TRF-4 




Um novo vazamento de mensagens revelado nesta sexta-feira (12) pela VEJA em parceria com o site The Intercept Brasil sugere que houve comunicações do procurador Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, com instâncias superiores sobre casos em andamento.

As conversas são sobre Adir Assad, um dos operadores de propinas da Petrobras e de governos estaduais, condenado por Sergio Moro em 2015 a nove anos e dez meses de prisão.

O desembargador citado é João Pedro Gebran Neto, relator no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), órgão encarregado de julgar em segunda instância os processos da Lava Jato.

Cinco meses antes de Gebran anunciar sua decisão, Deltan comentou com colegas do Ministério Público Federal que o desembargador estava escrevendo seu voto mas achou as “provas de autoria fracas em relação ao Assad”.

Às vésperas do julgamento, já em junho de 2017, Deltan então aciona o procurador Carlos Augusto da Silva Cazarré, que fica em Porto Alegre, sede do TRF4. 

“Cazarré, tem como sondar se absolverão assad? (…) se for esse o caso, talvez fosse melhor pedir pra adiar agilizar o acordo ao máximo para garantir a manutenção da condenação…”, escreve Dalla­gnol. 

É uma referência a um acordo de delação que a Lava Jato negociava em paralelo e que seria fechado dois meses depois das conversas. 

“Olha quando falei com ele, há uns 2 meses, não achei q fosse absolver… Acho difícil adiar”, responde Cazarré. Na sequência, Dalla­gnol volta a citar o desembargador Gebran:

“Falei com ele umas duas vezes, em encontros fortuitos, e ele mostrou preocupação em relação à prova de autoria sobre Assad…”. Dalla­gnol termina pedindo ao colega que não comente com Gebran o episódio “para evitar ruído”.

Moro costuma citar, como prova de sua integridade, o fato de que a grande maioria das suas decisões foi confirmada em instâncias superiores.

Delação de Cunha

Na semana passada a VEJA publicou uma capa com diálogos entre Deltan e Moro mostrando que o então juiz era contra a delação do ex-deputado federal Eduardo Cunha (MDB).

As mensagens sugerem, ainda, que Moro teria orientado procuradores a anexar provas para fortalecer a parte acusatória num processo.

Ainda na semana passada, no dia que completou um mês dos vazamentos, o Intercept divulgou a primeira mensagem em áudio de Deltan.

Era uma comemoração de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que negou um pedido do jornal Folha de S.Paulo para entrevistar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.




Entenda os vazamentos

Desde o dia 09 de junho, o Intercept vem revelando uma série de conversas privadas que mostram Moro e procuradores, principalmente Deltan Dallagnol, combinando estratégias de investigação e de comunicação com a imprensa no âmbito da Operação Lava Jato.

Segundo as revelações, o ex-juiz sugeriu mudanças nas ordens das operações, antecipou ao menos uma decisão e deu pistas informais de investigações nos casos envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O site é de Glenn Greenwald, um jornalista americano vencedor do prêmio Pulitzer por ter revelado, em 2013, um sistema de espionagem em massa dos EUA com base em dados vazados por Edward Snowden.

Como as revelações vieram a público por uma reportagem, ainda será necessária uma extensa investigação, provavelmente conduzida pela Polícia Federal, para confirmar as implicações jurídicas.

O vazamento de informações sigilosas no âmbito da Lava Jato tem sido comum desde o início da operação em 2014.

'A máscara de Moro caiu para sempre', diz Glenn Greenwald em evento.


O jornalista Glenn Greenwald participou de um debate na Flip


PARATY, RJ (FOLHAPRESS) - O clima era de Fla Flu, com torcidas opostas, mas também podia ser comparado de certo modo com o Réveillon de Copacabana. Aglomerados na beira do rio, vários visitantes da Flipei (Feira Literária Pirata das Editoras Independentes), casa parceira da Flip, assistiam aos fogos lançados do outro lado da margem por manifestantes contrários à presença do jornalista americano Glenn Greenwald. Só que, em vez de aplaudir, os espectadores vaiavam.

Greenwald foi saudado com ares de herói por uma multidão nesta sexta-feira (12), ao som de uma versão hardcore de "Bella Ciao". Greenwald chegou de lancha ao barco no qual participaria de um debate, como parte da programação da Flipei, casa parceira da Flip, por volta das 19h. Eram convidados também do evento o humorista Gregório Duvivier, o sociólogo Sergio Amadeu, e o escritor Alceu Castilho.

"Não precisa ter medo do governo. A máscara de Sergio Moro caiu para sempre", disse Glenn Greenwald, sob aplausos, logo no começo da mesa "Os Desafios do Jornalismo em Tempos de Lava Jato", com a voz encoberta por uma versão remixada do hino nacional tocada pelos protestantes.

"O Lula tá preso. Ele é bandido, ele tá preso", gritava uma voz do outro lado do rio. "Você vai ser preso!".

Mesmo diante da pressão, Greenwald avisou que não pretende sair do Brasil. "Sou casado com um brasileiro que eu amo mais do que tudo. Nós temos dois filhos brasileiros que adotamos. Somos uma família completa, cheia de amor e felicidade, como todos podem ser, inclusive os jovens LGBT neste país. Posso sair do país a qualquer momento, só que eu não estou fazendo isso, nem vou fazer. Porque 15 anos atrás eu me apaixonei pelo Brasil", disse.

O jornalista mencionou, também, uma frase que seu marido, o deputado David Miranda, teria dito antes de assumir o mandato. "Ele disse: 'não vou me esconder, vou concorrer à casa onde os milicianos que mataram Marielle Franco trabalham'. Isso é coragem".

"A próxima vítima do Moro vai ser o Glenn", interrompeu um manifestante. Além das provocações, o grupo contrário à presença de Greenwald também lançou fogos de artifício em direção ao barco da Flipei. "Se eles estão apontando rojão pra gente, a polícia do outro lado está deixando", opinou a socióloga Sabrina Fernandes, que atuava como mediadora.

Greenwald aproveitou a ocasião para revelar em que pé estão os trabalhos de apuração do The Intercept Brasil a respeito das mensagens trocadas pelo ministro da Justiça Sergio Moro com integrantes da Lava Jato, enquanto ainda era juiz.

"Estamos muito mais perto do começo do que do final. Temos muito mais para revelar. Quando perceberam a importância do material, todos os jornalistas do Brasil nos procuraram querendo trabalhar com a gente como parceiros. Todos, menos um: a Globo. Para os jornalistas da Globo, é um crime fazer jornalismo", avalia o americano.

"Jornalismo é oposição, o resto é armazém de secos e molhados, como já dizia Millôr Fernandes", completou Alceu Castilho. "As pessoas do outro lado do rio querem desinformar. Eles são quem usa o WhatsApp. A rede não distribui só democracia, ela distribui mentiras. Ela concentra o poder, mas pode permitir que a gente trave a nossa batalha. Não podemos mais ficar acomodados. Temos que fazer da informação a nossa principal aliada", disse Sergio Amadeu.

Ao ser perguntado por Sabrina sobre a indicação de Alexandre de Moraes para o STF, Gregório Duvivier definiu o ministro como "Voldemort do Supremo", em referência ao vilão das histórias de Harry Potter.

"Ele é a pior herança que o Temer poderia ter deixado. E, gente, o povo do STF tem medo do povo ali de trás", disse, apontando para os manifestantes na outra margem do rio. "Quem tem medo de quem faz coreografia, gente? Se tem algo que não se pode dizer é que o PT aparelhou a justiça. Ele indicou ministros péssimos para o STF.  A Dilma sofreu um golpe e saiu. Ela podia ter conclamado o povo às ruas. Ela foi à ONU quando estava rolando o golpe e falou de mudança climática", opinou Duvivier.

Depois de um período sem manifestações do grupo oposto, Greenwald brincou: "É bom ver que eles ainda estão vivos e animados". Em seguida, falou um mais sobre Sérgio Moro. "Todos nós sabemos que esse juiz tirou o candidato que a maioria dos brasileiros disse que queria como presidente. Eles o condenaram porque pensam que seus gestos são todos justificados, que estão acima da lei. E ele não só fez isso como também foi responsável, em 2016, pelo impeachment da Dilma Roussef. E ele só conseguiu fazer isso porque ninguém o estava investigando."

O espaço da Flipei, que abriga um barco ancorado e um ônibus antigo, sobre o qual acontecem shows todas as noites, estava lotado. A estimativa dos organizadores do evento é de que 3 mil pessoas compareceram ao debate.

Sob aplausos constantes, Greenwald se declarou novamente durante suas considerações finais. "Só com fascistas e racistas o Bolsonaro conseguiu ter 15% dos votos. O país pelo qual me apaixonei não é isso. Ele é feito de pessoas diferentes", disse. "Só a democracia pode unir esse país."

"A gente não é anti porra nenhuma, a gente é pró uma sociedade justa e democrática", arrematou, ovacionado, Duvivier.

'Não é nepotismo, eu jamais faria isso', diz Bolsonaro sobre Eduardo nos EUA.


Jair Bolsonaro participa de live ao lado do filho Eduardo nos Estados Unidos


O presidente Jair Bolsonaro disse nesta sexta-feira que a indicação de seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para a embaixada em Washington não se enquadraria como nepotismo, e que não faria a indicação se fosse.

“Alguns falam que é nepotismo. Essa função, tem decisão do Supremo, não é nepotismo, eu jamais faria isso. Ou vocês acham que devo aconselhar o Eduardo a renunciar o mandato e voltar a ser agente da Polícia Federal?”, disse o presidente em uma live na manhã desta sexta.

Uma análise jurídica interna feita pelo Planalto sobre a possibilidade apontou, em um primeiro momento, que as nomeações de primeiro escalão, como para embaixador, não se enquadram como nepotismo. Mas não foi feita ainda uma análise oficial a pedido do presidente.

A questão foi levantada na quinta-feira, depois que Bolsonaroconfirmou que estava analisando a indicação do filho e Eduardo admitiu que se for indicado, irá aceitar. Uma súmula do Supremo Tribunal Federal (STF) de 2008 proibiu o nepotismo. No entanto, uma decisão de 2018 da 2ª turma do STF diz que a súmula não se aplica a indicação para cargos de natureza política.

Bolsonaro reafirmou que, se depender dele, só falta o filho aceitar a indicação e o Senado aprovar. Na noite de quinta, o deputado afirmou que, se for realmente indicado, aceita e renuncia ao mandato.

“Não depende de mim, depende do meu filho aceitar e do Senado que vai sabatiná-lo. Agora, vocês querem que eu coloque quem? Celso Amorim nos EUA, que é do Itamaraty?”, disse o presidente. Amorim foi chanceler durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Bolsonaro ainda lembra que o último ministro de Relações Exteriores, o ex-senador Aloysio Nunes Ferreira, não era diplomata e nem tinha formação na área, mas “ninguém falava nada”.

“Eu tenho certeza absoluta que o Eduardo Bolsonaro é muito melhor do que eu. A sua vivência, a sua educação, a sua formação”, disse. “Logicamente eu tenho muito mais experiência do que ele, em muitos momentos quem tem a razão sou eu... filho para mim vai ser sempre subordinado meu.”

Janaina Paschoal critica indicação de Eduardo Bolsonaro para embaixador.


A deputada estadual aconselha Eduardo Bolsonaro a recusar o convite do pai, caso contrário se 'apequenerá'


Deputada estadual por São Paulo e cotada para ser vice de Jair Bolsonaro nas eleições de 2018, Janaina Paschoal (PSL) criticou nesse sábado (13.jul.2019) a indicação de Eduardo Bolsonaro, filho 02 do presidente, ao cargo de embaixador dos EUA.

Em uma série de 6 tweets, Janaína questionou: “fico aqui pensando: será certo o deputado federal mais votado abandonar o mandato para ir aos EUA? Onde Eduardo Bolsonaro é mais útil para nação? Na Câmara, ajudando a aprovar medidas necessárias, ou no exterior?”.





A deputada estadual diz que não analisa se o caso é nepotismo, se existe capacidade de Eduardo ou, então, a necessidade de adentrar na carreira diplomática. O que a preocupa, de acordo com o tweet, seria a opinião dos 2 milhões de eleitores que votaram no filho 02 de Bolsonaro para o cargo de deputado federal em 2018.




Janaina diz que Eduardo ainda tem “muito a fazer na Câmara e na Presidência Estadual do PSL” e o aconselha a agradecer o convite, porém recusá-lo.



A advogada também lembra que Eduardo Bolsonaro, ao se candidatar e tornar-se o deputado mais votado do Estado de São Paulo, “levou muitos [outros] deputados com ele” e, por isso, tem 1 papel de “liderança”. Diz que, caso o convite feito pelo pai, Jair Bolsonaro, seja aceito, o fato o “apequenará”. E completa: “Quem fez Eduardo Bolsonaro deputado foi o povo. Crescer, muitas vezes, implica dizer não ao pai”.




Eduardo Bolsonaro embaixador dos EUA: A internet também quer uma boquinha assim.


Declaração do deputado Eduardo Bolsonaro fez a chapa esquentar nas redes sociais.


Brasileiros se empolgam com credenciais do filho de Jair Bolsonaro e se candidatam a vagas em embaixadas pelo mundo.

Nada passa batido pelo brasileiro nas redes sociais. Ainda mais um assunto quente como a possível indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para a embaixada em Washington por parte de seu pai, o presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Principalmente depois de uma entrevista de Eduardo, que disse estar apto para o cargo por ter “feito intercâmbio e fritado hambúrguer nos Estados Unidos”.

Aí a chapa esquentou e uma enxurrada de memes e pessoas querendo uma boquinha como diplomata brotaram nas redes sociais. Sempre com aquele humor do brasileiro, que não desiste nunca de seu comprometimento com a zoeira na internet.

Como a cantora Gretchen, por exemplo. Não falta experiência para a outrora Rainha do Bumbum nesse piripiripiripiri internacional.

Ciro "Mercado vai engolir Bolsonaro, é Renuncia na Certa após novos escândalo



Por favor, Bolsonaro, faça essa besteira!




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Postado por Andy | (3) Comente aqui!

3 comentários:

  1. Meu caro, tem que ter muito estômago para viver no Brasil e acompanhar toda essa podridão! Antes, acreditávamos que só no Executivo e no Legislativo havia corrupção, troca de favores, desvio de verbas, "jeitinho", pressão política, compra de votos. Hoje, vemos - à luz do dia - membros do Judiciário e do Ministério Público enlameando os conceitos de justiça, ética, imparcialidade, defesa da Constituição, proteção dos direitos humanos.
    Uma vergonha para quem vive aqui, e uma vergonha diante da comunidade internacional.

    Só com muita fé e esperança num futuro melhor pra continuar vivendo e acreditando que, um dia e com muita luta, teremos um Brasil melhor para a maioria da população.

    Até lá, notícia falsa, armas, ministros incompetentes, fanatismo religioso, desemprego, ódio gratuito, perseguição à imprensa, destruição dos direitos trabalhistas e previdenciários, precarização da saúde, educação e segurança serão as notícias diárias que teremos de engolir.

    Deus nos fortaleça e inspire aqueles que, de fato, querem lutar por um mundo melhor, independente de sexo, idade, cor, orientação sexual, origem, renda, classe social e qualquer outra discriminação não admitida pelo Direito e pela Ética.

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  2. É verdade! A fé está no seu povo que batalha todos os dias para sustentar esse país. O povo é quem demanda o caminho.

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  3. É verdade! A fé está no seu povo que batalha todos os dias para sustentar esse país. O povo é quem demanda o caminho.

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