sexta-feira, julho 26, 2019

POLÍTICA

Depois de desrespeitar os nordestinos, Bolsonaro tenta se redimir: ‘Amo o Nordeste’.




"Não estou em Vitória da Conquista, não estou na Bahia, nem no Nordeste. Estou no Brasil. Não há divisão entre nós", disse o presidente.

Depois de desrespeitar os nordestinos, o presidente Jair Bolsonaro tentou se redimir em seu discurso na inauguração do aeroporto Glauber Rocha, em Vitória da Conquista, Bahia.

“Eu amo o Nordeste. Afinal de contas, minha filha tem em suas veias sangue de cabra da peste. Cabra de Cratéus, o nosso estado aqui, mais pra cima, o nosso Ceará. Quem é nordestino aqui levanta o braço. Quem concorda com o presidente Jair Bolsonaro levanta o braço. Tamo junto ou não tamo (sic)?”, declarou o presidente em uma breve fala. 

Na sexta (19), o presidente se referiu aos nordestinos como “paraíba”. “Daqueles governadores de... “paraíba”, o pior é o do Maranhão. Não tem que ter nada com esse cara”, disse ele ao ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. O áudio foi captado pelos microfones.

No Rio de Janeiro, berço político de Bolsonaro, “paraíba” é usado de forma jocosa para falar de oriundos do Nordeste. No sábado (20), o presidente minimizou; disse que sua “crítica” era unicamente direcionada aos governadores da Paraíba e do Maranhão por “esculhambarem obras federais”.





Nesta terça, Bolsonaro aproveitou também para agradecer aos prefeitos de Salvador, ACM Neto (DEM), e de Vitória da Conquista, Herzem Gusmão (MDB), que o receberam na porta do avião da FAB (Força Aérea Brasileira). Também lamentou a ausência do governador baiano, Rui Costa (PT), afirmando não ter preconceito sobre partidos, mas disse que não aceita quem deseja “impor a nós o socialismo ou o comunismo”.

Não foi apenas o petista quem se recusou a ir ao evento, também faltaram o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Nelson Leal (PP), e a filha do cineasta baiano Glauber Rocha, homenageado no nome do aeroporto, Paloma Rocha, além de aliados do petista.

Com a expectativa de uma recepção repleta de manifestações, o evento não foi transmitido pela TV Brasil, a emissora pública responsável pela cobertura de todas as cerimônias presidenciais. 

Inicialmente, havia a intenção de blindar o presidente contra manifestações programadas por movimentos sociais. Contudo, a multidão favorável que compareceu nas proximidades do aeroporto surpreendeu. Ele foi recebido e ovacionado aos gritos de “mito”. 

Apesar da ausência da Polícia Militar, cuja atuação foi impedida pelo governador Rui Costa, o presidente fez questão de aparecer do lado de fora do aeroporto - o que não estava previsto - e chegou a se aproximar da grade que o separava as pessoas. 

“Não estou em Vitória da Conquista, não estou na Bahia, nem no Nordeste. Estou no Brasil. Não há divisão entre nós: [divisão por] sexo, raça, cor ou religião. Somos um só povo com um só objetivo: colocar esse grande país em um lugar de destaque que merece”, completou o presidente no discurso. 

Dentro do saguão onde ocorreu a cerimônia formal, Bolsonaro falou para um público de cerca de 600 pessoas, a maioria convidada pela própria Presidência. 

Governo da Bahia, do PT, manda retirar PM da segurança de evento com Bolsonaro.




“Não posso colocar a PM para espancar o povo baiano que quer conhecer o novo aeroporto. (...) Se o evento é exclusivamente federal, as forças federais que cuidem da segurança do presidente”, disse Rui Costa.

O governador da Bahia, Rui Costa, do PT, decidiu retirar a Polícia Militar da segurança do evento ao qual o presidente Jair Bolsonaro participa nesta terça-feira (23), em Vitória da Conquista (BA). À rádio Metrópole, Costa alegou que o evento é exclusivamente federal e que cabe à Polícia Federal manter a ordem.

“Não posso colocar a PM para espancar o povo baiano que quer conhecer o novo aeroporto. Quem é popular e tem medo de ir às ruas, fica em seu gabinete. Se o evento é exclusivamente federal, as forças federais que cuidem da segurança do presidente”, disse o governador.

O petista publicou um vídeo em seu Instagram no qual afirma que o presidente não sairá do terminal aeroportuário e, por isso, não precisará de segurança. 

A fala do governador é mais um capítulo da troca de farpas com o presidente. Inicialmente, o petista participaria ao lado de Bolsonaro da inauguração do aeroporto em Vitória da Conquista, no entanto, na última sexta Bolsonaro desrespeitou os nordestinos e abriu um conflito com os governadores do Nordeste.

Antes de um café da manhã com jornalistas, o presidente se referiu aos nordestinos como “paraíba”. “Daqueles governadores de... “paraíba”, o pior é o do Maranhão. Não tem que ter nada com esse cara”, disse ele ao ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. O áudio foi captado pelos microfones.

A segurança do lado de fora do aeroporto está sob responsabilidade da Presidência e do Exército, segundo relatos de pessoas que participam do eventos ouvidas pelo HuffPost.

Bolsonaro foi alvo de uma facada em um evento de campanha em Juiz de Fora (MG), em setembro do ano passado. Além disso, de acordo com a revista Veja, ele tem sofrido ameaças de ataques terroristas. 

Paternidade da oba

Além da rixa em relação a Bolsonaro ter destratado os nordestinos, há uma queixa em relação à paternidade da obra. Dos R$ 106 milhões investidos na construção do aeroporto, R$ 31 milhões foram aplicados pelo governo do estado, e o restante, pela União. A construção foi iniciada ainda na gestão do ex-presidente Lula, quando o senador Jacques Wagner (PT-BA) governava o estado, em 2009. 

Na manhã desta terça, em conversa com o HuffPost, o prefeito da cidade, Herzem Gusmão (MDB), afirmou que a rixa instalada “deseduca o povo”. Para ele, a desistência do governador tem um motivo claro: “O Rui [Costa] viu que seria ofuscado no evento”. 

Anti-petista, o prefeito não chega a ser aliado de Bolsonaro, mas destaca que, com a ausência do governador, terá prazer em tomar o papel de anfitrião e “abençoar o presidente”. 

Aliados de Rui Costa também foram ao Twitter para denunciar a retirada de outdoors em uma pista que dá acesso ao aeroporto. Segundo Herzem Gusmão, as placas estavam irregulares. 

“O governo do estado tenta iludir as pessoas, apropriando-se das coisas e se aproveitando das fragilidades alheias. Não é a primeira vez que fazem isso. Também aconteceu com o metrô de Salvador”. 

A cerimônia agendada para 11h desta terça não havia começado por volta de 11h30. O presidente, embora alvo de manifestações devido a comentários recentes sobre o Nordeste, estará blindado. Ficará do lado de dentro do aeroporto, por onde chegará e de onde não deve sair. Os protestos ficarão concentrados do lado de fora. 

Chove e faz frio em Vitória da Conquista essa manhã, conforme relatos de pessoas que participam do protesto contra o presidente.

Tabata quebra silêncio sobre contratação de namorado por R$ 23 mil.


Contrato aditivado: a deputada Tabata Amaral e seu namorado, Daniel Alejandro Martínez


A deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP) manifestou-se na manhã desta quarta-feira, 24, a respeito da contratação de seu namorado, o colombiano Daniel Alejandro Martínez, para prestar serviços durante sua campanha nas eleições de 2018. Reportagem de VEJA mostrou, no sábado, que a parlamentar pagou 23 mil reais, com dinheiro do fundo eleitoral, pelo “serviço de análises estratégicas para a campanha”. Até então, ela só havia se manifestado por meio de sua assessoria de imprensa, que se limitou a dizer que foram seguidas as leis — mas não detalhou a execução do trabalho de Martinez.

“O Daniel disse não a diversas oportunidades de emprego e postergou projetos profissionais, por vários meses, para poder trabalhar na minha campanha. Quem já fez campanha saindo do zero sabe que é muito difícil encontrar pessoas que queiram interromper suas carreiras por meses por algo tão pouco palpável e possível, e comigo não foi diferente. Quando decidi me candidatar, no início, pude contar com menos de 10 pessoas, e o Daniel foi uma delas”, escreveu Tabata em sua conta no Facebook.

De acordo com a parlamentar, o namorado fez pesquisas, conversou com especialistas de educação e pobreza e teve um papel muito importante na construção de um documento de dezenas de páginas com minha visão e propostas para diversas áreas, de educação a moradia”. Também foi o namorado, diz Tabata, que levantou dados para fundamentar suas falas em eventos e desenhou um banco de dados com dados com critérios para a escolha de bairros e locais que seriam prioritários durante a campanha.

“Além de todos os documentos que ele gerou, são centenas de voluntários que ele coordenou e que até hoje têm seu número pessoal. Reafirmo minha gratidão ao Daniel e a toda a equipe que esteve ao meu lado durante a campanha, que abriram mão de muitas coisas por acreditarem em um sonho coletivo”.

Questionado por viagem, Weintraub diz ter direito a férias por ser professor.


O ministro Abraham Weintraub (Educação) entrou em férias em 20 de julho


Portais de notícia questionaram a semana de férias do ministro Abraham Weintraub (Educação) após 3 meses à frente do ministério. Ele assumiu a pasta em 8 de abril, e em 18 de junho teve autorização de recesso publicada no Diário Oficial da União (íntegra). Está fora da função desde sábado (20) até 27 de julho.

Weintraub respondeu sobre o tema em sua conta do Twitter nessa 3ª feira (23.jul.2019). O ministro afirmou que não está fazendo “nada de errado”, e se fizesse qualquer coisa ilegal, ou imoral, não duraria “5 minutos”.

Em outra publicação, Weintraub disse que não vai abrir mão da carreira de professor, na qual esteve por 5 anos, e que está no governo federal há 8 meses. Defendeu ter férias acumuladas, e disse que não há custo fiscal para seu recesso. Weintraub ainda fez críticas à rede Globo, afirmando que reportagens que questionam suas férias são “mentiras e populismo barato”.

O ministro está em viagem com a família em Santarém, no Pará. Na 2ª feira (22.jul), ele discutiu com 1 grupo de jovens que protestaram contra os cortes na Educação, enquanto ele jantava com a mulher e filhos.

Ao Poder360, a assessoria do Ministério da Educação confirmou que Weintraub estava com férias acumuladas. A previsão é que o ministro retome as atividades em 29 de julho.

Monólogo: Eduardo Bolsonaro embaixador? | The Noite (16/07/19)



#SenadoVetaEduardo: Danilo Gentili faz a mais impactante piada sobre Bolsonaro | Catraca Livre



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