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POLÍTICA

Visitas frequentes de Bolsonaro ao Congresso são insuficientes para melhorar relação.


Relação de Jair Bolsonaro e do Congresso azedou bastante durante o 1º semestre.


Apesar da média de uma visita por mês, considerada elevada para um chefe do Executivo, 1º semestre foi marcado por troca de farpas entre governo e deputados.

Em pouco mais de sete meses de governo, o presidente Jair Bolsonaro esteve, em média, uma vez por mês no Congresso Nacional, o que é considerado por técnicos do Legislativo um recorde em tão pouco tempo no cargo. Não apenas a frequência das visitas ao outro lado da rua chama a atenção, como também a natureza dos eventos aos quais o chefe do Executivo comparece — incluindo aqueles em que nem mesmo o quórum de parlamentares é alto.

Na última segunda-feira (15), nem 30 deputados participavam da sessão solene em homenagem ao aniversário do Comando de Operações Especiais do Exército Brasileiro no plenário da Câmara. Mas o presidente estava lá, na mesa principal, homenageando a corporação a que já serviu — Bolsonaro é capitão reformado do Exército.




Essa não foi de longe a vez em que ele mais chamou a atenção numa visita ao Congresso. Não eram 9h30 do dia 29 de maio, uma quarta-feira — dia da semana em que as duas Casas Legislativas costumam ter bastante movimento — quando a Polícia da Câmara foi avisada de que o presidente estaria no plenário da Casa em poucos minutos para cumprimentar o humorista Carlos Alberto de Nóbrega, que era homenageado no plenário. Uma movimentação improvisada, embora já ensaiada para ocasiões de idas do chefe de Estado, precisou ocorrer às pressas.

Mais inovadora do que a aparição surpresa daquele dia foi a forma como ela se deu — o que se repetiu: Bolsonaro resolveu atravessar a rua do Palácio do Planalto até o Congresso a pé. Um trajeto de menos de 350 metros, que não durou cinco minutos.

Para efeito de comparação, em seu primeiro mandato, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) fez a sua terceira visita ao Congresso somente no terceiro ano de governo. Mesmo as dificuldades de diálogo com o Legislativo não eram suficientes para a presidente buscar os parlamentares.


Bolsonaro prestigia homenagem a Carlos Alberto de Nóbrega na Câmara.


Liturgia do cargo

Segundo aliados, a frequência com que o presidente tem comparecido ao Congresso demonstra uma disposição de conversar e ouvir os parlamentares. Ele intensificou as idas frente às recentes dificuldades de relacionamento enfrentadas com o Legislativo, especialmente ao longo da tramitação da reforma da Previdência.

?É uma forma de dizer com simplicidade e espontaneidade: ‘Pelo amor de Deus, me digam como eu posso melhorar a relação com vocês’. Ele montou ministérios de forma não convencional. Mas vai para dizer que é presidente, está do outro lado da rua, mas segue com o mesmo objetivo. Foi deputado por 28 anos”, destacou o líder do PSL, partido de Bolsonaro, no Senado, Major Olímpio (SP).

“Uma vez baixo clero, sempre baixo clero”, ironizou Randolfe Rodrigues (Rede-AP), para quem as visitas constantes do presidente não são “uma deferência ou homenagem aos parlamentares”.

Apesar da frequência constante no plenário em sessões solenes ou no gabinete do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), entregando projetos — levou pessoalmente a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da reforma da Previdência em 20 de fevereiro, o projeto de lei que altera as normas previdenciárias dos militares um mês depois e outro PL que muda o Código de Trânsito —, a avaliação nos bastidores é que a postura diferenciada de Bolsonaro não soluciona questões “mal-resolvidas com parlamentares”.

“O ex-presidente [Michel] Temer recebia 200 deputados por semana, seja no [Palácio do] Planalto, seja no [Palácio da] Alvorada. Vir ao Congresso mas não se abrir ao diálogo verdadeiro não é uma disposição real, não é demonstração de nada”, afirmou sob condição de anonimato um deputado próximo a Rodrigo Maia, considerado até mesmo por governistas o responsável pela aprovação, em primeiro turno, da PEC da Previdência.

Bolsonaro nega ofensa a nordestinos e chama general de 'melancia'.




Na sexta, presidente chamou governadores do Nordeste de "paraíbas". "Nenhuma crítica ao povo nordestino, meus irmãos", tuitou Bolsonaro neste domingo.

O presidente Jair Bolsonaro voltou a negar na manhã deste domingo (21) que tenha ofendido o povo nordestino. Na última sexta, o presidente chamou os governadores do Nordeste de “paraíbas” em uma conversa informal com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. 

No Twitter, Bolsonaro enfatizou que a “ofensa” foi dirigida aos governadores da região e que não há “nenhuma crítica ao povo nordestino”, que os chamou de “meus irmãos”. 

Na sequência, Bolsonaro ironizou o general da reserva Luiz Rocha Paiva, que classificou os comentários do presidente como “antipatrióticos”. “Sem querer descobrimos um melancia”, escreveu em outro tuíte, sinalizando que o general seria “vermelho por dentro”. 

Ontem, Bolsonaro havia culpado a imprensa por “fazer a festa” em “três segundos” de gravação. “Eu fiz uma crítica ao governador do Maranhão e da Paraíba, vivem esculhambando obras federais, que não são deles, são do povo”, disse ao O Globo. “A crítica que eu fiz foi aos governadores, nada mais. Em três segundos, vocês da mídia fazem uma festa. Eles são unidos, eles têm uma ideologia, perderam as eleições. Tentam o tempo todo, através da desinformação, manipular eleitores nordestinos.”

‘Paraíba’

Na manhã de sexta (19), foi publicada uma gravação da TV Brasil em que Bolsonaro tem uma conversa informar com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e chama os governadores do Nordeste de “paraíbas”. “Daqueles governadores de ‘paraíba’, o pior é o do Maranhão [governador Flávio Dino]”. E emendou: “tem que ter nada com esse cara”.

O vídeo circulou nas redes sociais e causou indignação de nordestinos e dos governadores da região, que cobraram explicações de Bolsonaro. 

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB-MA), afirmou à Folha que a cabeça do presidente ”é movida pelo confronto, e o coração, infelizmente, está possuído de ódios” e acrescentou que é uma “honraria”ser o pior dos gestores na visão de Bolsonaro. 

As críticas sobre a fala também tomaram as redes sociais. No Twitter, a hashtag #OrgulhodoNordeste foi uma das mais comentadas no sábado. Usuários reclamaram do tom negativo do presidente sobre o Nordeste e enalteceram a região brasileira. 

Bolsonaro vê 'psicose ambiental' e diz que Inpe divulga dados 'mentirosos' sobre desmatamento.




Dados divulgados pelo Inpe esta semana mostraram que o desmatamento na Amazônia disparou na primeira metade de julho.

O presidente Jair Bolsonaro acusou o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que faz o levantamento de dados sobre desmatamento no país, de ter divulgado números “mentirosos” e chegou a insinuar que o presidente do instituto pode estar “a serviço de alguma ONG”.

“A questão do Inpe, eu tenho a convicção que os dados são mentirosos, e nós vamos chamar aqui o presidente do Inpe para conversar sobre isso, e ponto final nessa questão”, afirmou o presidente durante café da manhã com jornalistas estrangeiros.

“Mandei ver quem está à frente do Inpe. Até parece que está a serviço de alguma ONG, o que é muito comum”, disse, referindo-se ao presidente do instituto, Ricardo Galvão.

Dados divulgados pelo Inpe esta semana mostraram que o desmatamento na Amazônia disparou na primeira metade de julho e superou toda a taxa registrada no mesmo mês no ano passado. Os dados preliminares dos satélites mostram o desmatamento de mais de mil quilômetros quadrados de floresta, 68% a mais do que o mês de julho de 2018.

Bolsonaro chegou a dizer que esses dados são “uma cópia de anos anteriores”. “Pelo nosso sentimento isso não corresponde à verdade”, afirmou.

Questionado seguidamente pelos repórteres sobre questões ambientais, Bolsonaro demonstrou irritação com o tema. Além de negar os dados de desmatamento, chegou a dizer que existe uma “psicose ambiental” no Brasil e, ao responder um jornalista europeu, disparou: “A Amazônia é nossa, não é de vocês”.

“Se for somado o desmatamento que falam dos últimos 10 anos, a Amazônia já acabou. Eu entendo a necessidade de preservar, mas a psicose ambiental deixou de existir comigo”, disse.

Procurado, o Inpe disse que sua política de transparência permite o acesso completo aos dados e acrescentou que a metodologia do instituto é reconhecida internacionalmente.

“O Inpe destaca que sua política de transparência dos dados permite o acesso completo a todas as informações geradas pelos seus sistemas de monitoramento. Este acesso possibilita avaliações independentes pela comunidade usuária, incluindo o governo em suas várias instâncias”, afirmou o instituto por meio de sua assessoria de imprensa.

“A transparência e a consistência da metodologia do Inpe para monitorar o desmatamento na Amazônia são reconhecidas internacionalmente. O Prodes (projeto que monitora o desmatamento da Amazônia), nosso sistema pioneiro, possui mais de mil citações na literatura científica pela excelência de seus dados. O Inpe monitora constantemente a qualidade dos dados sobre desmatamento, que atualmente apresentam índice superior a 95% de precisão.”

Ataque a antecessores

Em um encontro em que os jornalistas eram, em sua maioria, estrangeiros radicados no Brasil, o presidente começou sua fala dizendo que a maior parte da imprensa “lá de fora” tem uma visão distorcida do que ele é e do que pretende fazer.

“Eu entendo perfeitamente o envenenamento que fazem lá fora”, afirmou. “Não queremos mudar o que pensam lá fora, mas dar a verdade dos fatos.”

Ele acusou os últimos presidentes ?citando Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff? de “fracos”, “antipatriotas” e “corruptos”.

“Vocês de fora estão com saudades dos governos corruptos e descomprometidos com o Brasil. É isso que vocês querem aqui. Se fosse outro presidente, depois de Osaka, já teria mais 50 reservas indígenas demarcadas de forma subserviente. Isso mudou, tem que entender que isso mudou”, respondeu a uma das questões sobre meio ambiente, referindo-se a reunião do G20 no Japão, no mês passado, da qual participou e chegou a dizer que não seria pressionado por outras nações.

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